Academia De Fadas

10 Capítulo 10 — Sentimentos latentes


Notas iniciais
Tentarei continuar com os capitulos rapidamente como tinha dito certo? Muuuito obrigada pelos comentários, muito feliz, obrigada novas leitoras Nutella, Maah Roronoa, Rintard, espero que continuem comentando, e que os leitores fantasma se manifestem sim? Mais um capitulo, fãs de Nalu me amem, fãs de Stincy não me matem! haha ♦Capítulo Reeditado

Capítulo 10 — Sentimentos latentes

Lucy

O tempo voou e vai contra mim. Já está anoitecendo e logo será o baile. Estou tão nervosa. É meu primeiro baile... e estarei com meu primeiro namorado. Após sermos todos desclassificados, só nos restou voltar aos chalés para podermos nos arrumar.

Corri para o banho, hidratei meus cabelos, os sequei e prendi com uma presilha um pouco de lado. Fui até minha mala, enquanto Lisanna ia para o banheiro, tão desesperada quanto eu. Imagino que ela deve estar ansiosa para que esse baile seja inesquecível. Acho que ela se declarará para o Natsu hoje. Essa imagem ainda me é estranha. Enquanto eu, só quero ser beijada outra vez daquele jeito. E pelo jeito como as coisas estão fluindo, acredito que não terei que ficar pedindo por isso para acontecer.

Dei graças por ter trazido um vestido um pouco mais formal para um acampamento. Queria estar preparada caso algum evento surpresa como um baile acontecesse. Fico feliz por ter acertado. Tiro da mala meu vestido preto, ele é simples, mas me cintura bem. Ele deixa minhas costas a mostra e é um pouco rodado na saia. Sou apaixonada por ele e nunca tive a chance de usar. Ganhei de minha mãe. É muito importante para mim.

Lisanna deixou o banheiro após alguns minutos com um vestido azul encantador, que destaca seus olhos de uma maneira especial. Ela realmente está dando seu melhor. Percebo isso ao vê-la com uma maleta de maquiagem. Não sou muito de maquiagem além do básico.

— Você está linda Lucy! — Lisanna sorriu ao reparar em mim — Que inveja!

— Por que? Você está ainda mais radiante! Os garotos caíram em cima de você — brinquei com uma piscadinha.

— Se o Natsu ao menos olhar para mim, acho que é suficiente — murmurou um pouco cabisbaixa.

— Tenho certeza que dará certo, então — concordo para consolá-la, mas não quero entristece-la ao dizer que ele não parece o tipo de cara que repara em qualquer coisa que seja — Estou preocupada com Levy. Ela ainda não voltou. Será que... ela ganhou? — pergunto com os olhos brilhando.

— Será? Seria demais se alguém da nossa sala ganh...

A porta se abre com tudo. Dei um pulo, quase jogando o pente para longe de minhas mãos. Uma azulada com cara de poucos amigos aparece.

— Levy-chan? — digo calmamente olhando para ela, que por acaso está em um estado terrível, parece que se jogou no chão e rolou na lama — O que aconteceu?

— AAAAAAAAARGH AQUELE IDIOTA! — berrou enfurecida e entrou no banheiro.

Silêncio.

— É, acho que ela não ganhou... — Lisanna sussurra ainda com medo da cena passada.

— Ganhou um banho pelo jeito — brinquei falando baixo para a Levy não escutar.

Demos risadas e voltamos a nos arrumar. Preciso estar perfeita.

30 minutos depois

— Estou pronta! — digo satisfeita ao me olhar no espelho. Deixei algumas mechas soltas e prendi meu cabelo de lado.

Coloquei um colar com pingente de coração, dourado e algumas pulseiras. Estou nervosa.

— Eu também! — afirmou Lisanna, também radiante.

— Nem poderei me arrumar direito — Levy resmungou ao sair do banheiro, secando seus cabelos.

— Levy-chan! — exclamo ao vê-la — Agora, nos conte o que aconteceu! Você demorou horrores!

Ela sentou-se em sua cama, prendendo a toalha em seu cabelo.

