Academia de Alquimistas
1 Capítulo 1 - O Início
Notas iniciais
Olá pessoas, meu nome é Bottany e antes de tudo, sou uma pessoa normal como vocês, vivendo neste mundo bonito junto de uma sociedade hipócrita, uma garota estranha com uma família diferente, e estudo em uma escola chata com pessoas ridículas.
Bom, era assim que eu era até aquele dia, e se vou contar minha história, acho que é bom começar por lá, pois foi onde tudo começou a mudar.
Dia 22 de março de 2015
Era um dia normal como qualquer outro, e eu acordei atrasada para ir para a escola, tenho 15 anos e estou no meu primeiro ano do ensino médio, moro em uma cidade do interior e estudo na cidade vizinha.
Levantei da cama morrendo de preguiça, fiz minhas higienes pessoais e me vesti, meu cabelo cacheado estava comportado e molhado, o que é muito raro. O dia começou tão tedioso como o de costume, fui para o ponto de ônibus enquanto arrumava meu casaco.
Enquanto esperava o ônibus, um garoto parou ao meu lado, ele era ruivo com cabelos brilhosos e bons, eram de tamanho médio e eram melhores que o meu, sua cor era forte e intensa, de tal forma que me lembrava sangue.
Quando parei de babar naquele cabelo o garoto virou pra falar comigo, sua pele era clara e seus olhos eram verdes com mel, seu rosto era de um garoto de mais ou menos 16 anos, mas aparentava ser sério.
— Você vai para escola Dr. Ogass, não é? — perguntou.
— Sim, eu estudo lá — tá meio que na cara né, tá escrito no uniforme.
— Ora, que bom, eu vou visitar um amigo lá, mas não gosto de andar desacompanhado.
— Hum, tudo bem então. — agora tô junto de um garoto bonito >.
Nós fomos conversando até minha escola, ele era um garoto super legal e parecia um príncipe, seu nome era Demun, ele era fofo e cavalheiro, além de muito educado, mas apesar de tudo, parecia ser perfeito de mais para um homem.
— Até mais Bottany, espero que nos encontremos de novo. — disse enquanto se afastava.
O dia a partir daí foi totalmente diferente do normal, o primeiro professor fez uma super gincana, o segundo faltou e o terceiro ficou brincando ao invés de dar aula. Eu fui pra casa de uma amiga que estava dando uma festa de aniversário, e lá uns dois ou três caras vieram me cantar e, sinceramente, não estou acostumada a esse tipo de coisa.
— Estão te incomodando? — falou uma voz atrás de mim
— Oi? — me virei pra ver quem falava. Era um cara de mais ou menos 18 anos, obviamente era um dos garçons da festa, mas era loiro e tinha olhos lindos, amarelo com verde, usava óculos e segurava uma bandeja de salgadinhos.
— Posso dar um jeito neles se estiverem lhe incomodando. — disse o garoto
— O que é que você disse? — falou um dos idiotas.
— Sim eles estão me irritando, mas não tem problema, vou embora mesmo. — falei — mas antes me dê uns salgadinhos. – então peguei um prato de salgadinhos.
O dia estava sendo ótimo até agora, não ia deixar três idiotas acabarem com ele, e confesso que adorei encontrar dois caras bonitos no mesmo dia, e meu cabelo ainda está bom, o que é mais que um milagre.
Apesar de que, aqueles dois tem alguma coisa em comum... Eu estava pensando nisso enquanto comia os salgadinhos e ia para o ponto, então me deparei com um cartão com um número de telefone, eu tinha certeza de que era daquele garçom.
Eu já estava sentada no ônibus, e não pude evitar de sorrir, mas apesar de tudo, havia algo estranho, o dia estava tão bom, meus pais não me perturbaram por nada, era anormalmente legal, era como se fosse...
Como se fosse o último.
Eu pensei nisso e meu sorriso se fechou, mas não senti medo, eu sentia tristeza, eu queria fazer algo a mais, ser importante, fazer um favor, servir para alguma coisa.
Eu estava pensando e vi um caminhão desgovernado vindo rápido, eu olhei em volta e percebi que era a única na traseira do ônibus, lá na frente não seria muito afetado, eu estava indo correr pra frente quando o que eu não queria aconteceu. Uma criança jogou uma bola para trás e foi pegar, ele estava na mira do caminhão, como só eu previ aquilo? Como só eu percebi o caminhão?
Eu não entendi o que houve direito, eu puxei o menino e o joguei para cima do pai que estava desesperado, e do nada, tudo ficou preto.
Eu acordei meio zonza, estava tudo destruído, eu estava presa, as pessoas estavam sendo retiradas do ônibus, estavam todos bem, e o garotinho me olhava, ele me agradeceu quando me viu abrir os olhos, e logo correu para pedir ajuda.
Eu não sentia mais meus músculos, e sabia o que ia acontecer, mas ver a vida nos olhos daquele garotinho me fez sentir bem, se esse era o fim, não seria tão ruim.
E tudo escureceu novamente.
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