Academia De Fadas

20 Capítulo 20 — Briga


Notas iniciais
Olá meus lindos maravilhosos radiantes, como estão? HEIOASHIOHASIOHESOAIHEOSA Agradeço a BabiDragneel e Isabela Monteiro por favoritarem a fic *000* e também a Nicole Brito por aparecer e deixar seu primeiro comentário, me faz muito feliz. E claro aos meus leitores fofos, e fieis que deixaram seus comentários. Sinto que irão pirar com esse capitulo. *0000* ♦Capítulo reeditado

Capítulo 20 — Briga

Natsu

Já havia acordado a um tempo, incrivelmente acordei antes do meu despertador, talvez seja porque dormi cedo demais ontem tentando decifrar esses “tais sentimentos”, mas acho que não cheguei a resposta alguma. Só para constar a ideia de acordar mais cedo do que deveria é realmente irritante. Colocamos despertador pelo simples fato de ter que levantar a uma hora que não conseguiríamos sem algo para nos acordar e aí como mágica você abre os olhos e vê que perdeu x tempo de sono.

Olho para o espelho já vestindo o uniforme, balanço meus cabelos já bagunçados e pego minha mochila. Tudo pronto para mais um dia infernal, ou não. Desço as escadas e vou até a cozinha para tomar café, algo que normalmente não tenho tempo porque sempre acordo atrasado. A pivete me olha ao entrar no cômodo, como ela consegue acordar tão cedo? Por Kami-sama.

— Bom Dia — digo desanimado procurando por algo comestível.

Sabe, normalmente quando damos bom dia só esperamos a mesma frase em resposta, mas minha irmã surpreende a cada segundo. “Você acorda muito mal humorado”, “Pare de puxar meu cabelo”, “Vou contar para o papai”, “Sua testa é esquisita”. Não aguento isso, pego um pão de queijo e saio de casa.

Enquanto mordisco meu aperitivo, penso se devo ou não passar na casa de Lucy. Aliás, apesar de toda aquela briguinha voltamos a ser amigos, certo? Ou talvez eu esteja criando uma desculpa idiota para ver ela mais cedo. Quero acreditar na primeira opção e quando me vejo estou na frente do prédio.

Olho para sua janela. Fechada. Droga, terá que ser do modo chato.

Entro no prédio e subo as escadas que levam até o apartamento de Lucy. Como não tive a chance de pular a janela, queria ao menos surpreendê-la entrando sem bater, e foi isso o que fiz, simplesmente abri a porta. Estou pronto para fazer alguma brincadeira idiota ou acordá-la com um susto, mas reparo que sou eu o surpreendido.

Talvez não tenha sido uma boa ideia passar aqui. Não para ter que ver isso.

Meu olhar paralisa ao ver Sting em cima de Lucy na cama. Ele beija o pescoço dela e olha de um jeito... esperando outras coisas. Homens percebem essas coisas. O que diabos ele está fazendo aqui? Sinto meu corpo começar a esquentar, como se a raiva fosse um líquido que passa por cada nervo existente em mim.

— S-sting o que você tá fazendo? — Lucy sussurra o olhando com receio. É o bastante para mim.

— É, Sting, o que você tá fazendo? — pronuncio-me cruzando os braços.

Sting olha diretamente em minha direção enquanto Lucy parece tentar entender o que acontece. Depois seu olhar para em mim também e ambos me olham assustados. Acho que eles não queriam ser incomodados. Aliás, ele dormiu aqui? E o que é que eles ficaram fazendo a noite? Porque isso me deixa tão inconformado? Dane-se, não sou sair daqui.

— N-natsu? — Lucy murmura empurrando Sting que se senta e me olha irritado.

— O que você tá fazendo aqui algodão doce? — suas palavras parecem querer causar medo em mim. Sinto muito, isso não vai acontecer.

— Você entrou pela porta? — Lucy indaga ainda me observando, mas logo percebe que sua fala não foi muito bem planejada.

Sting olhou para ela e depois para mim, levantando-se e apontando o dedo para mim. Lucy levanta-se rapidamente percebendo que as coisas não ficariam boas. Infelizmente ela fica atrás dele, como se eu fosse um monstro. Talvez eu devesse ser.

— Está vindo ver minha namorada, otário?

Encaro ele com certo tédio.

— Eu estudo com ela, vejo ela todos os dias, idiota — repliquei no mesmo tom, tirando seu dedo da minha cara — Vim buscar ela.

— Não vê que ela já está bem acompanhada? — Sorriu em deboche a puxando para o seu lado.

