Abrindo os Olhos
7 S4: Final - Amor Sem Sexo é Amizade
Notas iniciais
Ele se virou pra Helene e correu na direção dela.
–RHUAAAAAAA!!!!!!!!!!!!
–NÃO NARUTO-KUN, ELA É SUA FILHA!!!!! –Gritei na esperança de ele me ouvir.
Ele chegou perto da Helene e a ficou encarando.
–Bixinho... –Ela estendeu os braços pra tentar pegar o Naruto-kun, que só a olhava.
–RHUUUUUUUU.....
–Voxê é meu bixinho? Foi o Naluto que me deu?
–RHUUU....
Ele só ronronava pra ela.
–Cal xeu nome bixinho?
–RHUUUUUU...
Ele fez uma coisa que me surpreendeu, começou a alisar a bochecha dela com uma das caldas.
–Quente... –Ela fechou os olhos e sorriu. –Eu te amo bixinho...
–RHUUU......
Derrepente, o chakra da Kyuubi começou a regredir. Eu já não tava mais agüentando, até que desmaiei.
******NARUTO********
Eu tava desesperado, se não fizesse algo, a verme do Matsuki iria pegar minha princesa. Não tive escolha a não ser libertar a Kyuubi. Ela era tão forte que eu desmaiei, quando acordei, já tava batendo no Matsuki. Ele era bem forte, as duas habilidades dele juntas eram muito complicadas de se lidar, mas lutar contra a Kyuubi não é pra qualquer um. Eu bati muito nele, até ele implorar pra eu parar. Disse que era a última vida dele, eu não entendi muito do que ele disse, então o nocauteei. Ele usou o que ainda tinha de chakra pra não morrer com meu último golpe, mas não adiantou muito porque eu ia pulverizar ele com uma bola de energia. Já estava pra atirar quando eu olhei para o lado e vi a Helene, correndo no meio da grama em direção à árvore em que ela tava antes. Eu me desesperei, não controlava meu corpo e a Kyuubi correu em direção à ela.
“-NÃO KYUUBI! NÃO, POR FAVOR!
–Não me venha com essa de implorar seu inseto! Quando eu liberar a última calda, vou me libertar e esse mundo vai ver o que é ódio!
–NÃO KYUUBI, EU TE IMPLORO! NÃO MATE MINHA PRINCESA!”
Ela não me ouviu, correu em direção à Helene. Eu não podia fazer nada. A Kyuubi rugiu pra minha princesa.
–Bixinho... –Ela estendeu os braços pra tentar pegar a raposa. Eu gritei com todas as forças pra ela correr, mas ela não me escutava.
–RHUUUUUUUU..... –A Kyuubi começou a ronronar. Bem do meu lado, a raposa tremeu, não sei por quê.
–Voxê é meu bixinho? Foi o Naluto que me deu?
–RHUUU.... –A raposa baixou as orelhas quando fitou minha menina. Eu estava estranhando aquela situação, parecia que a Kyuubi tava com medo da Helene, mas o olhar da raposa não tinha ódio.
–Cal xeu nome bixinho?
–RHUUUUU...
A Kyuubi fez algo que me fez arregalar os olhos. Começou a massagear a bochecha da Helene com uma das caldas.
–Quente... –Ela fechou os olhos e sorriu. –Eu te amo bixinho...
–RHUUU......
Derrepente, o chakra da Kyuubi começou a regredir e eu voltar ao normal. A transformação foi muito dolorosa e cansativa, eu só tive tempo de fitar minha princesa nos olhos e desmaiar.
–Naluto...?
Escutei um sussurro da Helene e apaguei de vez.
*****HELENE******
Cando eu peguntei pa Inata onde tava meu bixinho, ela olhô pa um lugá e eu vi que meu bixinha tava lá. Eu olhei tabem e vi meu bixinho. Foi o Naluto que me deu, ele ela expexial.
Fui pegá meu bixinho, maix cando eu palei no meio do caminho eu vi otlo bixinho que o Naluto me deu. Ela tão bonitinho. Tinha umas olheilhas gandes e sete rabo! Ela tão especial po que o Naluto me deu. Agola eu tinha doix bixinho. Ia pegá o otlo e levá pa blicá com o Xavado. O bixinho chego peto de mim e eu peguntei o nome dele, maix ele só fez um xonxinho bonitinho. Eu peguntei o nome do bixinho e ele incostô um dos rabo em mim. Ela tão quente.
