Notas iniciais
Ola pessoal, me desculpem pela demora, mas aqui está mais um capítulo da fanfic. Espero que gostem e se possível comentem. Seus comentários me animam muito.

Enquanto isso Armando, alheio a tudo o que se passava neste momento na Ecomoda, dirige o seu automóvel, como faz em todas as manhãs, até a casa de sua amada Betty.

Seu veículo está um pouco avariado na traseira, obra de Mario Calderón, mas por incrível que pareça ele não está nervoso e sim solidário ao agora mais recente amigo.

Incrível não é mesmo? Ele é amigo novamente de Mario Calderón!

Armando custava a acreditar em tal fato!

Mas depois de uma noite mal dormida e agitada revirando-se na cama e remoendo os fatos da noite passada, sobre o seu encontro inesperado e desastroso com o Mario Calderón. Não parava de pensar em tudo o que ocorrera.

Ficara fulo da vida pelo seu ex- e agora novamente amigo ter batido em seu carro, mas o que mais o surpreendera era o que ele havia lhe contado.

“Quem diria o Calderón, o velho de guerra, conquistador e tratante, apaixonado! Custo a acreditar!” segue Armando dirigindo e pensando em tudo o que haviam conversado na noite anterior.

Para ele tudo o que Calderón havia lhe dito era a mais pura verdade. O conhecia muito bem de muitos anos de convivência e sabia quando seu amigo mentia, o que não era o caso agora. Mario fora muito sincero! Soube expor o que ia no mais fundo de sua alma! Ele havia mudado realmente!

“Mas isso aconteceu comigo também! – conclui Armando enquanto estaciona seu veículo em frente à casa de sua amada Betty – Eu me transformei em outro homem, aliás Betty e o seu amor incondicional me fizerem um novo homem. E estou muito feliz, pois eu a amo como jamais havia amado alguém na vida. O seu amor me deu forças para enfrentar tudo e a todos. Ela é a minha vida!”- sorri feliz, pensando em tudo isso ao descer do carro.

Armando aperta a campainha da residência de Betty e imediatamente surge em sua mente um fato que ocorreu à muito tempo atrás, o dia em que ali esteve, desesperado, procurando por ela, sem saber que Betty havia viajado para Cartagena com a Catalina Angel. Beatriz fora embora magoada, sem dar notícias, fugindo de tudo e de todos. Foram momentos de muito sofrimento para ambos.

Armando balança à cabeça tentando afugentar aquelas tristes lembranças. Agora tudo estava bem. As coisas haviam sido esclarecidas entre eles. Podia frequentar a casa de Betty livremente como seu namorado, pois falara com seu Hermes e ele dera sua permissão.

Desde então vinha ali todos os dias buscá-la para levá-la à Ecomoda e aos finais de semana com o consentimento de seu Hermes podia fazer os programas normais de namorados, como ir ao cinema, ao parque, ao shopping, mas sempre com horário para retornar, no caso às 10 horas da noite. Seu Hermes era muito rígido, quanto a isso, era a favor da moral e dos bons costumes, como dizia sempre.

Mas Armando estava feliz, pois podia ver a sua querida e amada Betty. Estar com ela todos os dias, conversarem e namorarem um pouco.

Logo a porta se abre e surge à sua frente o seu futuro sogro, o sempre tão atento e agora menos desconfiado, Hermes Galárcia Pinzón.

Armando se sentia ainda um pouco sem jeito na presença daquele homem, mas agora o compreendia, tanto ele como seu Hermes amavam a Betty demasiadamente e fariam de tudo para vê-la feliz e realizada.

–Bom dia doutor Armando. Como vai? – fala o velho educadamente.

Armando o cumprimenta satisfeito, pois quanto mais o conhecia, mais o respeitava.

–Bom dia seu Hermes. Eu vou bem e o senhor?

–Está tudo bem doutor. E o seu pai? O seu Roberto? – pergunta-lhe seu Hermes, que demonstrava uma sincera gratidão pelo seu pai, que lhe conseguira um emprego na empresa.

–Ele vai bem, obrigado. – fala Armando e acrescenta com orgulho – E está cada vez mais satisfeito com o seu trabalho na Ecomoda.

Seu Hermes sorri com satisfação.

Neste momento dona Julia entra na sala e o cumprimenta com um tímido sorriso:

–Bom dia seu Armando! Como vai? Aceita uma xícara de café?

Armando sorri, gosta desta senhora sempre tão solícita e gentil.

–Bom dia dona Julia! Vou bem. – responde-lhe e acrescenta – Aceito sim a xícara de café.

A boa senhora vai rapidamente à cozinha e logo lhe traz a bebida na xícara, ainda fumegante e cheirosa.

Armando sorve um gole e satisfeito repara que o café está do jeito que gosta forte e doce.

–Bem seu Armando, me dá licença que vou chamar a Betty, a menina deve estar acabando de se aprontar.- fala dona Júlia.

Armando sorri, acha curioso o fato de tanto dona Julia, como seu Hermes, se referirem a sua filha como menina.

“Para eles a Betty, não cresceu e ainda é uma criança. Acho que alguns pais custam a acreditar que os filhos crescem e que se tornam adultos. – reflete o empresário — Gostaria de saber qual seria a reação de seu Hermes ao saber que pretendo me casar em breve, com a sua menina. Será que eles aceitarão facilmente?”- pensa com dúvida.

