Academia De Fadas

24 Capítulo 24 — Churrasco


Notas iniciais
Olá leitores queridos, como estão? Estou trazendo o proximo capitulo, espero que gostem. Obrigada pelos comentários, me deixa muitos feliz saberem que estão gostando *-* E hoje um obrigada especial a CaioHunter por seu primeiro comentário e espero que continue, e a SaraaL por favoritar a fic *-* Enfim, se divirtam (: ♦Capítulo reeditado

Capítulo 24 — Churrasco

Lucy

O céu está impecável, apesar das nuvens que ainda insistem em ficar, as estrelas se sobressaem. A luz que elas emitem é tão poderosa que me atrai. Para ser sincera, a situação por aqui está tão constrangedora que preciso de qualquer coisa que tire minha atenção da realidade.

Andando lado a lado com Natsu pelas ruas silenciosas de Magnólia, tudo parece muito estranho e fora do lugar. Quero dizer, o maior problema é que eu me sinta no lugar certo, porém de um jeito errado. Não entendo mais o que acontece em minha mente. Me sinto estranha depois de todas aquelas mensagens. Eu não deveria estar aqui ao lado dele, eu disse que me afastaria por Sting, por nosso namoro. O que diabos estou fazendo?

Ele não precisa saber.

O que? No que estou pensando? Sou uma namorada ridícula...

Mas também não quero ser uma amiga terrível...

Que droga de situação. Falei para não me meterem na briga deles, nenhum deles sequer escuta minha opinião. Tudo o que eu queria era continuar minha vida normalmente com um namorado e um amigo. É claro que isso não é possível. Lógico que eu tinha que namorar o cara que meu melhor amigo odeia. Óbvio.

Digo para eles não me colocarem no meio, e alguém me escuta? “Tome cuidado com Sting”. “Afaste-se de Natsu”. Quem eles pensam que são? Eu nem fiz nada, e sou eu quem se sente mal com toda essa confusão. O que eu faço? Não quero magoar Sting, não quero magoar Natsu, não quero me magoar. Porém essa opção não existe. Morra Lucy, talvez resolva.

— Lucy, tá tudo bem?

Olho para ele no mesmo instante, assustada. Havia me esquecido completamente da situação, ou seja, esqueci completamente que estou andando pelas ruas com meu melhor amigo que meu namorado odeia e que por acaso eu disse que me afastaria e agora estou aqui, exatamente onde falei que nunca mais estaria, ao lado de Natsu. Lembro-me de ser uma péssima namorada.

— H-hai! — respondo nervosamente sem encará-lo, porque sei que seus olhos estão fixos em mim e depois de tudo que tem acontecido, eu realmente não conseguiria olhá-lo sem ficar vermelha.

Ele continua me olhando. Pelo menos é o que eu acho, porque quando estou sendo encarada costumo sentir algo perfurando minha cabeça, e bom, me sinto assim. Mas logo a sensação some.

— Acho que vai ser divertido hoje, não acha? — muda de assunto, voltando a andar e, ainda bem, sem me olhar.

— Aham — concordo.

Sinto-me um pouco rígida, como nunca me senti. Não sei exatamente se é porque eu não deveria estar aqui, ou se é pelas mensagens claramente provocativas de Natsu. Ele era meu melhor amigo bobão há alguns dias, e de repente se torna um garoto... Garoto, se é que me entende.

— Aliás vai ser no dormitório feminino, pode ser interessante — diz em tom sugestivo.

Olho para ele pasma. É disso que estou falando.

— Pervertido! — Grito, e dou um soco em seu ombro. Sinto meu rosto avermelhar. Por que diabos estou com vergonha?

— Ai Lucy! — exclama ao se virar de lado para se defender — Tô brincando, deixa de ser chata! — tenta me acalmar, mas está com um sorriso idiota na cara.

— Você que é o chato — refuto, olhando-o de lado.

Ele para no meio da rua, virando-se para mim e cruza os braços. Não vai me intimidar assim, idiota. Na verdade, quando o olho, ele meio que consegue sim, mas o importante é ele não perceber.

— Você — volta a dizer, sério.

— Você — digo mais convincente, olhando diretamente para aqueles orbes enfeitiçadores malditos. Não desvio o olhar.

