Abrindo os Olhos

5 S4: Segunda Parte - Amor Sem Sexo é Amizade


Notas iniciais
Oê povo bom. Até que eu não demorei muito né? Bem, eu sei que disse que essa história seria uma TwoShot, mas simplesmente não deu povo! Eu não consegui fazer essa OneShot em apenas dois caps! (o que por sí só já é uma contradição monstra). Então, provavelmente serão quatro caps. QUATRO!?!?! Sim, quatro. eu não sei explicar, sempre que eu termino o desenvolvimento de uma ideia, aparece outra completamente louca e que eu não consigo resistir a seguir! O próximo já tá com 70% pronto, por isso eu disse que vão ser quatro, porque o outro já tá quase pronto e ainda falta muita coisa pra mostrar. Com relação ao capítulo, o final é simplesmente.... horrível! Eu tava meio entediado sabem, mas não é uma coisa que se digam: Nossa como escreve mal esse moleque... Ah, quero agradecer a Teffy chan pela dedicação que ela fez pra euzinho em uma fic dela. Imaginem, o cara tá procurando umas paradinhas pra ler né, aê o cara vê "escrita por Teffy chan". Vai lá pra ver o que é e se depara com uma dedicação. Nossa, muito fod*! Ela sabe, mas eu não canso de dizer. Vc é dmais Onee-san. Então, acho que é isso. AH! É O SEGUINTE. EU ME MATEI PRA BURRO PRA ESCREVER ISSO OK, EU QUERO UMA RECOMENDAÇÃO!!!!!!!!!!!!! ONEGAI!!!!!!! E MOCKiNGBIRD, eu não esqueci da sua ideia não viu, é que eu já falei de mais nesse cap. No próximo eu comento sua ideia com o pessoal.

Acordei ainda perdido no meio de tudo o que aconteceu. Nossos corpos abraçados e nossas almas entrelaçadas. Cada caloria que nossos corpos exalavam era direcionada ao corpo do outro. Calor esse muito importante na hora de suportar o frio medonho que fez. Que só aumentou depois que choveu, ou melhor, tempestuou. O casulo formado pelos grossos lençóis dava um ar pós-nupcial ao ambiente, o que me fez lembrar da noite anterior onde eu tive que suprimir minha vontade colossal de possuir a Hinata. Acho que realmente foi uma prova de que eu a amo. Não sei como eu consegui me controlar, mas por ela o fiz.

Abri os olhos lentamente e sorri vendo que ela estava encolhida em meus braços, ainda dormindo. Tirei a maioria dos lençóis, já que não tinha mais frio e sim um calor moderado. Fiquei admirando o rosto dela enquanto fazia cafuné, ela sorriu.

–Então, tá acordada é!? –Sussurrei.

–Uhun...

–Espertinha...

–É que isso é muito bom...

–Não sabe o quanto eu queria ficar aqui, com você. O dia todo te fazendo carinho, mas você sabe que não podemos...

–Sei... a missão...

–Exatamente. Então trate de levantar, e vamos nos aprontar pra missão. Quanto antes a concluirmos, mais rápido vamos nos pegar de novo. –Disse cheirando seu cabelo.

–Você tá muito pervertido.

–Foi você quem fez isso comigo.

–Eu? Por quê? –Ela parecia não saber do que eu tava falando.

–Ora por quê? Não lembra de tudo o que fez ontem?

–L-Lembro... mas...

–Deixa isso pra lá amor, agora temos que nos aprontar. –Disse vendo que ela já estava ficando vermelha.

Levantamos meio relutantes e nos direcionamos ao riacho. Tomamos banho e todo resto e voltamos à casinha.

–O que tá fazendo? –Perguntei ao chegar na cozinha depois de me aprontar.

–Ora o que, o café...

Me aproximei e lhe dei um abraço por trás.

–Uhn... tem rámen?

–Não amor!?

–P-Por que? Eu adoro ramen...

–Eu sei que você adora amor, mas tudo tem limite. Olha, quando chegarmos à Konoha, eu mesmo te levo ao Ichiraku e você come o quanto quiser, tá certo?

–Tá bem... –Disse triste.

–Ohhhh... não fica triste. Aposto que você vai adorar minha comida tanto quanto gosta de ramen.

Ela se virou e me deu um beijo.

–Se sua comida tiver o gosto do seu beijo...

–Eh... não é tão boa, mas chega perto. –Ela disse sorrindo.

Ela terminou o café, cheio de coisas saudáveis. E realmente, estava delicioso! Não me importaria em trocar meu ramen pela comida da Hinata...ah, bem... um ramen de vez enquanto não faz mal a ninguém.

Terminamos o café e começamos a traçar um plano de ação. Novamente aquela ditadora apareceu, eu até que gostava dela. Sentamos ao redor da mesa e ficamos encarando um mapa da região, que a ANBU tinha me dado.

–Sabe Hina, eu acho que tem alguma coisa errada com o enigma.

–Errada? Como assim?

–Pensa bem, a ANBU disse que o encontrou em um dos templos, e tem que ser o primeiro, já que a passagem para adentrar os templos é restrita.

–Onde quer chegar?

–Você mesmo disse: Como se refere ao “Olho de Afrodite”, o verso faz referencia ao amor.

–Continua.

–Mas como ela encontrou um verso que faz alusão à Afrodite se ela não passou do primeiro templo.

–Entendi. Então, pressupõe-se que o primeiro templo é justamente o templo de Afrodite. Ou então que o verso não s refere à Afrodite.

–Exatamente, o que não tem muita lógica.

–Então, o que será que isso significa.

–Não sei, mas... –Disse a fitando.

–Q-Que foi?

–Você! Você pode ser a chave para o sucesso da missão! –Disse eufórico.

–E-Eu?

–Claro Hina. Anda, me diz... quais são as oito divindades do Hakke.

(N/A: Para quem não sabe, Hakke quer dizer Oito Divindades [Apesar de eu usar “oito trigramas” quando traduzo o golpe]).

–O-Oito... ah, entendi. –Ela disse concentrada.

–E então?

–Eh...a primeira é Calisto, a deusa da agonia. Nos tempos passados, os Hyuuga acreditavam que todo o sofrimento do mundo era causado por Calisto, e que se incorporasse a deusa no momento do golpe, ele seria fatal, mesmo se acertasse apenas um tenketsu.

–Sei, continua...

–Depois de Calisto vem Io (N/A: Pronuncia-se Iô), o deus da felicidade. Nossos ancestrais acreditavam que a única forma de não cair em desespero durando o Hakke era incorporar Io.

–Hn...

–Depois de Io vem Encélado, o deus da escuridão. Acreditava-se que Calisto e Encélado eram amantes e que no dia em que eles tivessem um herdeiro, o mundo cairia em desespero e desgraça. Calisto e Encélado nunca eram incorporados juntos durante o golpe, se isso acontecesse, o Hyuuga não teria mais como escapar da escuridão.

–I-Isso dá medo...

–Mas são só lendas Naruto-kun, não precisa ficar assim.

–Rsrs, tá bem... continua.

–Ãh... depois vinha Prometeu, o deus da sabedoria. Os Hyuuga acreditavam que se prometeu fosse incorporado durante o golpe, os tenketsus seriam acertados com mais precisão, mais velocidade e mais poder.

–Isso é bem chato de se aprender...

–Não fala assim Naruto-kun, deixa eu continuar!

–Tá, vai em frente...

–Depois de Prometeu vem Pã, a deusa da luz. Como o nome já diz, Pã era a responsável por toda a luz do mundo. Não só a luz que vemos, mas também a luz no coração de cada um. Acreditava-se que somente um herdeiro vindo de Io e Pã seria capaz de deter o herdeiro de Calisto e Encélado.

–Essa parte é importante. –Disse com uma mão no queixo.

–Por quê?

–Não vê Hina, somente o herdeiro dos deuses da felicidade e da luz pode derrotar o herdeiro dos deuses da agonia e escuridão.

–T-Tem razão... isso tem muito a ver com o verso...

–Continua, talvez ainda tenha algo importante.

–Helene era a deusa da solidão. Helene era conhecida como a deusa que guardava a solidão só para si. Acreditava-se que nenhum humano poderia ter a solidão comparada a de Helene, pois o máximo que um humano pode ficar distante do outro não passa de uns milhares de quilômetros, Helene estava distante bilhões de quilômetros dos outros deuses. –Notei a Hinata ficar triste, provavelmente lembrando por tudo o que eu passei.

–Hun... lendas... não importa a distância que se esteja, solidão é sempre solidão...

–Nunca mais eu deixarei você ficar só Naruto-kun, eu juro!

Ela levantou, sentou nas minhas pernas e me deu um beijo.

–Sabe Hina, eu acho que não te mereço...

–N-Não diz isso Naruto-kun.

Respirei fundo e a encarei.

–Hina, eu tô com medo... –Disse deixando algumas lágrimas rolarem.

Ela me olhou perplexa.

–M-Medo!? De quê Naruto-kun!?

–Quando fomos em busca de informações com o informante do Sasori, eu... eu perdi o controle e... ataquei a Sakura-chan... se não fosse o Kabuto.... ela... talvez ela não ... estivesse mais aqui.. –Disse já chorando. –Não quero que nada te aconteça amor...

–Sabe de uma coisa Naruto-kun, eu não acredito que estou ouvindo isso de você.

Olhei pra ela atônito.

–C-Como assim?

–Não era você quem nunca desistia? Que lutava até o fim?

–H-Hinata...

–Quando eu descobri sobre a Kyuubi eu percebi porque todos te tratavam daquele jeito. Eu fiquei com medo... mas não com medo de você ou medo da Kyuubi dentro de você.

–N-Não!? Então, do quê?

