Notas iniciais
Ola pessoal, estou postando um novo capítulo!!! Desculpem pela demora. Espero que gostem e se possível comentem.

Quando eram precisamente 16:45, Mario estaciona seu veículo em frente a casa de Nanda.

Sabe que está um pouco adiantado, mas não se importa.

“Melhor assim, antes adiantado que atrasado.” – pensa se sentindo meio ansioso, enquanto fica todo atento observando se a qualquer momento sai alguém da residência.

“Acho mais prudente ficar aqui dentro do carro esperando. Não quero apressá-los de maneira alguma.” — conclui se sentindo um pouco desconfortável, se endireitando no banco do carro e olhando para as janelas da casa.

Felipe como sempre um garoto inteligente e antenado em tudo o que se passava ao seu redor, logo escuta o barulho do motor de um carro, que de repente para, ele teve a nítida impressão que o veículo havia parado em frente a sua casa.

O garotinho, esperto que só ele, vai até a janela da sala e puxando a cortina de renda espia para fora e qual não é sua surpresa ao ver um imenso carrão azul estacionado em frente a sua casa.

–Fabio! Fabio! – grita o pimpolho, com certa urgência, chamando pelo irmão.

Fabio que estava em seu quarto, terminando de se arrumar, surge todo esbaforido na sala, ainda terminando de abotoar a camisa e depois colocando-a dentro da calça jeans.

–O que foi Felipe? Por que você está me chamando? Aconteceu alguma coisa? – pergunta o irmão preocupado.

–Veja aqui Fabio! Olha se não é o seu Mario ali sentado ao volante daquele carrão azul! – diz Felipe não se agüentando de ansiedade enquanto apontava com o dedinho para fora e segurava com a outra mão a cortina de renda, para que o irmão visse com seus próprios olhos e entendesse do que estava falando.

O garotinho espia pela janela e tem a mesma reação que a do irmão!

Fica todo feliz e ao mesmo tempo muito surpreso!

–É ele sim Felipe! – fala o garotinho confirmando as suspeitas do irmão – É mesmo o seu Mario está sentado naquele carrão azul!

–Vamos até lá falar com ele? – sugere Felipe todo animado.

Fabio escuta o irmão, e sente ímpetos de concordar com aquela proposta, mas pensando melhor acha mais prudente avisarem a Nanda.

–Vamos pedir a Nanda. –fala o garoto.

–Tudo bem. — concorda Felipe um pouco decepcionado.

Por ele abriria a porta da sala e sairia correndo para falar com o amigo tão querido.

Mas enfim! Sabia que Fabio estava certo.

Fernanda era responsável por eles e tinham que prestar contas a ela de todas as suas atitudes.

E além do mais Nanda era uma irmã tão carinhosa e cuidadosa, que valia a pena obedecerem-na em tudo.

Eles tinham a nítida confirmação que esse cuidado todo se chamava amor.

Um amor que os confortava e os fazia serem crianças felizes e seguras, apesar da falta dos pais.

Os dois seguem para o quarto da irmã.

Felipe bate à porta e ficam ambos esperando, com os coraçõezinhos em ebulição, quase saltando pela boca.

Nanda abre a porta e aparece com uma escova de cabelo nas mãos, pois estava acabando de pentear os longos e lindos cabelos pretos.

Ela já estava quase pronta. Usava um lindo vestido rosa com delicadas florzinhas azuis e lilás, calçava uma sandália azul marinho com um saltinho baixo. A jovem temia usar os saltos altos que sempre usara antes do acidente. Tinha receio de viver tropeçando ao andar e não poder cuidar dos irmãos como devia.

Mas estava muito bonita!

Parecia uma dessas princesas de contos de fada!

Linda e delicada!

Felipe e Fabio a olhavam com admiração! E se orgulhavam da irmã que tinham.

–O que foi garotos? Aconteceu alguma coisa? – pergunta a jovem preocupada, com o silêncio repentino.

–Nanda – começa Felipe — o seu Mario já chegou! – avisa não conseguindo se segurar de tanta felicidade.