— Chata

— Idiota

— Irritante

Olho para ele por mais tempo, ele me encara de volta. Seu olhar diz “Vai deixar passar?”. Eu claramente não devo. Deixá-lo ganhar é como... sei lá, só não posso perder. Parecemos duas crianças. E isso meio que me faz rir. Às vezes é bom... poder ser um pouco mais de mim mesma. Sem medo de que pensem que sou idiota ou infantil. Natsu não liga, porque ele é também.

Começo a rir.

Ele arqueia a sobrancelha sem entender e sem descruzar os braços.

— O que? — questiona confuso — Você tem problema?

Levo a mão até a boca para tentar conter minha risada sem sentido.

— Muitos — continuo a rir mais controladamente.

Não sei os motivos que me levaram a rir. Simplesmente aquela sensação de cocegas na barriga me alcançou, aquela pontinha de felicidade sem razão. Aquela risada espontânea apenas por ser eu mesma. Apenas por poder ser idiota. Com meu melhor amigo.

Natsu balança a cabeça e pousa a mão por meus cabelos.

— Ok maluca. Vamos antes que você atraia gente igual à você.

— Acho que já consegui — digo terminando minha risada. Natsu olha para mim pensativo. Só então percebo o que acabei de falar e não, eu não queria dizer que o atrai. Não da maneira que ele provavelmente pensou.

Chega de ser idiota por hoje, Lucy.

―×―

Alguns quarteirões depois, com conversas paralelas e grilos intrometidos, finalmente chegamos. Olho para o enorme dormitório que se ergue diante de mim. É incrível. A fachada “Fairy Hills” estende-se sobre o arco que nos recebe. Aqui é lindo demais, e é aqui que minhas amigas moram. Não é atoa que é tão caro! É quase um sonho para eu viver aqui. Mentira, é mesmo um sonho. Deve ser muito legal morar neste lugar. Meus olhos brilham enquanto passo pelo enorme arco de entrada.

— Lucy, você está babando. Corro perigo? — Natsu brinca ao meu lado e lhe dou um empurrão como “Cala a boca”.

Ele ri da minha reação e está pronto para zoar mais um pouco, quando Levy corre em nossa direção, acenando.

— Natsu! Lu-chan! — Cumprimenta com um largo sorriso — O pessoal está lá atrás na piscina! Venham! — Chama sorridente. Olhamos um para o outro. Sinto que ambos estávamos sem graça, mas não bastou muito tempo para Levy chegar até nós e nos puxar para o fundo do lugar.

Passamos pelo lado do prédio onde encontra-se os dormitórios e instantes depois pudemos enxergar uma luz ao fundo, assim como ouvir um som alto e animado. Assim que passei por uma árvore gigantesca pude ver o cenário por completo. Minha boca se abre lentamente. Kami-sama.

O lugar é imenso. Uma piscina enorme estende-se por quase toda área, deixando apenas um espaço para a churrasqueira e uma mesa tamanho família ao lado. Do lado esquerdo da piscina, há vários colegas de classe sentados, provavelmente aproveitando uma bela hidromassagem por suas caras de felicidade. Enquanto do outro lado, encontra-se uma longa escada com alunos nos degraus conversando. Tudo decorado, tudo em seu devido lugar. É perfeito.

Há bastante gente da nossa turma por aqui, e fico feliz pela a maioria ter vindo. As garotas aproveitam a piscina — provavelmente trocando fofocas —, menos Juvia que está grudada em Gray, perto da churrasqueira. Cana está se embebedando em um dos cantos, nada fora do normal. Jenny e Hibiki estão em outro canto se agarrando, e por um momento quero que Sting brote do chão. Gajeel está comendo toda e qualquer carne que Gray tira da churrasqueira, enquanto o mesmo diz “Ei, assim não vai sobrar nada maldito”.

Eis a Fairy Tail. Eis minha família.

Olho toda a cena com um sorriso de orelha a orelha e me aproximo.

— Minna! — grito, cumprimentando a todos ao mesmo tempo com um aceno.

— Lucy! — Erza sorri ao notar minha presença, e o resto do pessoal acena de volta.

Vou até onde estão as garotas, e fico na borda da piscina, conversando. Todas estão animadas e sorridentes, isso me influencia totalmente. Olho para os lados de vez em quando só para me certificar que nenhum amigo metido a besta venha me empurrar novamente. Às vezes vou até a churrasqueira, roubar uma carne ou outra. Nunca em minha vida imaginaria que Gray seria o churrasqueiro, ele é meio calorento por natureza, parece derreter perto do fogo.

