Abstinence
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Entramos na minha casa em silêncio, os olhares falavam por si só e a tensão estava visível em ambas. Tranquei a porta e Regina me abraçou por trás, depositou um beijo no meu pescoço e sorriu quando viu meu corpo se arrepiar.
— Você tem certeza que não vai acordar arrependida amanhã? – Sussurrou.
— Certeza absoluta.. – Sorri e sai andando até a cozinha.
Abri um vinho e levei até a sala, ficamos conversando por alguns minutos sobre coisas aleatórias. Regina se calou e sentou – se ao meu lado.
— Regina.. – Suspirei seu nome e a mesma tirou delicadamente a taça da minha mão.
— Chega de falar.. – Disse com a voz rouca e seus olhos estavam em um tom mais escuros. Ah, aquele olhar me levava para outra dimensão, me excitava e me desvendava por inteira.
Fui empurrando a morena até a mesma ficar deitada no sofá e sentei em seu ventre. Regina colocou uma mão em cada lado da minha cintura e mordeu o próprio lábio inferior com o intuito de conter seus instintos.
Coloquei minhas mãos sobre as dela e levei até meus seios ainda coberto pelas roupas. Regina os apertou levemente me fazendo soltar um gemido baixo e rouco.
— Você é tão frágil, Swan.. – Disse sorrindo maliciosamente.
— Cala a boca.. – Minha respiração estava muito acelerada, meu corpo queimava pedindo por ela. Não entendo até hoje o efeito que Regina tem sobre mim.
Deitei sobre o corpo dela, suas mãos foram parar nas minhas nádegas e contornei os lábios dela com a língua. Minha aluna estava quente, eu conseguia sentir o calor que seu corpo emanava, ela fechou os olhos e respirou fundo.
Ver Regina naquele estado de entrega só fez minha calcinha ficar encharcada e o resto de juízo que eu tinha ir embora. Dei uma mordida forte em sua veia jugular e ela gemeu, foi um gemido de dor e prazer me levando a loucura. Eu poderia ficar o dia todo escutando aquele som que ela estava emitindo. Era maravilhoso, excitante e perturbador.
Levantei lentamente de cima dela e a mesma abriu os olhos ainda atordoada pelo tesão que estava nos dominando.
— Vem.. – Estendi minha mão para ajuda-la a levantar.
Subi as escadas puxando Regina pela mão, estávamos com o sangue fervendo, qualquer palavra que soltássemos ali seriam movidas pelo prazer e aquilo estava sendo totalmente confuso para mim. Minha mente gritava para que eu não fizesse aquilo, mas meu corpo gritava e agia sozinho, era como se eu não estivesse controle sobre meus próprios atos.
Chegamos ao meu quarto, olhei para minha morena e ela sorriu. Sim, agora eu poderia chama-la de minha morena... Tranquei a porta e Regina me prendeu de frente para a mesma e começou a beijar minha nuca.
— Esperei tanto por esse momento.. – Disse mordendo meu ombro.
— Você acaba comigo.. – Sussurrei com a testa colada na porta e com as mãos escoradas na parede.
— Eu sei, professora.. – Respondeu pausadamente.
Levou uma mão até as minhas e as segurou enquanto a outra desabotoava minha calça, senti a peça deslizando sobre minhas pernas e as levantei deixando a calça de lado. Regina sorriu no vão do meu pescoço e depositou um beijo molhado no local.
Soltou minhas mãos e segurou uma junto com a sua levando-as até minha intimidade para constatar o efeito que tinha sobre meu corpo.
— Olha o que você faz comigo.. – Sussurrei e pressionei sua mão sobre meu sexo.
— Tão pronta para mim.. – Disse com a voz rouca próximo ao meu ouvido e mordeu meu lóbulo.
Senti minhas pernas estremecerem, não aguentaria ficar por muito tempo em pé e poderia chegar ao orgasmo só com aquela intensidade da voz que ela tem. Regina soltou minha mão e deixou com que seu dedo médio me passeasse em meu centro pelo lado da calcinha.
Gemi ao sentir seu dedo em contato com o meu clitóris, seus movimentos eram lentos e torturantes, sua respiração pesada na minha nuca me deixava sem folego e tive que intervir.
— Eu não estou mais aguentando.. – Minha voz falhou e ela gargalhou. – Porque a pressa? Nem fiz nada ainda..
— Por favor.. – Eu sabia que seria em vão, ela me torturaria até cansar.