Não sei o que houve nesse segundo, mas sua frase despertou algo em mim que não imaginei existir. Ver Lucy tão perto de caras como ele me irritam profundamente. Deixei que meu corpo agisse por vontade própria, e no minuto em que ele terminou a frase, vejo meu punho cerrado acertar aquele sorriso escroto. Ele foi para trás e Lucy soltou um grito. Iria me desculpar por assustá-la, mas não tive tempo. Sting acertou um soco na minha cara e mirou meu estômago, mas fui mais rápido segurando seu punho e acertando outro soco em sua cara. Sangue escorre de sua face, e provavelmente da minha também, mas não sinto dor, sinto raiva.

Lucy balbucia algo que ignoramos. Partimos um para cima do outro, quando vejo estamos no chão, ele segura um braço meu e eu o chuto na barriga, comemoraria o golpe perfeito se não levasse um também na boca. Soco sua cara, defendo-me, levo outro golpe. Tudo o que se passava por minha cabeça era “Nenhum idiota mexe com a minha melhor amiga”. Era incentivo o bastante.

— CHEGA VOCÊS DOIS! ESTÃO LOUCOS? — Lucy grita desesperada.

Paramos no mesmo segundo e olhamos para ela, lágrimas escorriam por seu rosto nos deixando em alerta. Voltamos a nos encarar com raiva. Estou segurando um de seus punhos.

— Ouviu a garota, me solta — disse apontando minha mão com a cabeça.

Nos separamos e nos levantamos, minha raiva ainda não passou. Só agora percebo como está doendo a droga dos socos que levei, porém logo a raiva e a dor se transformam em mágoa quando escuto as palavras de Lucy.

— Natsu vai embora.

―×―

Lucy

Meu coração ainda bate descompassado. O que foi tudo isso? Fiquei em pânico ao vê-los alterados daquele jeito, nunca os vi assim. Para que isso? E repentinamente? Ainda bem que acabou, não entendi nada. Mandei Natsu ir embora, ele me olhou com uma expressão triste, o que fez meu coração apertar, mas não havia escolha, ele que chegou batendo no meu namorado. E eu nem sei o porquê.

Passo um pano molhado nos machucados de Sting, que faz algumas caretas. Seu rosto estava cheio de feridas e com sangue. Limpo do jeito mais delicado que consigo.

— Obrigado amor, não sei o que deu naquele cara — Sting fala fazendo outra careta de dor, enquanto passo o pano perto de sua boca.

— Não sabe mesmo? — pergunto inconformada pelo ato de Natsu alguns minutos atrás — Fez algo à ele para causar aquela reação? — continuo meus questionamentos tentando entender o que ocorreu.

Penso em Natsu, tão amigável e gentil na maioria das vezes, e quando não está assim, está brincando e sendo irritante. Nunca agressivo. Por isso não consigo entender. Mas também não consigo acreditar que Sting poderia fazer algo que provocasse tudo isso.

— Claro que não, já falei esse cara é louco! — defendeu-se irritado — Deve ter sido só uma crise de ciúmes.

Paro de limpá-lo e olho para ele como se tivesse entendido a frase errada e esperasse correção. Ciúmes? Natsu? De mim? Ah, claro.

— Pare de brincar — começo a rir, pegando alguns band-aids e esparadrapos.

— Estou falando sério — sua voz soa realmente séria, olho novamente para ele — Acho que ele gosta de você.

Ficamos nos olhando por alguns segundos. Isso foi... estranho. Natsu gosta de Lisanna, eu sei disso, o mundo sabe disso. Com certeza deve haver um motivo para ele ter batido em Sting, mas não, não era eu. No um milhão de dúvidas que possuo, essa com certeza não estava no meio.

— Bom, não importa — desvio o olhar, achando toda essa conversa muito esquisita. Termino os curativos em silêncio — Pronto! Vamos para a aula. Está melhor?

Ele sorri vagamente.

— Sim, graças a você.

Sorri de volta, me levantando para me arrumar. Pego meu material e juntos deixamos o prédio. Chegaríamos atrasados, mas os eventos de hoje pediram por isso. Assim que nos encontramos na frente do colégio nos despedimos com um selinho, digo que caso piore para ir embora ou me procurar, ele agradece beijando minha mão, mas por sua careta o ato deve ter doído. Acho graça, mas não dou risada.

Fui ao lado oposto dele e vou para a aula. Chego a tempo para a segunda aula, porém o professor ainda não chegou. Passo pela porta e percebo que Natsu também não chegou. Meu coração se aperta novamente, estou preocupada. Onde ele poderia estar? Ele estava tão machucado, não deveria tê-lo expulsado. Mas o que eu deveria fazer? Deixá-los se matarem? Suspiro. Queria ao menos saber se ele está bem... e o motivo para ter feito aquilo.

Quando dou por mim, reparo que estou parada de pé no meio da sala olhando para a carteira vazia de Natsu. Balanço a cabeça para despertar de meus pensamentos e vou até Levy-chan, que escreve freneticamente em seu caderno.

