Notas iniciais
OI oi gente... sorry o sumiço! Estávamos em uma epoca de diluvio aqui e fiquei sem internet por alguns dias (semanas) :( Mas agora voltei e espero que esse novo capitulo palpite seus corações! :D :D Vamos lá?

Corremos!

A adrenalina era tamanha que um sorriso fez questão de se formar em meu rosto. A mão de Lana segurava a minha com força enquanto descíamos aquelas escadas e o vento batia em nós. Nunca pensei que eu fosse fugir de um guardião algum dia e isso soava até irônico, mas era exatamente o que estava acontecendo.

Atrás de nós Baruel e Isaac corriam também, gritando vez ou outra para que parássemos. Eles não queriam causar alarde, eu sabia disso, porém era inevitável. Ter duas pessoas correndo e mais duas as perseguindo não era algo que se podia chamar de “normal”.

Conseguimos entrar no elevador que descia para o ultimo nível da Zeilgalerie e seguimos apertando os botões freneticamente. Ele era espelhado e perfeitamente limpo, o que dava a visão clara de meus guardiões freiando o corpo rapidamente para não bater contra a porta de vidro quando ela se fechou. Sorri irônico e acenei brevemente enquanto começávamos a descer.

Se não podia provocar que graça tinha?

—O quê... O que foi isso?- Lana perguntou arfando apoiada em seus joelhos.

Olhei pra ela, arfando também e comecei a gargalhar. Toda aquela situação era extremamente eletrizante e me colocava em um grande problema, todavia não importava. Eu estava rindo novamente!

—Apenas diversão!

—Que diversão pode ter em fugir de... Nem sei quem são eles!- ela levantou as mãos para o alto, frustrada. Seu rosto estava corado pelo esforço feito, porém ainda assim mantinha seu charme.

—Calma princesa, eles são meus amigos. Confie em mim, isso é apenas diversão!- disse olhando para fora através da vidraça. Ao longe podia vê-los descer as escadas para tentar nos pegar quando o elevador parasse.

—Adrian, não se foge de amigos!- ela disse já mais calma e cautelosa. — Pode me dizer quem são eles, por favor?

Olhei, ainda me divertindo, para seu lindo rosto e só então percebi seu medo. Pra mim tudo aquilo não passava de uma piada, distração e aventura. Mas ela estava realmente assustada. A respiração já não era ofegante apenas pelo esforço feito, os olhos estavam arregalados e cautelosos. Não me admira o porquê! Lana nem me conhecia e já participava de uma perseguição entre meio-vampiros e um vampiro, sem levar em conta que ela não fazia ideia de tal fato. Tolo, tolo e tolo! Como é que ela iria imaginar que tudo era apenas um jogo, diversão?

—Eu te explico tudo quando sairmos daqui, tudo bem?- falei enquanto prendia seu rosto com as mãos a fazendo me encarar. Ela não podia surtar agora, não agora!

—Estou me sentindo em um daqueles filmes policiais em que sou colocada por engano no meio de uma situação cômica e perigosa! – ela ri nervosa e eu a acompanho.

O som de seu riso era bom. Rouco e suave provocava diferentes sensações em mim. Avistei o ultimo andar se aproximar e novamente segurei em sua mão.

—Bom, no final pelo menos nós sabemos que dá tudo certo. Pelo menos nos filmes é assim! — Lancei um último olhar para ela sobre o ombro e vi que um sorriso amplo e esperançoso pairava ali. Isso era bom. Não era? -É só correr princesa, deixa o resto comigo!

Lana consentiu e de novo pude notar o medo em seus olhos. Já estava amenizado, mas ainda estava ali.

A porta se abriu e nós corremos. A saída não estava muito longe, talvez cinquenta metros de onde estávamos. Olhei para os lados enquanto corria e nenhum sinal deles. Menos mal, assim nossa partida seria mais fácil. A claridade lá fora já era vista, o entrar e sair de pessoas também. O fim do túnel estava chegando e meu sorriso aumentava. Não acreditava ainda que seria tão fácil!

Engano meu.

Quando estávamos praticamente na porta Serena entrou em nosso campo de vista. Ela parecia furiosa e... Desapontada. Seu cabelo ainda estava solto em volta de si, o vestido ainda realçava suas curvas, mas agora sua postura era diferente.

O que antes era como um anjo dançando agora uma guerreira pronta pra batalha havia dado as caras.

Ela havia assumido seu papel!

—Senhor Ivashkov fique onde está!- ela ordenou seguindo á passos duros em nossa direção.

Não me mexi. Não pude. Mesmo sua voz sendo imperativa, soou doce e estranhamente calma, me paralisando.

Olhar ela vindo em nossa direção, me causou certo frenesi, um leve tremor passando por meu corpo. Ela estava inegavelmente linda e furiosa.

—Quem é ela Adrian?- Lana me perguntou sussurrando enquanto se agarrava á meu braço. Não a olhei quando perguntou, mas sim para Serena que se aproximava a cada segundo.