Sento um pouco na mesa e apenas observo as implicâncias entre Levy-chan e Gajeel. Aquela implicância de fazer as pazes dois minutos após, coisa de pessoas apaixonadas. Acho isso tão lindo. Ao mesmo tempo que vejo esse casal de pombinhos se entenderem, posso contemplar Gray e Juvia nas mesmas situações de sempre. Juvia apenas no “Kya! Gray-sama”, e Gray no “Ah! Sai pra lá”. É engraçado se você ignorar a parte trágica de ser uma amiga sendo rejeitada.

Levy levanta-se de onde está e vem ao meu lado. Lembrou que tem amiga.

— O que achou daqui Lu-chan? — Pergunta olhando ao redor.

Sigo seu olhar até a piscina, onde posso ver muitos de meus amigos gritando, conversando, pulando e claro, bagunçando.

— É lindo Levy-chan! Não acredito que vocês têm tudo isso! — a exaltação salta de minha voz.

Levy ri de meu tom animado, e depois toma uma postura pensativa e nostálgica. Posso ouvi-la soltar um leve suspiro e me pergunto por onde estão seus pensamentos neste momento. É raro vê-la séria, ela é quieta quando quer — quase nunca —, mas séria? Jamais.

— Sabe Lu-chan, todas que moram aqui deixaram seus pais. De formas felizes ou não, a maioria deles sentem-se culpados por não poderem estar presentes e então pagam o aluguel para a gente, como o caso dos meus.

Olho para seus olhos perdidos e um pouco tristes. Nunca imaginaria algo desse tipo, mas agora realmente sinto que Levy-chan se sente sozinha apesar de conviver com tantas garotas. E agora entendo o porquê dela ter dito que trabalha por hobbie.

Penso em tudo que cada uma passou, e de repente encontro-me em minhas próprias lembranças. Meu olhar se abaixa automaticamente. Se for pensar, minha vida não está pra lá muito melhor.

— Que mal lhe pergunte Lu-chan... — volta a me chamar, fazendo com que eu olhe para ela — e seus pais?

Suspiro só de pensar.

— Bom, minha mãe faleceu quando eu tinha 6 anos. Foi repentino e na época eu não entendia muito sobre essas coisas. E meu pai... — olho para o céu, pensando no que dizer sem ter que chorar — Quando... ficamos apenas nós dois, ele mudou muito. Enquanto eu era pequena, apenas aceitei tudo o que ele dizia, mas à medida que cresci... brigávamos todos os dias — continuo contando, abaixando meu olhar. Sinto meus olhos se enxerem de lágrimas, mas não vou fraquejar, não quero chatear ninguém em um churrasco — Então decidi morar sozinha. Foi melhor assim, para nós dois...

Termino de contar e tento sorri ao final. Levy-chan parece me encarar perplexa.

— Nossa Lu-chan... não imaginava...

— Não fique triste por mim — digo, mantendo meu sorriso e tocando seu braço — Estou feliz agora. Tenho meus amigos comigo, não é?

Ela me devolve um sorriso.

— Sempre — sorri, me envolvendo com seu braço, como se fosse um abraço falhado — E então decidiu sobre a viagem?

Acredito que sua mudança de assunto seja para que eu não fique mal. Na verdade, deu um pouco certo, porque agora estou desesperada.

— Nossa, tinha até me esquecido! — exalto-me, dando um tapa em minha própria testa — Ainda não faço ideia do que fazer...

E não faço mesmo. Devo mesmo dar esse passo adiante? Está muito rápido? Tudo foi muito rápido, eu sei. Respiro fundo, confusa. Quando volto a mim, me pego olhando para Natsu com os pés na piscina, conversando com Erza e Lisanna. Tudo isso é tão... estranho. Não tenho a mínima noção do que devo fazer.

— Lu-chan... vocês fazem um belo casal... — Levy comenta com um sorriso singelo.

— Você acha? — desvio meu olhar, deixando meus pensamentos contraditórios de lado — Sting é tão mais lindo do que eu posso ser. E sabe, tem tantas garotas por aí que...

— Não era dele que eu estava falando — Levy corta minha tagarelice, olhando para mim e depois para Natsu.

O que?

— Para com isso Levy-chan! — repreendo-a, sentindo meu rosto corar.

— Hai hai — Ri com minha reação.

— Você é ridícula — digo envergonhada.

— Estava brincando, boba.