–Eu fiquei com medo de você querer ficar longe de mim só pra me proteger. Eu sei que você é nobre à ponto de se distanciar de todo mundo só pra não os verem sofrer, e saber disso me matou por dentro.

–Amor...

–Eu temia que você se distanciasse mais ainda de mim, que temesse pela minha vida... mas era exatamente isso que tava me matando, saber que iria se afastar cada vez mais de mim... eu chorei muito pensando nisso. A melhor coisa do mundo pra mim era te ver treinando, mesmo que escondida. E saber que poderia perder aquilo me desesperou...

–Amor, você...

–Então Naruto-kun eu te peço, não se afaste de mim por uma coisa que pode vir a acontecer. Se fizer isso, terá o mesmo efeito que está tentando evitar. Não se afaste de mim, isso é o que me machucaria de verdade... –Ela aumentou a intensidade do choro e se enterrou no meu peito.

–Eu não vou amor, é uma promessa. E eu nunca volto atrás com minha palavra. Não quero saber, nem mesmo a morte irá nos separar! –Disse a abraçando forte.

–O que... quis dizer com isso Naruto-kun!?

–Que mesmo se eu morrer, eu volto pra te assombrar rsrsrsrs.

–Eu não vou permitir que você morra! Darei minha vida se for preciso!

–Sabe de uma coisa, se ficarmos falando nisso, você vai ficar dizendo que dá a vida por mim, e eu dizendo que dou a minha pela sua, aí não sairemos do lugar rsrsrs

–T-Tem razão, é melhor continuarmos...

–Concordo. –Disse enxugando suas lágrimas e apertando ela em um abraço.

Ela continuou no meu colo, eu a abraçando pela cintura. Olhamos novamente para o mapa, ainda faltavam dois deuses.

–Onde eu parei? –Ela perguntou.

–Na minha amiga Helene...

–Ãh...é mesmo... depois de Helene vem Titã, o deus da guerra e da justiça. Titã era o tipo de líder nato, implacável e justo. Feroz em batalha, mas justo em suas ações. Os Hyuuga o tinham como guia em batalhas. Acreditava-se que se incorporasse Titã durante o golpe, o Hyuuga se tornaria invencível, mas a dificuldade de o incorporar tornava esse feito impossível. Ele era tido como o guiador do clã, o levando para a glória e fama.

–Esse cara é meio parecido comigo. –Disse sorrindo sinicamente.

–Mas ele não é tão bonito. –Disse ela que se virou e me deu um beijo.

–E chegamos na Afrodite.

–Isso mesmo. Afrodite era conhecida como a deusa da beleza e do amor, era a principal entre os deuses.

–Mas porque isso?

–Não tem uma explicação concreta pra isso, mas o que se fala é que o amor é o que move todo o universo, por isso a deusa do amor é a principal...

–Ah, entendi... amor né? –Disse apertando sua coxa.

–Naruto-kun, não me desconcentre.

–Tá bom, general...

–Essa é a história das oito divindades do Hakke.

–Perfeito, acho que podemos pensar em alguma coisa.

–Uhn... como você disse, o fato de o verso ter sido achado logo no primeiro templo é muito estranho.

–Será se... não será mesmo isso? Logo o primeiro é o certo?

–Não acho muito provável Naruto-kun. Se for assim, todos os outros não servirão de nada.

–Tem razão, mas isso tá estranho.

–Agora que você levantou a questão das divindades do Hakke, acho que esses são os testes dos templos.

–T-Tem razão! Cada templo trás um teste relacionado à sua divindade! E cada divindade tem seu templo.

–Então, acho que deciframos o mistério!

–C-Como?

–Pensa, “No momento de cegueira, a luz do coração deve lhe guiar.”, provavelmente o verso faz alusão ao templo de Encélado.

–Entendo, deus da escuridão, momento de cegueira... faz sentido, mas porque o verso logo sobre Encélado? E Afrodite?

–Não sei, talvez seja o último templo, talvez o de Afrodite não tenha um teste...

–Faz sentido. Acho que já estamos prontos! A gente é de mais né não?

–A dupla perfeita! –Ela disse, virou e me abraçou.

Guardamos tudo e em pouco tempo estávamos prontos pra partir.

–Muito bem, com as informações que temos, acho que já...a....a...atchin!!!!!

–Hina!?

–O-Oi... atchin!!!!!!!

–Amor, você tá ficando gripada. Aquela água tava muito fria!

–E-Eu não... f...fico.. grip...gri... atchin!!!

–Fica sim! Vamos ficar e cuidar de você.

–E-Eu não tô gripada Naruto-kun, com certeza tem alguém falando de mim por aí.

–Hun... espero que não seja um homem...

–Deixa de ser ciumento... anda, vamos...

–Tá bom, mas qualquer sinal de resfriado, voltamos imediatamente!

–Tá bem amor, agora anda logo.

Saímos da casinha e fomos em direção a região dos templos. Andamos por algumas horas, até ela sofrer um pequeno acidente.

–HINATA!!!!

–Ahhh... ah, não... tô toda ensopada!

Eu senti vontade de rir. Nós estávamos correndo entre a floresta até que encontramos uma campina com várias flores, entre elas, Copos de Leite. Mas não eram Copos de Leite comuns, eram simplesmente enormes! Deviam ter mais de três metros. Ela se aproximou hipnotizada com aquilo.

–S-São... lindas...

–Hina, cuidado, pode ter algum bicho aí. Não acha melhor conferir com o byakugan? –Ela parecia não me ouvir. –Hina... deixa que eu peg...

–Preciso... de uma...

Ela caminhou lentamente em direção às flores, se aproximou de uma e puxou o caule. O resultado, vocês já sabem rererere.

Oh amor, eu disse pra usar o byakugan pra ver se tinha algo errado. –Dizia enquanto a enxugava com minha toalha.

–Mas eu não tenho uma Zantedeschia Aethiopica Gigantus...

–E o que é isso?

–Copo de Leite Gigante...

–Podia ter me pedido, eu pegaria pra você... –Disse terminando de enxugá-la e lhe dando um beijo na testa.

–Então, pega uma pra mim...!? –Ela perguntou fazendo bico.

–Pego sim, mas vai tirar essa roupa antes que fique realmente gripada.

Ela se distanciou um pouco e trocou de roupa, enquanto eu pegava uma das enormes flores.

–Pra quê quer uma flor desse tamanho? –Perguntei já com a flor em mãos e ela já com outra roupa, ou melhor, uma roupa igualzinha, mas seca.

–É pra minha coleção...

–Você coleciona flores? –Perguntei surpreso.

–É... flores prensadas...

–E onde vai guardar uma flor desse tamanho? –Só a flor deveria ter uns 50 centímetros.

–Eu dou um jeito, o problema agora é levá-la...

–Acho que posso dar um jeito nisso. –Disse mordendo o dedo. – KUCHIYOSE NO JUSTU!

–Naruto, o que quer?

–Gamakichi, pode levar essa flor pra sua casa?

–C-Claro, mas porque está com uma... ah, entendi. –Disse ao olhar pra Hinata, que estava vermelha.

–Eh... é por isso mesmo. Você leva e coloca na água pra não murchar...

–Tá certo... se deu bem hein... –Ele disse se aproximando e sussurrando a última parte.

–Hehehe... vai logo antes que ela desmaie...

–D-Desmaiar!?

–N-Naruto-kun.. e-eu não de-desmaio mais... esquec-ceu?

–Você é tão complicada Hina... –Disse sorrindo pra ela.

–Tá reclamando do que Naruto? Sua namorada é bem gostosa...

–A-A-Atigatou...

–Vai logo cara!

–Tá, tá... Ja Ne. –Disse e logo sumiu.

–Pronto. Quando chegarmos à Konoha é só invocar o Gamakichi de novo e teremos a flor. Feliz, linda?

–H-Hai... –Ela disse sorrindo.

–Por que ficou tão tímida derrepente?

–É que... não sei... tive vergonha... é que..

–Você é perfeita sabia? –Ela sorriu pra mim. –Então, acho melhor continuarmos.

Voltamos à estrada. Tivemos que acampar à noite e quando amanheceu, voltamos a correr. Por sorte a Hinata não ficou mesmo resfriada, acho que ela tem razão quando disse que não pega gripe.

Corremos por mais 6 horas, fazendo pequenas pausas. Por volta das duas da tarde avistamos a área dos templos.

–Chegamos. –Ela disse de cima de uma rocha, com um enorme desfiladeiro embaixo.

–Foi... que lugar legal! –Disse me juntando a ela na rocha.

–Pena não termos tempo pra apreciar a paisagem, mas depois eu quero que me traga aqui Naruto-kun...

–Eu trago amor...

Pulamos o desfiladeiro e fomos pulando as árvores até chegarmos a entrada do primeiro templo. Era uma espécie de portão, com uma fachada em mármore sustentada por pilastras de mármore branco. Dos lados, duas enormes rochas impediam a passagem. Na fachada estava escrito: Calisto.

–Parece que estávamos certos em relação aos deuses.

–Onde será que tá o verso? –Perguntei.

–Tem razão, e porque a ANBU não disse que tinha o nome do deus responsável pelo templo?

–É mesmo. Será se as informações sumiram?

–Eu tenho uma hipótese. Talvez o verso seja um tipo de aviso. Se você ver o verso significa que não pode entrar, mas se ver o nome do deus, ou deusa nesse caso, quer dizer que pode entrar.

–Pode ser isso. Então, quer dizer que podemos entrar?

–Acho que sim, é melhor irmos logo.

–Mas deixa eu ir na frente...

Caminhei em direção ao portal. Quando passei por lá, meus olhos arregalaram e eu estanquei.

–O-O que é isso? –Perguntou a Hinata do meu lado.