Depoix de um tempo, o bixinho começô a desapalecê e o Naluto apaleceu no lugá.
–Naluto...?
Depoix que o Naluto apaleceu, minha cabeça doeu muito e eu acho que desmaiei.
******SAKURA********
–INO, FIQUE COM A HINATA! SAKURA, O NARUTO E A GAROTINHA!
–Hai, Kakashi-sensei!
Eu passei pela Hinata e vi que ela tava muito ferida, parecia que tinha um corte na barriga. Mas o Kakashi-sensei deixou os cuidados dela com a Ino e eu precisava cuidar do Naruto.
–Quem é essa menininha? –Perguntei para o ar.
–Ela parece com o Naruto. –O Shikamaru falou.
–Só por causa do cabelo? –O Lee falou.
–Não só isso, olha, se não fossem esses risquinhos podia até dizer que é a versão feminina dele.
–Para de falar besteira Shikamaru! –Disse me concentrando no tratamento do Naruto. A situação estava muito pior do que da ultima vez. Não sei quantas caldas ele liberou desta vez, mas o estado dele não era dos melhores. Enquanto eu curava o Naruto, eu me concentrei na garotinha. Ela não tinha nada grave, logo acordou.
–Na..luto...
–Quem é você garotinha? –O Kakashi-sensei perguntou.
–Eu xou a Helene? O Naluto tá bem? –Ela perguntou me fitando. Pode ser impressão minha, mas os olhos dela mudaram de cor rapidamente, e depois voltaram para o verde que eu acho ser a cor normal.
–Tá sim. Como conhece o Naruto? –Eu perguntei.
–Ele e a Inata me xalvalam do inxendio. –Ela apontou pra casa completamente destruída pelo fogo.
–Você tava lá? –Ela balançou a cabeça assentindo.
–Parece que o incêndio não foi a única preocupação desses dois. –Disse o Shino apontando para um monte de homens caídos.
–E-Eles tão vivos? –Eu perguntei sem deixar de curar o Naruto.
–Sim, todos eles. Mas tem um que tá muito mal, se não for tratado vai morrer breve.
–A HINATA ESTABILIZOU!
–TUDO BEM INO, PODE CUIDAR DO CARA QUE TÁ MORRENDO? Shino, mostra pra ela...
Se passaram uns vinte minutos, a Ino me ajudou a cuidar do Naruto e ele já estava estabilizado.
–E aquele sapo? –O Shikamaru perguntou. Eu também tava estranhado. Aquele era a invocação do Naruto, mas não se mexia.
–É o Xavado, foi o Naluto que me deu! –Ela disse orgulhosa, correndo até onde tava o sapo, o pegando pela mão e o arrastando até onde a gente tava.
–Por que o nome dele é Safado? –Eu perguntei.
–Po que o Naluto dixe que é!
–O que será que esses dois andaram fazendo? –Eu questionei.
Estávamos esperando a situação dos dois melhorar pra seguir viagem, até nossa atenção se voltar para o Naruto.
–Não... tira a mão da minha princesa... eu... você. Vou quebra suas pernas desgraçado!
–Naluto. –A garotinha correu para perto do Naruto, que acordou.
–H-Helene... princesa... o... o que aco... aí, minha cabeça.
–Naruto, você tá bem? –Perguntei.
–M-Mais ou menos... Helene! Kami, você tá bem. –Ele disse apertando a garotinha.
–N-Na...luto... eu tô cum forgo....
–G-Gomenasai princesa.
Ele soltou um pouco a garota e começou a examiná-la, procurando qualquer ferimento.
–Ela tá bem Naruto... –Eu disse estranhando aquilo.
–Tem certeza? e... HINATA!
–Ela também, não se preocupe.
–M-Mas... a raposa... eu...
–Você conseguiu suprimir a raposa, Naruto. –Disse o Kakashi-sensei.
–Eu?