— O brutamontes do Gajeel! — gritou frustrada — Primeiro ele me arrastou para ir com ele. Depois quando fomos escalar ele me carregou e foi escalando com uma mão só, o que me deu um imenso medo de cair! Daí na tirolesa ele me carregou também, IMAGINA IR NAQUELE NEGÓCIO SEM SEGURANÇA NENHUMA! — dizia inconformada — Mas tudo bem, desci viva, perfeito! Então nos caíques ele estava tão desesperado pra ganhar que eu quase cai de tão rápido que ele foi, maaas ok aceitável. Entramos na floresta, daí ele estava correndo na ponte, escorregou no musgo, tentou segurar em mim e caímos! — ela pausava para respirar — Caímos numa correnteza que nos levou pra Deus sabe onde, fomos desclassificados e ficamos perdidos e imundos!

— Nossa... — digo sem reação. Talvez ela tenha razão em estar com raiva. Eu também estaria.

— Mas, bom, tem baile agora, vamos nos animar né? — Lisanna tentou animá-la.

Levy suspirou.

— É verdade, se quiserem podem ir, vou demorar ainda.

— Você tem certeza, Levy? — perguntei, preocupada.

— Sim, não se preocupem. Encontro vocês lá.

Não queria deixá-la. Mas também quero muito ir logo a esse baile. Olhei para Lisanna e assentimos juntas. Falamos para Levy tomar cuidado e saímos. Ficamos em silêncio por todo percurso. Primeiro porque estávamos de salto, não um enorme de 15 cm, mas um salto que já dá trabalho o suficiente para andar ente pedras e gramas. E segundo porque estávamos apreensivas. Pelo menos eu estou. Não consigo pensar em mais nada além de “Ele vai estar lá”.

Finalmente encontramos o tal salão. Minha boca se abriu automaticamente ao ver: Está lindo! Isso porque estou vendo apenas de fora. É um salão todo feito de madeira rústica, com janelas enormes de vidro onde podemos enxergar tudo o que acontece lá dentro. Há luzes no chão apenas para iluminar por onde andamos e flores. Muitas flores. Nunca fui em outros bailes para comparar, mas acho que estou satisfeita por esse ser o meu primeiro.

Olhei para Lisanna, tão surpreendida quanto eu, e sorrimos uma para outra. Entramos no salão, e apenas encontramos mais motivos para achar tudo incrível. Há mesas bem decoradas com velas e um vaso de flores no meio, um bar no canto, luzes coloridas por toda parte, tudo tão devidamente arranjado quanto já imaginei em um baile. Meu pai sempre dava muitas festas em sua mansão, mas elas nunca me interessaram, eram sempre negócios e apenas isso. Aqui, sei que será diferente.

Uma música começou a soar pelas caixas de som que rodeavam todo salão. Alguns alunos já estavam sentados nas mesas, provavelmente guardando lugar, e outros começavam a chegar a cada minuto que se passava.

— Nossa, realmente capricharam na organização! — Lisanna vislumbrada com o lugar.

— Está incrível — concordei com um sorriso bobo na cara.

Senti uma mão em meu ombro e me virei.

— Yo! — acenou Natsu, que acabara de chegar com Gray.

— Vocês estão bonitas — disse Gray sorridente.

— Obrigada, vocês também estão — falei, devolvendo seu sorriso.

E não era mentira, eles estavam mesmo bonitos. Estamos tão acostumadas a vê-los com uniforme e roupas normais que ver eles com roupas mais formais e tão arrumadinhos é estranho. Um estranho bom. Eles estão de camisa, calça jeans e um tênis mais casual. Se eles não fossem meus amigos e não fossem tão convencidos, eu diria o quanto eles estão sexys. Mas nunca ouvirão isso de mim.

— Natsu, vamos dançar? — Lisanna animou-se, pegando na mão de Natsu.

— Ahn... é que... — Natsu gaguejou um pouco sem graça, mas não teve tempo para terminar, pois foi arrastado por Lisanna para a pista de dança.

Olhei para essa cena. Que bom que ela está conseguindo falar com ele normalmente, quem sabe as coisas deem certo. Vejo eles dançando bem estranhos, mas estão sorrindo, então acho que está tudo bem.

Meus pensamentos são afastados ao sentir alguém me puxar pela cintura. Conheço essa pegada.

