Academia da Aliança

13 Capítulo 13 - Menos dois pontos por ter quase morrido


Notas iniciais
Feliz ano novo o/ Como foram as festas? Aqui foi ótimo! Demorei um pouquinho, não foi? Fiz uns cortes de cena que fez demorar um pouco, queria conseguir deixar tudo claro para vocês, já que tenho certa dificuldade com descrição de cenários. Espero que apreciem o capitulo. Boa leitura!

Mais cedo naquele mesmo dia...

A sala da diretora era o que se pode chamar de peculiar, começando por seu formato de pentágono. Do chão até o meio das paredes era coberto por inúmeras estantes de livros, do meio até o teto estava várias janelas de tamanhos e formas diferentes e do outro lado delas havia paisagens que não coincide com o lado de fora da Alaiyans, como um deserto, uma montanha, uma floresta e uma cidade que ao longe podia se ver o palácio de Buckingham. No teto estava pintado o espaço, com todos os planetas e constelações. Bem no meio do teto um poleiro dourado estava pendurado e nele estava a Celeno, a Harpia de estimação da diretora. Mas a parte mais importante da sala era a mesa onde a diretora Keanne Branwell trabalhava, feita de madeira altamente resistente, com várias pilhas de papel empilhado, sua cadeira era feita com o mesmo material da mesa, com um estofamento vermelho para o conforto. O chão era de mármore branco com um enorme desenho o cobrindo, o símbolo ouroboros em preto. Alguns metros atrás da mesa estava um circulo mágico no chão com várias runas desenhadas, onde aqueles com permissão poderia adentrar no castelo.

A diretora Branwell estava sentada em sua cadeira, olhava preocupada para o pergaminho a sua frente, onde a profecia de Celeno foi transcrita por ela.

— Desse jeito ficará com rugas antes dos quarenta, Keanne – comentou Celeno, deixando o poleiro e pousando perto da feiticeira.

— Rugas não me preocupam no momento – respondeu dando um suspiro em seguida. Deixou o pergaminho de lado e encarou Celeno, suas penas eram lindas, começavam com um rosa Pink e ia para o verde água, sua pele era escura, seus cabelos brancos destacavam sua aparência hibrida.

— Esta preocupada com a profecia que lhe dei – deduziu a Harpia – Você sabe que elas são incertas, nem todas se realizam – avisou, preocupada com o bem estar de Keanne.

— A possibilidade é que me preocupa – revelou. Sentiu um arrepio nas costas, era um aviso, alguém estava chegando. Deixou a cadeira e fechou sua expressão e preparou suas mãos para realizar um feitiço se necessário. Celeno bateu as asas e voo de volta para o poleiro, seus olhos encaravam o circulo onde chamas se acenderam e uma mulher apareceu, Astra Herondale.

— Astra? – a surpresa no rosto de Keanne era notável.

— Não somos tão próximas para me chamar pelo primeiro nome – disse Astra, sua expressão era fria como o gelo.

— Alguém não esta de bom humor – debochou Celeno, recebendo um olhar frio da Herondale.

— Vim lhe avisar sobre seu pai e ver como minha neta esta – disse Astra.

— Não me importo com ele, e sua neta? – respondeu – Sua neta não esta na Academia, não pelo que eu saiba.

Astra revirou os olhos, irritada.

— Isso você irá querer saber, ele foi pego e em breve você será oficialmente líder dos Cipriano’s – revelou Astra, dando alguns passos para frente, deixando o circulo.

— Merlin! – praguejou – Posso odiá-lo, mas ser pego por eles é um destino terrível.

— Conheço piores – disse Astra em um tom que Keanne não pode ouvir

— Como você soube? – perguntou desconfiada – Você esta desaparecida há anos! – andou até a feiticeira.

— Fui forçada a voltar quando seu pai resolveu usar minha neta de isca – respondeu irritada.

— Quem é sua neta?

— Andrômeda Snape, mas você a conhece como Laurel Herondale – respondeu a Herondale.

A Branwell ficou sem palavras pela surpresa.

— E você veio por ela – disse em alta, começou a andar pela sala, pensando no que ouviu.

— Quantas revelações e não é nem meio-dia! – sorriu Celeno, do alto.

— É melhor avisar os outros sobre seu pai. – aconselhou

— Irei chama-los, tenho algo para dizer-lhes também – tocou as costas de sua mão e fez aparecer uma marca, uma seta em vermelho, que usava para convocar os líderes da aliança até a academia.

