Academia da Aliança
9 Capítulo 9 - Boas Notícias
Notas iniciais
Tendo um fantasma como companheira de quarto não era fácil, mas o maior problema não era seu linguajar ofensivo ou o seu mau humor, era na verdade era o fato de que ela não precisava dormir e a ligação que foi formada consumiu muita energia, mais do que o esperado o que deixou a bruxa cansada.
— Alice eu tenho aula amanhã! – reclamou já estressada. Já tinha se arrumado para dormir e se deitado, mas a fantasminha ficava do seu lado reclamando.
— Aqui é tão calmo, como você aguenta? – perguntou Alice olhando fixamente para sua mestra.
— Tendo uma infância corrida, calmaria agora é uma benção – respondeu virando para o outro lado.
— Na minha casa nunca era silencioso, mesmo a noite – revelou a pequena, indo para o outro lado da cama cutucar a bochecha da Laurel.
— Não estamos na sua casa! – gritou irritada – Estamos na minha, agora cala a boca que eu quero dormir! – a pequena deu uns resmungos, mas deixou sua mestra dormir.
Depois de muito incomodo finalmente conseguiu dormir. Sonhou com uma vila bruxa, havia muitas casas que foram erguidas com pedras e madeira. Havia gritaria por toda parte, pessoas corriam agitadas pelas ruas, crianças corriam para dentro de casa e os seus pais saiam de casa com suas armas e grandes machados.
— Hali onde esta Alice? – perguntou uma mulher dentro da histeria. Seus cabelos loiros eram presos em uma longa trança, usava um vestido simples da cor vermelha. – Hali? – chamou a mulher novamente.
— Querida! – gritou um homem magro indo de encontro com a mulher – Alice foi buscar água no poço!
— Não! – gritou a mulher caindo no desespero.
— Eu a trarei de volta meu amor – prometeu Hali abraçando a mulher – Volte para casa e proteja Naly e Fai.
— Traga a minha pequena de volta – pediu a mulher saindo dos braços de Hali.
Observou a mulher correr para longe de Hali, quando uma sensação estranha a aflorou, algo a chamava, foi acordada do seu estranho sonho. Alice não estava no quarto, estranhou. A sensação ficava mais forte, suspirou, saiu da cama e foi andando até onde a origem do chamado, não ficou surpresa por levar direto onde seu livro estava guardado. Pegou o livro amarelo e voltou para o seu quarto, sentou-se nos pés da cama e abriu na ultima página, sentiu uma sensação semelhante de uma aparatação, só que um pouco pior, quando se sentiu normal novamente abriu os olhos e se viu no salão dos tronos novamente e dessa vez estava sentada no trono pertencente ao líder da família Benetti-Keller.
Nicolau, Rosemarie e o cavaleiro estavam presentes, e todos estavam com roupas de dormir, o que fez a Herondale se sentir menos envergonhada por usar o pijama verde folha de Sejuani.
— O que esta acontecendo? – perguntou Andrômeda, chamando a atenção de todos, que a encararam imediatamente.
Rosemarie a encarava de um modo suspeito, como se soubesse de algo e não sabia se devia contar, já o cavaleiro não mostrava qualquer expressão, estava neutro na situação.
— Será que alguém poderia responder? – pediu um pouco irritada – Quero saber por que fui acordada no meio da noite.
— Então essa é a Benetti-Keller? Muito parecida com a mãe – uma nova voz se pronunciou, um homem gordo na casa dos quarenta, tinha acabado de aparecer no trono do líder dos Hansen.
— Mikael! – disse Rosemarie surpresa com a aparição do homem.
— Também é um prazer conhece-lo – respondeu Andrômeda mal humorada – Agora que todos estão presentes será que poderiam responder a minha pergunta?
— Irritadinha que nem a mãe – comentou Mikael rindo em quanto passava a mão no queixo. – Mas a garota tem razão em exigir respostas.
Flamel suspirou.
— Recebemos um pedido de ajuda – informou Flamel
— Finalmente alguma resposta – disse irritada – E de quem era o pedido? Alguém importante para deixa-los agitados.
— Sim srtª Holmes – confirmou o Cipriano.
— Foi do Alois – quem respondeu foi a Rosemarie
— Onde ele esta? – perguntou com urgência. Finalmente alguma noticia de seu tio.
— Em um lugar seguro – respondeu Rosemarie tentando acalma-la.
— Mas que não podemos entrar – informou Mikael serio.
— E que lugar serie esse? – perguntou Andrômeda, precisava saber onde seu tio estava toda a preocupação e tudo o que sentiu no dia que ele a visitou voltou com força total.
— O que sabe sobre fadas? – perguntou Sir Bronwen.
— Não pode ser ele esta na corte Unseelie? – perguntou Andrômeda com a sobrancelha arqueada.
— Ela esta bem informada – comentou Mikael, recebendo um olhar duro da Anfrith.
— De acordo com o pedido que recebemos deu-se a entender que ele esta com as fadas – explicou o cavaleiro.
— E como não possuíamos aliança com as fadas, não podemos ir até ele – complementou Mikael a explicação do Cipriano.
Andrômeda ficou pensativa, lembrou-se da primeira vez que esteve com Ashe na floresta, ela falou com um dos príncipes das fadas, ela sabia como convoca-los. Sabia os passos que deveria dar, mas será que os outros concordariam?
— E se entrar não fosse um problema? – perguntou, entrando na conversa novamente.
— Iriamos ver se foi realmente Alois que chamou e o levaríamos para um lugar seguro para depois interroga-lo – respondeu Mikael com um olhar questionado para Andrômeda. – Conheço esse olhar, o que vai aprontar? – perguntou.
— Eu tenho uma forma de entrar no mundo das fadas – revelou Andrômeda.
— Você não irá sozinha! – disse Rosemarie já sabendo as intenções da bruxinha.
— Não estarei sozinha – disse Andrômeda empolgada.
Queria muito voltar para o seu quarto e para sua surpresa a sensação de aparatar voltou, quando percebeu estava olhando para a parede do seu quarto. Guardou o livro de volta no lugar e correu para trocar de roupa e pegar sua varinha. Já arrumada saiu correndo, usou o feitiço Lumos para iluminar o caminho, por onde corria escutava resmungos dos quadros, que ignorou completamente. Parou de correr quando chegou ao corredor do terceiro andar, sabia que estava no lugar certo quando avistou a estatua de Ártemis. Ashe tinha lhe contado onde ficava a entrada do salão comunal dos Sheherazade, sabia pela descrição, mas nunca tinha realmente estado lá.
— A parede no fim do corredor é a entrada – sussurrou.
De acordo com a loira a parede era uma ilusão, bem parecido com a parede na estação de trem de Londres. Com passos hesitantes andou em direção à parede, fechou os olhos quando esta a um passo de atravessar, quando abriu os olhos novamente já estava dentro do salão comunal, o que viu a fez ficar de boca aberta.
O salão comunal é uma câmara oval, que lembrava ao coliseu romano, os quartos ficam atrás dos arcos de madeira, que foram criados através das raízes da grande arvore que ficava no centro do salão, as mesmas raízes criavam uma escada para acessar os quartos. No primeiro andar do salão comunal ficava a parte recreativa, na parede algumas raízes eram afastadas e tortas, que dava ótimos lugares para colocar pergaminhos e objetos de decoração como arcos, aljavas, espadas e até pele de animais. O chão era coberto pela grama, perto da parede havia mesas e cadeiras de madeira, lindamente entalhados. O teto do salão a uma meia lua desenhada, que ilumina o lugar.
— É eu sei, é maior por dentro – disse Ashe aparecendo do lado da Herondale.
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