— Oi amor, você tá linda! — Sting disse com seu sorriso, que nunca irei me acostumar, maravilhoso.

— O-oi, obrigada — falei sem jeito. Será que essa sensação que tenho com ele ficará para sempre?

Ele se aproximou me mim, me dando um selinho. Nunca imaginei que selinhos pudessem fazem meu coração acelerar tanto.

— Quer dançar? — perguntou ao se afastar.

Abri um sorriso.

— Vamos.

Seguimos até a pista de dança de mãos dadas. Há muitos alunos já dançando e temos que desviar deles para ir para o meio. Não sei dançar muito bem, mas eu adoro do mesmo jeito. É como aliviar a alma. Ele pegou em minhas mãos e começamos a dançar, no começo sem jeito, e depois sem ligar para mais nada.

Uma música mais lenta passou a ser tocada, passei meus braços pelo pescoço de Sting, que me puxou pela cintura. Se ele soubesse o quanto me deixa louca quando faz isso, não faria isso com tanta frequência. Ou faria ainda mais.

— Acho que acampamento não é o nome certo pra isso tudo né? — tentei começar algum assunto para disfarçar meu nervosismo.

— É verdade — respondeu sem deixar de sorrir — mas o importante é que ganhamos um tempo juntos né? — piscou.

— T-tem razão — sorri de volta. Espero que tenha sorrido, porque do jeito que sinto minha boca trêmula, vou acabar assustando-o algum dia.

―×―

Narradora

Gray ao perder seu parceiro, percebeu que precisava beber alguma coisa. Sentia que a noite seria longa. Não gostava muito de festas, mas gostava de estar perto dos amigos. Andou até o bar, já enxergando a pessoa mais óbvia para estar lá: Cana. Ela estava virando copo atrás de copo.

— Ei, ei, melhor ir com calma ai, Cana! — disse em tom de aviso, olhando para a colega nem aguentando o próprio peso do corpo.

— Me dexa im pax Gray — devolveu com a língua enrolada.

O moreno apenas balançou a cabeça. Essa garota não tem jeito mesmo. Depois olhou para o lado, vendo uma garota desviando do caminho para ir até o bar, onde ele estava. Reconheceu a garota e correu até ela, segurando-a pelo braço.

— Ei, vai ficar brava até quando?

— Não estou brava, só não ando com idiotas — Ultear o cortou, soltando-se de seu braço.

— Talvez... eu posso te compensar dançando? — deu um sorriso esperto.

Ela suspirou, parecendo irritada por ter que passar por essa situação, mas logo sorriu.

— Se isso for um desastre, sua dívida irá aumentar — “concordou”, pegando novamente em sua mão.

Ele riu de sua condição e aceitou os termos, guiando-a até a multidão que já dançava. Gray segurou sua mão, e começaram a dançar pela pista, esbarrando em outro casal.

— Ah me desculp... — Gray dizia até ver quem era — Tsc, não vê por onde dança não? — terminou, irritado.

— Eu que deveria dizer isso — Lyon devolveu, olhando-o com raiva.

— Gray-sama! — Juvia exclamou, assustada ao ver seu amado com outra garota.

Ambos deram de ombros e continuaram a dançar, mas sem deixar de encarar um ao outro. A azulada tentou sorrir o restante do baile como se seu coração não estivesse em pedaços. Aliás, sempre disse o quanto era apaixonada por quem é... e nunca foi convidada para dançar. Quão injusto a vida poderia ser?

―×―

Outra certa azulada continuava em seu chalé, enquanto sabia que todos os outros alunos já deviam estar aproveitando a festa. Isso só a fazia sentir ainda mais raiva. Preferia ter perdido o jogo logo ao em vez de perder um baile.

Dessa vez para perder os costumes, deixou o cabelo solto. Estava com um vestido amarelo rodado e se olhou mais uma vez no espelho. Por Kami-sama, porque não tinha peitos? Todas suas amigas tinham em excesso, enquanto ela... nada. Suspirou decepcionada. Passava um perfume quando ouviu alguém bater na porta. Quem poderia ser?

— Já vai! — gritou indo em direção a porta. Após abrir, se surpreende — O que faz aqui? — soltou irritada. Era a última pessoa que gostaria de ver no momento.