***

Atualmente...

Mikael Larat, o chefe da casa Hansen sentiu um formigamento familiar em sua mão, fazia muito tempo que não o sentia, ficando surpreso. Se perguntou qual seria o motivo do chamado, havia um jeito de saber, que era respondendo.

— Tio? – chamou a sobrinha do Larat, Sophie-Anne.

— Sim. – voltou-se para a sobrinha.

— Você disse que ia me treinar – lembrou.

Larat ficou confuso, então observou Sophie, Seus cabelos loiros castanhos encaracolados estavam presos com uma fita, vestia uma túnica avermelhada com uma calça por baixo, segurava uma espada embainhada, compreendeu a situação no mesmo instante, tinha marcado de ensinar uns novos golpes de espada.

— Sinto muito, Soph, surgiu um imprevisto, terei que ir para a Alaiyans – a menina baixou a cabeça, triste – Por que não vê se o seu primo não lhe ajuda? Prometo quando eu voltar eu te lhe ensino!

— Esta bem – concordou Sophie-Anne, ainda cabisbaixa.

Larat deixou o cômodo e foi para seu escritório, onde abriu uma passagem secreta pela lareira, desceu as escadas e entrou no pentagrama que estava desenhado no chão, à luminescência do desenho era a única coisa que iluminava o pequeno cômodo. Colocou em mente o escritório da diretora Branwell e logo sentiu as chamas cobrindo seu corpo.

***

Odiava a sensação de aparatar, a viajem de flú também eram horríveis, então criou seu próprio método de viajar para longas distâncias, criou um feitiço que transformava qualquer superfície que podia refletir em um portal. Viajou até o deserto de Gobi para se encontrar com alguns amigos, que foram na frente, levando um espelho para que pudesse atravessar, tinham ido caçar um Leviatã, uma criatura criada através da alquimia, que tinha a aparência mista de um dragão e uma iguana, que estava causando muitos problemas aqueles que ousavam atravessar o deserto. Junto de seus companheiros pode garantir que a criatura fosse transferida para um lugar longe de presença humana, depois foram acampar para um intervalo antes de partirem, mas uma tempestade de areia os pegou de surpresa, todos aparataram no mesmo instante e deixaram seu espelho para trás, e ele foi levado pela tempestade.

— Droga! Droga!Droga! – suas pernas doíam com a corrida frenética, seu coração parecia que ia saltar de seu peito. Olhou por um segundo para trás, soltou um grito, o verme vermelho de 60 metros estava ainda mais próximo, usava o vento para deslizar e conseguir mais distância, mas não era o suficiente. – O que eu fiz para você vir atrás de mim? – não esperava uma resposta, mas surpreendentemente ela veio, uma voz gutural respondeu em sua cabeça.

— Meu amigo, você o tirou de mim! – disse furioso.

— Ele estava comendo humanos, estava protegendo minha espécie! – gritou Rosemarie.

— Eu comerei você, seu inseto imundo!

— NÃO! – choramingou.

Precisava pensar rápido, não era muito do seu forte, não em situações assim, gostava de pensar com calma, mas a situação necessitava de rapidez.

— Eu estou em um deserto! – exclamou quase se deu um tapa por isso. Se queimasse a areia com uma magia incendiária ela viraria vidro, e vidro poderia refletir, assim poderia criar seu portal. Bateu uma palma e um circulo dourado apareceu na sua frente, com o símbolo do fogo – Incendium! – sussurrou, as chamas beijaram o chão, as cristalizando-as. Rosa teve que deixar de correr por um instante, pulou no portal antes de ser engolida pelo verme de Gobi.

A sensação de atravessar o vidro era a mesma de um espelho, gelada e como se mergulhasse em gelatina, uma sensação bem agradável. Por ter mergulhado de cabeça ficou um pouco tonta, antes de pular tinha pensado no destino, havia um espelho circular na sala da direção de Alaiyans, foi colocado justamente para Rosemarie, nunca tinha o usado, por causa da altura que o tinham colocado, mas era uma emergência.

*

A mesa pequena da diretora foi substituída por uma mesa triangular, na ponta estava a diretora, na base estava o líder da casa Hansen, Astra estava sentada na outra ponta da base, tomando um chá.