–É, e ele está num carrão azul muito bonito! – completa Fabio.

Fernanda, sem saber por que, fica com um friozinho na barriga. À simples menção do nome MARIO sente seus joelhos tremerem.

“O que é isso? Por que estou assim meu Deus? Parece que estou mais ansiosa que no dia da apresentação do balé. – reflete a jovem – Deve ser influência do que vi os garotos pedindo a Deus em oração. Isso devo ter me influenciado. Sou mesmo uma boba!” – conclui.

Tentando mostrar a maior serenidade possível, para que os irmãos não percebessem o que se passa em seu coração, Nanda pergunta a eles:

–Mas não é o mesmo carro onde ele os trouxe naquele dia do teatro?

–Não é não Nanda. – fala Felipe rapidamente — Aquele carro era vermelho e era pequeno.

–Isso mesmo Nanda. – completa Fabio – O carro que está aí fora é azul e é mais grande!

–Maior, seu burro! É assim que se fala maior e não mais grande. – Felipe corrige o irmão.

Nanda dá uma bronca em Felipe.

–Felipe, não xingue seu irmão! Quantas vezes tenho que falar que isto é muito feio! Peça desculpas.- fala com voz enérgica.

Felipe meio sem jeito, olha para Fabio e fala:

–Desculpa por eu ter te chamado de burro. — logo em seguida acrescenta — Mas você também hein? Não lembra que a professora ensinou que não se fala mais grande e nem mais pequeno? Se fala...

–Maior e menor! – complementa Fabio não querendo ficar por baixo – Eu sei de tudo isso, mas é que eu me esqueci, estava tão admirado com o carrão do seu Mario, que falei tudo errado.

– Bem meninos, tenho certeza que vocês querem me dizer mais alguma coisa, além é claro da notícia do carrão e do seu Mario ter chegado. – fala Nanda, perspicaz como sempre.

Felipe e Fabio se entreolham. Eles ficam sempre surpresos com a capacidade da irmã em adivinhar tudo o que se passava com eles.

Ela parecia uma fada, destas que adivinhavam tudo! Como a fada da história de Pinocchio, que sempre adivinhava as suas mentiras.

–A gente pode ir até lá fora conversar com o seu Mario? – pede primeiro Felipe com a voz melosa.

– Ah! Nanda! Deixa vai! Nós queremos ver o carrão de perto. – diz Fabio quase que implorando.

Aquelas vozes tão queridas amolecem como sempre o coração da jovem e ela concorda:

–Tudo bem meninos! Mas se comportem e não mexam em nada!

Não foi preciso falar uma segunda vez, em instantes os garotos já haviam aberto a porta e disparado a toda para onde estava o querido amigo.

Nanda acha graça por tanta agitação, sabe que no íntimo ela também está sentindo certa ansiedade, pensativa volta ao trabalho de antes, escovar com cuidado os lindos e sedosos cabelos negros. Precisava se acalmar e se manter o mais calma possível.

–Seu Mario! Seu Mario! – gritam os meninos ao mesmo tempo, tirando Mario de seus pensamentos.

–Olá meninos! Como vão vocês? Tudo bem? – cumprimenta-os todo feliz, saindo do carro.

–Tudo bem! – responde Felipe prontamente, abraçando-o com um imenso carinho.

Fabio imita o irmão.

Mario se sente tocado com toda aquela demonstração sincera de carinho.

–Que carro bonito! – cometa Fabio não se aguentando de curiosidade, ficando na pontinha dos pés, tentando olhar para dentro do veículo.

Mario percebe a curiosidade dos meninos e sorrindo os convida:

–Vocês querem conhecer o meu carro novo?

–Queremos! – falam os dois ao mesmo tempo.

Mario então abre a porta do veículo e os convida a entrar.

–Nossa seu Mario! Quantos bancos têm aqui? – pergunta Felipe surpreso.

–É mesmo seu Mario! Esse carro parece a nossa perua da escolar.