— Como você recepciona bem as pessoas! — Gajeel soltou sua risada esquisita, apoiando-se no batente da porta.

Levy apenas o olhou pasma, esperando que ele respondesse sua pergunta. O sorriso do rapaz se desfez e ele suspirou.

— Não é nada demais tá bom? É que vi a luz acesa e imaginei que seria você atrasada, e não é nada bom uma garota do seu tamanho ficar andando no escuro sozinha — explicou-se rapidamente.

— Está preocupado comigo? — A garota lhe pergunta com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso divertido. Aí estava uma cena que não se via com frequência.

— Claro que não — respondeu, virando o rosto.

Levy apenas ignorou. Não esperava nada vindo dele mesmo.

— Então vá embora — tentou fechar a porta na cara do garoto, porém ele a segurou antes.

— Talvez eu esteja um pouco preocupado — tentou corrigir — não seja convencida.

— Não estou dizendo nada.

―×―

Lucy

Sinto que já estou dançando por horas. Não estou achando ruim, mas meus pés estão doendo e minha boca está seca, de tanto rir com Sting. Nunca achei que pudesse me divertir tanto. Finalmente parei de me mover ao término de uma música.

— Acho que vou pegar algo para beber — falei, buscando o bar com o olhar.

— Tudo bem, vou ali com meus amigos, nos encontramos depois? — propôs sorrindo.

— Uhum — concordei, sendo despedida com um selinho.

Também nunca imaginei que um beijo pudesse ser tão bom. Se ele soubesse tudo o que penso, não seria nada bom. Penso em tanta coisa, mas não consigo agir normalmente ao lado dele ainda. Ainda me acho muito pouco para ele. E não me acostumo com a ideia de ter um namorado. Perdi meu bv com meu namorado, isso é tão lindo.

Fui ao lado oposto dele, em direção ao bar.

Estranhei ao me aproximar. Não há ninguém aqui. Quero dizer, ninguém como um barman. Porque a Cana está caída aqui do lado.

— Ei Cana, não tem ninguém para pegar bebida para gente? — perguntei olhando para ela. Porém ela apenas me lançou um sorriso grogue e desmaiou novamente no balcão.

Ok. Não precisa responder. Pelo jeito terei que pegar algo por mim mesma.

Dei a volta no balcão, procurando por alguma bebida decente. Não havia muitas coisas alcóolicas, tendo em mente que muitos alunos que veem para cá são do Ensino Médio e menores de idade. Mas tem coisas interessantes. Encontro algo que me parece atraente e deixo em cima do balcão, caçando algum copo.

Que droga, não tem nada por aqui? Para que um bar sem barman e sem copos? Respiro fundo e enxergo uma porta do lado das estantes de bebidas, parece ser uma cozinha. Não é possível não haver copos por ali. Acho que não tem problema eu ir conferir, certo?

Passo pela porta e vejo uma cena inacreditável. Natsu se equilibrando na estante, esticando seu braço para alcançar alguns copos nas gavetas altas. Ele não vai conseguir nada nesse escuro.

— Natsu? — chamo sua atenção.

Ele se assusta com minha voz, se virando com tudo. Meus olhos estalam ao ver seu corpo desabando da estante e caindo em cima de mim. Ai.

Abro os olhos, sentindo seu peso em mim. Abro a boca para reclamar, mas paro ao perceber o quão perto ele está.

— Ai — diz, colocando a mão na cabeça.

Seus olhos abrem vagarosamente e depois totalmente quando percebe em que situação estamos. Ele fica tão estático quanto eu. E ao contrário do que imaginei que ele fosse fazer, ele não se afasta. Nossos narizes quase se encostam, e não faço ideia no que eu deveria pensar no momento, então não penso em nada.

Seu olhar cruza com o meu. Sinto meu rosto esquentar automaticamente, e nenhuma palavra ousa sair de minha boca. Ele está tão próximo que sinto sua respiração ofegante. Quase posso ouvir seu coração acelerado, mas acredito que seja o meu e não o dele. Porque sinto meu coração disparado dentro de mim. Natsu continua com o olhar fixo no meu e se aproxima aos poucos. Fecho meus olhos.

E ele me beija.

Notas finais
Ja já tento postar outro certo? Até mais (: Reviews?