Abrindo os Olhos
4 S4: Primeira Parte - Amor Sem Sexo é Amizade
Notas iniciais
–Nem posso acreditar no tanto que você cresceu Naruto. Se tornou gennin, ganhou do gênio Hyuuga e de um Jinchuuriki, aprendeu técnicas de alto nível, viajou pelo mundo e agora ficou forte o suficiente pra salvar o Kazekage das mãos da temida Akatsuki. –Disse o Iruka-sensei com brilho nos olhos.
–N-Não é pra tanto, Iruka-sensei... –Falei sem jeito.
–É sim, Naruto. Daqui a pouco você será o ninja mais forte da vila! –O Teuchi-Ochan se meteu na conversa.
–Acho que ainda tá longe disso. Ainda tem o Kakashi-sensei, o Asuma-sensei, a Kurenai-sensei, o Sobrancelhudo-sensei, a Baa-chan, sem contar um monte de ANBU e jounnin que eu nem conheço. –Disse e logo depois bebi o caldo do meu ramen.
–Eu não quis dizer que será amanhã. Quem sabe daqui a uns dois anos...
–Tem razão, Teuchi-san. Ele é que é muito modesto.
Fazia mais ou menos um mês que eu e a nova equipe Kakashi tínhamos resgatado o Gaara das mãos da Akatsuki. Nossa equipe até ganhou medalhas de honra, dinheiro e mais um monte de frescuras, mas o que mais me deixava feliz era ter meu amigo vivo, apesar de a tristeza pela morte da Chyou-baa-sama ainda estar bem aparente. Mas acho que ela se foi em paz. Depois de tudo o que ela disse que fez, morrer de uma maneira nobre como aquela com certeza a deixou feliz.
Agora estou comendo um ramen com o Iruka-sensei. Ele não para de me dar os parabéns e dizer que eu sou o orgulho dele. Até parece meu Nii-san...
–Mais um, Naruto? –Ele perguntou sorrindo.
–Qu... –Não tive tempo de assentir.
–Uzumaki Naruto, a Godaime-sama solicita sua presença.
Uma ANBU desgraçada apareceu bem na hora que eu ia comer mais ramen. Mas tudo bem, até porque já fazia uns oito dias que eu não pegava missão. Aproveitaria essa oportunidade pra pedir uma. Pra mim e pra equipe Kakashi.
–Hai. –Disse vendo a ANBU sumir.
–É uma pena que já tenha que ir, mas na próxima vamos comer de verdade! –Comentou o Iruka-sensei.
–Tem razão Iruka, comendo só 5 nem parece o Naruto... –O Teuchi-Ochan disse e eles começaram a rir enquanto eu saía emburrado.
Caminhava tranquilamente aproveitando aquele final de tarde gostoso. Como tive muita folga esses dias, eu sempre aproveitava para relaxar um pouco olhando as nuvens (sugestão de quem???), mas hoje elas estavam diferentes, ou melhor, o céu estava diferente. Estava tão lindo, em uma coloração estranha que eu nunca vi. Tinham uma cor lavanda, muito bonita. Eu sabia que aquela coloração me era familiar, só não lembrava onde tinha visto. Fiquei encarando o céu e nem percebi por onde andava. Acabei esbarrado em uma pessoa que me fez preferir ter esbarrado em um Akatsuki.
–S-S-Sakura-chan.... –Sussurrei morrendo de medo.
–Naruto... –Ela respondeu estranhamente calma.
–G-G-Gomen, mas... é que... v-você já percebeu q-que o c-céu está lindo?
–C-Céu?
–H-Hai. Olha, ele tá com uma cor tão linda. –Disse apontando para o alto.
–Nossa, é mesmo. Nem tinha percebido.
–E-E então, me perdoa por ter esbarrado em você? –Perguntei com medo da resposta física que ela iria me dar.
–Tá, eu te desculpo.
–S-Sério? –Indaguei surpreso e desconfiado.
–Claro. Mas tem que me fazer um favor.
–Fa...vor!? –Murmurei temeroso.
–Hai.
–Não sei não...
–Deixa de ser medroso...
–Medroso? E-Então, isso é perigoso.
–Cala a boca Naruto, você não sabe nem o que é!
–Então fala, eu prometo te ajudar. –Disse um pouco mais concentrado.
–Sério?
–Sim, prometo.
–Então, eu quero que você peça uma missão para a equipe Kakashi.
–Uma missão!?
–Isso mesmo. Se eu for pedir, tenho certeza que a mestra vai me bater, mas você é o preferido dela.
–Eu não sou o preferido... –Disse me fazendo de desentendido.
–É sim! Mas e aí, vai me ajudar ou não?
–Primeiro tem que me dizer, porque tá tão desesperada por uma missão?
–É que... eu... quero investigar um pouco por aí. Sei que a chance de conseguir alguma informação sobre o Sasuke-kun é muito baixa, mas eu tenho que tentar.
Vi os olhos de Sakura se tornarem opacos e lágrimas caírem. Me senti horrível! Senti como se estivessem arrancando todos os meus dentes.
–Sakura-chan, não chore. –Disse me aproximando e a abraçando.
Eu mesmo não esperava aquilo. Ela tremeu quando eu a abracei, mas não lutou pra sair. Foi o primeiro contato físico carinhoso que nós tivemos, e naquela hora eu tive uma certeza: Quem se metesse com a Sakura-chan estava morto!
–N-Naruto, eu o amo tanto. Porque ele teve que fazer isso? O Kakashi-sensei é muito forte e nem precisou sair da vila. Você também. Mesmo saindo pra treinar, você voltou e ficou extremamente forte. Porque ele teve que me abandonar?
–Porque ele é um teme. Não sabe dar valor ao que tem, mas como bons amigos dele vamos trazê-los de volta! –Disse apertando o abraço.
–Arigatou, Naruto-niisan...
Meu coração bateu mais forte quando ela disse isso. Me senti quente, feliz. Ela me considerava sua família. Na hora eu nem percebi que ela tinha me chamado de irmão, não de amor. Não pensei, apenas apertei mais forte ainda e novamente aquele pensamento me veio à mente: Quem se meter com minha Nee-san está morto!
–Hehehe, de nada, Sakura-neesan...
Ela saiu do meu abraço e sorriu pra mim.
–E então, vai me ajudar?
–Só por que é pra você. –Disse sorrindo.
Nós dois fomos caminhando juntos ao prédio Hokage. Chegando, invadi como de costume.
–Baa-chan, quem era aquela ANBU teme que me fez deixar meu ramen? –Perguntei logo de cara.
–Porque não pergunta à ela? –Ela disse com um sorrisinho nos lábios.
Do nada, um ANBU apareceu no meio da sala.
–Fui eu garoto, eu sou a ANBU teme que te interrompeu. –Disse a ANBU com uma máscara de cobra.
–V-V-Você... f-fez muito mal... me i-interrompendo... –Disse gaguejando. Como é que eu ia adivinha que ela estaria lá?
Ela começou a caminha na minha direção, parou a uns 5 centímetros de mim, chegou perto do meu ouvido e sussurrou:
–Gomen, não vai mais acontecer.
Eu tremi. A voz dela era muito sexy. Rapidamente ela se distanciou de mim e ficou de frente pra Baa-chan.
–E-Então Baa-chan, é uma missão? –Perguntei atordoado.
–Sim.
–Você já ia pegar uma missão? –Sakura perguntou me fitando, irada.
–E-Eh... mais ou menos...
–Deixem a briguinha de vocês pra depois. Agora, temos assuntos muito importantes a tratar. –Disse a Baa-chan me salvando.
–Hai, mestra. –Falou a Sakura se distanciando de mim.
–Muito bem. Naruto, você sairá em missão amanhã.
–C-Como assim sairá? –Perguntei fitando a Baa-chan.