Mario ri dos comentários e não tem como não se lembrar de seu Wagner, o porteiro atrapalhado e bisbilhoteiro do seu prédio.

– Meninos, este carro tem sete bancos, todos vocês poderão se sentar confortavelmente, sem aperto. – explica-lhes – Olha tem até essa mesinha aqui. – continua falando enquanto abre a mesinha retrátil que ficava num dos bancos de trás.

–Que legal! – fala Felipe.

–É mesmo seu Mario! Dá até para gente comer aqui ou então brincar com nosso jogo do Toy Story que o senhor nos deu. – complementa Fabio.

“Que garotos espertos! Perceberam tudo no ato! Por isso é que me identifico tanto com eles e cada vez mais gosto de estar com esses meus pequenos amigos!”- reflete Mario com um lindo sorriso nos lábios, onde se evidenciam suas covinhas maravilhosas.

Mario está entretido explicando aos garotos o que é direção hidráulica quando escutam as vozes de dona Edite e seu Alfredo se aproximando.

–Seu Mario! Boa tarde! Como vai o senhor? – pergunta-lhe a boa senhora toda esfuziante e contente.

–Eu vou indo muito bem. – lhe responde Mario segurando sua mão em cumprimento.

–Boa tarde seu Mario! – fala também seu Alfredo- Vejo que está de carro novo. E que carro! – diz seu Alfredo com admiração examinando o belo Citroën azul, estacionado em frente à casa de Nanda.

–Boa tarde seu Alfredo! – Mario cumprimenta também o marido de dona Edite. – Gostou do meu carro novo? – pergunta a ele.

–Se gostei? Este carro é um dos melhores que já vi no mercado. – fala o velho com entusiasmo- É um carro para toda vida!

–O senhor não quer entrar para tomar um cafezinho? – pergunta-lhe dona Edite gentilmente.

–Não obrigado dona Edite. Mas acho que já está na hora de partirmos. — fala-lhe Mario – Vocês já estão prontos?

–Só falta a Nanda. — diz dona Edite- Deixa que eu vou chamá-la – avisa, já se dirigindo ao portão.

Dona Edite ia colocando a mão na maçaneta do portão para entrar, quando vê Fernanda saindo e fechando a porta com a chave.

A boa senhora logo percebe o nervosismo da jovem, pois viu que suas mãos tremiam enquanto fechava a porta e colocava a chave na pequena bolsa de couro que carregava.

A boa senhora, preocupada, vai logo ao seu encontro para lhe dar um apoio.

–Nanda como você está linda! – fala-lhe a amiga com sinceridade. – Deixe que eu seguro o presente do aniversariante – completa prestativa.

Nanda ainda meio confusa e trêmula, lhe estende a sacolinha com um embrulho dentro, o presente que pedira que os meninos também escolhessem para o Dinho, era um joguinho da memória, pois para Nanda era muito interessante que a criança brincasse, mas também aprendesse com a brincadeira. A jovem se apoia no braço no braço da amiga e se vira lentamente para frente da casa, onde estão seus irmãos, seu Alfredo e seu Mario.

Este, quando a vê, para imediatamente de falar.

Os assuntos referentes ao carro: direção hidráulica, ar condicionado, bancos estofados e mesinhas retráteis, perdem toda a importância com a aparição da jovem.

Mario não perde nenhum detalhe observando Nanda, que vinha caminhando em sua direção.

Mario repara que o vestido rosa com minúsculas florzinhas que a jovem trajava lhe caía muito bem, deixando ressaltar a sua pele fina e delicada.

Os negros e lindos cabelos estavam soltos e pareciam dançar em seus ombros conforme a jovem andava, numa cadencia harmoniosa e suave.

Nanda andava com muita graça e tinha uma elegância nata, mantinha os ombros para trás e a cabeça erguida, como se desfilasse em uma passarela.

“Sempre convivi com mulheres lindíssimas, modelos famosas, mas nenhuma, nenhuma me provocava esta emoção que sinto agora. – pensa Mario enquanto seus olhos não se desviam da figura bonita que vê a sua frente. — Sinto uma vontade enorme de protegê-la e poder compartilhar de sua amizade.” – reflete Mario admirando-a.