— Ohayo Levy-chan — cumprimento parando ao seu lado. Ela para de escrever o que é que esteja escrevendo tão rápido e me olha.

— Ohayo Lu-chan! Está bem? — sorri docemente como sempre — Ficou parada ali feito uma estátua no meio da sala — comenta, rindo.

— Ah, você viu aquilo? — solto uma risada nervosa — V-você sabe se o Natsu já chegou? — gaguejo porque sei como ela reagirá. Me jogando para cima dele.

Ela pula da cadeira como se lembrasse de algo.

— Verdade, tenho que te contar! Natsu chegou aqui todo machucado, acredita? Coisa de louco! Daí a Lisanna levou ele pra enfermaria. Dá para acreditar? Que estranho — conta exaltada.

Bom, na verdade dá sim. Bem estranho, ainda mais porque eu vi ao vivo e às cores como ele se machucou.

— Lu-chan? Você tá com uma cara estranha, aconteceu algo? — questiona arqueando suas sobrancelhas. Sua típica expressão para preocupação.

— Estou sim — tento disfarçar, o que não faz ela acreditar muito em minhas palavras. Mas ninguém precisa saber do que aconteceu certo? Isso só causaria fofocas e mais intrigas.

Logo o professor aparece para dar início a aula, então fui para o meu lugar tentando criar inúmeras teorias do motivo que levou Natsu fazer aquilo. Minhas teorias se passam entre problemas mentais até... até ele estar com ciúmes... Não consigo deixar de pensar na conversa com Sting. Gostar de mim? Foi estranho, ainda mais na voz do meu namorado. Mas é impossível porque somos só amigos.

Não prestei atenção em nada do que o professor explicou, minha mente estava tão agitada que nada ao meu redor poderia impedir.

No meio da aula, Natsu e Lisanna entram na sala. Meu olhar estala, observando-os. Lisanna me manda um oi sorridente e senta-se na minha frente, enquanto Natsu... Bom, ele nem olhou para mim. Uma sensação de vazio me invade. Por que a gente só briga?

— Pessoal — O professor chama a atenção de todos — Estamos convocando todos a comparecer hoje à noite na escola, teremos algumas atividades, então venham, certo?

Todos ficaram animados e começaram a gritar, assentindo com a cabeça. Só fiz a segunda parte, não consigo ter tanta animação com as coisas que passei hoje rondando minha mente.

Enfim, intervalo. As garotas como de costume se reúnem em minha carteira e começamos a conversar sobre o que poderia acontecer no evento de hoje. Sting passou na sala, mas apenas para dizer que iria jogar futebol. Comecei a rir com as teorias macabras que elas começaram a ter, a mente maliciosa delas me surpreende a cada dia.

Estava tudo acontecendo normalmente como sempre foi, então um alvoroço começou a se formar, os alunos estavam correndo agitados na mesma direção. Olhamos todas para a porta.

— O que está acontecendo? — pergunto me levantando rapidamente e vou até a porta da sala.

Um dos alunos que estão na multidão, escuta minha pergunta.

— Parece que tá tendo uma briga no campo!

— Briga? — Levy se espanta e levanta-se no mesmo segundo, me puxando para a multidão — Não podemos perder isso, vem!

Deixo ser guiada por ela. Aliás, ela é menor e consegue passar por todos livremente. Não acontece o mesmo comigo, mas como Levy não me solta, é fácil sair empurrando todo mundo. Depois de muitas cabeças, finalmente chegamos ao campo. Empurrei todo mundo sentindo um leve pressentimento ruim. Quando enfim consigo enxergar, fico desesperada ao saber que estava certa.

— O que vocês estão fazendo? — murmurei como se fosse funcionar igual a última vez.

Natsu e Sting me ignoram e continuam a se bater. O que diabos está acontecendo com eles? Enlouqueceram? Estou pronta para entrar no meio e pedir para eles terminarem com essa loucura, quando o diretor aparece.

— SAIAM PIRRALHOS, VÃO PARA A SALA DE VOCÊS! — gritou espantando a multidão e puxando Natsu e Sting pela orelha — E VOCÊS, ME SIGAM PARA A DIRETORIA!

Em um piscar de olhos todos haviam dispersados para suas salas. Os comentários estavam a mil, pude ouvir até apostas sobre quem ganharia. Enquanto eu fiquei olhando as três figuras se afastarem. O que está acontecendo?

Natsu

Tenho que confessar que está doendo. Aquele Barbie sabe brigar, mas para o azar dele eu também sei. Fomos arrastados até a diretoria, onde nos sentamos e o diretor sentou-se em sua cadeira imperial nos olhando como se fosse nos matar ali mesmo e depois esconder os vestígios. Depois ele suspirou, nos olhou calmamente e...