–Isso mesmo, você terá uma missão especial Rankig A, ou melhor, você e outra pessoa, que será o líder da missão.
–O-Outra pessoa!? A Sakura-chan?
–Não.
–Essa ANBU estupradora? –Perguntei e tenho certeza que aquela esquisita sorriu por baixo da máscara.
–Cuidado com o que diz moleque, eu sei onde você mora. –Disse a ANBU me fazendo tremer.
–Não. –A Baa-chan respondeu. Com certeza estava entediada com aquela situação.
–Então quem? O Sai, o Yamato-Taichou, o Kakashi-sensei?
–Não seu baka! Se fosse eles eu tinha dito a equipe Kakashi!
–Se não é nenhum deles, quem é?
–Bem, isso não posso dizer agora. É questão de segurança. –Ela disse com um sorrisinho suspeito.
–É mesmo? –Disse sorrindo. Finalmente uma missão fodona pra mim. Tinha um sorriso escancarado no rosto, até me lembrar da Sakura-chan.
–Baa-chan, a Sakura-chan não pode ir? –Perguntei sério.
–Infelizmente não. Entendam, essa missão é extremamente complicada, só não a classifico como Ranking S porque não precisa tanto. Sendo assim, eu precisei formar uma dupla perfeita. Você e a Sakura tem estilos de luta bem parecidos. Ambos fazem mais uso de ataques de curta distancia, tem uma capacidade de ataque excepcional, o que não se pode dizer da defesa, nenhum dos dois é do tipo rastreador...
–Tá, já entendi.
–Você entenderá tudo quando eu te der a ficha da missão. Você partirá amanha bem cedo. Na ficha está indicado o local de encontro com seu parceiro.
–Hai. Mas, e essa ANBU? Ela não vai, né? Eu ainda sou vir....
–O que? O que você é, garotinho? –A ANBU falou. Eu corri pra trás da Sakura-chan.
–Não se preocupe, ela não irá. Só está aqui porque tem alguns detalhes que lhe serão úteis para a o sucesso da missão.
–Então, acho melhor ela passar agora. –Disse já temendo que ela quisesse me passar as informações a sós.
–Ah, mas seria tão legal se você fosse lá em casa... poderíamos conversar melhor.
–N-N-Não, obrigado... Sakura-chan, socorro. –Sussurrei essa última parte.
–Não se preocupe Naruto, a reunião de vocês será rápida. –Disse a Baa-chan.
–Eu não garanto isso. –Comentou a ANBU. Eu já estava tremendo. Não me entendam mal, a Homossexualidade eu deixo pro Sasuke. É só que eu ainda sou virgem, sei lá. Mesmo com todo o convívio com o Ero-Sennin, eu ainda sou eu, não um pervertido. Queria perder minha virgindade com a mulher da minha vida. Sei que parece meio cafona, mas é assim que eu sou!
–A-Acho melhor conversamos no Ichiraku. Assim você me paga o ramen que me fez perder. –Disse contente pela minha ideia brilhante.
–Mas lá é cheio de gente. –Ela comentou tristonha.
–Por isso mesmo...
–Tá, tá. Depois vocês fazem o que quiserem. –A Baa-chan chamou a atenção. –Naruto! –Ela gritou me dando um susto. –Volte vivo. –Disse me fitando.
Dei um enorme sorriso e assenti.
–É uma promessa! –Disse fazendo a pose de Nice Guy.
–Eu disse, preferido. –Sussurrou a Sakura-chan.
–Então loirinho, vamos? -Disse a ANBU pegando na minha mão.
–E-Eu sei o caminho... –Disse soltando a mão dela.
Fomos rápido ao Ichiraku. A Sakura-chan até seguiu a gente, mas quando chegamos a ANBU pedófila mandou ela vazar alegando que eram informações confidencias. Eu sabia que era mentira porque iríamos conversar em público, mas graças a Kami ela aceitou conversarmos no Ichiraku.
–Se não me engano, o seu era de porco. –Ela comentou quando chegamos. Pedi o meu e torci para ser bem rápido.
–É! Como sabia?
–Bem, é que eu sou muito analítica.
–Vai comer de máscara? –Perguntei ao notar que ela não pediu o dela.
–Não quero comer. Mas se você quiser, eu tiro.
–N-Não, pode ficar com a máscara mesmo.
–Quem disse que eu iria tirar a máscara?
–O-O-Ochan, e-esse ramen sai ou n-não sai? –Perguntei tremendo.
–Calma Naruto, você sabe dos três minutos.
–Meu Kami!
–Bem, é tempo o suficiente pra passar as informações.
–E-Então, é melhor começar.
–Certo. Bem, você vai ver na ficha da missão que provavelmente vocês não terão inimigos. O que realmente vocês vão fazer não posso dizer aqui.
–Como eu vou aproveitar suas informações se eu não sei do que se trata?
–Quando você ver os detalhes da missão, vai poder encaixar o que eu vou te dizer.
–Tá, então desembucha.
–Bem, tudo o que tenho a lhe dizer é que no momento de cegueira, a luz do coração deve lhe guiar.
–E-E o que isso quer dizer? -Perguntei confuso. Era só o que faltava, ela recitando versinhos pra mim.
–Sinceramente eu não sei. Esse é um verso que eu encontrei em um dos templos, na minha missão de reconhecimento.
–Reconhecimento? Então, se já esteve lá, porque não realizou a missão?
–Porque aquele é um lugar sagrado. Aparentemente ninguém pode entrar, acho que tem algo a ver com puros de coração.
–Tá dizendo que a Baa-chan acha que eu sou puro de coração? –Perguntei sorrindo.
–Não sei, mas se ela te mandou é porque realmente confia em você.
–E quanto ao meu parceiro? Ele também é de confiança da Baa-chan?
–Eu não conheço o seu parceiro, não sei quem ela escalou.
Fiquei um tempo pensando na minha missão. Parecia algo grande, e eu estava envolvido!
–Isso é legal. A expectativa de descobrir com quem eu vou fazer parceria é muito excitante.
–Bela escolha de palavras... –Ela sussurrou.
–E-E-Esquece essa parte!
–É uma pena, mas não tenho mais tempo pra ficar com você. –Ela disse levantando. Se aproximou de mim, tirou a máscara e me deu um beijo na bochecha. –Lembre do verso, provavelmente ele é a chave para o sucesso da missão.
–Q-Que verso? –Eu estava muito atordoado pra lembrar de qualquer coisa.
–No momento de cegueira... –Ela ficou atrás de mim e tapou meus olhos com as mãos. –A luz do coração deve lhe guiar. –Ela disse me dando um abraço por trás, apertando os seios rechonchudos dela nas minhas costas.
Fiquei paralisado. Era a primeira vez que eu sentia os seios de uma mulher, mesmo que por cima de tantas roupas. Fiquei inerte até o O-chan me acordar trazendo meu ramen.
–Aquela mulher é esquisita...
–A-Ãh...!? –Estava tão atordoado que nem percebi quando ela tinha saído.
–Aquela mulher, ela é meio esquisita...
–N-Nem me fale O-chan. Achei que ela iria abusar de mim aqui mesmo!
–E você não gostou?
–B-Bem, pra falar a verdade, foi muito bom. Mas mesmo assim, eu não quero nada com uma mulher que eu mal conheço.
–Sei... tá se guardando pra mulher certa né?
–É tio! E o que quê que tem? Eu sou romântico, e daí?
–N-Nada... pra falar a verdade, isso é até bom.
–Acho legal ouvir isso, mas agora me deixa comer meu ramen porque amanhã eu saio em missão.
Um após o outros, os ramens iam sendo servidos e eu os devorando. Agora sim eu estava satisfeito. Somando as 5 que eu tinha comido anteriormente, totalizei 12 tigelas de ramen ingeridas entre a tarde e a noite.
Fui para casa satisfeito, não sabia quando poderia comer ramen novamente. Meu sono não foi tão tranqüilo, mas deu pra recuperar as energias.