O silêncio reinava na sala, Larak observava Astra com curiosidade, fazia anos que a feiticeira não era vista, agora ela estava de volta, o que teria a feito voltar?

— Onde você estava todo esse tempo? – perguntou, quebrando o silêncio.

— Não é da sua conta, Mikael. – respondeu Astra.

— Não seja rude, Astra, ficamos preocupados com sua ausência – brigou Mikael.

Astra resmungou com uma leve irritação, contra gosto disse, um pouco baixo.

— Negócios de família.

— Viu? Não foi muito difícil – sorriu Hansen.

Keanne riu com a atitude dos dois, era obvio o carinho fraterno que Mikael sentia por Astra.

Um grito histérico assustou a todos, antes que pudessem reagir a coisa gritante caiu em cima da mesa.

— Ela esta morta? – perguntou Mikael a cutucando.

— Não, ela esta bem – respondeu Keanne, depois de analisar a feiticeira com um circulo mágico.

— Não seja estúpido! Ninguém morre dessa altura! – braguejou Astra.

— São seis metros..

— Chega! – disse Keanne – Srtª Passion? – chamou.

— Nunca mais viajo para o deserto caçar Leviatãs! – jurou Rosemarie ao tentar se levantar.

— Eles são difíceis? – perguntou Astra curiosa.

— Ah! Não, eles não foram nada – respondeu Rosemarie – O problema foi à tempestade de areia que veio depois, aqueles idiotas me deixaram para trás e fui perseguida por um verme vermelho de 60 metros! – disse em quanto engatinhava até o seu lugar na borda da mesa.

— Eles não costumam ter esse tamanho – disse Astra confusa – Na verdade são bem menores!

— Se eu descobrir o maldito que o aumentou! – fez o gesto de enforcar, com as mãos, em quanto sorria.

No alto em seu poleiro, Celeno observava curiosa, o chão da entrada, algo como um pequeno inseto estava lá, corria para perto da mesa, parecia ligeiramente confuso. Levantou voo e mergulhou no ar, aterrissando na frente do pequeno inseto.

— Te peguei! – gritou a Harpia com um sorriso assassino, suas garras prenderam o inseto, que deu pequenos gritos, com sua voz fina. Celeno pegou o inseto e foi colocando na boca, mas o grito de Keanne a assustou, tirando o inseto da boca.

— CELENO! Não coma insetos! – repreendeu a diretora.

— Mas Anne.. – resmungou Celeno – Parece saboroso!

— É só um inseto – intrometeu-se Larat.

— Por isso mesmo! – disse Keanne – Uma harpia majestosa como você não pode ficar comendo um reles inseto! Me dê – estendeu a mão. A harpia abaixou a cabeça chateada por não poder comer sua presa e colocou o inseto na mão da diretora, alcançou voo e voltou ao poleiro.

Keanne bufou, olhou para o inseto na sua mão e seu coração parou de bater por um segundo.

— Aqueles idiotas estão atrasados! – reclamou Astra.

— O Levierre esta desaparecido – informou Mikael

— Oh! – não reagiu por meio segundo – Aquele idiota nunca foi muito cuidadoso.

Mikael suspirou, o gênio de Astra era difícil de lidar, mas sabia que no fundo ela se importava com o Levierre.

— O que você esta fazendo aqui? – perguntou depois de se recuperar do susto.

— Com quem você esta falando? – perguntou Astra sem entender.

— Com o inseto! – respondeu Keanne – Que não é um inseto – completou.

Mikael e Astra trocaram olhares confusos.

— Esses alunos estão ficando cada vez mais estúpidos! Você poderia ter virado petisco de harpia, menos dois pontos por ter quase morrido e menos cinco pontos por invadir uma reunião privada!

Andrômeda deu pequenos resmungos, parecia que estava tentando se explicar.

— Espere! – interrompeu Keanne – Não consigo entender nada. – um circulo mágico se formou na frente de Andrômeda, Keanne deu um peteleco fazendo a Herondale ser arremessada antes de voltar a sua estrutura normal.

— Ai! – exclamou com a dor da queda, seu corpo tinha voltado ao normal graças ao feitiço da diretora.

— Explique! – ordenou Keanne

— É o que eu estava tentando dizer, diretora – disse Andrômeda – Eu fui convidada.

Notas finais
E Você achando que só Hogwarts não era segura!