Logo seus pensamentos são bruscamente interrompidos, pela voz de seu futuro sogro.

–E então o que acha? – pergunta-lhe novamente seu Hermes, estranhando a distração de Armando.

Armando pego de surpresa, pois estava já sonhando com o dia que teria a sua Betty em seus braços, como sua amada esposa, se assusta com a pergunta.

–Desculpe-me seu Hermes -fala meio sem jeito- O que foi mesmo que o senhor perguntou?

Seu Hermes pacientemente lhe relata as mudanças que fez na empresa, colocando as pastas de contabilidade em ordem, por assunto comercial.

Armando gosta do trabalho dele, sempre tão cuidadoso e honesto nos cálculos com os gastos da empresa. Bem se via a quem Betty havia puxado, ela também era assim uma funcionária exemplar, e agora uma presidente exemplar, como a Ecomoda nunca tivera.

–Olha seu Hermes, — fala satisfeito com o trabalho do seu futuro sogro — gostei muito das mudanças que o senhor fez, agora está mais fácil de consultar os gastos e saldos da empresa e....

Armando interrompe pois a sua Betty chega neste momento.

Ela estava tão linda! Usava um tailler azul celeste e seus cabelos, pretos e lisos roçavam seus ombros com delicadeza.

–Bom dia dout..., quer dizer Armando! – fala a jovem sorrindo com timidez.

Ainda não havia se acostumado a chamá-lo de Armando.

Armando se levanta imediatamente e quase deixa a xícara de café cair em seu paletó.

É tanta emoção, contentamento e encantamento. Tudo ao mesmo tempo junto e misturado, que custava a creditar que ele estava ali, na casa de sua amada, junto dela, e de seus pais, podendo participar de sua vida.

Pega em suas mãos e dá um ligeiro beijinho tímido em sua face.

Mas o que realmente queria era lhe puxar de encontro ao peito e lhe dar um beijo longo, de tirar o fôlego, tal a saudade que sentia de sua amada. Mas não teria coragem, pois seu Hermes e dona Julia os observavam atentamente.

Dona Julia percebe o constrangimento dos dois pombinhos e então como quem não quer nada fala ao marido:

–Hermes, por favor, venha até a cozinha e me ajude a por a mesa para o café da manhã.

O velho estranha pois a sua esposa sempre dá conta de tudo sozinha, mas para ser educado perante o seu Armando, concorda, levanta-se e segue a esposa até a cozinha.

Nem bem os dois adentram a cozinha, Armando mais que depressa puxa sua Betty de encontro ao peito e lhe dá um daqueles beijos que a deixam sem fôlego e com as pernas bambas.

–Meu amor que saudades! – fala-lhe Armando ardorosamente — Não vejo a hora de nos casarmos e termos a nossa casa para namoramos o quanto a gente quiser, sem interrupções.

–Mas meu amor... –começa Betty a falar, quando é interrompida por Armando:

–Não acredito! Você me chamou de “meu amor”! Fala de novo. – pede-lhe o apaixonado empresário.

Betty sorri toda feliz e repete timidamente:

–Meu amor...

Armando delira de contentamento e a beija novamente.

Mas a alegria dura pouco pois são logo interrompidos pelo pigarro de seu Hermes, que entra na sala e os chama para tomarem o café da manhã.

–Venham até a cozinha que a mesa está posta para o café da manhã. – fala o velho sorrindo. Em seu íntimo sabe que eles se amam e que querem demonstrar o afeto que sentem um pelo outro.

Armando se levanta do sofá e dá a mão a sua Betty, para juntos entrarem na cozinha.

Esse ritual vinha se sucedendo já há algum tempo..

Armando gostava de estar ali com a Betty e seus pais, mas também não via a hora de ter o seu lar ao lado da mulher que mais amava na vida.

Ele e Betty estavam ensaiando para em breve pedir a permissão de se casarem aos pais dela.

Sabiam que seria difícil, no entanto mais difícil ainda era ficar longe um do outro..

Betty sempre lhe dizia que logo seria o momento certo e então Armando ansiava para que este momento chegasse logo, pois não aguentava mais ter que à noite se separar de sua Betty e cada qual ir dormir em suas respectivas casas.

Armando não via a hora de casar-se com ela e tê-la em seus braços e acordar todas as manhãs tendo-a ao seu lado,na sua cama, na sua vida, para sempre. Eles mereciam isso depois de todo o sofrimento por que passaram.

E além do mais o amor deles era tão grande e imenso que queriam estar sempre juntos.

Depois que tomam o café da manhã, se despediram dos pais de Betty, prometendo que viriam jantar naquela noite em casa.

Assim que saem, Armando cavalheiro como sempre abre a porta do carro para sua amada e fica segurando até que ela entre, neste momento se surpreende com o comentário de Betty:

–Meu amor, o que foi isso no seu carro? Esse amassado?

Armando dá um longo suspiro, sente que terá que ser muito sincero com ela e relatar-lhe tudo o que ocorreu na noite anterior, sem omitir nada. No fundo sabe que Betty tem um imenso coração e irá entender e assim como ele irá perdoar o Mario Calderón.

–Entre meu amor, que no caminho eu vou lhe contando tudo o que me aconteceu ontem a noite.

Notas finais
Aguardem os próximos capítulos.