Logo cedo eu já estava levantado e pronto pra partir. Não via a hora de saber quem seria meu parceiro nessa missão tão perigosa. Com certeza seria um ninja bem forte pra ir em uma missão tão arriscada. Até porque eu ainda não tinha muita maturidade. Minha dupla tinha que ser alguém concentrado, inteligente e bem forte também.
Me apressei e rapidamente eu já estava um pouco longe da vila. Não entendi porque a Baa-chan nos separou dessa maneira, mas não tinha a quem questionar. A única coisa que eu tinha que fazer era ir ao ponto de encontro.
Passei umas oito horas correndo até que cheguei a uma casinha velha, muito acabada. Se o sigilo era prioridade, aquela casinha não fornecia muito. Apesar do fato de que era isolada de tudo.
Não pensei muito nisso e fui em direção à casinha. Bati na porta , que quase caiu, e esperei. Pude ouvir o barulho de panelas caindo e logo depois um barulho que eu identifiquei como o de uma pessoa caindo.
–VOCÊ TÁ BEM!? -Vociferei, sem obter respostas.
Sem pensar duas vezes, arrombei a porta e entrei. Saí correndo em direção à cozinha e estanquei com a cena que vi.
A Hinata estava vestida com um aventalzinho branco, cobrindo a calça ninja que usava e a blusa branca um pouco justa, que na posição que ela se encontrava, ficava extremamente sexy. Estava de quatro com uma perna semi-esticada e a outra dobrada com o joelho apoiando o corpo. Os dois braços eretos erguendo o colo e o rosto levantado, me fitando.
–H-H-Hinata... –Murmurei paralisado.
–N-Naru-to-kun...!
–V-Você ...tá... bem...!? -Perguntei mexendo a cabeça para todas as direções, tentando olhá-la de todos os ângulos.
–Eu...E-Eu... ah...
Ela desmaiou. Eu não tive outra opção a não ser acudi-la. A peguei nos braços e procurei um quarto naquele casebre. Não foi difícil encontrar, até porque a casinha só tinha um quarto, a cozinha, uma pequena sala e um banheiro. Entrei no cômodo e a deitei na cama, ela parecia sorrir. Lembrei de uma coisa que eu adorava. Peguei o cobertor, passei por entre as pernas dela e o depositei na sua mão. Involuntariamente ela agarrou o cobertor, o que me fez sorrir. Fiquei um tempo perdido na imagem dela deitada tranquilamente na cama, parecia uma boneca gigante de porcelana. A boneca de um anjo, melhor dizendo.
“Nunca pensei que a Baa-chan escalaria a Hinata. Que ela é forte eu sei, mas... pelo que eu li, essa missão é extremante complicada. Espero que a Baa-chan saiba o que tá fazendo...”
Balancei a cabeça pra acordar e saí do quarto. Fui em direção à cozinha ver o que ela tava fazendo. Tinha um monte de coisa, comidas que eu nem sabia o nome, mas tava tudo apetitoso. Olhei para o chão e vi as panelas caídas. Rapidamente a imagem da Hinata naquela posição me veio à mente. Balancei a cabeça tentando espantar esse tipo de pensamente, peguei as panelas e guardei.
Sentei relutante em uma cadeira. Tava morrendo de fome, mas não comeria a comida da Hinata sem autorização. Notei que o colete chunnin dela estava na mesa e sorri.
–N-Naruto...kun... o-o que tá f-fazendo aqui? –Ela falou escorada no portal, extremamente vermelha.
–Hinata, já acordou? Ah, eu sou seu parceiro, ou subordinado já que você é a líder da missão. –Disse sorrindo pra ela.
–S-Subordinado? –Ela disse olhando pro chão e juntando os indicadores.
–Sim!? Você é Chuunin, esqueceu?
–N-Não, é q-que...
–E então, não vai sentar pra gente conversar?
–H-Hai. –Ela se aproximou lentamente e sentou o mais afastada de mim possível, o que me deixou um pouco triste.
–Ãh... acho que recebeu uma cópia da ficha da missão, não foi?
–H-Hai...
–E então, quais as ordens?
–O-Ordens?
–Claro. Você é a capitã! Uzumaki Naruto ao seu serviço, Hinata-Taichou!
–T-Taichou...!?
–Hinata, tá tudo bem com você? –Perguntei estranhando aquela situação. Ela sempre respondia a uma pergunta minha com outra pergunta. Tudo bem que é a Hinata, mas estava mais estranho que o normal.
–B-Bem...!?
–Acho que você não tá bem. Deve ter sido a queda. Porque você caiu?
–É que... eu... e-eu tava cozinhado... e m-me assustei... c-com as batidas...
–Ah, foi mal.
–T-Tude bem... e-eu estou bem...
–Tem certeza? Você tá muito vermelha, não está com febre?
–N-Não...
–Acho melhor conferir. –Disse levantando e caminhando em direção à ela. Ela ficou estática, só com os olhos completamente abertos. Me aproximei dela e colei nossas testas. –Não, parece que não está com fe... Hinata!? Hey!
Ela desmaiou. Novamente... E novamente eu a peguei no colo. Desta vez não pude evitar lembra da cena na cozinha. Qual é??? Era eu quem tava falando pro O-chan que era um romântico e tudo mais, porque aquela cena me abalou tanto?
Enquanto a levava nos braços, não parei de contemplar o rosto angelical que ela possuía. Era incrível! Como alguém tão inocente pode protagonizar uma cena tão sensual? Ela era perfeita, tinha o rosto perfeito, os cabelos tão lindos, o corpo perfeito de mulher. Não contive a curiosidade e acabei olhando para os seios dela. Tá, admito, dei uma de hentai, mas é porque eu não resisti! Ela é perfeita! Cheguei novamente ao quarto e a deitei, desta vez eu ficaria o lado dela até ela acordar, o que não demorou muito.
–Acordou bela adormecida!?
–O-Onde.. é...
–Calma, você desmaiou de novo. Temos que cancelar a missão e voltar pra Konoha agora mesmo. –Disse preocupado com ela.
–V-Voltar? Não! –Ela quase pulou da cama, me dando o maior susto.
–Mas você tá doente, não discuta e vamos voltar! –Disse a fitando.
–Eu não tô doente, e eu sou a capitã dessa missão, eu digo quando ela está encerrada. –Ela disse em fitando, fiquei até com medo do olhar que ela me lançava.
–Mas você não está em condições!
–Eu já disse que não estou doente!
–Tá sim!
–TÔ NÃO!
–TÁ SIM!
–TÔ NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!
–T-Tá... sim...
–Eu já disse que não tô, isso é normal! –Ela disse mais calma.
–Normal...!?
–H-Hai. –Derrepente ela ficou vermelha, se encolheu na cama e se cobriu completamente com o cobertor.
–Vo-Você tá mesmo bem...!?
–E-Eu já disse q-que tô. Gomen, p-por gritar com v-você...
–Tá certo, eu acho. Mas o que foi que te deu?
–N-Não foi nada. P-Por favor, p-pode me deixar sozinha um m-minuto?
–A-Acho que sim... vou te esperar lá na cozinha. E...ãh... posso comer?
–H-Hai... Fique à vontade...
Eu achei aquela atitude muito suspeita, então decidi espiá-la. Sei que é errado, mas ela tava escondendo alguma coisa e eu precisava saber o que era. Fiz um clone meu e o deixei transformado em baú. Não sei com o que ela tava distraída e não viu, mas eu também sou muito foda e fiz tudo em sigilo.
Fui para a cozinha e ataquei aquela comida deliciosa. Não sei o que a Hinata colocou naquilo, mas tava divino! Uns dez minutos depois, ela aparecei na cozinha.
–E então... Mais calma? –Disse limpando a boca.
–Hai. –Ela respondeu séria, eu estranhei.