–Foi. A única forma de voltar a ser você sem a ajuda de outros, é com você mesmo. E aqui não tinha ninguém que fizesse isso.
Eu achei um pouco estranho, se o Naruto conseguisse voltar ao normal sozinho, ele teria voltado quando encontramos o Orochimaru.
–H-Helene... filha... –A Hinata murmuro algo.
Ele levantou com a garotinha no colo e se aproximou da Hinata.
–Ela tá aqui amor, ela e eu. –Disse sentando ao lado dela.
–Inata, voxê tá bem?
–Tô sim lindinha... –Ela disse abraçando o Naruto e a garotinha, Helene se não me engano.
–Eh... sei que vocês estão muito felizes, mas... eu não tô entendendo nada. –O Kakashi-sensei falou o que todos estavam querendo falar. Que história era aquela de amor?
–Kakashi-sensei, o que estão fazendo aqui?
–Bem, o Yamato sentiu quando você liberou quatro caldas há mais de 15 horas atrás. Então, viemos o mais rápido possível.
–O teste de Encélado... –A Hinata sussurrou.
“-Amor, não fala nada sobre meu pai.
–Mas porque Naruto-kun?
–Depois eu te explico.”
–O que? –O Kiba perguntou, ninguém tinha escutado o murmuro da Hinata.
–Nada não, é só que eu liberei quatro caldas, mas por sorte não tinha ninguém pra eu atacar já que a Hina se escondeu com a Helene.
–E por falar em Helene...
–Ah...
Ele nos contou a história da garotinha. Disse que estavam voltando da missão quando viram o incêndio. Que o Naruto viu o cara que ateou fogo na casa e perdeu o controle. A história tinha alguns furos, mas não achei que fosse mentira.
–Então foi isso.
–Hai. Kakashi-sensei, temos que levá-la pra Konoha.
–Mas Naruto...
–Ela não tem parentes por aqui Kakashi-senei. A Hina achou o diário da mãe dela onde dizia que eles fugiram juntos, abandonando tudo.
–Entendo. E qual a relação dela com vocês?
–B-Bem... ela se apegou muito a mim, –Era clara a relação de quem se apegou à quem. –E não tem mais os pais. Eu pensei em... talvez, adotá-la. –A garotinha estava brincando um pouco distante enquanto conversávamos.
–Mas você só tem 15 anos Naruto! Não sabe nem cuidar de sim mesmo! –Esbravejei. Era muita burrice dele querer cuidar de uma criança.
–Ele não vai estar sozinho Sakura-san. –A Hinata surpreendeu todos.
–Bem, a melhor opção é levá-la pra Konoha. Vamos esperar a decisão da Godaime-sama.
–Arigatou, sensei.
–Mas não sabem o sobrenome dela?
–Tinha no diário, o nome dela é Na... –A Hinata ia dizer, mas foi interrompida por risadas histéricas.
–HEEHEHEHEAHAHAHAHEHEHEHEAHAHA!!!!!!!
–Princesa, isso é perigoso! –O Naruto gritou quando viu a menininha em cima do Akamaru.
–Que perigoso nada Naruto, o Akamamu é muito manso quando ele quer. –O Kiba disse.
–MAIX ÁPIDO BIXINHO!!!!!!
O Akamaru correu muito rápido, e todos ficaram admirando a brincadeira da loirinha.
–Acho que já podemos ir. –O Kakashi-sensei disse.
–E... os caras? –O Naruto perguntou cabisbaixo, parecia triste.
–Não se preocupe Naruto, você não os matou. –Eu disse. Tenho certeza que ele tava deprimido pensado que tinha matado aqueles caras.
–E o de cabelo castanho curto, magrelo, baixo.
–Aquele que tava quase morrendo? A Ino conseguiu fazer um milagre com ele. –O Kiba disse rindo.
O Naruto levantou, parecia com ódio nos olhos. Olhou para todos os cantos, até parar os olhos onde estavam os inimigos amarrados.
Caminhou lentamente em direção à eles e parou.
–Não... não cara, por favor, não...
–Eu pedi por favor, mas você não parou. Eu disse que se pelo menos pensasse em tocar na minha princesinha eu iria quebra seus pés e suas mãos...
Sem mais nem menos o Naruto soltou ele.
