Notas iniciais
Boa leitura!!

Ficamos nos olhando por alguns segundos, Regina estava realmente assustada com a minha presença.

– Oi, senhorita Swan! — Sorriu sem graça.

– Senhorita Swan? — August gargalhou. — Como assim, Emms?

– Ela é minha aluna, nos conhecemos hoje. — Abracei o amigo da minha ex namorada, ele é um dos maiores traficantes da cidade.

– Sua aluna? — Olhou para mim segurando o riso. — Investe que é sua, Gina. — Ele piscou e deu leves batidas no ombro da morena.

– Respeita, ela é minha professora. — Regina olhou séria para August e eu fiquei apenas observando a interação entre os dois, geralmente eu percebo algumas coisas de longe.

– Emma, meu amor!! Que saudade!! — Victória me abraçou por trás e Regina arregalou os olhos.

– Sai, Vic!! Sua época com ela já passou há muito tempo. — Lily gargalhou fazendo Victória me soltar.

– Ela está solteira, então ainda existe esperança..- Sorriu maliciosamente e piscou para mim. — Aproveite a festa, querida. — Saiu andando.

August e os outros rapazes foram pegar algumas bebidas para a nossa mesa e Lily saiu para atender uma ligação me deixando a sós com minha aluna.

– Você está linda, senhorita Swan. — Disse um pouco timida. O que contradiz aquela personalidade mostrada na faculdade.

– Obrigada.. — Sorri. — mas deixe a formalidade dentro da sala de aula. — Coloquei minha mão direita em cima da mão esquerda dela. — Acho que temos amigos em comum.. — Tentei puxar assunto para saber o porque que ela estava andando com traficantes.

– Sim. — Forçou um sorriso. — Você já namorou com a Victória? — Perguntou realmente curiosa, não estava conseguindo esconder a vontade de saber mais sobre mim.

Eu aprendi muita coisa no tempo que convivia diariamente com August e uma delas foi a desvendar pessoas.

Um traficante sabe quem é o alvo certo, sabe descrever a personalidade e manipular a mente para que a pessoa experimente a droga. Querendo ou não eu aprendi a fazer isso também, e me formei em psicologia, mas só uso a forma de indução quando é extremamente necessario.

– Sim, nós namoramos alguns meses e o namoro foi um desastre. — Sorri lembrando daquela época. — Mas Victória é uma ótima amiga. E você? Tem namorada?

– Não.. — Disse fixando nossos olhares. — É uma pena que você seja minha professora. — Sussurrou e terminou de beber o liquido que estava em seu copo.

– E se eu não fosse sua professora? — Arqueei uma das sobrancelha.

Fomos interrompidas pela volta de nossos amigos que traziam garrafas de vinho, vodka e tequila.

– Tequila para a loira mais linda da festa!!! — August me entregou a garrafa e um pratinho com um limão cortado e um pouco de sal.

– Agora a festa vai começar! — Pisquei para ele e nós começamos a beber loucamente.

Há quase um ano que eu bebia até quase não lembrar meu nome e não seria naquele momento que eu quebraria essa contagem, mas esqueci que teria que ir trabalhar na manhã seguinte.

Regina já estava totalmente bebada e fez o que eu já suspeitava. Pegou a famosa "balinha" com um dos amigos e ficou mais louca do que já estava.

Ecstasy é muito perigoso, minha aluna estava entrando para um mundo totalmente errado e que poderia leva-la a morte.

– Tem um celular tocando.. — Lily disse em voz alta e logo percebemos que era o da Regina.

Ela saiu para atender a ligação e estava demorando muito para voltar, eu não estava entendendo o porque dessa minha preocupação com ela. Mas meu coração sentia uma imensa vontade de tirá-la daquele lugar.

– Vou no banheiro.. — Arrumei uma desculpa para os meus amigos não me seguirem e fui atrás da Regina.

Minha aluna estava sentada no muro que tinha ao lado do local da festa.

– Não me liga mais!! Eu já disse que não sei se volto hoje. — Ela gritou com a pessoa que estava na ligação e desligou.

Fiquei observando por alguns minutos o jeito de menina que ela escondia por trás daquela máscara estupida, até que ela notou a minha presença.

– Há quanto tempo está ai? — Olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas.

Naquele momento eu não sabia se ela estava sob efeito badtrip que acontece quando você ingere o ecstasy quando está depressivo e preocupado ou se ela estava daquele jeito por causa da ligação.

– Tempo o suficiente para ver que você não está bem. — Fui me aproximando aos poucos. — Posso sentar? — Apontei para o espaço que estava ao seu lado e ela assentiu. — Quer conversar?

– Você estava falando sério quando me fez aquela pergunta? — Olhou no fundo dos meus olhos e colocou uma de suas mãos na minha coxa.

– Quando eu disse conversar, era sobre o porque você estava quase chorando.. — Sorri e coloquei minha mão sobre a dela.

– Nada demais, só meus pais me cobrando uma posição de filha exemplar e essas coisas.. — Sorriu fraco e começou a movimentar a mão que estava em meu corpo.

Eu sabia o que estava acontecendo ali, mesmo bebada eu tinha consciência que aquilo era errado, mas meu corpo também estava sob efeito de alcool e falando mais alto que a minha razão.

– Onde você conheceu o August? — Tentei manter a sanidade, mas sentir a mão dela em mim estava mexendo demais com a minha imaginação.

– Você fala demais.. — Ela desceu do muro e estendeu a mão para que eu descesse também. Mas quando fui sair Regina me prensou na parede ao lado. — Porque você fez aquela pergunta? — Sua respiração estava acelerada e nossos rostos bem próximos um do outro.

– Foi só uma pergunta.. — Sussurrei e quando percebi uma das pernas dela já estava entre as minhas.

Regina não respondeu absolutamente nada, mas pressionou seu joelho em meu sexo e isso me deixou mais excitada do que eu já estava.

– Seu corpo está reagindo muito bem aos meus toques, se fosse apenas uma pergunta você não estaria tão molhada.. — Sussurrou perto do meu ouvido, sua voz estava firme e rouca e aquilo estava definitivamente me enlouquecendo.

– Eu não posso fazer isso, Regina.. Vamos com calma.. — Minha voz saia entrecortada por causa da velocidade da minha respiração, meu corpo clamava pelos toques daquela morena e eu só queria entender o porque.

Nos conhecemos naquele dia, ela era completamente uma estranha e além disso usava drogas, mas eu não estava conseguindo pensar em nada disso, só queria ser dela aquela noite.

– Você ser minha professora não vai atrapalhar em nada, é algo carnal.. E se você quiser, será só uma vez.. — Disse e levou a boca até o meu pescoço fazendo uma trilha de beijos e mordidas até meus lábios.

Puxei o corpo dela para mais perto e apertei levemente sua cintura, Regina suspirou e sorriu iniciando um beijo calmo, porém intenso. Minhas mãos passeavam pelo corpo dela enquando ela puxava meu cabelo levemente para trás.

O ar se fez necessario e colei nossas testas, Regina sorria enquanto normalizava sua respiração.

– Isso não pode mais acontecer.. — Sussurrei e ela me olhou com cara de decepção. — Você está sob efeito do ecstasy e sabe disso.. Amanhã você não vai nem lembrar disso. — Falei tentando me soltar e balançando a cabeça negativamente. — Tchau, Regina..

– Emma.. — Me puxou pela mão. — Até amanhã! — Sorriu e piscou.

Notas finais
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