–I-Isso não tava aqui. Como isso é possível? –Disse vendo que dentro do templo a imagem era completamente diferente. Do lado de fora só se podia ver terra e mais terra. Seca, sem vida. Mas do lado de dentro era possível ver vários templos bem menores, casas e até uma fonte ativa no meio do que parecia uma praça pública.

–Deve ser algum tipo de genjutsu, mas por que meu byakugan não notou?

–Não sei amor, talvez seja porque é muito forte, sei lá...

–Pode ser. Vamos caminhar por aí, procurar alguma pista.

–Certo.

Começamos a caminhar por todo aquele lugar. Não era tão grande, mas parecia uma cidade. Passamos uma meia hora andando, entramos em todos os mini templos, mas não encontramos nada.

Resolvemos verificar a praça e a fonte, então fomos até lá. Era um lugar bem bonito, não entendi porque aquele era o templo de Calisto.

–Que fonte linda! –Hinata disse quando chegamos.

–Tem alguma coisa aí?

–Não sei, vamos olhar...

Começamos a investigar cada centímetros daquela fonte, até a Hinata chamar minha atenção.

–Achei alguma coisa Naruto-kun.

Rapidamente me aproximei dela e pude notar que ela olhava fixamente para uma pedra vermelha, extremamente brilhante, incrustada na base da fonte, e uma adaga com o cabo dourado bem do lado. (N/A: Tem uma imagem com a pedra de cada templo, no final do cap Ok).

–O que é isso? –Perguntei.

–Será se... pode ser o “Olho de Calisto”?

–Tem razão... acho que devemos pegar...

–Também acho.

Ela esticou o braço para pegar a jóia, mas quando tocou, algo horrível aconteceu.

–H-Hinata... O QUE FOI AMOR? –Fiquei desesperado quando ela começou a chorar, realmente chorar. Parecia que ia colocar toda a água do corpo pra fora.

–Eu não quero que me deixe Naruto-kun.... eu te amo!

–M-Mas do que tá falando? –Ela pegou a jóia da fonte e se virou pra mim.

–Não posso viver sabendo que não está comigo. Você só está comigo porque se sente obrigado, porque gosta do meu corpo... você não me ama... mas eu ainda sim te quero. Não me deixa, por favor... –Ela me abraçou forte, ainda chorando muito.

–Hinata, o que houve!?

–Se me deixar, eu me mato! Não posso viver sabendo que está longe de mim. Eu te amo mais que minha vida, não me deixe.... não me deixe!

–Eu nunca te deixaria Hinata, nunca!

–Deixaria sim. Você não me ama de verdade. Quando tudo isso acabar, você vai me largar e esquecer que eu existo. Eu não vou suportar isso Naruto-kun, eu vou me matar!

–Não diz isso Hina, eu... –Ela me interrompeu me empurrando bruscamente, me fazendo cair.

–SAI DE PERTO DE MIM! SE É PRA ME MATAR QUANDO VOCÊ FOR EMBORA, EU PREFIRO FAZER ISSO AGORA E POUPAR A DOR DE TE VER PARTIR!

Ela pegou a adaga que estava em um local feito para acomodá-la e a segurou com as duas mãos, a erguendo. O mundo parou naquela hora. Com lágrimas nos olhos, a única coisa que e podia fazer era olhar, mas não desistiria do meu amor. Em um piscar de olhos, levantei e abracei a Hinata. Ela baixou a adaga na intenção de se matar, mas acabou me perfurando nas costas.

–Eu jamais... te deixaria... por que... eu te amo... –Disse em meio às lágrimas.

–N-Naruto...-kun...

–Amor, sou eu. Estou aqui, com você... –Disse apertando meu abraço.

–O-O que... aconteceu!? –Ela perguntou sonolenta.

–Nada amor... o importante é que você está bem...

Ela me forçou um pouco e saiu do abraço. Encarou a mão que levava a adaga ensanguentada e se desesperou.

–D-De quem... é esse sangue!? –Ela perguntou atônita.

–Que bom que não é seu... –Disse sentando no chão.

–Naruto-kun, é seu? –Ela perguntou já com lágrimas nos olhos.

–Sim anjo... é meu...

–F-Fui... eu!?

–Não, não foi você amor.

–Mas... eu...

–Não foi você, foi o teste do templo de Calisto. –Disse respirando fundo. Por sorte a distancia da adaga até o alvo diminuiu quando eu me meti no caminho, diminuindo as força de ação. Um golpe que seria fatal, apenas me perfurou superficialmente, ou não tão superficial assim...

–Naruto-kun... eu te machuquei... –Ela disse chorando.

–Eu já disse que não foi você Hinata, foi o “Olho de Calisto”...

–Mesmo assim, se eu te amasse de verdade, eu não teria caído em um truque desses. –Disse ela tirando minha camisa e cuidando do meu ferimento, que realmente merecia algum cuidado.

–O que está dizendo Hina... você me ama e eu te amo!

–Mas... o verso... “No momento de cegueira, a luz do coração deve lhe guiar.” Eu não tenho luz no coração pra me guiar Naruto-kun... se meu amor fosse verdadeiro, eu poderia ter me controlado... –Ela disse chorando muito.

–Hinata, nunca mais diga isso. –Disse sério. –Eu te amo o suficiente pra saber que você também me ama. Somos almas gêmeas, eu posso sentir, mas se você duvidar do seu amor por mim, você não merece meu amor. –Disse sério.

–Mas...

–Hina, eu te amo não importa o que aconteça. Não importa o que me digam... e você, também me ama assim!?

–Hai. Eu te amo assim! –Ela disse concentrada.

–Talvez o teste fosse para mim Hina, não pra você... –Disse enquanto a abraçava forte.

–C-Como assim...!?

–Talvez Calisto estava testando o meu amor por você. Testando se eu seria capaz de dar minha vida pela sua...

–Me desculpe Naruto-kun... me desculpe por duvidar do nosso amor...

–É justamente o amor que nos faz agir assim...

–Nunca mais eu colocarei nosso amor à prova. Eu te amo mais que tudo, nunca mais vou duvidar disso!

–Tudo bem amor. Como eu disse, foi seu amor por mim que te fez dizer aquilo. Você pensou que seu amor por mim era pouco e por isso não me merecia. Somente o amor mais forte é capas de abrir mão de tudo pelo bem do outro...

–Eu te amo... te amo... te amo muito! –Ela se enterrou no meu peito e começou a chorar.

–Eu também amor...

Ficamos alguns minutos abraçados, até nos recompormos e voltarmos à missão.

–É... parece que estávamos certos com relação aos testes dos templos. –Disse sentado em um dos bancos daquela praça estranha.

–Hai... –Ela disse triste.

–Não fica assim linda, era a pedra falando, não você...

–Eu sei... é que... ainda tem os testes de Encélado e de Helene, não sabemos o que pode acontecer...

–Uma vez a garota mais inteligente do mundo me disse: Não sabemos o que pode acontecer, mas sabemos o que está acontecendo. –Disse e a fitei.

–Tem razão Naruto-kun, nunca desistimos! Vamos completar essa missão juntos!

–Enquanto você estiver ao meu lado e eu do seu, nada pode nos parar amor!

Levantei e a beijei. Logo depois começamos a procurar uma saída daquele lugar. Procuramos por um tempão, e nada.

–Qual é? Já estamos procurando a mais de duas horas! E nem a saída existe mais! –Resmunguei sentando novamente no banco.

–Mas não faz sentido. Procuramos em cada centímetro desse lugar, não há nada que indi...

–O que foi Hina? –Indaguei notando que ela fitava a fonte.

–A fonte! É isso!

Ela saiu correndo em direção à fonte, eu a segui.

–O que foi Hina!?

–A fonte Naruto-kun, é isso! A adaga, ela não foi devolvida ao seu lugar!

–T-Tem razão! Ela não está no lugar, indicando que o teste não foi superado!

Ela se abaixou pra pegar a adaga, mas eu a impedi.

–Não Hina, eu faço isso. –Disse sério.

–Mas Naruto-kun...

–Nada de mas...

Peguei a adaga do chão, não me aconteceu nada. Devolvi a adaga ao seu lugar e imediatamente a fonte começou a tremer.

–É... nada me aconteceu.

–Que bom Naruto-kun e olha, uma passagem secreta! –Ela disse apontando para um buraco que a fonte havia revelado.

–Então, vamos nessa!

Peguei na mão dela e pulei. Escorregamos durante alguns segundos por uma espécie de tobogã de pedra, bem lisa por sinal.

Com alguns segundos de descida, eu notei uma luz e deduzi que estávamos chegando. Ela estava em meu colo, então teria que pousar suavemente. O fim do tobogã chegou e nós caímos em um lugar no subterrâneo, mas muito bem iluminado.

–Já pode me soltar Naruto-kun... –Ela murmurou ainda em meus braços.

–Ah... foi mal... –Disse a colocando no chão.

–Que lugar lindo, deve ser o templo de Pã...

–É mesmo, mas não podemos nos basear somente na iluminação.

–E aquela fachada não conta!? –Ela disse apontando para uma fachada semelhante a anterior, mas escrito : Pã.

–Hehehe... nem tinha visto...

O lugar era bem parecido com o templo de Calisto, tirando o fato de ser iluminado com uma luz dourada, que não tinha uma fonte específica, apenas existia.

Também era cheio de mini-templos e casas, mas não tinha uma fonte ou uma praça. O diferencial é que tinha um púlpito no meio do que parecia ser um círculo de ouro.

–Vamos direto ao púlpito Naruto-kun... –Ela disse caminhando, e eu a segui.

–Parece que achamos o “Olho de Pã”. –Disse vendo que no centro do púlpito tinha uma pedra amarela brilhante.

–Sim... mas não vejo mais nada, somente a pedra. –Ela disse examinando o lugar.