–Boa tarde! – fala Nanda estendendo sua mão trêmula quando chega perto dele.

Mario a pega mais que depressa e aperta suavemente entre a sua. Novamente com aquele toque uma corrente elétrica se instala entre eles.

“Como não ficar indiferente a essa reação? Como não pensar no porquê de me sentir assim? Como não reconhecer que esta jovem me desperta algo que não sei decifrar? Desde que a conheci, me sinto assim, como se tudo a minha volta não existisse, que no mundo tudo girasse em torno de mim e dela.” – continua Mario com suas reflexões.

É dona Edite que quebra sem querer esse momento mágico.

–Vamos seu Mario, já passa das cinco horas!

Como que arrancada de um transe, Fernanda rapidamente retira sua mão da mão de Mario e sorri sem meio jeito.

–Vamos sim, dona Edite. – fala a jovem.

– A senhora tem razão dona Edite — fala Mario não menos sem jeito — Já passa das cinco horas, são precisamente cinco horas e quinze minutos. – completa Mario olhando para o seu relógio de pulso.

–Meninos, você se sentarão nos bancos de trás, aqueles últimos. – orienta Mario aos meninos, abrindo a porta do veículo e olhando os dois garotos entrando mais que depressa no veículo e se acomodando nos bancos que ele sugerira.

–Dona Edite e Nanda se sentarão logo atrás de mim e de seu Alfredo. – continua Mario, ainda segurando a porta do carro esperando com educação que as duas entrassem.

Quando todos estão sentados e com os cintos devidamente colocados, Mario liga o motor do automóvel que apresenta um barulho suave, de carro novinho em folha e parte com todos para a zona sul. Para a residência do seu amigo Geraldo.

Durante toda a viagem, Felipe e Fabio não param de comentar, como é gostoso viajar num carrão daqueles, tão macio e cheiroso.

Dona Edite conversa com Nanda, explicando-lhe e descrevendo-lhe o que achou de mais interessante no veículo. Ela não era como o marido, que entendia muito de carros, mas ressaltava a beleza e o conforto que o veículo trazia.

Seu Alfredo vai o tempo todo conversando com Mario e lhe dando boas dicas de como lidar com uma máquina daquelas.

O bom senhor nunca tinha entrado num carro desses e estava muito curioso. As dicas que ele dava ao Mario eram porque vivia lendo revistas especializadas em automóveis e se considerava um “expert” no assunto.

Mario muito educadamente ouvia tudo o que o taxista lhe falava com muito interesse e concluía que seu Alfredo era mesmo um bom entendedor de “máquinas motorizadas”, como lhe dizia o velho senhor.

Assim a viagem transcorreu na mais absoluta paz e tranquilidade.

Em menos de uma hora haviam chegado ao seu destino, a casa de Geraldo.

Todos concordaram que nem tinham visto o tempo passar, tamanho era o entrosamento entre eles.

Mario tem a intenção de estacionar logo em frente à residência, mas logo se dá conta que ali há alguns veículos estacionados.

Fica parado com uma pequena ruga de preocupação na testa, pensando onde iria deixar o carro, quando surge ao portão a esposa de Geraldo, Simone.

–Seu Mario, boa tarde! – grita a moça em frente à casa fazendo um sinal para que Mario entrasse com o carro — Eu vou abrir o portão e o senhor, por favor, pode entrar com seu veículo e contornar nos fundos de nossa residência, onde colocamos o nosso carro. — completa Simone enquanto vai abrindo o portão para que Mario estacione o veículo.

Quando estão entrando Felipe e Fabio ficam com os olhinhos brilhando ao ver muitas bexigas coloridas enfeitando todo o caminho até chegar ao grande salão onde será realizada a festa.

Assim que Mario para o carro, Felipe muito atento grita feliz para o irmão:

–Olha Fabio tem piscina de bolinha!

–Eu vi. — responde Fabio igualmente feliz e completa — Olha lá do outro lado tem o Balão Pula-pula!