Como eu iria explicar? Na verdade, quem era ela? Como Serena agia, pensava, sentia? Eu não a conhecia, no entanto uma vontade súbita de o fazer tomou conta de mim. Eu não sabia o porquê dessa sensação, mas me assustei com a intensidade dela.

Talvez devesse tentar em outra hora. Uma em que ela não estivesse com cara de que iria arrancar minha cabeça.

Murmurei um “desculpe” á minha guardiã que agora estava praticamente em nosso encalço e voltei a correr, trazendo comigo Lana. Era um caminho mais longo até a saída, entretanto necessário. As pessoas começavam a cochichar e nos olhar estranho, parando pra ver a correria unusual do ambiente geralmente calmo e silencioso, e que agora ecoava apenas o som de nossos passos por aqueles corredores.

Não me importei, estava me divertindo como nunca!

Um andar acima Baruel e Isaac continuavam a correr e pela expressão de fúria deles eu sabia que estava encrencado. A mão de Lana continuava colada a minha durante a corrida e tinha que admitir: ela tinha um físico e tanto pra conseguir correr tudo àquilo comigo.

Finalmente conseguimos sair da Zeilgalerie e o sol alto nos cegou por alguns minutos. Tapei os olhos com as mãos tentando olhar para que direção seguir. Eu não conhecia nada! Apesar de Lana ter me explicado horas antes onde estávamos não era como se eu tivesse me tornado um morador. O sol estava começando a me incomodar e a minha careta mostrava o meu desconforto quando senti o braço ser puxado pela bela ruiva que me acompanhava nessa aventura.

A segui. Era a vez de eu confiar nela.

Descemos alguns lances de escadas por debaixo do viaduto e agora começava a me localizar. Estávamos entrando na estação de metrô. Ela não era lotada como eu esperava que fosse, mas mantinha uma quantidade considerável de pessoas capazes de enganar meus guardiões que agora desciam as escadas também.

Nenhum trem á vista. Estávamos encurralados e ferrados!

Lana me pressionou contra uma pilastra e jogou seu corpo no meu.

—Abaixe a cabeça e finja que fala em meu ouvido!- ela ordenou me puxando pra perto de si. Passei os braços por sua cintura e fiz o que disse.

Era impressionante como sua pele mesmo suada ainda mantinha aquele perfume doce. Ela era mais alva do que eu imaginava e a respiração ofegante que Lana lançava em meu pescoço me fez engolir em seco. Até então não tínhamos ficado tão em contato como agora, mas não foi algo que me incomodou. Sua pele era quente, assim como sua respiração. Contudo o que mais me chamou a atenção não foi o fato de ter seu corpo escultural colado ao meu ou de sua respiração me provocar calafrios, foi a veia pulsante em seu pescoço.

Era enervante e eu praticamente podia sentir o gosto de seu sangue quente em minha boca, me preenchendo por completo. Ela pulsava forte e estava visível, praticamente implorando para ser tocada. Ouvi como seu coração batia forte contra meu peito, bombeando todo aquele sangue, e soltei um pequeno gemido de prazer. Eu queria aquele sangue pra mim!

—Eles estão vindo!- ela murmurou e abaixou a cabeça, escondendo seu rosto no meu.

Se já estávamos próximos agora ficamos mais. Senti seus lábios tocarem minha bochecha, quentes como o resto de seu corpo. Seus olhos percorriam atônitos de minha boca para meus olhos, uma dança igualmente compartilhada por mim. Ela era muito atraente!

Eu praticamente já sentia sua boca na minha tamanha a proximidade. Seu hálito se misturava ao meu de forma homogênea, e nossas cabeças começaram a brincar, indo com movimentos calmos e lentos pra cima e pra baixo á procura de mais contato, nossos narizes se acariciando de forma sensual.

Já era como se tivéssemos nos beijado, mesmo sem o contato real.

O som alto dos freios do metrô parando nos tirou do momento de caricias e nos fez despertar. Olhei pra cima e acompanhei as pessoas começando a adentrar o vagão em ordem. Era hora de ir.

—Vamos!- passei o braço por seus ombros e comecei a seguir pra dentro do vagão. Nada a nossa volta parecia suspeito, o que era um alivio, mas também estranho. Eles não deixavam strigois passar, mas uma garota me tirar de suas proteções era coisa fácil? Não. Algo não soava bem ali.

Entramos e nos sentamos no banco gelado. As pessoas á nossa volta não nos olhavam desconfiadas, porém o sentimento de estar sendo vigiado me incomodava. “Você está sendo perseguido, é normal essa sensação!” convenci a mim mesmo.

Lana se aconchegou em mim com um sorriso e a deixei fazê-lo. Era bom a ter em meus braços, mesmo que estivéssemos com várias camadas de roupa nos separando.

Ficamos assim por algum tempo, nos acalmando da adrenalina. Lana descansava sua cabeça em meu ombro e sua respiração acalmava aos poucos, assim como seus batimentos cardíacos.

—E agora, vai me contar o que está acontecendo?- ela enfim quebrou o silêncio.

Por onde eu começava?

Notas finais
E então? Adrenalina demais pra um só capitulo? O que acharam desses dois hein? Não esquecem de comentar! Amo vcs! Até logo! Beijocas ;*