–Acho melhor você pegar amor, é o templo da luz, acho que não terá um teste horrível como o de Calisto. –Disse vendo ela negar com a cabeça.

–Nem pense que irá fazer todos os testes ruins! –Ela disse me olhando.

–Vou sim Hina, não posso te arriscar!

–E eu não posso te arriscar!

–Ahh... as mulheres são mesmo complicadas... tá bom, mas pega essa, a do Encélado eu pego.

–Mas...

–Nada de mas...

–Hai...

Ela pegou a pedra e aparentemente nada aconteceu.

–E então, nada de errado? –Indaguei a vendo sorrir.

–Não... está tudo em paz.

–Que bom. Mas... e o teste?

–A pedra me disse que o teste é: Se eu não tiver meu coração cheio de luz, eu vou morrer agora mesmo... –Ela disse sorrindo.

–O... quê? LARGA ESSA PEDRA HINA! –Disse desesperado, mas logo me acalmei. –E-Espera... você... é a pessoa mais iluminada que eu conheço... acho que você é a única pessoa que pode tocar nessa pedra... –Disse com medo do que poderia acontecer.

–HunHunHun... Arigatou, Naruto-kun. –Ela disse com um enorme sorriso.

–M-Mas o que foi que e fiz? –Indaguei completamente alheio.

–A pedra testou a luz no meu coração. Se eu tivesse mais trevas do que luz, eu morreria no momento em que toquei a pedra.

–Hina... essa coisa é perigosa...

–Tudo bem Naruto-kun, você encheu meu coração de luz. Na verdade, eu já tinha passado no teste, mas suas palavras me iluminam mais ainda... –Ela disse. Não tirava o sorriso do rosto. Me perguntei se isso seria obra da pedra.

–Você já tinha passado!?

–Hai. Logo que eu toquei na pedra, ela fez o teste e eu passei. Esses dias que passamos juntos foram os melhores dias da minha vida Naruto-kun. Você me iluminou...

–O que será que teria acontecido se eu tivesse tocado, sabe... eu não sou um anjo que nem você...

–Para de falar besteiras Naruto-kun...

–Mas é verdade, pergunta pra qualquer um que eles vão confirmar que você é um anjo. –Disse me aproximando dela e a beijando. –Eu não quero mais continuar com isso amor... você mesmo disse que morreria caso fosse reprovada no teste...

–Não podemos parar agora Naruto-kun. E você mesmo disse: Enquanto estivermos juntos, nada pode nos parar.

–Hn... usando minhas próprias palavras contra mim...

–HunHunHun...

–E agora o que a gente faz?

–Sei lá...vamos procurar alguma passagem.

Procuramos por alguns minutos, até encontrarmos uma porta aberta nos fundos de um dos mini-templos.

–E se isso não nos levar para o próximo templo? –Indaguei preocupado.

–Mas nenhum dos outros mini-templos tem uma porta secreta... e já olhamos do lado de fora, não tem mais por onde passar.

–Tá, mas eu vou na frente...

Olhando de dentro do mini-templo, não se via nada além de uma escuridão sem fim.

Passei pela pequena porta, sendo seguido por Hinata. Não aconteceu o mesmo que tinha acontecido no templo de Calisto, a visão do lado de dentro era exatamente igual a visão do lado de fora.

–Hinata!? –Murmurei ao notar que não dava pra ver nada. Eu não sabia se ela estava perto ou ainda estava no mini-templo. Nem a porta estava visível.

–Naruto-kun... –Ela respondeu um pouco distante de mim.

–HINATA!

–NARUTO-KUN!!!

Eu não via nada, só escutava a voz da Hinata, que ficava cada vez mais distante.

–HINATA, SEGUE MINHA VOZ!

–NÃO DÁ, EU NÃO CONSIGO VER NADA! NEM COM O BYAKUGAN!

–HINATA, SEGUE MINHA VOZ! –Repedi. Não tinha entendido muito bem o que ela tinha dito.

–NARUTO-KUN, POR FAVOR, FIQUE PARADO. ESTÁ SE DISTANCIANDO DE MIM! –Ela disse aflita.

–MAS EU NÃO ESTOU ANDANDO! –Eu também estava aflito percebendo que a voz dela ficava cada vez mais distante.

–NARUTO-KUN!!

–HINATA!!!! ME ESPERA! –Comecei a correr, mesmo sem saber pra onde estava indo. –FALA AMOR, EU VOU TE ACHAR!

–Naruto-kun... –A voz dela já estava distante.

–Droga... HINATA!!!

–Naru...to-kun... –Agora era somente um sussurro.

–NÃO!!! QUE MERDA TÁ ACONTECENDO!? HINATA!!!!!!!!! –Não escutei mais nada. –AMOR ME RESPONDE!

Novamente o silêncio. Saí correndo em disparada para qualquer direção. Não era possível ver nada, nem o chão, nem o céu, nem algo em que eu pudesse esbarrar. Corri durante o que me pareceu horas, até cair no chão, ou melhor, cair em alguma coisa, por que não tinha como saber se aquilo era chão. Tudo o que se via, ou melhor, não se via, era nada. Era negro, sem qualquer sinal de luz.

–Hinata... –Murmurei deitado. Já tinha chorado muito, não saíam mais lágrimas dos meus olhos.

*****HINATA******

Cada vez mais a voz do Naruto-kun ficava mais distante, até que chegou ao ponto de não ouvir mais.

–NÃO... NARUTO-KUN!!!!!!!

Ele não respondeu de volta. Me desesperei. Sai correndo por aquele lugar que não tinha absolutamente nada! Ou melhor, só tinha uma escuridão sem fim.

“Por que!? Onde a gente tá? O que aconteceu com o Naruto-kun?” Pensava enquanto corria desesperada.

–NARUTO-KUN!!!

Novamente nada. Corri por o que me pareceu horas, até cair, acho que de exaustão.

–Eu... o abandonei... –Murmurei antes de desmaiar.

*****NARUTO******

Não sei quanto tempo fiquei naquele lugar, deitando murmurando o nome dela. Eu não tinha mais minha vida, ela foi separada de mim, novamente fiquei só. Foi aí que eu percebi o que tava acontecendo.

–HELENE!!!! –Vociferei levantando, ainda chorando as poucas lágrimas que me restavam. –APARECEÇA! NÃO TEM O DEIREITO DE NOS SEPARAR! VOCÊ NÃO ENTENDE NADA DE SOLIDÃO. NÃO IMPORTA O QUÃO LONGE SE ESTEJA, A SOLIDÃO NÃO É MEDIDA EM DISTÂNCIA! –Já estava praticamente fora de mim, gritando o mais alto que eu conseguia. –HELENE, NÃO SEJA COVARDE! NÃO QUEIRA POR A SOLIDÃO QUE EU PASSEI À PROVA! TALVEZ VOCÊ NÃO SAIBA, MAS A SOLIDÃO É ALGO HORRÍVEL! NÃO FAÇA MINHA HINATA PASSAR POR ISSO! HELENE, RESPONDA COVARDE! SALVE A HINATA, ME MANTENHA AQUI PRO RESTO DA VIDA, MAS SALVE A HINATA!

Como o esperado, ninguém respondeu. Caí de joelhos, chorando o que ainda tinha de lágrimas.

–Helene... por favor... não faça isso com a Hinata... eu imploro! –Disse ajoelhado, ainda chorando com os olhos fechados.

–Naruto-kun...

Aquela voz fez meu nome se tornar a palavra mais importante da minha vida até aquele momento. Abri os olhos lentamente e realmente pensei ter ido pro céu. Ela estava lá, bem na minha frente, me olhando com os olhos vermelhos, provavelmente de chorar.

–H-H...Hina...ta... –Levantei em um pulo e lhe apertei no abraço mais apertado que eu já tinha dado, repousando minha cabeça no busto dela. –Anjo... graças a Kami... eu...eu... achei que...

–Tá tudo bem Naruto-kun... eu tô aqui... –Ela disse afagando meus cabelos.

–Eu achei... que... tinha te perdido...

–Eu também... me desculpe Naruto-kun...

Eu queria ter saído dos braços dela e lhe fitado, mas o medo de perdê-la novamente foi maior que isso e me fez continuar daquele jeito.

–Mas... mas amor, por que tá se desculpado? –Sussurrei já parando o choro.

–Por ter te deixado sozinho... –Ela disse com a voz embargada. –Eu te... prometi que nunca mais ia te... deixar sozinho, me desculpe amor...

Sai carinhosamente do abraço dela, mas sempre mantendo algum tipo de contato físico. A fitei bem nos olhos, levei minha mão direita ao rosto dela, limpei algumas lágrimas que escorriam com meu polegar e fiquei alisando seu rosto.

–Você não me abandonou, muito pelo contrário... –Disse sorrindo pra ela.

–C-Como...!? –Ela me olhou confusa.

–Quando nos separamos, eu... eu tentei incorporar Helene pra pedir que te soltasse, acho que isso fez a escuridão sumir...

–Mas... isso não muda o fato de que eu te deixei Naruto-kun, eu quebrei minha promessa.

–Não anjo, nosso amor é tão grande que não pode ser medido simplesmente por distâncias comuns. Ele existe além de nossa compreensão, você nunca esteve só, nem eu... sempre estivemos conectados. Me diz, o que você pensou quando viu que estava sozinha?

–Eu... pensei em você...

–E eu em você... enquanto estivermos unidos, Helene não poderá nos separar.

Aproximei nossos rostos e lhe beijei. Era um beijo necessário para ambos. Notei que ela ainda estava tremendo, provavelmente pelo choque. Parei o beijo e lhe abracei.

–Eu te amo tanto Naruto-kun... eu fiquei com muito medo de não te ver mais. –Ela disse enquanto estávamos abraçados.