–NARUTO, O QUE ESTÁ FAZENDO? –Perguntou o Kakashi-sensei.
–Eu não bato em pessoas amarradas.
Ele começou e golpear os pés e as mãos do cara, até que quebraram.
–Ahffff... agradeça a Helene... porque se ela não estivesse vendo, eu te matava agora mesmo.
Ele disse e caminhou em direção à garotinha. Eu e a Ino começamos a curar o cara que o Naruto bateu.
Em pouco tempo estávamos caminhando em direção à Konoha, com os bandidos amarrados e os pais da garotinha selados para serem enterrados em Konoha. Naruto e Hinata não se desgrudavam, não era preciso ser um gênio pra perceber que tinha alguma coisa entre eles.
Além disso, não desgrudavam da menininha, que falava muito, mas muito mesmo!
–Naluto, o que é Konola? –Ela perguntou. Estava sendo carregada nas costas pelo Naruto.
–É uma vila princesa. É bem grande, bonita, você vai gostar muito.
–Maix agola que meux paix tão no xéu, eu vô ficá xoxinha?
–Lembra o que foi que eu te disse quando você acordou, lá na árvore?
–Nao...
–Faz um esforço, você é muito esperta.
–Ah... eu lemblei! Voxê falô que voxê e a Inata vão semple tá comigo.
–Isso mesmo!
–Intao voxês vão tá comigo?
–Por que, não quer? –A Hinata perguntou fingindo desapontamento.
–Eu quelo!
Ele deu a garotinha pra Hinata levar.
–Agola eu tenho doix bixinho!
–Dois? Mas não é só o sapo? –O Naruto perguntou. Um clone dele trazia aquele sapo esquisito.
–Nao... tem aquele otlo, aquele das olheilhas gandes e 9 rabo.
–A... raposa...
–Aposa?
–Helene, aquele não é seu bixinho! –Ele disse sério.
–Maix po que Naluto?
–Hey Naruto, como é que ela sabe que a raposa tem 9 caldas se você com certeza não se transformou na nove caldas? –O Shikamaru perguntou. –E essa pirralha é bem esperta pra saber contar desse tamanhinho.
Não demos muita atenção à última parte, apesar de ser verdade, mas o foco era a primeira. O Shikamaru tinha razão, como a Helene sabia que a raposa tinha nove caldas se o Naruto só liberou 7 como a Hinata contou?
–Tem razão Shikamaru. Naruto, algo a explicar? –O Kakashi-sensei falou.
–É que... eu... é... –Ele tremeu, com certeza estava escondendo algo. –Eu acho que... contei... pra ela....
“-Naruto, como ela sabe?
–Não faço a mínima ideia Hinata...”
–Bem, não vou fazer perguntas, vou deixar isso pra Hokage-sama resolver. –O Kakashi-sensei disse.
*****NARUTO*******
Passamos pela nossa casinha, mas não paramos. Tínhamos que chegar rápido à Konoha, o que não demorou muito. Em dois dias estávamos de volta à vila. Logicamente demorou um pouco, pois paramos mais que o normal devido à Helene. Ela ainda tava muito triste, mas eu sei o que vai fazer ela feliz.
–Tio, cinco de porco, quatro pra mim e uma pra minha princesa!
–Naruto seu baka! Não é hora de comer! –A Sakura-chan gritou.
–Não enche Sakura-chan, minha princesa tem que provar o ramen do Ichiraku!
–Yo Naruto, quem é essa coisinha? –O tio perguntou.
–Eu xou a Helene!- Ela respondeu sorrindo. A Helene é muito sociável.
–Helene é? Sabia que o primeiro ramen de coisinhas fofinha como você é de graça?
–Muito obrigado tio, mas eu não vou perder a chance de pagar o primeiro ramen da minha filha.
–Naruto, é melhor não contar muito com isso. Lembre-se que você só tem 15 anos. –O Kakashi-sensei falou.
–Eu não ligo! Se a vovó não me deixar ficar com ela, eu fujo!
–Uh... –Ele suspirou e olhou para a equipe. –Vocês estão dispensados. –Ficamos só eu, a Hinata, a Helene, a Sakura-chan e o Kakashi-sensei. A Hinata aproveitou pra me pagar o ramen que tinha prometido.