–Agora podemos começar nossa missão?
–Sim, podemos. –Ela andou firmemente em direção à cadeira do lado da minha e a arrastou, aproximando nossas cadeiras.
–Ãh... e-e então, qual o plano!? –Perguntei desconfiado.
–Duas semanas atrás, a Tsunade-sama me deu essa missão e disse pra mim vir esperar minha dupla aqui. Ela me deu a ficha e disse que minha dupla teria mais informações.
–Duas semanas?
–Hai.
–Sei... –Eu estranhei aquilo. Porque a Baa-chan teria feito isso?
–E então? Que informações são essas?
–Ah, é.... Uma ANBU que...
–Uma!? –Ela me interrompeu séria.
–F-Foi... alguma coisa errada...!?
–Depende, aconteceu alguma coisa errada? –Ela perguntou me fitando.
–H-Hinata... você tá bem? A queda deve ter feito...
–Esquece, continua...
–Ãh... é... uma ANBU que fez o reconhecimento da região disse que encontrou em um dos templos, provavelmente no primeiro, o seguinte verso: No momento de cegueira, a luz do coração deve lhe guiar.
–Só isso?
–Hai. Isso foi tudo o que ela me passou.
–Não ajuda muito.
–Foi o que eu pensei. Ah, ela também disse que tinha algo a ver com puros de coração.
–Entendo. Provavelmente nós teremos problemas com as defesas dos templos, alguma dica de como podemos ultrapassá-las?
–D-Dica!?
–Sim, não tem uma ideia...!?
–A-Acho que não. Vamos dividir informações pra bolar alguma coisa.
–Concordo. Bem, de acordo com a ficha, o “Olho de Afrodite” está guardado no principal templo da região, sendo que, antes de alcançá-lo, teremos que passar por mais 7.
–Hai. Sabemos também que cada templo tem um tipo de teste distinto. Ainda não sabemos o teor desses testes.
–Isso é um problema. –Estava estranhando o comportamento da Hinata. Ela parecia a Baa-chan quando decidia se comportar como Hokage.
–Realmente, mas é por isso que estamos aqui. Somos muito bons, podemos passar por isso. –Disse sorrindo pra ela.
–H-Hai...
–Uhn, mais uma coisa. Acho que temos que decifrar o enigma do verso, a ANBU estupradora dis...
–QUÊM??????
–H-Hinata, o-o que foi???
–O que você falou? –Ela perguntou baixinho, fitando a mesa.
–N-Nada não...
–Mas eu ouvi... esquece.
–O-O que foi que te deu?
–Eu disse pra esquecer. E você tem razão, precisamos decifrar o verso.
–No momento de cegueira, a luz do coração deve lhe guiar.
–Bem, como se refere ao “Olho de Afrodite”, algo me diz que isso tem a ver com o amor.
–T-Tem razão! Será que, ãh...
–O-O quê?
–Será se... não precisa estar amando pra pegar o Olho?
–P-P-Porque t-tá dizendo i-isso?
–Por nada!? O que foi? Por quê tá desse jeito?
*****HINATA**********
“O que eu tô fazendo? É óbvio que eu não consigo. Onde eu estava com a cabeça, pensar que posso ser uma boa líder, e ainda mais tendo o Naruto-kun como subordinado. O que a Godaime-sama tava pesando quando nos juntou!?”
–D-Desculpe, mas eu preciso dormir, estou com sono. –Disse me levantando.
–M-Mas ainda não é nem 6 horas! –Ele comentou estranhando meu comportamento. Não posso culpá-lo por isso.
–Desculpe. –Disse e saí correndo.
Saí em disparada em direção ao pequeno quarto daquela humilde casinha. Tranquei a porta, pequei o Naru e me joguei na cama, chorando.
–Não dá Naru, eu não consigo. Me desculpe, mas eu vou ter que quebrar minha promessa. –Sussurrava enquanto apertava meu sapinho.
******NARUTO*******
Sem mais nem menos a Taichou saiu correndo em direção ao quarto. Eu não sabia muito bem o que tava acontecendo, mas tinha uma pista, TPM. Eu não fazia ideia se era isso mesmo, pra falar a verdade, eu nem lembro direito o que é. Só lembro o que o Ero-Sennin me disse uma vez.
“-P-Porque aquela garota te bateu e depois veio querer fazer as pazes? –Perguntei confuso me apoiando nos joelhos. Estava cansado e ofegante de tanto correr.
–Ela não estava em um dia bom... –Respondeu o Ero-Sennin feliz por ter escapado de mais uma.
–O quê quer dizer?
–Ela tava de TPM.
–Isso é o quê?
–Bem, acho melhor te explicar. Uma vez por mês uma mulher passar por um processo complicado sabe. Ela... Ãh... digamos que ela lembra que é mulher e pode vir a ser mãe.
–Explica isso direito Ero-Sennin!
–Não pensei que seria tão difícil... ah, bem... Digamos que toda mulher, quando chega na idade onde já pode ser mãe, começa a produzir os mecanismos que a possibilitem isso, entende?
Naruto pensou um pouco. Pensou em engrenagens. Rodas dentadas unidas e rodando pra fazer funcionar uma máquina.)
–Ah! Entendi! Quer dizer que as engrenagens na mulher começam a girar, né?
–MAS É MUITO BAKA MESMO! Esquece. O mais importante é que durante esses dias, a mulher apresenta um comportamento digamos, diferente. Muda de agressiva pra calma derrepente, chora fácil e fica bem mais sensível.
–Sei, tipo aquela garota tava querendo te matar uma hora e na outra tava pedindo perdão.
–É por aí. Esse comportamento é chamado de TPM.
–TPM? O que é isso?
–Eu acabei de explicar seu burro!
–Ah, foi mal...”
–Então é isso, a Hinata tá de TPM! Preciso falar com ela, tenho que me desculpar e dizer que não precisar se preocupar.
Já ia para o quarto quando vejo meu clone entrando pela porta.
–E então, o que ouviu?
–Bem, foi estranho. Quando você saiu ela pegou um sapo da mochila, e o chamou de Naru.
–N-Naru?
–É sim.
–E depois?
–Éh... ela pegou o sapo, deitou na cama e o abraçou. Depois disse umas coisas que me confundiram.
–O quê? O que ela disse?
–Ela prometeu ao sapo que se parasse de gaguejar e desmaiar iria te falar a verdade.
–A... verdade?
–Sim. Ela disse: Naru, eu prometo que se não gaguejar mais e nem desmaiar na frente do Naruto-kun, eu conto toda a verdade a ele, quando essa missão acabar.
–Foi mesmo? Que verdade será que ela tem pra me contar?
–Eu sei lá, ela não disse.
–Ela voltou pro quarto, deve tá falando agora mesmo. Mas você tem que ser baka pra sair do seu posto!
–Eu sou você, esqueceu?
–Ah... deixa pra lá, agora pode ir...
Meu clone sumiu e aconteceu uma parada muito legal. Eu senti como se tivesse ouvido o que o clone ouviu, todas as palavras dela, com a voz de anjo dela. A vi chorar enquanto quase estrangulava o Naru.
Juntando as informações que o clone me passou e minha tese sobre a TPM, eu deduzi que tinha porque tinha que conversar com ela. Fui em direção ao quarto e tentei abrir, mas estava trancado.
–Hinata, me deixa entrar.
–Não!
–Por quê?
–Porque eu não quero!
–Hinata para com isso, eu só quero conversar.
–Não!
–Eu sei o que tá acontecendo.
–V-Você s-sabe!?
–Sim, não precisa se culpar, essas coisas são naturais.
–E-Eu sei, m-mas é que... e-eu me sinto tão...
–Sensível?
–Hai...
–Não se preocupa, eu tô aqui pra te ajudar. Eu não sei o que é passar por isso, mas posso te entender.
–C-Como? N-Não sabe? Mas e a Sakura-san, você nuca conversou com ela sobre isso?
