Acampamento Olympus
3 Cap. 2 - A Viagem
Notas iniciais
Amanheceu. Acordei bem disposto e feliz. Fui ao banheiro, fiz minha higiene, tomei banho e me aprontei. Peguei a mala e desci. Minha mãe já estava pondo a mesa para o café. Estava linda como sempre. Sorri.
— Bom dia mãe.
— Bom dia filho. Como passou a noite?
Minha mãe sempre se preocupando comigo. Estava sempre atenta ao meu estado de espírito. Ela se interessava muito pelo meu bem-estar. Isso é que é mãe.
— Muito bem. E você?
Eu me sentia muito à vontade com ela. Por isso eu lhe contava tudo. Bem, quase tudo.
— Bem.
— E o papai, já se levantou?
— Está no banho. Você já quer tomar o seu café ou quer esperá-lo?
— Que horas são?
— São 6: 45h. Seu ônibus sai às 8: 00h. Não se preocupe seu pai nunca se atrasa.
Isso é verdade. O velho é sempre pontual.
Enquanto espero confiro as mensagens no celular. Tinha uma muito estranha que me chamou a atenção. Dizia:
“Tire esses seus olhos de morcego do meu Percy, seu cadáver ambulante ou eu te esfolo, seu viado.”
Fiquei pálido. Mas que merda é essa? Alguém mais sabia do meu interesse pelo Percy, além do Jason? Agora me deu medo. Quem será que mandou essa mensagem?
Revirei a caixa de mensagens, mas não consegui descobrir de quem era. Havia muitos desconhecidos. Droga! Era só o que me faltava.
Estava tão pensativo que não percebi minha mãe me olhando. Ela estudava as expressões do meu rosto. Sorri meio forçado.
— Algo errado Nico? – ela perguntou séria.
— Nada pra se preocupar. Cadê o papai, já são 7: 00h – desconversei.
— Já estou aqui. – respondeu o papa. – Que impaciência é essa?
Simpático, não acham?
— Sem discussões, por favor. Vamos tomar o nosso café – disse a mama. Sempre apaziguando os ânimos.
Tomamos nosso café em silêncio. Não estava com apetite, mas empurrei pra agradar minha mãe.
Assim que terminamos o café, meu pai e eu nos dirigimos ao carro. Dei um beijo em minha mãe e entrei.
— Boa viagem filho e divirta-se.
— Obrigado mãe. Vou tentar prometo.
O trânsito até que ajudou. Fizemos o trajeto em silêncio até chegar ao terminal, que já estava lotado de pessoas que iam para vários locais do país. Desci do carro, peguei as malas e dei um aceno pro meu pai que se mandou sem olhar pra trás. Credo! Que cara estranho!
Fui andando arrastando a mala até a área de desembarque. Vasculhei o local a procura de alguma cara conhecida. Quando senti alguém bater em meu ombro. Levei um susto danado. Quando me viro dou de cara com...
— Valdez!
— E aí Nico, tudo em riba?
— Você também vai é?
— Isso aí cara. Não é legal? Vai quase toda a galera da escola.
— Sabe onde está o Jason?
— Ele tá ali no cantinho paquerando uma morena muito gata.
Olhei para onde ele apontava. Jason estava conversando com uma garota morena de cabelos castanhos compridos com uma pena de pássaro amarrada na ponta. Não me lembro de já tê-la visto antes.
— Quem é ela?
— O nome dela é Piper McLean. Ela é da sala da Reyna e do Percy.
— Ah.
Ao falar no Percy, isso me fez lembrar a mensagem ameaçadora que eu recebi. Preciso descobrir quem mandou.
— E o resto, cadê?
— Estão do outro lado aguardando a hora de entrar no busão.
— Já estão todos aqui?
Joguei verde pra colher maduro.
— O Percy ainda não chegou.
— Hum – resmunguei. – Qual é nosso ônibus, quero guardar a mala.
— Vem comigo eu te ajudo.
Fomos até o ônibus. Guardei minha mala no bagageiro e depois entrei pra ver qual era a minha poltrona. Era o número 13. Oba! Janela! Saí e fiquei aguardando com os outros.
Passado algum tempo todos entraram e ocuparam seus lugares. Eu me acomodei na minha poltrona e coloquei os fones de ouvido e fiquei selecionando músicas no meu celular. Estava tão distraído que não vi quem sentou ao meu lado. Depois que achei a música que queria dei o play e fechei os olhos. O ônibus começou a se mover.
Terminada a música abri os olhos para selecionar outra, quando olho para o lado fico paralisado. Um par de olhos verde mar me encarava. Fiquei sem reação, de olhos arregalados. Não consegui desviar o olhar daqueles olhos maravilhosos. Ai meu Deus! O que eu faço? Senti meu rosto esquentar. Ele deu um sorriso torto como se fosse divertido me deixar sem graça.
— Olá. Nico, não é? – ele perguntou.
— O...Olá. S...Sim, sou Nico – gaguejei. Aff – pensei. – Você é o Percy.
— Sim. Prazer.
— Igualmente.
— Pois é – falou em jeito. – Parece que vamos ser parceiros de viagem, né?
— É... É – gaguejei de novo. Merda.
Conversa boa essa, não?
— Hum. Cof... Cof.. Você estava ouvindo que música? – ele pergunta.
— Ah, é uma do Imagine Dragon, gosta? – pergunto.
— Eles são bons. Qual sua favorita?
— Nothing Left To Say
— Legal.
— Você tem uma banda favorita? – perguntei.
— Green Day.
— Sério? Eu também gosto deles. Qual sua música favorita?
— American Idiot, além de outras.
— Demais!
— Você tem alguma aí no seu celular?
— Sim, tenho. Quer ouvir?
— Por favor.
Selecionei a música e passei um fone pra ele. Ele colocou o fone de modo que nossos rostos ficaram colados. Ai meu Deus! Eu devo estar sonhando só pode. Nunca em minha imaginação poderia crer que isso aconteceria. Aproveitei o momento dei um pequeno sorriso. Essa é a melhor viagem que já tive.
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