–Meninos peguem os presentes. – fala Mario satisfeito em ver o contentamento deles.

–Primeiro a gente vai cumprimentar o aniversariante e os donos da casa. –orienta Nanda aos garotos enquanto desce do carro sendo ajudada por dona Edite.

–Isso mesmo – reforça a boa senhora – Depois então vocês poderão brincar. – completa com um sorriso nos lábios, olhando para os gêmeos que não escondem a empolgação.

Assim que todos descem do veículo, Mario segue para o salão, que na verdadeira é uma garagem, onde está tudo muito bem decorado com várias figuras de super-heróis, além das variadas bexigas multicores.

Dona Edite, seu Alfredo, Nanda e os garotos acompanham Mario.

Assim que Dinho vê os convidados chegando, puxa o pai pela camisa e avisa:

–Papai, papai aquele seu amigo chegou! – diz o garotinho, já de olho nos coloridos pacotes de presentes que tinha avistado nas mãos de dona Edite, Mario e Nanda.

Geraldo abre um imenso sorriso e caminha até onde eles estão, sempre acompanhado de seu fiel amigo, o cão guia, Homero:

–Olá Mario! Como vai você? Seja bem vindo.

–Olá Geraldo. Eu vou bem. Trouxe uns amigos e quero te apresentar. –fala com uma enorme satisfação na voz, detalhe esse que não passa desapercebido ao amigo.

Geraldo os cumprimenta educadamente e ao mesmo tempo sente-se no íntimo muito feliz, por saber que afinal de contas o que intuíra era a mais profunda realidade. Aquelas pessoas eram realmente importantes para a vida do Mario e fariam uma enorme diferença em sua vida já tão sofrida.

Geraldo também apresenta seu filho Dinho a todos e a Simone sua esposa que acabara de chegar, toda ofegante, pois a pouco fechara o portão e correra até os fundos da casa.

Felipe e Fabio ficam impressionados com o cão guia e se deliciam fazendo carinho no enorme labrador e riem quando este retribui os carinhos com doces lambidas.

Logo Dinho se entrosa também com os garotos e começam a conversar sobre os super-heróis de que mais gostavam.

Dona Edite, seu Alfredo e Nanda ficam encantados com a atenção de Simone e Geraldo e o esforço que eles fazem para que todos se sintam a vontade.

Mario, Geraldo e seu Alfredo logo entraram numa conversa animada sobre carros.

E as três mulheres conversam sobre a decoração e o cheirinho delicioso dos quitutes, que vinha do salão e que Simone preparara com tanto carinho.

Logo os presentes são entregues ao aniversariante.

Nanda e os meninos lhe deram um joguinho da memória.

Dona Edite e seu Alfredo um conjuntinho de bermuda e camiseta com a estampa do Homem Aranha e Mario o jogo do Toy Story, igual ao que deu aos gêmeos.

Assim que abre os presentes Dinho todo feliz agradeceu educadamente e convidou os novos amigos para aproveitarem os brinquedos da festa: Balão Pula Pula e a Piscina de bolinhas.

Nanda deu vários conselhos aos garotos para que tivessem cuidado e os deixou livres para brincarem.

Não foi preciso falar uma segunda vez e os garotos já corriam atrás de Dinho entrando no Balão Pula Pula.

Simone convida a todos pare entrarem no salão onde estão os demais convidados.

Como Geraldo havia comentado com o Mario, lá estavam seus pais, os pais de Simone e alguns pais de uns três amiguinhos da escola, que Dinho fizera questão de convidar.

Todos são apresentados e Geraldo pede que Simone os conduza a uma mesa.

Dona Edite está encantada com toda a decoração e com o lindo bolo que vê sobre uma mesa bem no centro do salão.

A boa senhora vai descrevendo tudo para Fernanda, que fica também impressionada.

O bolo bem grande é retangular e tem bem no centro o desenho do Homem Aranha estampado. Aliás, o salão todo é decorado com os super-heróis. Ali estão: O Homem de Ferro, o Super Homem, Batman e Robin, Thor, Capitão América entre ouros.