–Eu também te amo. Se Helene não tivesse parado o teste, eu teria dado um jeito!

–H-Helene!? Do que tá falando? –Indagou ela confusa.

–Esse templo, é o de Helene.

–Tem razão, não tinha percebido.

Só então notamos que aquela escuridão havia sumido de todo o local, o que não ajudou muito já que a escuridão deu lugar a um branco sem fim.

Nos levantamos lentamente, eu segurando a mão dela.

–E agora, onde estamos? –Ela disse apertando forte minha mão.

–Tenho certeza que esse é o templo de Helene, mas... onde está a pedra? –Indaguei ao notar que não existia nada naquele lugar, era somente um branco sem fim. A única diferença é que agora eu conseguia ver a Hinata.

–Não faço ideia... e o pior é que não podemos andar por aí.

–Dro... –Fui cortado quando pensei em algo.

–O-O que foi amor!? –Ela perguntou ao notar minha expressão.

–Talvez... –Fiz silencio e me concentrei. –Arigatou... Helene. Você não está sozinha... –Sussurrei e logo depois aquele branco deu lugar a um templo parecido com os outros.

–Então... é isso...

–Hai. Para Helene te entender, é preciso entender Helene... –Disse deixando uma única lágrima rolar.

–Olha, o púlpito que tem a pedra. –Ela disse apontando para um púlpito de mármore que apareceu bem no centro daquele lugar.

Ela saiu correndo, mas eu a puxei.

–Nem pensar, não vou mais sair de perto de você. –Disse a puxando e lhe beijando.

–Isso é uma ameaça!? –Ela perguntou sorrindo matreiro.

–Não, é um fato! –Disse lhe abraçando.

–Te amo...

–Te amo mais...

–Te amo mais que mais!

–Que tal nos amarmos igual!? –Perguntei encostando nossos narizes.

–Pra mim tá bom. –Ela disse balançando a cabeça, fazendo nossos narizes roçarem. Aquilo era muito bom...

–Vem, temos trabalho a fazer. –Disse a puxando para o púlpito.

Nos aproximamos e encontramos a pedra.

–Eu pego. –Disse já esticando o braço.

Era uma pedra roxa (N/A: Ou lilás, sei lá. Olhem na imagem no fim do capitulo) extremamente brilhante. A peguei e nada aconteceu, acho que simplesmente a entrada no templo ativava o teste.

–Já temos três.... –Ela disse concentrada.

–Hai.

Fomos surpreendidos por um estrondo e um pequeno terremoto. Procuramos o epicentro e avistamos uma passagem se abrindo em um dos lados daquele lugar. Sem perder tempo, fomos até lá.

–Não solte minha mão por nada. –Disse enquanto apertava mais sua mão.

–Não soltarei. –Ela disse séria.

Pela passagem dava pra ver uma forte luz azul. Caminhei lentamente até cruzar a porta por completo, sem soltar a mão da Hinata.

–E esse, de quem será!? –Perguntei.

–Não sei, vamos olhar por aí.

–Tá, mas nada de nos separar.

–Eu também não quero isso Naruto-kun, mas não temos escolha...

–Temos sim. TAJUU KAGE BUSHIN NO JUTSU! –Disse criando cinco clones.

–K-Kage Bushin!?

–Isso mesmo. Assim eu posso ficar procurando com você enquanto meus clones procuram por aí.

–M-Mas... isso gasta muito chakra amor... e se tivermos que lutar!?

–Não esquenta Hinata, fazer cinco pra mim é moleza. Eu posso fazer até duzentos sem sentir dificuldades.

–Duzentos? –Ela perguntou surpresa.

–Isso mesmo. Não sei explicar, mas não sinto tanto a divisão do meu chakra sabe... mas isso não é importante. Vamos começar as buscas!

–HAI! –Os clones assentiram e saíram procurando.

O templo era parecido com os outros, exceto pelo fato de que a cor predominante era azul.

Meia hora de procura e um dos clones veio me reportar que achou o púlpito onde estaria a pedra. Me dirigi ao local com a Hinata e liberei os clones.

Chegamos a uma espécie de tabuleiro de xadrez gigante, dentro de um dos mini-templos. Logo depois estava o púlpito.

–O... que é isso? –Indaguei vendo o chão todo quadriculado e várias formas estranhas em alguns dos quadradinhos. (N/A: Como eu não sei mer** nenhuma de Shogi e sei que a grande maioria também não sabe, eu vou usar o xadrez ocidental mesmo OK. Até porque é bem parecido).

–É um tabuleiro de xadrez... –Ela respondeu vidrada das peças.

–Ah... e o que um tabuleiro de xadrez tá fazendo aqui?

–É por que esse é o templo de Prometeu.

–Ah, o deus da sabedoria. Interessante, achei que o teste seria tipo, sabedoria de vida. Um teste que um velho como o Ero-Sennin se sairia bem...

–Também achei isso. Não faz muito sentido, sabedoria não tem exatamente a ver com inteligência. –Ela falou concentrada.

–Será se temos que jogar!? –Perguntei nervoso.

–Não sei, mas... aqui só tem esse tabuleiro. Acho que sim, teremos que jogar.

–Você sabe jogar isso?

–Hai, mas... não sou muito boa...

–Onde está o Shikamaru quando precisamos dele... –Disse rindo do meu próprio comentário.

–Ele não está aqui, por isso temos que cuidar disso nós mesmos.

–Tá... mas eu não sei nada sobre isso.

–Então, eu vou jogar. –Ela disse decidida.

–Mas pode ser perigoso Hina...

–Será perigoso, Naruto-kun.

–Então eu vou. Você me guia e eu jogo!

–É um bom plano, mas olha. –Ela disse apontando para o tabuleiro.

–O que foi? –Perguntei não notando nada de esquisito.

–Os espaços dos reis branco e preto, estão vazios.

–N-Não diga que...

–Hai, teremos que jogar um contra o outro.

–M-Mas Hina...

–Não temos escolha Naruto-kun. Não se preocupe, eu te guio.

–Mas isso não vai adiantar de nada Hina, vai ser você contra você mesma!

–Tem razão, mas não temos outra opção. Vamos... –Ela murmurou caminhando em direção ao espaço do rei preto. Eu fui para meu lugar.

–Mas porque você tem que ser o negro?

–Por que o primeiro movimento é feito pelo jogador com as peças brancas.

–Ah... entendi... mas no que isso vai ajudar a gente?

–Para de perder tempo Naruto-kun. Deixa eu ver... fala: Peão para D4.

–Ahh... Peão para D4.

Um dos peões brancos se moveu duas casas acima da que estava.

–Certo, então é assim que se joga. Peão para E5.

Um dos peões da Hinata se moveu para uma casa a mais, na diagonal em relação ao meu peão.

–E agora, o que eu faço? –Indaguei.

–Fala: Peão para E5.

–Peão para E5.

Meu peão pulou e caiu bem encima do peão feito de mármore de Hinata, o esmagando.

–O QUE FOI ISSO!? –Perguntei eufórico.

–Como eu pensava, todos os testes anteriores eram fatais, com certeza esse também seria...

–C-Como assim fatais?

–Não vê? O peão já não existe mais...

–Tá dizendo que se nos capturarem... vamos morrer!? –Perguntei atordoado. Ela só me confirmou com um leve balançar de cabeça. –Vamos parar de jogar agora! –Disse quase saindo do meu posto, mas ela me impediu.

–NÃO! Se nós sairmos do jogo, provavelmente terá o mesmo efeito, morreremos de alguma forma!

–ENTÃO O QUE SUGERE? CONTINUAR COM ESSE JOGO SUICIDA!?

–Hai... –Ela simplesmente respondeu. Eu sabia que não tínhamos escolha, tínhamos que continuar. –Confie em mim Naruto-kun. –Ela disse calma e pude perceber algumas lágrimas.

–Eu confio. –Disse ficando novamente de frente.

–Cavalo para B6.

E assim continuamos o jogo. Meia hora depois só restavam 9 peças para cada um. Dois cavalos, uma torre, um bispo, três peões, o rei e a rainha.

–Sua vez Naruto-kun. Mova o cavalo para F2.

–Hai. Cavalo para F2. –Meu cavalo se moveu e pôs a Hinata em xeque. –O-O que foi isso? Por que não disse que ia te por em xeque!?

–Tenho que me concentrar Naruto-kun. Eu pensei que poderíamos empatar, mas já não sei se isso é possível.

–E-Empatar!?

–Hai.

–M-Mas porque não é possível!?

–Pensa bem Naruto-kun, todos os outros testes eram perigosos e mortais. Não se pode simplesmente empatar, seria muito fácil. –Disse ela se movendo para a esquerda, se livrando do meu xeque.

–Tem razão.

–Mova sua torre para A1.

–Torre para A1.

Novamente ela ficou em xeque.

Na posição em que ela estava, não tinha escapatória. Ela usou a única forma de sair do meu xeque.

–Rainha para B1. –Ela moveu sua rainha para a frente da minha torre.

–H-Hina...

–Faça Naruto-kun!

–Torre para B1.

Minha torre pulou e estraçalhou a rainha da Hinata. Ela não esperou muito e capturou minha torre, dando um golpe de Jukken, a destruindo. Notei que ela estava cercada, só esperando um movimento meu para cair em xeque-mate.

–Sua... vez Naruto-kun... mova seu bispo para H6. –Ela disse e eu percebi que chorava. Percebi o que ela realmente queria, então resolvi agir.

–Hina... não tem uma jeito de desistir nesse jogo!? –Perguntei sorrido para que ela não desconfiasse, mesmo que o sorriso fosse falso.

–T-Tem... basta deitar o rei. Mas não acho que isso seja muito prudente Naruto-kun, lembre-se, saídas fáceis não existem.