–Eu não ia me arriscar a falar disso com ela. Com certeza ela me bateria.
–M-Mas, você nunca sentiu mesmo isso?
–Eu não, tá me estranhando?
–P-Porque tá dizendo isso?
–Ora Hinata, já viu acontecer isso com homens?
–Sim, com meu pai.
–QUÊÊÊÊÊ?????????
–O que foi?
–H-Hinata, d-do que você tá falando?
–E-Eu? D-Do que você tá falando?
–V-Você não tá de TPM?
Não escutei mais nada vindo do quarto.
–Hinata! HINATA!!!!
Tive que arrombar a porta, de novo. Entrei e minhas suspeitas se confirmaram, ela tinha desmaiado.
–Por que você desmaia tanto? –Sussurrei me aproximando dela.
Sentei na beirada da cama e fitei o rosto de porcelana que ela tinha, era simplesmente lindo.
Do nada veio na minha cabeça a imagem de a gente se beijando. Tenho certeza que corei muito. Meio que involuntariamente, aproximei nossos rostos, ficando a milímetros de distância. Estava hipnotizado, não consegui resisti e lhe dei um selinho.
Já estava tarde, era hora de dormir. Aproveitei que ela tava desmaiada e a deixei lá. Lhe cobri e fui pra sala, deitar no desconfortável sofá.
“O que foi que eu fiz! Ela dava desmaiada, eu sou um aproveitador, mas... eu não consegui resistir. E aquela conversa, do que ela tava falando? Não acredito que falei disso com ela, e ela não tava falando da mesma coisa. Mas, se ela não tava falando da TPM, do que ela tava falando?” Pensava enquanto esperava o sono chegar.
Era por volta das 12 da noite. O frio era medonho, me debatia todo, nem conseguia dormir de tanto frio. Tomei o maior susto quando senti uma coisa muito macia no meu rosto. Abri lentamente os olhos com medo do que eu iria ver, e fico paralisado com minha descoberta.
A Hinata estava com os seios, cobertos pelo tecido fino da camisola, colados no meu rosto.
–H-H-Hinata....!? –Murmurei fitando os fartos seios dela por baixo da fina camisola.
–Naruto-kun, você já chegou? Como foi o trabalho? Aposto que tá estressado. –Ela disse sorrindo e com os olhinhos fechados.
–H-Hinata, é você?
–Quer uma massagem? Eu sei que ser Hokage é exaustivo, mas eu estou aqui pra te ajudar. Tem sua mulher pra te acompanhar onde for!
–M-Mulher? –Disse sorrindo. Os cabelos dela tocavam meu rosto massageando-o carinhosamente e me fazendo cócegas.
–Não precisa agradecer, eu faço tudo pelo meu Naruto-kun. Só saber que corresponde ao meu amor, sinto que vou explodir de felicidade.
–Kami, ela é sonâmbula. E tá sonhando que tá casada comigo!
Derrepente ela desabou em cima de mim, pressionado os fartos seios pra idade no meu peito.
–Hinata!?
Ela não me respondeu. Levantei delicadamente com ela nos braços, me segurando pra não beijá-la. Nem sei por que tava pensando isso. Tudo bem que ela é gostosa pra caralho, e eu um virgem cheio de hormônios, mas ela é minha amiga, não podia pensar essas coisas.
Levei-a novamente para o quarto e repeti o ritual, mas quando eu já tava saindo ela me chamou.
–N-Nar-uto...kun.. o q-que acontece-ceu?
–Eh... você saiu andando por aí.
–Eu... saí?
–Foi sim. Aí eu tive que te trazer de volta.
–A-Arigatou. N-Não sabia que era sonâmbula. –Ela disse baixando o olhar. Fiquei babando encarando a imagem de menininha que ela transmitia, até recobrar a consciência e lembrar que tinham um assunto sério a resolver.
–Hinata, precisamos conversar.
–P-Por que?
–Primeiro quero saber por que desmaia tanto quando estou perto.
Já estava começando a desconfiar. A conversa com o sapo, o próprio nome do sapo, o comportamento estranho mais cedo, a pigmentação e gagueira que ela mostra quando eu chego perto, o sonho que ela teve. Já tinha minhas suspeitas e não sei por que, tava rezando pra serem confirmadas.
–Acho que isso não vem ao caso, Naruto-kun. –Ela respondeu séria, voltando a ser aquela líder implacável.
–Hinata, para com isso. Eu sei que você está escondendo alguma coisa, e acho que se quisermos ter sucesso nessa missão, temos que confiar um no outro.
–Mas eu confio em você!
–Bem, isso é verdade. Pra ficar de camisola na minha frente...
Ela corou ao extremo. Não pude evitar de rir.
–D-Do que e-está rindo? –Ela perguntou se enfiando nas cobertas.
–De você. A um minuto era uma ditadora e agora é uma garotinha medrosa.
–Eu não sou uma garotinha medrosa! –Ela disse jogando o cobertor longe.
–C-Calma, eu só tava brincando.
Ela me olhou bem nos olhos. Olhar dela era concentrado, decidido, me fez até tremer.
–Saiba de uma coisa Naruto-kun. Essa missão está sendo o momento mais difícil da minha vida. Quando a Tsunade-sama disse que eu seria líder de uma missão Ranking A, eu quase explodi de felicidade. Estava muita animada pra mostrar que eu sou capaz, que não sou uma fracassada. Passei as duas semanas mais longas da minha vida esperando minha dupla. E quando você chegou, toda a preparação mental que eu tinha feito pra ser uma boa líder foi por água a baixo. –Ela finalmente tomou fôlego. A cena poderia ser bem engraçada, mas notei que ela estava se esforçando ao máximo pra dizer tudo aquilo. –E sabe por que tudo foi por água abaixo? Porque sempre que eu te olho, esqueço de tudo. Esqueço quem eu sou e o que estou fazendo. Sempre que você chega perto de mim eu penso que não sou boa o suficiente, que não tenho as qualidades necessárias pra ficar ao seu lado. Não sabe o esforço que eu fiz e estou fazendo pra ser uma líder digna de te liderar.
–Hinata..
–Cala a boca que eu ainda não acabei! –Ela disse me assustando. –Estou tirando essa força não sei nem de onde. Nunca falei assim e principalmente na sua frente. Logo você, que é o alvo de todas as minhas investidas pra ser forte. Eu fico forte por você, pra poder estar ao seu lado. Sempre te vi de longe e queria estar com você, mas sempre caía na real e via que uma garota fraca, que não tem o mínimo de auto-estima não podia estar junto da perseverança em pessoa. Mas sabe de uma coisa Naruto-kun, esse seu jeito de ser me contagiou. Eu procurei forças em você pra me tornar a garota perfeita que poderia estar ao seu lado. A cada dia você me tornava sua garota perfeita, mesmo sem saber. Eu sei que você gosta da Sakura-san, mas eu não ligo! Só desistirei se algum dia vocês disserem o “sim”. Nesse dia eu sorrirei, virarei minhas costas e lhe desejarei uma vida feliz ao lado de quem você realmente ama...
–Está enganada... –Sussurrei a interrompendo.
–Eu já disse pra.... o-o quê!?
–Está enganada... Está enganada quando diz que é fraca, quando diz que não está à minha altura, e está enganada quando diz que eu gosto da Sakura.
–O... quê...!? –Ela me fitou rapidamente. Era aparente a confusão em seu olhar.
