Acampamento Olympus
23 Cap. 22 - Alta, Comemoração e Desconfiança
Notas iniciais
Enquanto Maria estava do lado de fora do quarto, ficou pensando no quanto o filho estava feliz. Ela já suspeitava de que Nico era diferente desde quando ele e Jason se tornaram amigos.
Um dia quando Jason foi estudar com Nico em sua casa, ela os observava. Enquanto Jason lia um trecho do livro o qual estavam estudando, Maria reparou que o filho fitava o outro garoto com o olhar embevecido e suspirando. Foi então, que ela começou a reparar melhor as atitudes de Nico. Jason nem sequer suspeitava do interesse do filho nele.
Ela achava que eles poderiam estar de rolo, porque eles não se desgrudavam. Então, suas suspeitas foram afastadas quando conheceu o rapaz moreno de olhos verdes, que aliás, é bem mais bonito do que Jason. Parece que ele gosta de seu filho, pois chegou todo aflito e preocupado. Ele parece ser uma pessoa direita.
Maria não era preconceituosa, pois na sua profissão, o mundo da moda, tem muitos homossexuais. Pelo menos ela conhecia alguns que eram assim. Nunca poderia imaginar que na sua própria família poderia haver algum. Ela esperava que Nico falasse consigo a respeito disso, pois ele sempre lhe contava tudo que se passava com ele. Ela aceitou de boa o relacionamento de seu filho com esse rapaz, o problema era o marido. Como ele reagiria ao saber que o seu único filho era gay? Provavelmente o deserdaria.
Maria suspirou.
Ultimamente Paolo andava agindo estranho. Vivia trancado no escritório o dia todo, quando não estava falando ao telefone estava no computador. Só saía para comer e dormir. Às vezes saía de casa sem se despedir ou ao menos dizer aonde ia. Quando ela contou que Nico estava indo para um hospital ele nem se abalou, simplesmente perguntou se era grave. Ela ficou parada no meio da sala o olhando sério. Então, ele desliga o computador e se levanta e sem dizer nada pega seu casaco e se dirige à porta. Maria o segue sem dizer mais nada.
Quando chegam ao hospital e Nico chega de ambulância, ele se retira até o balcão de atendimento para preencher a papelada enquanto Nico era levado à emergência. Quando volta, vem logo reclamando porque teve que largar o trabalho para acudir o filho idiota como ele mesmo diz. Maria não entendia por que ele agia assim com Nico. Desde que Bianca se casou ele agia como se Nico não existisse. Agora com essa novidade sobre Nico e esse garoto a coisa ia piorar.
Maria teve seus pensamentos interrompidos quando uma enfermeira entrou no quarto do filho. Ela foi atrás.
Nico e Percy conversavam quando uma enfermeira entrou no quarto com Maria logo atrás.
— Olá garotos – ela se dirige aos dois – Como se sente? – ela pergunta a Nico.
— Suado – ele responde.
— Isso é bom – ela diz. – Vou desligar a manta – ela vai até a tomada e puxa o fio. Ela retira a manta de Nico e o examina. – Você está bem melhor. Aguarde que o médico virá vê-lo – ela se retira.
— Que bom. Estava me sentindo um peixe assado em papel alumínio.
— Que bom que está melhor filho – diz Maria. Logo o médico entra.
— Como se sente? – pergunta ele.
— Estou bem – ele responde. – Eu já posso ir?
— Pode sim, seu caso não foi grave. Tome mais cuidado, hipotermia é uma coisa séria – diz o médico. – Se quiser tomar um banho antes fique à vontade.
— Eu quero sim, obrigado – diz Nico já se levantando e indo para o banheiro.
— Com licença – diz o médico e sai.
— Eu vou avisar o pessoal – diz Percy se retirando.
Maria assente e aguarda o filho sair do banho.
Nico foi recebido com abraços e felicitações por estar bem. Os amigos o aguardavam na recepção do hospital. Tyson correu para abraçá-lo e Nico retribuiu.
— Que bom que você tá bem – ele diz.
— Obrigado Tyson – diz Nico agradecendo.
Maria observava que Nico era muito querido. Ficou feliz de saber disso.
— Pessoal, essa é minha mãe Maria – Nico apresenta.
Todos a cumprimentam.
— Mãe, esses são meus amigos. Reyna, Ella sobrinha de Reyna, Hazel, Piper e Tyson irmão do Percy.
— Muito prazer. Fico feliz que meu filho tenha amigos que se preocupam com ele – disse ela.
— Nós cuidamos um do outro, senhora – disse Reyna.
— Que bom. Que tal irmos a uma sorveteria pra comemorar? – diz Maria.
— Ebaaa!! – grita Tyson e Ella ao mesmo tempo.
Os outros riem do entusiasmo das crianças.
Eles se dirigem a uma sorveteria ali perto. Percy e Nico andam de mãos dadas, enquanto Jason e Piper andam abraçados. Reyna de mãos dadas com Ella e Hazel com Tyson. Maria olha para aqueles jovens com um sorriso.
Depois de saírem da sorveteria, Maria levou os jovens de volta para o acampamento. Ela fez questão de falar com o diretor.
— É um prazer conhecê-la senhora Di Angelo – disse o Sr. D.
— O prazer é meu Sr. D – disse ela retribuindo o cumprimento.
— A que devemos a honra da sua presença? – ele perguntou.
— Fiquei chocada com o que aconteceu ao meu filho. Espero que tenham tomado uma providência – disse ela séria.
— Não se preocupe, senhora, os jovens que causaram isso ao seu filho já foram punidos. Eles foram mandados embora. Não haverá mais esse tipo de transtorno – disse o diretor.
— Espero que sim. Bom, – diz ela se levantando – preciso ir. Obrigada por acudirem meu filho.
— A segurança dos campistas é nosso dever – disse ele.
— Tenha um bom dia – diz ela se dirigindo à porta. O diretor se apressa para abri-la. Maria assente e sai.
— Uau! Que mulher! – diz o diretor.
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Maria chega em casa feliz. Ela vai direto ao escritório do marido sabendo que ele está enfunado lá. Ao chegar perto da porta ela ouve a voz dele. Com certeza falava ao telefone. Ele parecia alterado. Ela ia entrar quando ouve a voz de outra pessoa.
— Mas Paolo eu não tive alternativa, você não atende mais meus telefonemas, não responde meus e-mails. Eu tinha que vir aqui.
Era uma voz feminina. Maria franziu o cenho aprumou mais o ouvido.
— Você não devia ter vindo aqui. Eu disse que precisava de um tempo.
— Esse tempo se prolongou demais. Ou você tá querendo tirar o corpo fora?
— Donatela*, por favor, podemos conversar outra hora em outro lugar?
— Está com medo que sua mulher me encontre aqui, irmãozinho?
— Por favor, Maria pode chegar a qualquer momento, não quero ter que explicar sua presença pra ela.
— Tem medo dela? – falou a mulher com deboche. – O frio Paolo Di Angelo com medo de magoar a esposa. Você devia ter pensado nela antes de fazer o que fez.
Paolo suspira. No que ele foi se meter.
— Está bem Donatela, eu vou ver o que posso fazer – diz ele derrotado. – Agora, por favor, vá embora.
— Está bem. Espero você em casa.
Maria rapidamente corre para a sala e se esconde. Paolo e Donatela param em frente a porta, ele abre e ela sai. Depois que fecha a porta, Paolo fica um tempo massageando as têmporas, suspira e volta para o escritório.
Maria sai de seu esconderijo e fica pensativa.
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