–Eu sei, isso não é nada fácil pra mim. Lembre-se que não importa o quão longe estejamos um do outro, sempre estaremos juntos...

–N-Naruto-kun... o... o que vai... NÃO NARUTO-KUN!!!!!!

–Aishiteru...

Me deitei no tabuleiro. Me rendi. Logo depois de me deitar no tabuleiro, as peças começaram a explodir, se partindo em milhares de pedaços de mármore.

–NARUTO-KUN!! –Ela veio correndo pra perto, novamente chorando. –P-Por que fez isso... eu ... já estava perdida...

–Por isso mesmo... por que você estava perdida... –Disse me levantando.

–Naruto... kun...

–Eu tô bem Hina... não me aconteceu nada.

–Tem... certeza? –Ela perguntou me examinando com o Byakugan.

–Claro amor... e você, tá tudo bem!?

–Tô sim...

Novamente nos abraçamos, até um tremor nos chamar a atenção.

–O púlpito. –Disse ainda abraçado com ela.

–Onde!? –Ela perguntou confusa. Estávamos abraçados e ela olhava na direção contrária que a minha.

–Se vira que vai ver...

Nos levantamos de mãos dadas e nos voltamos para o púlpito. Nos aproximamos e nos surpreendemos com o que vimos.

–Um... Quindice!? –Ela falou surpresa. (N/A: Quindici ou Jogo dos Quinze ou Fiviten Puzzle é um jogo matemático onde se tem um tabuleiro com quinze peças, normalmente numeradas de 1 a 15, onde o objetivo do jogo é ordenar os números, os pondo em ordem. No tabuleiro, somente uma casa fica livre, as outras são ocupadas por peças embaralhadas).

–O que é Quindici!? –Perguntei confuso.

–É um joguinho matemático... eu costumava montar quando era criança. E modéstia à parte, eu sou muito boa...

–Então, mãos à obra.

Ela se aproximou mais do púlpito e começou a mover as peças. Eu mal conseguia acompanhar a velocidade das mãos dela. Em pouco mais de 30 segundos o quebra-cabeça estava resolvido.

–Viu! –Ela disse sorrindo.

–Nossa...

Do nada, o Quindici começou a se mover para cima, revelando um compartimento secreto, e a pedra.

–Conseguimos mais uma... –Disse contente.

–Hai. Agora só falta de Io, Encélado, Titã e provavelmente Afrodite. –Ela disse pegando a pedra azul

–Bem, acho que só teremos problemas com Encélado. Se bem que você quase morreu com Pã...

–Como eu disse Naruto-kun, todos os testes são mortais. –Ela disse séria.

Ouvimos um estrondo do lado de fora do mini-templo e sabíamos o que era.

Corremos para lá e encontramos uma passagem aberta.

–A vovó vai ter que aumentar o nível dessa missão. –Resmunguei fazendo a Hinata sorrir.

–Que tal Ranking S? –Ela comentou.

–Tá mais pra SS, se é que isso existe...

–Parece legal...

–Meu anjo líder de uma missão Ranking SS... e ainda chunnin... eu preciso treinar mais...

–Rsrsrs... só estamos conseguindo por que estamos juntos Naruto-kun...

–E espero continuar assim... –Disse apertando sua mão.

–Temos que ir. –Ela disse caminhando em direção ao portal.

Ela passou comigo segurando em sua mão. Quando chegamos do outro lado, a visão era quase igual a dos outros templos, mas a luz predominante era verde. Tomando como base a luz do ambiente e a cor da pedra, eu deduzi que o “Olho do próximo deus” era verde.

–E esse, de quem é? –Perguntei.

–Não sei... vamos investigar.

Novamente criei meus Kage Bushins e procurei pistas com a Hinata. Andamos um pouco e encontramos uma placa escrita: Io.

–Então, esse é o templo de Io. –Ela disse.

–Hn... espero que o teste seja bem leve, já que é o deus da felicidade.

–Eu pego a pedra.

–Nem pensar! Você já pegou três!

–T-Tá bem... –Ela concordou relutante.

Me aproximei do púlpito e peguei a pedra. Soltei a mão dela e deixei um Kage Bushin por precaução.

–E então Naruto-kun... o que aconteceu!? –Ela perguntou. Eu estava alheio a qualquer situação que estava acontecendo ao meu redor. Minha boca formou o maior sorriso que eu já tinha dado, mesmo sem eu saber o porque. –NARUTO-KUN, O QUE HOUVE!? –Ela ficou preocupada quando viu meu clone desaparecer.

Eu não conseguia responder, apenas sorria.

–O que tá acontecendo? Por que não me responde? –Ela já estava aflita, mas eu nada podia fazer. Não conseguia me mover, nem mesmo falar. Só sorria. –O que você tem Naruto-kun...!? –Ela sussurrou desolada, eu permaneci estático.

“-Otou-san... foi ele quem começou!

–Para de mentir Minato, você sabe que não fui eu!

–Crianças... o que foi mesmo que aconteceu? –Perguntei confuso e rindo daqueles dois. Estavam completamente sujos de lama, se a Hinata visse aquilo, com certeza iria sobrar até pra mim.

–Foi o Minato! A gente tava treinando e ele trapaceou!

–Não trapaceei nada, eu lutei justo!

–Não lutou!

–Lutei!

–Não lutou!

–Minato, Jiraya, acalmem-se e me digam o que foi mesmo que aconteceu. –Disse um pouco sério. Hinata sempre me disse que eu falava muito grosso quando era pra dar bronca, dizia que minha voz dava medo até nos meus inimigos, imagine em duas crianças de 10 anos. Tentei maneirar desta vez. Eu não sabia que minha voz saia ameaçadora, sempre tentei ser carinhoso com meus filhos. Eles precisam aprender a crescer com dignidade, principalmente aqueles dois.

–Eu falo primeiro! –Comentou Jiraya.

–Mas por que você?

–Minato, deixa seu irmão falar. Você começou explicando da vez anterior.

–Tá bem, pode começar. –Ele disse emburrado.

–O Minato e eu estávamos treinando taijutsu perto do rio quando ele começou a usar o chakra pra fortalecer os golpes!

–Eu não usei!

–Usou sim!

–Usou ou não usou Minato!?

–B-Bem... só um pouquinho. É que eu já tava cansando e não queria diminuir o ritmo do Jiraya...

–Tá vendo Jiraya, seu irmão só tava te ajudando.

–Por que não disse isso logo maninho?

–Por que você me golpeou e me jogou na lama! –Minato disse completamente emburrado.

–Hehehe... foi mal por isso. Já sei, que tal eu te pagar um sorvete como desculpas!?

–Sério mano!?

–É! Anda, quem chegar por último paga o sorvete. –Disse e saiu correndo logo em seguida.

–E-Espera... mas você não ia pagar!? –Disse o loirinho que saiu correndo atrás do irmão.

–E-Ei... MENINOS, a Hinata nÃo vai gostar de saber que saíram sujOs! Droga... já foram...

–Que gritaria é essa amor...!?

–H-Hinata...!? –Murmurei já branco que nem papel.

–Por que tava gritando!? Acordou a Kushina...

–É que... aqueles dois... depois eu te conto. Agora, deixa eu pegar minha princesinha... –Ela me estendeu a ruivinha que tava em seu colo. –Desculpa princesa, mas aqueles seus irmãos são fogo.

–Tudo bem amor, já ta na hora dessa coisinha comer...

–Ouviu princesa!? É hora de comer... –Disse fazendo carinho na barriga dela.

–Pa...pa...

–H-Hinata... você ouviu!?

–O quê?

–Ela... ela disse papa! ELA ME CHAMOU DE PAPA!!

–Acho que ela tá se referindo a papa de comer. –Ela disse rindo de mim.

–Você tá é com inveja por ela ter falado papa primeiro! –Disse fitando minha filha e a vendo abrir lentamente os olhinhos. Podia jurar que ela tava me pedindo colo.

–Eu não... –Ela disse se fazendo de desentendida.

–Mama...

–Ouviu? Ela disse mama! –Falei olhando pra Hinata, que já chorava. Ô mulher sentimental...

–Ouvi!

–Minha princesa falou... –Disse.

–Ela é esperta que nem o pai, depois dos 16 é claro. –Disse a Hinata limpando minhas lágrimas. Minhas!? Ah... deixa pra lá...

Ficamos paparicando a Kushina até notarmos que ela tava com fome.

–Deixa eu levá-la amor, depois paparicamos ela mais um pouco.

–Tá... eu vou ver como os meninos estão... –Disse entregando a Kushina para a Hinata.

Dei um beijo de despedida nas duas e sai à procura dos pestinhas.

Andei por algum tempo, apreciando a decoração que estavam fazendo para a visita do senhor feudal. Eu não tinha certeza, mas todos os meus amigos falavam que eu ia ser nomeado Hokage em alguns dias.

Procurei os garotos com esse pensamento na cabeça, e acabei encontrando o Minato em uma situação, digamos, um tanto constrangedora pra mim.

–Minato... diz que sim...

–Mas... eu não sei Asami...

–Por favor, por favorzinho...

–Tá... pode me beijar...

Sai rápido dali antes que eles pudessem me notar. Estava muito feliz, mas tinha que lembra que meu filho só tem 10 anos! Resolvi deixar isso pra conversar com a Hinata e saí procurando Jiraya.

A noite chegou e já estávamos todos na cama. Hinata resolveu por Kushina pra dormir com a gente porque ela estava muito agitada aquela noite.

–Amor... o que faria se isso tudo não fosse real... se fosse uma ilusão? –Hinata perguntou enquanto afagava os cabelos da bebê.

–Por que tá dizendo isso amor? Em uma hora dessas...

