Academia da Aliança

10 Capítulo 10 - Aliança dos Cinco


Notas iniciais
O que acham de eu colocar uma citação no começo de cada capitulo?

Uma palavra e tudo está salvo, uma palavra e tudo está perdido. – André Breton.

***

— Ashe! Que susto – disse Laurel colocando a mão no peito.

— Esta tarde, o que faz aqui? E como passou pela parede? – perguntou Ashe desconfiada.

— Preciso de um favor, e como assim? Só passei por ela – respondeu a bruxa.

— Somente aqueles de sangue Sheherazade podem passar – informou Ashe.

— Não sabia.

— Que favor? – perguntou Ashe.

— Preciso que me leve na corte Unseelie – respondeu Laurel, sua expressão mostrava sua ansiedade.

— Para que? – perguntou a Ashe.

Laurel não respondeu, pensou se deveria entregar o jogo, dizer que seu tio e o pai de Ashe podia esta na corte e sabia disso porque era uma das líderes da Aliança.

— Se quer que eu a ajude, preciso saber por que quer ir lá – disse a loira cruzando os braços impaciente.

— Meu padrinho foi atacado na noite que eu apareci aqui na academia, ele me protegeu de um inominável, achei que nunca mais o veria de novo, mas essa noite eu consegui uma pista de onde ele pode esta, por favor, eu preciso ir até a corte e só você pode me levar até lá – implorou Laurel.

Não disse que seu padrinho era o Alois, mas se dissesse teria muita coisa a explicar e não queria perder tempo.

— Como sabe que ele esta com os Unseelie? – perguntou Ashe relaxando o corpo.

— Uma amiga da família me informou – respondeu, não era inteiramente verdade, mas não era mentira, Rosa era uma amiga.

— Vou te levar lá, não será fácil, mas se formo pegas pelo menos posso apelar para o príncipe. Espere, vou trocar de roupa – disse subindo as escadas.

Não demorou muito para a loira voltar, agora invés de pijamas usava uma roupa de frio para aquela noite.

— Não iremos conseguir sair do castelo há essa hora, os portões foram fechados, mas não iremos sair pela porta da frente – piscou. – Nyx! – chamou.

Em um puf apareceu um elfo domestico vestido com um pedaço de pano limpo, e em sua roupa tinha um broche com o brasão dos Sheherazade. Seus olhos azuis eram grandes e brilhantes.

— Jovem mestra – reverenciou o elfo domestico para a sua dona.

— Nyx esta na minha família a duas gerações, sempre pude contar com ela para as minhas escapas, mas não conte isso para minha mãe! – comentou Ashe – Nyx preciso que nos leve até o lago da floresta.

— O que a jovem mestra quiser – respondeu Nyx, dando as mãos para as bruxas segurarem.

Em alguns segundo pode sentir a estranha sensação da aparatação e quando abriu os olhos estavam na floresta de frente para o lago. À noite a floresta não parecia tão bonita e agradável, parecia um cenário de filme de terror, o que a deixava arrepiada. Esfregou os braços com o frio.

— Pode ir Nyx.

— E agora? – perguntou Laurel, cheia de expectativa.

— Pulamos – respondeu Ashe pulando no lago.

Laurel arregalou os olhos.

— Ta brincando? – reclamou a bruxa.

Tomou coragem e pulou, acabaria mudando de ideia se pensasse. Sentiu o frio da água, mas não foi tocada por ela. Não demorou a sentir o impacto, acabou caindo no chão de pedra.

— Ai! – choramingou Laurel.

— Também caí na primeira vez – comentou Ashe ajudando Laurel a se levantar.

— Não poderiam ter colocado um colchão? – reclamou Laurel.

— E qual seria a graça?

Andaram pelo corredor de pedra que as levava para becos sem saídas e para portas fechadas.

— Não sabe o caminho? – perguntou Laurel

— Mudou desde a ultima vez que estive aqui – respondeu Ashe

Ashe travou como lembra-se de algo e deu um tapa na própria testa.

— Como eu sou burra! – exclamou a bruxa puxando o cordão debaixo da roupa – Esqueci que estava usando – o cordão era feito com uma liga de ouro e seu pingente era uma pedra pequena e da cor verde.

— Pra que o seu cordão servirá? – perguntou confusa.

— O príncipe me deu quando nos conhecemos, ele me disse que me guiaria quando eu viesse para a corte Unseelie – respondeu. Laurel a olhou sem confiança – Já usei antes, é confiável – garantiu.

— Se você esta dizendo.

