Absolution - Glitter-gulch
5 Capítulo 5
Notas iniciais
You're all too fucking awesome readers! Love ya'll!
Eu chamei Frank, ele levantou a cabeça e olhou para mim antes de, timidamente, parar na minha frente. Eu não sabia o que dizer para ele.
- Ei… — Ele disse em voz baixa, acho que não tinha certeza se eu responderia.
- Hm... Estava tudo bem ontem? Eu fiquei... Mikey ficou preocupado.
- Ah, isso, é, claro. Tudo bem – Ele respondeu.
- O que aconteceu? – Eu perguntei, enfiando minhas mãos nos bolsos nervosamente, encarando Frank.
- Nada! Eu só tive que ir para casa... Para o jantar, só isso – Ele disse, mais rápido que o necessário.
Eu olhei para ele deixando claro que eu não havia acreditado em nem mesmo uma palavra.
- Não, sério, o que houve?
- Não é da sua conta! Me deixe em paz! – Ele disse se afastando de mim, então eu corri atrás dele.
- Se alguma coisa estiver errada, você pode me contar, você sabe disso, não é?
Ele soltou uma risada de escárnio e rolou os olhos.
- É, tá...
Ele parou de andar quando chegamos nos armários, lá dentro, e se virou para me encarar.
- Porquê você se importa? – Ele perguntou irônico – Você deixou claro que me odeia.
- Eu perguntei pelo Mikey – Eu disse indiferente.
- Mikey tem uma boca e cordas vocais, não tem? Eu tenho certeza de que, se ele quisesse saber, ele mesmo perguntaria.
- Eu só estou tentando ser legal – Eu me defendi, assim como Mikey disse ontem.
- É, bem, eu não – Ele respondeu, brincando com a chave do armário – Isso nem combina com você.
Então eu observei ele pegar alguns de seus pertences de dentro do armário e depois trance-lo novamente, eu dobrei as mangas da minha camisa. Ele ficou lá arrumando sua mochila e parecendo sentir… Dor.
- Porquê você tem que agir assim? – Eu perguntei.
- Assim como? Você é o que está sendo falso – Ele respondeu com uma frustração evidente em sua voz.
- Eu não te odeio, se é o que você pensa – Eu disse, vendo sua jaqueta balançar por causa do vento que entrava pela porta.
- Você tem um jeito estranho de demonstrar isso – Ele retrucou. Ele estava na minha frente, mas seus olhos estavam encarando a porta de entrada e os alunos se amontoando nelas.
O sinal tocou indicando o início da primeira aula. Frank deu um pulo quando o som passou por seus ouvidos. Ele me encarou de novo antes de sair para sua primeira aula, sem dizer mais nada. Eu esperei ele desaparecer pela multidão e me segurei para não correr atrás dele mais uma vez.
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Algebra.
x²+2x= Eu não me importo.
Eu olhei pela janela, para o enorme patio lá for a, eu já não escutava mais a aula e o único problema na minha cabeça conseguia pensar era Frank.
- Gerard?
O sonho acabou. Todo mundo estava olhando pra mim.
- Que bom tê-lo de volta – A professora disse me fazendo voltar ao mundo dos vivos – qual a resposta?
Fodeu.
Eu pisquei para a lousa atrás da cabeça dela, não tinha escutado nada de que eles falavam, não tinha a menor idéia de qual era a pergunta. Mesmo assim, não importa... O dia que eu entender uma equação será o dia em que Frank vai declarar um amor secreto por… Mim.
- Hm… — Eu tentei pensar em um número, qualquer número iria servir agora – Sete? – Eu perguntei nervoso.
- Isso mesmo.
Porra.
Eu encarei a lousa com os olhos arregalados sem acreditar quando o sinal tocou de novo. Eu joguei meu livro já fechado e minha caneta na bolsa e saí da sala apressado, de repente eu estava desesperado por um cigarro. Graças à Deus pelos intervalos.
Percebendo que eu tinha deixado toda minha nicotina no meu armário, eu andei pelos corredores, mas eu fui atrasado por todos os estudantes que andavam na direção oposta. Eu finalmente saí do meio de todos eles, mas reparei que meu armário estava sendo bloqueado por ninguém mais que Jason e sua “gangue” tentando bater em algum pirralho. Eu rolei os olhos e fui até eles, mas eu parei quando reconheci o infeliz no qual eles estavam pressionando contra os armários. O coitado era Frank.
- Ei! – Eu gritei sem pensar.
Jason parou seu punho no meio do ar e soltou a gola de Frank fazendo-o cair no chão.
- Olha só quem é – Ele disse andando na minha direção – veio resgatar o viado, veio?
- Não fale dele assim – Eu disse baixo, olhando para o corpo encolhido no chão.
- Porquê não? É o que ele é! – Jason cuspiu e eu segurei toda a minha vontade de socá-lo.
- Você quer que eu quebre a porra do seu nariz de novo? – Eu perguntei entredentes, seus olhos pareciam ter tido um “flashback” por um segundo.
Jason pareceu longe de me desafiar, pelo seu próprio bem, mas ele chamou os outros e eles saíram, lógico, esbarrando o ombro em mim quando passaram.
Eu olhei para a posição humilhante de Frank, encolhido no chão. Ele estava realmente chorando. Minha necessidade por um cigarro foi de repente escorrendo para o chão mais rápido que as lágrimas de Frank.
- Frank? – Eu perguntei me aproximando dele.
O corredor estava deserto agora, a maioria das pessoas estava em aula.
- O quê é? Você quer me bater também?! – Ele perguntou, jogando sua cabeça para trás e a batendo no armário com força – Vai em frente, esse dia não pode ficar pior.
Quando eu não disse nada, ele começou a gritar comigo.
- SÓ ME BATE LOGO E VAI EMBORA!
- Eu não vou bater em você – Eu disse calmo, grato pelo corridor estar vazio.
Frank levou os joelhos até o peito e os abraçou com força enquanto chorava. Ver isso cortaria o coração de qualquer um.
Eu me abaixei até ele e segurei seus joelhos, esperando que ele voltasse sua atenção em mim. Ele levantou a cabeça, seus jeans estavam com marcas de lágrimas.
O que quer que seja que tenha acontecido nesses três segundos que nós nos encaramos, pareceu que nós estávamos nos entendendo... Como se tivéssemos apagado tudo o que havia acontecido desde quando nos conhecemos. Na verdade, eu sorri para ele, porra.
- Vem – Eu disse calmo, me levantando e dando minha mão para ele segurar.
Ele segurou timidamente e se levantou. Suas lágrimas eram meras marcas em seu rosto agora que ele febrilmente tentava tirar com as mangas.
- Em que classe você deveria estar agora? – Eu perguntei tirando o cabelo que as lágrimas haviam colado em seus olhos.
- Hm… Química, eu acho. Mas acho que eu não posso aparecer lá assim – Ele disse indicando seus olhos vermelhos e inchados.
- Eu sei, a gente não vai pra lá – Eu contei pra ele, enquanto eu procurava sua mão e o puxava comigo.
- Para onde a gente vai então? – Ele perguntou apertando minha mão desesperadamente.
- Lá fora.
Notas finais
Anyway, reviews, even if you're gonna give me a bloody critic about my translator skills, or if you're gonna say something about the fic cover [the picture], for any reason, reviews. "Just do it"!
Thanks a lot for reading!
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