–Sei lá... a gente lutou uma guerra pra evitar que jogassem o mundo em um genjutsu gigante. Como saber se não estamos vivendo o genjutsu? Como saber se ganhamos mesmo a guerra? Como saber se houve mesmo uma guerra?

–Não importa se for um genjutsu ou a realidade, eu estou com você, com o Minato, o Jiraya e a Kushina. Estamos todos juntos e não há nada que possa nos separar... –Disse acariciando sua face. Aquela conversa estava muito estranha.

–E se eu te dissesse que isso tudo não é real? O que você faria!?

–H-Hinata... do que tá falando? –Indaguei completamente confuso.

–Sabe aquela missão onde nós começamos a namorar!?

–Hai... o que tem!?

–Você nunca soltou o “Olho de Io”, você está vivendo uma ilusão. Eu... nossos filhos... nossa felicidade. Tudo isso é uma ilusão.

–Hinata... por que tá dizendo isso?

–Porque é a verdade. Isso tudo é uma ilusão, mas você vive tudo isso Naruto-kun. Pode ficar aqui comigo e as crianças, se tornar Hokage daqui a alguns dias... viver toda essa felicidade!

–Não pode ser... isso é desumano... –Disse já chorando.

–Então, não precisa ir embora amor, fique aqui... fique comigo...

Virei meu rosto para fitar minha princesinha, que dormia serenamente entre a Hinata e eu.

–Princesa... diz papa de novo...

Ela abriu os olhos lentamente, mostrando aquelas pérolas que eu tanto amo.

–Pa... Pa...

Me debulhei em lágrimas. Aquilo não era mesmo real... e saber disso me destruiu.

–Hinata... por que...

–Não ligue pra isso Naruto-kun... vamos viver como antes... podemos apagar sua memória e nada disso terá acontecido.

–Eu te amo Hinata... ou melhor... eu amo a minha Hinata... –Disse levantando da cama.

–N-Não vá! FIQUE COMIGO, COM SEUS FILHOS! FIQUE COM SUA PRINCESINHA!

–Sabe o que dói mais!? –Perguntei de costas pra ela, já na porta. –Saber que esse amor que eu sinto por ela é somente ilusão... –Disse e saí.”

–Finalmente... eu tava tão preocupada... o que aconteceu Naruto-kun?

–A-Aconteceu!? O que?

–V-Você... você ficou uma meia hora aí parado, só sorrindo. Derrepente você começou a chorar. Parecia triste.

–Eu?

–Hai... não sabe o que aconteceu!?

–N-Não. Só lembro que eu peguei a pedra e ouvi você me chamar...

–O que será que aconteceu!?

–Não sei, mas acho que de alguma forma eu passei no teste.

–Também acho, olha, a passagem... –Ela disse apontando para um portal que apareceu.

–Como isso aconteceu!?

–Não faço ideia, mas o importante é que você não passou por um teste horrível igual aos outros...

–Se eu soubesse disso, você teria pegado a pedra Hina...

–Hn... lá vem você com essa conversa de novo.

Nos pusemos a andar em direção à passagem que havia se aberto.

–Então... provavelmente o próximo é Encélado.-Ela disse pensativa.

–Hai... e eu pego a próxima pedra...

–Naruto-kun... você já pegou essa...

–Está decidido Hina, eu pego.

–E-Está bem... eu sei o quanto você é cabeça dura...

–Hehehe... vamos...

Passamos pelo portal e nos encontramos em outro templo, desta vez laranja.

–L-Laranja!? Que legal. –Disse tentando animar o ambiente.

–Parece que estávamos enganados, não é o templo de Encélado.

–Por que acha isso!?

–Por que o templo do deus da escuridão seria negro, não laranja.

–T-Tem razão. Então, mais Kage Bushins!? –Perguntei.

–Não sei... tem alguma coisa errada aqui. Olha, não tem mini-templos. –Ela disse.

–É mesmo... o que será que isso significa!?

–Não sei, mas acho melhor não gastar chakra.

–Eu já disse que não é problema Hina.

–Tá bom, mas faz só dois, só por precaução.

–Tá... tá... KAGE BUSHIN NO JUTSU!

Fiz meus dois clones que saíram correndo procurando o púlpito ou alguma pista.

Começamos a procurar, até que depois de uns 20 minutos encontramos o lugar.

–Esse foi rápido, não tinha mini-templos. –Disse chegando perto do púlpito, que estava atrás de uma espécie de paredão.

–Tem razão, mas pega logo. –Ela disse sorrindo sinicamente.

–Hey, você quer que eu pegue pra ter o pretexto pra pegar a pedra de Encélado!

–Lembre-se Naruto-kun, você nunca volta atrás com sua palavra, e você disse que pegaria a pedra desse templo. –Ela disse fazendo bico.

–Hunnnnnn! Isso não vale Hina!

–Vale sim! Você falou, agora tem que cumprir!

–Ufff! Tá, tá...

Depois da nossa pequena discussão, peguei a pedra e um tremor de terra aconteceu. Procuramos ao redor e chegamos à passagem.

–Só isso!? Sem teste!? –Ela perguntou confusa.

–Talvez seja igual Io, mas isso tá estranho Hina, não saia de perto de mim. –Disse apertando sua mão.

–Hai.

Caminhamos até a passagem, mas quando fomos passar, eu levei um poderoso golpe no estômago. Fui jogado para trás e tive que soltar a mão da Hinata ou então iria quebrar o braço dela.

–NARUTO-KUN!! –Ela deu um mortal pra trás e chegou perto de onde eu tinha caído, me ajudando a levantar. (N/A: Quem joga NUNS 3 Full Burst pode comparar com a evasiva da Hina).

–O-O que foi isso!?

–Olha, no portal!

Do portal saíram criaturas muito estranhas. Pareciam lobos, ou algo assim, todos com armaduras e espadas.

–Droga! Esse é o teste Naruto-kun.

–Tem razão, vamos lutar! KAGE BUSHIN NO JUTSU!

Criei meus dois clones.

–OODAMA RASENGAN!

Saí em disparada contra aquele exercito. Deveria ter uns 100 bichos daqueles.

Acertei minha Oodama Rasengan, destruindo uns cinco bichos. A Hinata veio logo atrás de mim, destruindo três com golpes de Jukken.

–Pelo menos são fáceis de destruir. –Disse me distanciando do exército.

–Hai... e tem circulação de chakra.

–Hehehe... pelo menos um teste intere... o que tá acontecendo!? –Perguntei vendo os bichos que tínhamos destruído se levantarem.

–M-Mas... eles estão se levantando!

Rapidamente os oito que já tínhamos eliminado voltaram, e começaram a nos atacar. Nos defendíamos como dava, atacando quando tínhamos chance. Destruímos mais de 30, mas eles sempre voltavam. Ficamos naquela luta sem propósito durando alguns minutos, até a Hinata chamar minha atenção.

–NARUTO-KUN... HAAAAA!!

–O que foi!?

–Olha ali! –Ela apontou para uma das paredes do templo, onde tinha uma espécie de placar feito de pedras circulares de tamanho médio, uma em cima da outra. Tinha um placar com meu nome, um com o nome da Hinata e outro com o nome Anubis.

–O que é aquilo!? –Perguntei desviando de um golpe de espada.

Já tínhamos sido acertados várias vezes, em todas conseguimos evitar o golpe fatal.

–NÃ...HAKKESHOU: KAITEN! Não sei... parece uma espécie de placar...

–Mas... eu tô ganhando, o que será que isso si...guinifica!? –Disse vendo que meu placar tinha 100 pedras amontoadas, o da Hinata 70 e o do Anubis também 70.

–Tem razão... você tá ganhan... AHRG!!!

–HINATA! –Me desesperei quando ela levou um corte no braço.

–E-Eu tô bem Naruto-kun... se concentre!

–Mas...

–Eu já disse que tô bem... JUKKEN!

Sorri vendo ela destruir mais um com o braço ferido.

–Tá... fique bem amor...

–Você também...

Olhei um pouco para os placares e notei uma coisa diferente entre eles.

–Hina...o meu placar tem um círculo laranja bem no pé. HAAAA. –Disse golpeando mais um. Eu tinha feito apenas cinco Kage Buhins. Sempre que destruíamos os Anubis eles voltavam, então achei melhor poupar chakra.

–T-Tem razão... o que será que significa!?

–Não sei, mas já temos duas pistas.

–O placar mais elevado e o círculo laranja.

–Hai.

–E-Espera... acho que já descobri Naruto-kun!

–Foi!?

–Acho que sim. Esse é o templo de Titã, deus da guerra e da justiça. Aquilo não é um placar e sim o nível de força. Você é mais forte que todos os Anubis juntos, por isso eles voltam, por que lutar com alguém mais forte não é justo.

–Eh... faz sentido, mas e o círculo!?

–Você tem que sair da luta, acho que deve ir para o círculo! Eu tenho o mesmo nível dos Anubis, tenho que lutar sozinha!

–Nem pensar HAAAAH! –Destruí um Anubis que ia golpear a Hinata nas costas.

–A-Arigatou...

–Tá vendo, não posso te deixar aqui sozinha!

–Confia em mim Naruto-kun. Nunca sairemos daqui se você lutar. Confie em mim...

–Eu...eu... eu confio! –Dei um rápido beijo na testa dela e me dirigi ao círculo. A Hinata tinha razão. Os Anubis abriram passagem pra mim e não me atacaram. Cheguei ao círculo e fiquei encima. Uma luz laranja me envolveu e quando eu notei, estava em um campo de força, impedindo que eu saísse do círculo.

–HINATA!

–Confie em mim!

–Eu confio!

Ela começou a golpear os Anubis. Aos poucos, eles iam caindo, mas desta vez não voltavam. Sorri vendo a Hinata desviar de golpes que vinham pelas costas e dar mortais e piruetas, acertado alvos que ela nem mesmo estava vendo... ou estava, com o Byakugan.