Bufo silenciosamente. Minha própria amiga incitando a traição. O mundo está perdido. Respiro fundo, levando na brincadeira toda essa não brincadeira. Porque eu sei que no fundo ela está falando sério, o que torna tudo uma droga. Não vou pensar nisso, tenho que mudar esse clima.

— Nee Levy-chan, vocês fazem um belo casal — dou um sorriso irônico e aponto para Gajeel com o olhar.

Levy olha em direção ao que eu aponto e cora.

— Acha mesmo? — pergunta timidamente. O que me faz pensar que talvez para ela seja mais importante do que imaginei.

Olho para ela e depois para ele, volto a sorrir.

— Antes achava bem improvável, mas... vendo vocês hoje, acho sim que pode dar certo.

— Ai para com isso Lu-chan, me deixa com vergonha!

Começamos a rir.

— Ei Lu-chan, não quer entrar na piscina? — Perguntou-me olhando de lado — Pode se trocar num quarto que tem sobrando, se quiser — disse me entregando uma chave.

Olhei para aquela água que parecia deliciosamente refrescante e sorri para ela, pegando a chave.

— Quero sim, obrigada!

Pulei da cadeira, ajeitando minha roupa e fui andando sem rumo. Então olhei novamente para Levy-chan que apontou para a mansão enorme a minha frente. Continuei andando até passar pelas portas gigantes de madeira maciça e me deparar com um saguão. É um quadrado bem extenso que leva a vários corredores com várias portas, e que podem fazer com que eu me perca facilmente. Olho para os lados, procurando alguma identificação, depois olho para chave em minhas mãos que contém o número 108. Já é alguma coisa. Mas e aí?

Suspiro.

Ando por um dos corredores e percebo que são números baixos. Deve ser no segundo andar. Passo pelas portas enquanto volto. Cada porta com seu número e o nome da garota que dorme no mesmo local. Nem imaginava que morava tanta gente aqui, muitas desconhecidas para mim. Se for parar para pensar, havia mais pessoas lá fora do que há na nossa sala. Deve ser isso.

Chego novamente no saguão e subo a larga escada no centro. E o que tem no segundo andar? Mais corredores, mais portas. Olho desanimada para cena diante de mim. Seguro minha bolsa com mais determinação e vou adiante. Depois de finalmente achar uma sequência de números próximo ao da minha chave, encontro a bendita. Destranco a porta e entro. Todo meu desanimo esvaia ao me deparar com o quarto maravilhoso à minha frente. É lindo e aconchegante. Uma parede pintada em lilás, uma cama que deve caber umas dez de mim no centro, com uma bela colcha branca florida. Há um sofá no canto, com um vaso de flor bem cuidado, um guarda-roupa inimaginavelmente perfeito com um espelho ao lado. Bem no canto, há uma porta que provavelmente leva ao banheiro.

É lindo. Mas lembra meu antigo quarto.

―×―

Levy

Vejo Lucy indo até a porta do dormitório e volto-me para onde Gajeel está. Sento ao seu lado e observo Natsu aproximando-se da churrasqueira, brigando com Gray, pra variar. Minha mente passa a funcionar de maneira psicopata. Planos, planos.

— O que foi baixinha? — Gajeel pergunta com seu tom grosso e rude de sempre. Estou tentando me acostumar, mas admito que às vezes só quero passar uma rasteira nele.

— Nada importante... — ignoro seu jeito bruto — Escuta Gajeel, o que acha do Natsu e da Lucy? — pergunto olhando para Natsu e depois para ele.

— Hm... idiota e líder de torcida — falou desinteressado.

Gota.

— Não, quero dizer, deles juntos — tento parecer motivada para ver se ele demonstra algum interesse.

Ele me olhou com uma cara de quem não estava entendendo nada. Homens... parece que eu estava falando com uma porta. Não é tão difícil entender quando uma garota esperta como eu está tentando juntar alguns amigos teimosos.

— Não sei, quero dizer o Natsu sempre pareceu ter uma queda por ela... Ou sei lá.

Olho para ele, pasma. É claro que eu esperava alguma resposta deste tipo, mas não é como se eu tivesse esperança que algo saísse dele. Ele realmente está tentando. Que fofo. Deve ter se esforçado muito para tentar entender. Muito mesmo.

— Não é? — concordo pensativa.