De alguma forma Ashe conseguiu guia-las para fora daquele labirinto, as levando até uma porta verde entalhada como uma folha gigante. A bruxa se voltou para a amiga, dando um sorriso como se dissesse “eu não te disse?”.

Girou a maçaneta e abriu a porta. Do outro lado havia uma grande sala, o chão era de terra, havia uma grande ruína que um dia foi um castelo. Trepadeiras cobriam as paredes antigas.

Um som podia ser ouvido de longe junto dos risos, as bruxas se entre olharam quando escutaram uma voz.

— Não deveriam estar aqui feiticeiras – disse a mulher fada.

Sua aparência era admirável, não era delicada como se podia esperar, mas não tirava o encanto, seus cabelos eram da cor da terra, havia algumas mechas verdes e rosa, seus olhos eram escuros como a noite. Usava uma armadura masculina.

— Sou filha da rainha Tatiana e a noiva do príncipe Azahel, Ashe Sheherazade e essa é a minha amiga Laurel Herondale, desejo ver o príncipe – disse Ashe com uma postura que surpreendeu Laurel, sua confiança era admirável.

A fada encarou a Sheherazade com desconfiança.

— A levarei até o príncipe, princesa – disse a fada.

Seguiram a fada até o castelo, atravessaram alguns corredores até uma sala coberta por raízes e flores de diversas cores. No centro dela havia um divã vermelho e nele estava o príncipe adormecido.

— Esperem aqui – pediu a fada, indo até o príncipe. Fez uma reverencia em respeito – Meu príncipe.

— Saia! – ordenou o príncipe acordado, ele não estava dormindo como pensavam.

— Mas meu príncipe, sua noiva...

— Eu escutei agora saia! – interrompeu Azahel, levantando-se.

— Sim meu príncipe – a fada deixou a sala como ordenada.

— Fugiu do castelo novamente – comentou Azahel indo em direção a sua noiva – Isso não me surpreende.

Ashe só sorriu.

— Você me conhece meu príncipe – Ashe beijou o príncipe ficando na ponta dos pés.

— Querem que eu os deixe a sós? – perguntou Laurel envergonhada com a situação.

— Não será necessário – afastou o príncipe, voltando ao seu divã – O que lhe trazem até aqui?

Ashe voltou-se para a amiga, ela que deveria falar agora. Laurel tomou coragem e começou a falar.

— Me comunicaram que meu padrinho esta aqui, eu vim vê-lo se possível – disse Laurel.

— Quem é o seu padrinho? – perguntou Azahel.

Laurel engoliu em seco, sabia que ele tinha a resposta, mas queria que dissesse na frente de Ashe.

— Alois Levierre.

— O que? – perguntou Ashe surpresa.

O príncipe fez um sinal para Ashe se calar e a mesma obedeceu contra gosto.

— Por que acha que ele esta aqui? – perguntou Azahel.

— Eu já lhe disse – respondeu Laurel – Eu sei como as fadas agem então não me enrole.

— Cuidado como fala comigo feiticeira, eu sou uma autoridade e você esta no meu território.

Ashe a encarou.

— Ela será mais educada daqui para frente – disse Ashe.

— Assim espero – disse Azahel.

— Desculpe-me príncipe Azahel, só estou preocupada com a segurança do meu padrinho, não tenho noticias dele há algum tempo – desculpou-se a feiticeira.

— Imagino. Alois esta no território das fadas como sua fonte lhe informou – revelou Azahel.

— Ele esta bem? – perguntou Ashe preocupada.

— Esta sob os cuidados da rainha – informou – Chegou machucado na corte, nada que fosse grave.

— Podemos vê-lo? – perguntou Laurel

— Poderá – respondeu Azahel – Mas haverá uma condição.

— Azahel! Não temos nada a oferecer as fadas – implorou Ashe.

— Sua amiga tem – disse – Não será nada que não esteja em seu alcance, mas será algo tão valioso como uma joia.

— Poderemos ver o meu padrinho e sair com ele para fora do reino das fadas se lhe der o que deseja? – perguntou Laurel seria.

— Poderá – afirmou Azahel

— O que quer?

— Seu nome – respondeu o príncipe.

Laurel prendeu a respiração, certamente não esperava por isso, não deveria dizer a ninguém a sua identidade e muito menos negociar com fadas, é nenhum pouco confiável, mas precisava ver seu padrinho e Ashe não tinha controle da situação, não tinha escolha.

— Meu nome é Andrômeda Snape – revelou Laurel.

Ashe a encarou, surpresa afastou-se.

— A mais nova da aliança dos cinco – comentou Azahel – Como prometido eu as levarei até Alois Levierre.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Vejo vocês nos comentários.