Com olhos gulosos a boa senhora observa os vários docinhos ao redor do bolo. São diversas bandejas com beijinhos, brigadeiros, olho de sogra, cajuzinhos, vários potinhos com gelatinas coloridas e uma bandeja com três andares de balas de coco embrulhadas em papéis coloridos, tudo dá a mesa um aspecto colorido e alegre.

“Nossa que coisa mais linda e apetitosa! – pensa dona Edite lambendo os lábios – Da pra ver que tudo foi feito mesmo com muito capricho, carinho e dedicação.”

Mario também fica admirado e comenta com ela que Simone, a esposa de Geraldo, faz doces, salgados e bolos para vender e que é uma cozinheira de mão cheia.

Geraldo vai conversando todo animado com os convidados de mesa em mesa enquanto Simone pede que três garçons comecem a servir a todos.

Uma hora depois aparece um palhaço tocando uma corneta e pedindo que todas as crianças se sentem no tapete colorido estrategicamente colocado no chão e assim que todos aparecem começa a fazer o seu número, acompanhado de mais dois palhacinhos.

Tudo fica em silêncio, pois todos querem prestar atenção a apresentação.

É um tal de tropeçar, escorregar, cair, fazer malabarismos com bolinhas coloridas, dar encontrões uns nos outros, derrubar baldes com papéizinhos coloridos.Enfim os palhacinhos se desdobram em divertir os convidados.

Logo se escutam gostosas risadas tanto das crianças quanto dos adultos ali presentes.

Quando terminam o número são muito aplaudidos por todos.

Simone pede que as crianças continuem sentadas, pois vai passar num telão fotos de Dinho, seria uma retrospectiva da vida do garotinho.

Simone se senta perto de Geraldo e fica ao ouvido lhe falando com carinho sobre cada foto que aparece.

Há várias fotos, desde o começo do namoro deles, do casamento e o nascimento do filho querido, até quando ele começou a dar os primeiros passinhos e dos dias atuais com os coleguinhas da escola.

Ao final da apresentação das fotos Dinho corre para abraçar os pais e todos olhando esta cena, muito emocionados aplaudem a linda família.

Mario fica também muito tocado com tudo o que presenciou e percebe o quanto Simone e Geraldo foram corajosos em seguir seus corações.

Eles se conheceram, se apaixonaram e independente das dificuldades que tiveram que enfrentar, souberam dar a volta por cima e fizeram o amor prevalecer.

Instintivamente olha para o lado e vê Fernanda, sentada de frente a ele, com os olhos cheios de lágrimas, ela acompanhou tudo com as explicações de dona Edite e entendeu e acima de tudo sentiu o quanto aquela família tinha amor e emanava o amor para todos ao seu redor.

Um amor que agora Mario tinha plena certeza que também inundava o seu coração.

Um amor lindo e verdadeiro por uma jovem que desde o primeiro momento fizera o seu coração bater mais forte.

Afinal agora Mario entendia que a vida não precisa ser perfeita para o amor ser extraordinário. O importante era o que sentia e o que tinha certeza ela sentia por ele também.

Sem pensar duas vezes, aproveitando que dona Edite e seu Alfredo se levantaram da mesa para chamar os meninos para cantar o parabéns, Mario estica o braço e pega na mão de Nanda que repousava sobre a mesa.

A princípio a jovem se retrai querendo retirar sua mão da mão dele, mas se acalma ao escutar sua voz que soa calma e terma:

–Nanda, quero que você me escute com atenção. Hoje mais do que nunca eu sinto que preciso dizer algo muito importante. Preciso ser sincero com você e abrir o meu coração.

Mal Mario consegue proferir estas palavras, e para surpreso, pois inesperadamente aparece a sua frente um moço alto e moreno, sorrindo sinicamente, colocando à mostra seus dentes de marfim e o hipnotizando, como se fosse uma cobra traiçoeira, com seus olhos verde esmeralda.

Notas finais
Aguardem os próximos capítulos.