Eu tenho quase certeza... Quase não, é certeza, que o Natsu sente algo pela Lucy, desde... sempre. Lembro-me de como ele era antes dela aparecer no colégio. Era animado e tudo o mais, mas quando ela entrou na nossa sala acompanhada dele, o sorriso dele, era entregador. E Lucy é minha amiga desde sempre. Quando a conheci, vi a pessoa meiga que é, pensando sempre nos outros. Sua generosidade é sua maior característica. Ela vivia falando de Natsu e os dois não desgrudavam. Se não fosse Lisanna, tenho certeza que já teria acontecido algo.

Começo a sorrir sozinha.

Acho que darei um empurrãozinho para eles pararem de esconder esses sentimentos...

— Você está fazendo uma cara bem estranha — Gajeel comenta ao meu lado.

— Hã? — Acordo de meu transe e o encaro — Acha mesmo?

— Bom... mas não importa... p-porque você fica linda assim também — Disse meio corado, gaguejando e virando o rosto para o outro lado.

Sinto meu rosto esquentar também. Deve ser por isso que ele fala daquele jeito grosso, porque quando fala coisas fofas quase se enfia no subsolo. Sorri, segurando sua mão.

— Obrigada

―×―

Lucy

Deixo minha bolsa sobre a cama e começo a tirar tudo o que preciso. Entre todas as coisas inimagináveis dentro da minha bolsa, encontro a blusa de Natsu. Droga. Tenho que lembrar de devolvê-la. Depois faço isso. Coloco ela sobre a cama, caso eu venha a me esquecer novamente. Pego meu biquíni e vou ao banheiro me trocar. Encosto a porta só por segurança, e começo a tirar minha roupa. Visto a parte superior, rosada lisa e pego a parte inf... Cadê a droga do biquíni? Olho para os lados, olho embaixo de minha roupa dobrada sob a tampa da patente. Nada. Devo ter deixado cair pelo caminho. Abro a porta indignada com minha falta de atenção.

Minha respiração para.

Meus olhos estalam ao me dar de cara... com Natsu... se trocando.

Meu rosto esquenta como se fosse magma. O que... tá fazendo aqui... sem roupa?

Natsu me encara no momento em que eu abro a porta.

— Mas o que? — Natsu disse espantado a me ver.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH — grito puxando minha toalha e tentando cobrir meu corpo — O QUE VOCÊ PENSA QUE TÁ FAZENDO AQUI? — continuo a me exaltar, tentando disfarçar o quão envergonhada estava — E-E ASSIM? — eu tentava desviar meu olhar de seu corpo exposto, mas digamos que seja meio complicado.

— E-eu? — Diz indignado — O que VOCÊ tá fazendo aqui? — Ele gagueja e puxa seu calção para se vestir rapidamente.

Kami-sama, me mate, por favor!

— Tá me seguindo? — Questiono, me arrastando para dentro do banheiro, tentando não deixar a toalha cair. Vou recuando aos poucos até conseguir me esconder atrás da porta.

— Te seguindo? — Replica — Você que me espera atrás da porta do banheiro pra me ver pelado!

— Eu O QUE? — grito irritada. Ele não disse, ele não disse isso. — Sai logo daqui seu pervertido!

Meus pulmões apelam por ar de tanta gritaria. Aponto para a porta furiosamente. Ele aparece aqui do nada no quarto onde só eu tinha a chave, e começa a se trocar. Só pode ser brincadeira.

Seus olhos me encaram, sua expressão diz que ele está tão irritado quanto eu. E sem motivo.

— Não precisa pedir duas vezes tarada! — Zomba de mim, enquanto junta suas coisas e se direciona para a porta. Fico observando de onde estou para ter certeza que ele iria sair.

Eu estava quase segura novamente quando ele parou ao segurar a maçaneta. Estranhei sua parada súbita, até reparar que ele estava girando a maçaneta freneticamente.

— Nani? — Exclamou, forçando a maçaneta.

Ai não.

Depois de várias tentativas, até mesmo colocando o pé na porta, enfiando a chave de todas as formas até quase quebra-la lá dentro, ele voltou seu olhar para mim.

— Ferrou.

Notas finais
KKKKKKKKKKKKK, sério queria mesmo ver essa cena.Eu tinha pensando em algo pro final desse capitulo, mas acabei mudando, espero que gostem.E aí, o que rola após?Os dois sozinhos entre quatro paredes, sentimentos ocultos, o que acontece? hahaQuero comentários! ♥