–Isso que você ouviu, eu não gosto dela. Bom, pelo menos não como mulher. Quanto mais crescemos, mais sábios ficamos, e aprendemos a perceber o mundo à volta. Sempre disse que amava a Sakura, e na verdade amo, mas como minha nee-san. –Respirei um pouco. –Eu era um pirralho que nem sabia o que era amor. Mesmo naquele tempo, eu tinha algum tipo de ligação com você. Sei que não te incentivei na prova Chunnin à toa. E você... por você eu ganhei do Neji nas finais. Por você, Hinata. Eu não sabia o que tava fazendo, simplesmente lutei pra mostrar pro Neji que você conseguiria chegar onde quer se fosse esforçada. Quando ele fez aquilo com você, eu me senti péssimo. Tudo o que eu pensava era em quebrar a cara dele por ter te ferido. E quando chegou a hora da luta, eu estava tenso, indeciso, mas aquele nosso encontro me fez ter coragem novamente. Quando eu te vi, eu lembrei do porque eu iria lutar com Neji. Logicamente eu já tinha uma motivação pra lutar, mas saber que estava lutando por você me fez vencer. Não sei se teria ganhado do gênio Hyuuga se não tivesse com raiva dele por ter te machucado. Sabe, pra falar a verdade, eu acho que não foi a raiva que me fez vencer, foi outra coisa...
–Naruto....kun...
–Hinata, eu acho que sei por que você age tão estranho quando eu tô perto. –A fitei nos olhos e ela me encarou à muito esforço. –Estou certo?
–H-Hai...
–Então, quer dizer que você gosta de mim!?
–Não. –Simplesmente disse isso. Meu mundo caiu. Eu não sabia o que sentia por ela, mas aquelas palavras me desolaram. Sentia como se não existisse mais vida.
–Enten... –Murmurei quase chorando, mas ela me interrompeu.
–Eu não gosto de você Naruto-kun, eu te amo!
Aquelas palavras da Hinata me chocaram. Antes eu já esperava por algo do tipo, mas pensava escutar um “estou apaixonada por você”, ou “te admiro tanto”, mas a clareza nos olhos dela não deixava dúvidas, ela falava sério.
–Hinata, eu não sei o que estou sentindo... mas sei que não quero mais te ver longe de mim. –Ela começou a chorar. Eu não sabia o que fazer, não sabia por que ela tava chorando. O choro dela me desesperou. Se eu tivesse feito alguma burrada, me mataria! –H-Hinata, por que ... está chorando?
–Eu não sei, só estou chorando... –Ela sussurrou.
–Como são sabe!? Anda, me diz...
–Eu... eu não sei. –Ela disse chorosa enxugando as lágrimas com as costas das mãos.
Sem pensar, me aproximei dela e lhe abracei. Ela tremeu com meu contato, mas não quis sair.
–Não precisa mais chorar. De agora em diante, não vou deixar nada de ruim te acontecer. –Sussurrei enquanto apertava o abraço.
–Naruto-kun, o que sente por mim? –Ela perguntou sussurrando.
–Eu disse, não sei o que sinto. É confuso. Sinto que somos amigos desde a infância, que te conheço desde pequeno e que sempre brincávamos juntos. Sinto que não quero mais sair de perto de você e que tudo que eu fizer é pra te deixar feliz...
–E-Eu também... me sinto a-assim...
–Então, acho que o que sinto por você é...
–Amor!? –Ela me interrompeu.
–Hai, acho que te amo, Hinata...
Ela me abraçou forte. Senti o calor do corpo dela, a proteção que ela passava e decidi que nada a faria sofrer, nunca!
–Talvez eu esteja exagerando, mas... quer ser minha namorada?
Ela aumentou a intensidade do choro, se enterrando no meu peito.
–Não sa... s-sabe o quanto e-estou feliz por o-ouvir ... isso.. –Dizia em meio ao choro.
–Então, a resposta é?
–Aishiteru! E aceito Naruto-kun!
Ela levantou a cabeça e me fitou nos olhos. A cena na cozinha veio a minha mente e, meio involuntariamente, uni nossos lábios.
Ela não relutou, muito pelo contrário, me beijou também. Não era um beijo muito “certo”, não sabíamos o que fazer. Era meu primeiro beijo e com certeza o dela também. Após uni nossos lábios, ficamos uns 10 segundos curtido o momento, até ela tocar meus lábios com a língua, acho que sem querer porque ela tremeu quando fez isso. Senti quando a língua dela pressionou meus lábios, fazendo seu caminho. Rapidamente ela estava com a língua na minha boca. Era uma sensação mágica, acho até que indescritível. Encostei minha língua na dela e começamos a brincar. Uma brincadeira infantil, inocente, mas que derrepente ficou selvagem e agressiva. Ela procurava espaço para invadir minha boca e eu não deixava, e encontra-partida tentava de todas as formas tomar sua boca. A luta entre nossas línguas ficou acirrada, logo estávamos acariciando o corpo um do outro procurando mais força para ganhar a disputa de línguas. Acariciava cada parte do seu corpo coberto apenas pela pequena camisola cromo. Ela pareceu não se irritar, então continuei. Enquanto minhas mãos descobriam todo o seu corpo, as dela forçavam minha nuca para que o beijo se intensificasse.
Muito relutantes, paramos o beijo e ficamos nos encarando. Delicadamente, a forcei contra a cama, incitando-a a deitar. Fiquei por cima dela, encarando aquele rosto angelical sorrindo pra mim.
–Agora eu tenho certeza...
–Tem!? –Ela perguntou sorrindo manhosamente.
–Sim, tenho certeza que te amo. Hinata, meu amor... –Desci para seu pescoço e comecei a distribuir beijos e chupões. Ela gemia baixinho a cada carícia minha, forçando minha cabeça mais e mais contra seu pescoço. –Amo você... seu jeitinho... sua voz... seu corpo... seu cabelo... seus olhos... –Dizia enquanto cheirava e beijava seu pescoço. O aroma que a pele leitosa dela exalava estava me inebriado, me fazendo perder os sentidos.
–Naruto-kun, eu te amo tanto. Me faça sua, e me deixe ter certeza que esse momento é real.
Não precisou de muito mais e eu já estava com a mão dentro da camisola dela. Passei pela parte de baixo e fui subindo até chegar aos seios, sempre distribuindo beijos.
–Ahh... Naruto-kun... eu te amo tanto...
As palavras da Hinata me fizeram parar. Foi horrível lembrar de tudo o que eu a fiz passar, não a notando quando ele estava bem à minha frente. Parei minhas carícias e a olhei nos olhos.
–Anjo, me perdoa...!? –Disse triste.
–M-Mas por que tá dizendo isso? –Ela perguntou confusa. Sua face estava completamente vermelha e ela tinha uma carinha muito ero.
–Por não ter te notado antes. Eu sei que sou um idiota, mas não ter te notado ultrapassa os limites da idiotice.
–Não diga isso Naruto-kun. Como você mesmo disse, você era só uma criança confusa, não conseguia distinguir os tipos de amores. E se eu tivesse a certeza de que um dia esse momento iria chegar, eu não me importava em esperar minha vida toda, mesmo que no fim do nosso amor, eu perca a vida!
–Você é tudo pra mim, nunca deixaria algo de ruim te acontecer!
–Não sabemos o que pode acontecer Naruto-kun, mas sabemos o que está acontecendo. –Ela disse serena, mas logo depois sorriu pervertidamente. –Agora, me beije.
Desci meus lábios e os juntei aos dela, para imediatamente iniciarmos um beijo quente. Eu pressionava seus lábios com toda a força, e ela não ficava atrás, sempre passando a mão pelo meu corpo e empurrando minha nuca para forçar ainda mais o beijo.
Novamente adentrei minha mão por baixo da camisola e escalei até o seio direito dela. O corpo da Hinata realmente era algo surreal. Era a garota de 15 anos mais mulher que eu conhecia, mas seu rosto angelical confirmava sua idade.
As carícias eram calmas, contrastando com o beijo selvagem. Acariciava seu corpo gentilmente, ouvindo ela murmurar coisas durante o beijo.
Parei o beijo e fiz menção de puxar a camisola, só para ela sentar na cama e me fitar maliciosamente. Ela levantou os braços como se pedisse pra mim fazer tudo. Sem reclamar, levei minhas mãos à borda da camisola, mas tomei um susto com a reação dela.