–Como ela consegue parecer um anjo lutando dessa forma!? –Perguntei pra mim mesmo. Já estava babando a vendo se movimentar daquela forma.

–JUKKENSHOU — HAKKE: SANJUUNISHOU! (Estilo do Punho Suave – 8 Trigramas: 32 golpes).

Ela acertou 32 Anubis em apenas 10 segundos, todos caíram e desapareceram. Com uns dez minutos que ela estava lutando sozinha, já tinha derrotado 70 Anubis, mas ela estava exausta.

–Droga... ela tá quase desmaiando. HINATA, FORÇA!

Ela sorriu pra mim e começou a golpear os Anubis. Mais 10 se foram, mas ela não teve reflexo para se livrar de um golpe na lateral do abdome.

–D-Droga...

–HINATA!!!!

Aquilo parecia sério, tava sangrando muito. Eu tentei destruir o campo de força, mas era impossível. Era muito estreito pra usar o Rasengan e meu taijutsu não estava adiantando.

–Eu... eu tô bem Naruto-kun...

–NÃO TÁ NÃO! SAI DAÍ, PASSA PELO PORTAL!

–Hn... sabe que eu nunca faria isso. –Ela disse com um sorrisinho.

Me desesperei quando os 20 Anubis restante pularam em cima dela, a cobrindo completamente.

–HINATA!!!!!!!!!

Eu era mesmo um fraco. A única coisa que eu conseguia fazer era gritar. Esmurrei a barreira até minhas mãos sangrarem, mas não adiantou. Já estava caindo no chão chorando, quando escutei a voz do meu anjo.

–HAKKESHOU: DAI KAITEN! –Ela destruiu todos os vinte de uma vez.

–Hi... nata...

Pouco depois do golpe, a barreira que me prendia começou a sumir. Rápido o suficiente pra eu pegar meu anjo antes que ela caísse desmaiada no chão.

–Me lembra de nunca te provocar... –Disse sorrindo pra ela, que sorriu de volta e desmaiou.

Andei por aquele templo a procura de água. Nossos cantis já estavam vazios e eu precisava de água pra acordá-la. E também tava morrendo de sede e aposto que ela também. Andei um pouco com ela nos braços, até encontrar uma fonte, bem maior que a do templo de Calisto.

Cheguei perto da fonte e notei algo escrito.

“Aqueles justos o suficiente para abandonar uma luta mesmo sabendo que sua vida fica em batalha, são merecedores de beber da água de Titã. Beba, faça jus ao seu direito e permaneça neste caminho, mas o caminho que a água faz não pode ser diferente do caminho de Titã. Para voltar ao ser que era antes de Titã, faça uso do seu legado de justiça e confiança.”

Eu não entendi muito do que aquilo dizia, mas a sede era muito grande. Bebi um pouco e dei um pouco pra ela. Sem mais nem menos, nossos ferimentos começaram a curar. Até a minha ferida nas costas, que a Kyuubi ainda não tinha curado completamente, sumiu.

–O que aconteceu!? –Ela perguntou acordando.

–Você foi incrível!

–Eu!? –Ela perguntou com um enorme sorriso.

–Hai... socou, chutou, golpeou, usou chakra... Jukken... foi incrível!

–Você acha!?

–Claro Hina... você é demais!

Ela sorriu bobamente e eu a abracei.

–E-E porque não estamos feridos!? –Ela perguntou.

–Acho que foi essa água...

–E o que é isso escrito aqui!?

–Não sei, mas acho que é algum tipo de aviso.

Começamos a ler e conseguimos decifrar o enigma que a mensagem mostrava. Percebemos que não podíamos levar água da fonte para fora do templo de Titã, então tratei de esvaziar os cantis. Também confirmamos que foi a água que nos curou e lemos também algo sobre honra, guerra e justiça, próprios para o templo de Titã. Já descansados, fomos para o portal e passamos para o próximo templo.

–Sabíamos que essa hora ia chegar... –Ela disse apertando forte minha mão.

–Hai, sabíamos... e também sabíamos que era eu quem ia pegar a pedra.

–Usou a palavra certa: Era, não é mais. Eu sou a líder da missão e digo quem vai pegar a pedra. –Ela disse séria, muito mais séria que a general.

–Se tá pensando que vai usar sua posição pra pegar a pedra tá muito enganada, antes de líder da missão você é minha namorada, meu amor... não vou deix... AHRG!!!

–Gomenasai... –Ela disse depois de me golpear com um jukken.

–HI...NATA!!!

Tarde demais, ela pegou a pedra negra. Um brilho meio prateado a envolveu, e quando eu olhei, ela já não estava mais lá. Deu lugar ao ser que eu até podia dizer que odiava. Bem, talvez não odiava, mas com certeza queria o sangue dele nas minhas mãos.

–O-Orochimaru... –Sussurrei já com o chakra da Kyuubi escapando.

–HunHunHun... como vai, Naruto-kun...

–Seu desgraçado! O que tá fazendo aqui!? Cadê a Hinata!?

–Acho que ela trocou de lugar comigo... eu estava no meio de um treinamento com o Sasuke-kun, quando percebi, estava aqui.

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–Miserável! Eu vou buscar a Hinata! Se ela tá com ele, eu vou trazer os dois!

–Provavelmente o Sasuke-kun a matará antes.

–Ele não faria isso! Por sua culpa o Sasuke não quis voltar com a gente!

–Eu não fiz nada Naruto-kun, você mesmo percebeu... ele está muito mais forte que você. Ele sabia que não conseguiria te superar se ficasse naquela vila.

–MAS EU NUNCA SUPEREI O SASUKE! –Disse já com duas caldas.

–Você continua ingênuo. Essa é a diferença em ser treinado por mim e pelo Jiraya... Por que acha que o Sasuke-kun veio até mim!? Porque ele percebeu que até o fracassado estava mais forte que ele.

–É MENTIRA!

–Naruto-kun, você sabe por que perdeu no Vale do Fim!?

–CALA A BOCA SEU VERME! DIGA ONDE ESTÁ O SASUKE!

–Você perdeu porque não queria matar o Sasuke, você se segurou enquanto o Sasuke lutou com tudo. Ele queria te matar... pra ganhar poder.

–PARE DE FALAR MAL DO SASUKE. ELE NUNCA LUTARIA PRA ME MATAR!

Eu já estava perdendo o controle. Já estava com três caldas. Os cabelos ouriçados, as garras e presas apareceram e minha pele já estava descascando.

–HunHunHun...

–EU VOU TE MATAR. VOU TE MATAR E TRAZER O SASUKE DE VOLTA!

Foi a última coisa que eu consegui dizer.

******HINATA*********

Depois de a água de Titã nos curar, fomos para o próximo templo. Eu tinha certeza que era o de Encélado, então resolvi pegar a pedra. Eu sabia que o Naruto-kun não me deixaria pegar, então resolvi imobilizá-lo. Quando entramos no templo, ele agiu como eu esperava, eu até tentei usar a patente pra impedi-lo, mas como ele é o Naruto-kun, não seguiu as ordens do superior. Não tive escolha a não ser golpeá-lo e sair correndo. Peguei a pedra e ouvi ele gritar meu nome, logo depois uma luz prateada me cobriu. Quando ela se dissipou, o Naruto-kun estava com uma expressão de ódio me encarando. Notei com o Byakugan que o chakra da Kyuubi estava vazando.

–Naruto-kun, o que foi. Me desculpe por te golpear.

–O-Orochimaru...

–C-Como... O-Orochimaru!? Mas...

–Ele não faria isso! Por sua culpa o Sasuke não quis voltar com a gente!

–Naruto-kun, do que tá falando!? Eu...

–MAS EU NUNCA SUPEREI O SASUKE! –Disse já com duas caldas.

–Naruto-kun, do que está falando!? Por que tá dize... Não... isso deve ser o teste...-Disse chorando ao ver que ele já tava perdendo o controle. Provavelmente a pedra o fez ver a pessoa que ele mais despreza. E provavelmente ele via essa pessoa em mim, já que ele tava me fitando com ódio.

–É MENTIRA!

–Não Naruto-kun... volta pra mim. Sou eu, sua Hinata...

–CALA A BOCA SEU VERME! DIGA ONDE ESTÁ O SASUKE!

–Siga a luz do seu coração Naruto-kun... venha até mim...

–PARE DE FALAR MAL DO SASUKE. ELE NUNCA LUTARIA PRA ME MATAR!

Estava cada vez pior, ele já estava com 3 caldas e a pele descascando. Era horrível olhar como ele parecia estar sofrendo.

–Eu te amo Naruto-kun... volta pra mim... –Disse já chorando.

–EU VOU TE MATAR. VOU TE MATAR E TRAZER O SASUKE DE VOLTA!

Foi a ultima coisa que ele disse. Eu já estava pronta pra ir até ele, até uma gigantesca massa de chakra tomar o local, me fazendo dar um passo para trás.

–O...O que...

Do nada, uma espécie de tornado vermelho caiu do céu bem em cima do Naruto-kun. Quando o tornado o atingiu, criou uma bola de chakra que era visível mesmo sem o Byakugan. Quando a bola sumiu, lá estava ele, com quatro caldas flutuando, a pele completamente vermelha, pra falar a verdade, aquilo nem era pele, era chakra puro que se movimentava em alta velocidade. Eu não sabia o que fazer, mas sabia que ele iria me atacar.

–RHUAAAAAAAA!!!!

Ele rugiu pra mim. Enxuguei as lágrimas com a manga do casaco e me coloquei em posição de batalha.

–Eu vou te salvar.... meu amor...

Notas finais
O próximo sai provavelmente amanhã.