— O QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO SUAS PESTES? — gritou, bem, bem alto. Ou ainda melhor, surtou — VOCÊS TEM NOÇÃO DO QUE CAUSARAM?

Ficamos em silêncio, é claro. Ninguém em sã consciência responderia o diretor. Ele é amigável em 99% das vezes, mas quando está em seu 1% restante o melhor é calar a boca. Foram minutos de sermão de como estragávamos a integridade da escola, que deveríamos ser exemplo para os menos e blá blá blá.

— Agora me digam, o que aconteceu? — ele falou finalmente em um tom calmo, passando o olhar de um para o outro.

Nos encaramos como se decidíssemos se contaria ou não, senti meu sangue ferver novamente e nos viramos.

— Nada — falamos juntos.

Makarov nos olhou de um jeito apavorante.

— Peçam desculpas um para o outro agora, ganharão uma advertência e espero que isso não ocorra novamente, estamos entendidos? — ele nos olhou superiormente, e como não tivemos reação — ESTAMOS ENTENDIDOS?

Levantamos e olhei para aquele gema de ovo, estendi minha mão, apertamos nossas mãos com toda força possível, como se fossemos arrancá-la fora. Não deveria perder essa chance, mas uma mão arrancada dele seria todos os meus órgãos arrancados pelo diretor.

— Certo, estão dispensados. Vão embora e voltem hoje à noite.

Sai de lá irado. Meu pai vai me regaçar quando saber que levei uma advertência por brigar na escola, mas tudo bem. Ainda conseguia ouvir aquelas palavras irritantes saindo da boca daquele maldito. Não me arrependo por nenhum segundo.

Flashback on

Fui até o campo jogar. Estava meio machucado ainda por causa da briga daquela manhã, mas não eram aquelas feridinhas que iam me parar. Nos separamos em times, aquele cretino estava lá, ficamos em times diferentes, agora era questão de honra vencer.

O jogo ocorria normal, trocávamos olhares de raiva. Quando ele chutou a bola com tudo em minha direção, e eu estava bem longe do gol para ele dizer que não era de propósito.

— Qual é o seu problema? — me levantei e fui em direção a ele.

— Foi mal, foi sem querer — disse com um sorriso sarcástico. Novamente a raiva se espalha por meu corpo — Mas leve como um aviso para ficar longe da minha namorada — cuspiu as palavras e me encarou.

Solto uma risada como se o que ele disse fosse uma piada. Na verdade, para mim é.

— Esquece. Protejo Lucy de caras como você — retruco, encarando-o também. Dessa vez é ele quem ri.

— Ah é? Ela não parecia estar querendo ser protegida ontem a noite enquanto gemia meu nome.

Fiquei olhando para sua cara de quem queria morrer. Talvez eu deva realizar seu desejo. Deixando toda a raiva fluir, avancei sobre ele.

— Isso é sem querer também — falei antes de lhe dar um soco com toda a raiva que sinto o fazendo cair no chão. Os outros começaram a se aproximar tentando entender, separar ou apoiar.

— Que irritadinho hein? Isso é inveja por não ter tocado naquele corpo perfeito da minha namorada? Tinha que ver, sempre achei que ela era meio tímida, mas na cama, caramba — ele debochou. Aquilo não me agradou nem um pouco.

— Não fale coisas tão vulgares dela — falei em tom de aviso.

— E você vai fazer o que? — ele se levantou e me encarou.

Voltamos a brigar.

Flashback off

O que deu em mim para brigar desse jeito? Meu corpo tá todo dolorido. O que aconteceu? Sinto que perdi o controle do meu corpo, não podia aguentar aquele otário falando da Lucy daquela forma... E se for verdade? Porque tô agindo dessa maneira? Essa garota tá me deixando louco... E daí se eles transaram, eles são namorados, não é da minha conta. Eles que façam o que bem entendem. A Lucy tá com ele e se ele fala daquele jeito dela, é problema dela.

Saio da escola, mentalizando tudo o que aconteceu, tentando entender a minha própria reação em fúria. Por que fiquei com tanta raiva de ouvir um cara falando daquele jeito dela? Sério, que instinto idiota...

Espreguiço meu corpo, mas paro no momento em que sinto dor. Que droga.

Ando pelas ruas, passando as cenas diversas vezes por meu pensamento. De repente me lembro da conversa de Gildarts... Penso mais um pouco... Lucy... Começo a me lembrar de seu sorriso, sua animação fácil, seu jeito meigo e atrapalhado... Paro no meio do caminho após inúmeras tentativas de entender porque fiz tudo aquilo... E acho que sei exatamente o porquê...

Droga... de amor.

Notas finais
E aí e aí? QUERO COMENTÁRIOS *-*