–Não Naruto-kun, com a boca...- Ela disse manhosa batendo na minha mão, evitando que eu levantasse a camisola.
–H-Hinata, é mesmo você? –Indaguei surpreso (acho que já tinha feito essa pergunta antes). Ela estava completamente diferente, não mostrava sua timidez habitual.
–Tá achando ruim!? –Ela perguntou fazendo bico.
–Nem um pouco... –Respondi já direcionando minha boca para a borda da camisola.
Abocanhei o pedaço de tecido e fui subindo vagarosamente enquanto minhas mãos apalpavam todo o seu corpo. Ela gemeu alto quando eu apertei sua coxa direita.
–Você é perfeita, de todas as formas. –Murmurei com o pano na boca.
A camisola já estava à altura do pescoço dela. Quando percebi que não podia tirá-la somente com a boca, uma ideia me ocorreu.
–NARUTO-KUN!?!?!? –Ela deu um pulo quando eu me enfiei por debaixo da camisola e retirei seu sutiã.
–Que foi? Tá achando ruim? –Indaguei enquanto lambia e chupava seu seio direito.
–Nem... um pouco... –Ela disse enquanto pressionava minha cabeça contra o colo.
–Você é tão cheirosa...
–Ahhh... Naruto-kun...
Aumentei a intensidade das chupadas a fazendo gemer. Enquanto acariciava seu outro seio com a mão esquerda, minha mão direita invadia sua calcinha, massageando toda aquela região.
–Ah... Naru...to-ku.... ahinn...
A cada gemido que ela dava, eu aumentava o ritmo dos movimentos.
Passei uns 50 segundos chupando os seios e massageando sua região íntima, até que senti minha mão mais úmida do que já tava.
–NARUTO-KUUNNNNN!!!!
–Nossa Hina, que pervertida você é... –Disse saindo de dentro da camisola dela.
–O...O que... foi isso...!? –Ela perguntou ofegante e com o maior sorriso que eu já tinha visto.
–Pelo jeito você gostou!? –Disse a fitando.
–N-Naruto-kun.... o que aconteceu?
–Só te dei prazer, você nunca tinha sentido isso? –Indaguei confuso e constrangido. Apesar de já sermos namorados e estarmos no meio da nossa primeira transa, falar sobre masturbação com ela ainda era meio constrangedor.
–N-Não... mas é tão bom...
–Você ainda não viu nada... –Disse já abrindo meu casaco e retirando a camisa. A noite estava gélida, por isso não coloquei o pijama. Não sei como ela tava agüentando o frio com aquela camisola.
Quando já estava de peito nu, olhei para ela e notei que estava completamente corada.
–Não sei como você consegue. Muda de uma mulher super sexy pra uma garotinha tímida em um piscar de olhos.
–Já te disse que não sou garotinha... –Ela murmurou sorrindo maliciosamente e se aproximando de mim, que estava sentado na cama.
Ela me forçou à levantar e quando estava levantado, ela começou a desabotoar minha calça.
–O-Onde aprendeu isso? –Perguntei em relação à tudo o que ela já tinha feito até aquele momento.
–Eu...!? Não quero responder.... –Ela disse baixando meu zíper.
–Hinata...
–Que foi? O que vai fazer? –Ela perguntou já baixando minha calça, me deixando só de cueca. –Sapo? Cueca de sapo? HAHAHAHAHA!!! –Era a primeira vez que eu a via gargalhar, e mesmo estando completamente constrangido, não evitei babar por ela.
–TÁ RINDO DO QUÊ?
–Da sua cueca... hehehe hahahahahha!!!!
–Ah, é assim!? Você me perguntou o que eu vou fazer? Pois bem...
A peguei pelos ombros e a escorei bruscamente contra a parede, deixando nossos rosto muito próximos.
–N-Naruto-kun... –Ela sussurrou surpresa. Eu não a forcei muito forte, e percebi que não a tinha machucado, então continuei.
–Me desafiou? Agora agüente... –Disse beijando seu pescoço com vontade.
–É... shahhh... só isso que tem?
–Hinata.... tem cuidado com o que você deseja... –Disse entre os beijos e fungadas.
–Hn...
Depois do murmuro dela, comecei a passar as mãos por todo o seu corpo, apertando fortemente suas coxas.
–Hinatinha, o que eu vou fazer com você...
–Você sabe o que vai fazer...
Subi meus beijos para os lábios dela. Parecia que um queria devorar o outro. Nossas bocas completamente escancaradas e nossas línguas guerreando do lado de fora enquanto nossos lábios eram pressionados uns contra os outros. Tudo isso enquanto nossas mãos apertavam e apalpavam o corpo do outro.
–Agora você é minha. Só minha. E se algum imbecil pelo menos olhar pra você, tá morto!
–Então... eu ahahhh... sou sua?
-Isso mesmo. Você é minha. Diz que é minha!
–Eu sou sua!
–Só minha!
–Só sua!
–Boa garota.
Parei de apalpar o corpo dela e segurei a camisola com as duas mãos, a puxando para cima. Mesmo no caminho da camisola, não paramos o beijo em momento algum. Nos beijávamos mesmo através do fino tecido e quando terminei de puxar tudo, fiquei hipnotizado com a visão que tive ao me distanciar um pouco dela.
–H-Hual!!!
–Gostou!? –Ela perguntou manhosamente.
–Simplesmente perfeita! Mas... –Fiz uma pausa dramática.
–O-O quê? -Ela perguntou aflita.
–É que...
–O quê? São meus seios? Minha boca? Minha bunda? O que você não gosta?
–C-Calma Hina, não é nada disso. É só que... calcinha de laçinho? –Comentei ao olhar a calcinha branca bordada nas laterais e com um pequeno laçinho vermelho na frente.
–NARUTO-KUN!
–Q-Que foi?
–Você me assustou!
–Tenha em mente que nada nem ninguém vai me fazer ficar longe de você. –Disse um pouco sério.
–M-Mas...
–Nada de mas! Onde você for, eu vou!
–Não acredito que isso tá acontecendo... –Ela disse sorrindo pra mim.
Aquela garota não existe! É simplesmente incrível como ela pode ser incrivelmente sexy, sem deixar sua pose de menininha.
–Mas está amor, e agora... o seu castigo por ter me desafiado. –Disse caminhando lentamente em direção à ela.
–C-Castigo...!?
–Uhun...!
–M-Mas... –Ela não teve tempo de terminar de falar. A segurei firmemente e a beijei ferozmente.
–Agora... vai aprender... a não me atiçar... –Disse durante o beijo.
Fui empurrando ela até a cama, até que senti ela encostar na beirada.
–Vamos ver se pode mesmo me dar uma lição.
Ainda estava muito confuso. Essa Hinata era completamente diferente da Hinata que eu conhecia. Como uma garota que nunca se masturbou poderia agir assim?
–Suas palavras só aumentam seu castigo.
–Estou esperando o castigo, Na-ru-to-sama...
Ela já tava abusando. Iria dar uma lição para que ela nunca mais me desafiasse.
A empurrei gentilmente para a cama. Ela caiu deitada e me olhou com um olhar pidão. Sem pensar duas vezes, retirei a última peça de roupa que ela usava. Fiquei encarando a sua intimidade virgem, e ela cada vez mais corando.
–T-Tá o-olhando o quê...?
–Não posso mais olhar minha propriedade?
Ela corou ao extremo, o que a deixava a mulher mais sexy da história.
Sem aviso prévio, desci minha boca na sua intimidade, mordiscando e chupando.
–Ahhh... Na...Ahhhh.... não pa... ra... me casti...ga!!!
–Quem disse que eu vou parar? –Disse aumentando a sucção e lambidas.