Regina me virou de frente para ela e eu puxei seu corpo para que colasse em mim, ela roçou seus lábios no meu e mordeu meu lábio inferior. Iniciei um beijo querendo acabar com aquela agonia que eu estava sentindo, mas foi em vão.. Meu corpo começou a tremer de desejo. Minha aluna percebeu e me apertou como se falasse que estaria ali para me segurar.
Fui empurrando Regina até a cama e a mesma caiu deitada. Fiquei de quatro sobre ela, levantei sua blusa na parte que cobria a barriga e depositei um chupão ali, com certeza ficaria marcado.
— Marcando território, Swan? – Arqueou a sobrancelha.
— Pode ter certeza.. – Sorri maliciosamente. E terminei de tirar sua blusa, fiquei extasiada ao ver os seios dela ainda cobertos pelo sutiã. – Você é tão linda.. – Mordi o colo da minha morena. – Tão gostosa.. – Abri o feixo do sutiã que para facilitar minha vida ficava na frente e suspirei.
Sentei sobre ela e arranhei levemente toda a extensão de sua barriga fazendo-a gemer.
— Sabe o que acontece, Swan? Eu mando aqui.. – Disse sentando comigo em seu colo e tirando minha blusa.
— Não, Regina.. Eu mando! – Sorri e fiz com que ela deitasse de novo.
Colei nossas testas e ficamos apenas nos observando, sorrindo e sentindo nossas respirações se misturarem. Mas fui pega de surpresa quando ela inverteu as posições ficando por cima de mim.
— Eu disse que eu mando, Emma.. – Disse séria e abriu meu sutiã. – Eu mando.. – Sussurrou deixando seu corpo deslizar sobre o meu até ficar posicionada entre minhas pernas.
— Para de torturar.. – Sussurrei e fechei os olhos esperando seus próximos movimentos.
— Shhh.. – Ela disse enquanto descia minha calcinha lentamente.
— Regina.. – Supliquei e ela passou a ponta da língua em meu clitóris.
Uma corrente elétrica passou em meu corpo ao sentir a língua quente dela em contato com a minha pele, tentei fechar a perna e ela não deixou. Levou dois dedos até minha boca para que eu chupasse, sorri maliciosamente e fiz o que ela queria.
Regina introduziu os dois dedos em mim fazendo um vai e vem lento, eu sentia seus dedos roçando nas paredes do meu sexo e aquela sensação era extremamente torturante e prazerosa.
— Eu quero mais.. – Sussurrei rebolando em seus dedos. – E mais rápido.. – Regina sorriu e com a outra mão começou a massagear um dos meus seios.
Fechei meus olhos e apoiei minhas mãos na cabeceira da cama. Regina parou de estocar seus dedos em mim e beijou a parte interna das minhas coxas, cada beijo era uma sensação diferente, aquela agonia parecia interminável.
Quando menos esperei Regina introduziu três dedos em mim e pressionou meu clitóris com entre seus lábios, gemi alto e tenho quase certeza que meus vizinhos escutaram.
— Shh.. Quer que seus vizinhos escutem o que você está fazendo? – Falou com a boca ainda próximo a minha intimidade fazendo com que seu hálito me causasse choques por todo o corpo.
Ela começou a estocar rapidamente e logo senti os primeiros sinais que o orgasmo estava próximo.
— Regina.. – Eu gemia seu nome desesperadamente.
— Ainda não, Swan... – Ela tirou seus dedos de dentro de mim. – Você vai gozar na minha boca.. – Sorriu maliciosamente e logo começou a me chupar.
Fechei os olhos novamente e senti meu corpo tremer, a língua da Regina me invadia sem pudor algum, minha boca soltava palavras desconexas e meu quadril tinha vida própria.
— Eu vou.. – Não consegui terminar de falar.
Gozei escandalosamente na boca de minha aluna, por alguns instantes perdi noção de onde eu estava.. Regina me trouxe de volta para a realidade quando começou a lamber todo o liquido que saiu de mim, e assim tive o segundo orgasmo da noite.
Puxei o corpo da morena para cima e a mesma me beijou para que eu sentisse meu próprio gosto.
— Tenho medo de me apaixonar por você, Swan.. – Regina sussurrou logo após o beijo.
— Não pensa nisso agora.. – Sussurrei ainda tentando normalizar a minha respiração e logo depois inverti as posições.
Fale com o autor