Enquanto lambia toda sua intimidade, meus dedos brincavam com o seu clitóris. Dei graças a Kami por ter sido pupilo do Ero-Sennin. Podia não ser nenhum pervertido, mas sabia umas coisinhas que aquele ero me obrigou a aprender.
–M-Mas... o-o que é essa... ahhhhaaa....
–O que foi? Se arrependeu por me provocar? Admite que perdeu!?
–N-Nunca! Ahhhhhgrrr
–Como quiser... –Disse aumentando a intensidade das carícias.
–Na... Naruto...kun... não... para!!!
Enquanto massageava seu clitóris, minha língua invadiu sua fenda. Os sucos que saiam de sua intimidade tinham um gosto delicioso, nunca pensei que isso poderia acontecer.
Os gemidos dela aumentaram e em resposta eu aumentei os movimentos. Pouco depois, senti a intensidade do líquido aumentar, e ela praticamente gritar meu nome.
–Você é deliciosa sabia? –Disse lambendo toda a intimidade dela. Confesso que fazer aquilo parecia meio nojento no começo, mas o aroma que aquela região tinha me deixou louco. Não consegui resistir e ingeri cada gota do líquido que ela liberava.
Ela desfaleceu na cama, estava completamente mole. Subi em cima dela apoiando meu corpo no dela e deixando nossos narizes colados. Os seios fartos dela pressionavam meu peito, e me proporcionavam uma excitação sem igual. Meu amiguinho já estava gritando pra sair.
–Ainda quer me desafiar? –Sussurrei roçando meu membro em sua intimidade enquanto balançava minha cabeça, fazendo nossos narizes roçarem.
–O... que tá esperando? –Ela murmurou cansada, mas com um olhar pervertido.
–Agora, o verdadeiro castigo começa... –Sussurrei descendo ao seu pescoço.
Comecei a beijar ardentemente seu pescoço e seios enquanto minha mão apertava suas coxas e massageava sua região íntima.
Algum tempo depois senti que minha mão já estava úmida, então resolvi que era a hora.
–Não quero que esse momento seja um castigo, quero te amar... –Disse a fitando.
–Acho que já somos um só, pensamos a mesma coisa... meu amor. –Ela disse mostrando aquele sorriso inocente que só ela pode mostrar durante uma transa.
Desci e beijei sua boca. Um beijo calmo e apaixonado, que transmitia todo o nosso amor.
Parei o beijo e retirei minha cueca de sapo (Anotação Mental: Quando for transar com a Hinata de novo, colocar uma cueca diferente).
–O que foi amor? –Perguntei ao notar a cara de assustada dela.
–I-Isso... é... muito grande... –Ela murmurou apontando pro meu membro.
–Não se preocupa amor, eu ouvi dizer que eles só param de crescer aos 21 anos.
–NARUTO-KUN!
–Não se preocupa, eu jamais te machucaria. –Disse afastando uma mecha do cabelo dela e alisando sua bochecha. –Se não der agora, eu espero até quando você achar que consegue... –Disse beijando sua testa, o que fez nossas intimidades se encontrarem, desta vez sem qualquer peça de roupa impedindo o contado direto.
–Eu quero agora Naruto-kun... –Ela murmurou sorrindo.
–Então vem... assim é melhor pra você.... –Disse me sentando na cama e a puxando pra cima de mim.
Ela estava ajoelhada na minha frente com as pernas me rodeando, nossos corpos colados devido ao abraço forte que dávamos um no outro. Nossas intimidades gritando para se encontrarem logo.
–Acha mesmo que dá amor? –Indaguei vendo que ela estava parada em cima do meu membro.
–Sim... mas... –Ela disse.
Aí tem coisa, esse “mas” vai ser um problema eu tenho certeza.
–O que foi? Não está segura? Somos confidentes Hinata, pode me contar...
–Não é isso, eu quero sim... é que... a missão...
–A... missão?
–Hai. O que foi que aquela ANBU que vai morrer quando eu chegar à Konoha disse!?
–Sei lá? Por que isso em uma hora dessas Hinata?
–Pensa Naruto-kun...
Era isso, estávamos completamente nus e abraçados com nossos sexos colados só esperando um mínimo movimento para se “beijarem” e ela vem com essa conversa.
–Ah... “No momento de cegueira, a luz do coração deve lhe guiar”.
–É, isso.... mas tem outra coisa consegue lembrar?
–Ãh... eh.... Ah, é que a entrada no templo só é permitida aos puros de coração, é isso?
–Exatamente... é isso.
–Mas o que isso tem a ver com nossa transa Hinata?
–Naruto-kun, eu não sei, mas.... acho que isso envolve virgindade também... –Era só o que me faltava, aquela general aparecer em uma hora dessas!
–Não brinca... –Disse desolado. Mesmo com aquele frito desgraçado, meu amiguinho estava completamente feliz. Seria impossível acalmá-lo sem a Hinata. –Não tá dizendo que...
–Exatamente, temos que adiar nossa primeira vez.
–NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!
–Pra que tanto drama?
–V-V-Você me atiçou, se mostrou a mulher mais sexy da história, tem essa obra prima que chama de corpo e ainda vem perguntar pra quê tanto drama? –Disse quase chorando.
–Não fica assim Naruto-kun, podemos dormir abraçadinhos... e nus.
–N-Nus? E porque você acha que isso vai me acalmar?
–Quem disse que vai?
–Ai Kami, ai Kami. Eu vou enlouquecer...
–Não faz assim Naruto-kun, eu me sinto mal... –Ela disse fazendo bico. POR QUE? PORQUE ELA TEM QUE SER TÃO GOSTOSA????????? Se bem que em momentos apropriados eu posso desfrutar de toda a gostosura dela hehehehehe.
–Ah... anjo.... eu acho que não vou conseguir me acalmar não. Olha como me deixou? –Disse fitando meu membro que estava bem abaixo dela.
–E-Eu... sei, mas... é q-que... precisamos completar a missão Naruto-kun. –Ela disse corando ao extremo ao perceber que meu coleguinha estava tão perto dela.
–Certo, eu entendo. É a primeira missão Ranking A que você será capitã...
–Não é só por isso Naruto-kun. Eu nunca desisto, e vou completar essa missão!
–Sei... você tá com sorte de eu não aplicar meu nindo nessa ocasião... –Disse retirando ela carinhosamente de cima de mim.
Levantei da cama e comecei a procurar minhas roupas. Estavam espalhadas por todos os cantos do quarto, diferente das dela que estavam amontoadas em um só lugar... como foi que ela fez isso?
–Vai se vestir? Não quer dormir assim mesmo comigo?
–Haha, muito engraçado Hina... eu vou treinar pra ver se ele abaixa.
–M-Mas deve estar uns 15 graus lá fora!
–Pois é, e olha como é que eu tô? –Disse sem jeito.
–Quer que eu vá com você?
–Não precisa amor, se você for meu treino não vai adiantar de nada.
Ela sorriu.
–Tá bem, então eu vou ... ah, agora que eu lembrei, aqui perto passa um riacho. Quero um banho!
–T-Tá bem, vamos lá...
Fomos até o riacho. Chegamos e ela tomou seu banho, eu resolvi aproveitar a chance e me banhar também. A água de via estar a uns -500, com certeza eu me acalmaria com aquilo.
–E-E-Eu di-di-disse pra v-você... q-que a água t-tava um gelo... –Ela sussurrou batendo os dentes enquanto voltávamos abraçados para a casinha.
–Ha-Ha-Ha, na-não liga... pelo me-menos eu me a-acalmei...
Chegamos na casinha, ela colocou outra camisola também cromo (acho que 60% das camisolas são cromo) e eu meu pijama.
Deitamos de conxinha e passamos a noite toda debaixo de quase 20cm de cobertores.
A única coisa que eu pensava era em fazer a Hinata feliz, e isso com certeza envolvia o sucesso da missão!
Fale com o autor