Terminamos de comer e fomos direto para a sala da vovó. Eu fui logo entrando com a Helene no colo.
–VOVÓ! PODE ALMENTAR O RANKING DAQUELA MISSÃO!
–N-Naruto... –Ela murmurou, parecia feliz.
–Aquilo foi muito perigoso vovó. Tem que reclassificar. Deixar com o nível mais alto existente!
Ela levantou, deu a volta na mesa e me abraçou, eu e a Helene pra ser mais exato.
–Eu...eu fiquei tão preocupada Naruto. Quando... o Yamato disse que você tinha liberados quatro caldas eu me desesperei. Mandei o Kakashi porque sabia que ele tinha conseguido de conter aquela vez, mas quando o Yamato disse que você tinha liberado 7 caldas, eu fiquei tão preocupada. –Ela disse quase chorando, acho que nem percebeu que eu tava com a coisinha mais fofa do mundo nos braços.
–Vovó.
–Me desculpe por te mandar em uma missão dessas Naruto... e a Hinata, Kami, o que ela passou vendo você sofrer assim... eu me sinto tão culpada. Ver a pessoa que se ama sofrer é horrível...
–Vovó, calma...
–Não creio que devemos participar dessa conversa Sakura.
–Tem razão Kakashi-sensei.
–Godaime-sama. –Kakashi-sensei sumiu e Sakura-chan saiu pela porta.
–Tudo bem vovó, eu tô aqui, vivo. Nós todos estamos.
Ela me soltou, só aí percebeu a Helene no meu colo.
–Acho que você tem muito pra me falar...
Contamos uma boa parte da história pra ela, mais do que tínhamos contado ao Kakashi-sensei. Ela disse que já sabia que a Hinata gostava de mim e que além de querer dar um empurrãozinho, ela sabia que os testes eram todos relacionados ao amor. Por isso tinham que ser dois amantes. Ela disse que mandou a Hina primeiro porque se ela nos mandasse juntos, com certeza a Hina desmaiaria, e ela precisava de tempo pra se concentrar. Nós contamos tudo o que passamos e ela se sentiu muito culpada. Eu não podia julgá-la, graças a ela eu comecei a namorar a Hina, falei com meu pai e conheci minha princesinha.
–Entendo... então, pretende mesmo ficar com ela.
–Sim vovó. Temos provas incontestáveis de que ela não tem mais ninguém.
–Já perguntaram isso pra ela? –A vovó tinha razão. Como podemos deixar passar isso?
–T-Tem razão. Você tem alguém além de seus pais princesa?
–Tenho. –Ela respondeu brincando com o grampeador.
Eu e a Hinata entristecemos, mas era o certo a se fazer.
–Sei... e que são?
–Voxê e a Inata. –Ela disse sorrindo o que me fez sorrir também.
–É, parece que a decisão é óbvia né? Logicamente você não pode cuidar sozinho de uma criança, tendo em vista que você é uma criança. A vila irá te ajudar a cuidar da Helene. E por falar em Helene, vocês não sabem o sobrenome dela?
–É Namikaze, Namikaze Helene.
A vovó petrificou quando a Hinata disse isso.
–V-Vovó... tudo bem?
–S-Sim...mas, o que sabem sobre os Namikaze?
–N-Nada, era pra saber alguma coisa? –Perguntei desconfiado.
–N-Não.. é que... eu pensei que os Namikaze estavam extintos.
–Quer dizer que conheceu o clã da minha princesa? –Perguntei.
–Hai, mas essa história é confidencial.
–Hn... sei. Bem, se é tudo, vamos embora.
–E-Espera, vai continuar morando naquele apzinho?
–A-Acho que sim... se bem que agora eu tenho uma criança e só o sapo toma um monte de espaço. Escuta vovó, eu... eu já sei da verdade sobre meu pai.
Ela petrificou mais ainda.
–V-Você... sabe...?
–Hai. Eu não quero que mais ninguém saiba disso. Só estou pedindo a casa onde eles moravam. Se fosse só por mim eu continuava morando no meu AP, mas agora eu tenho uma filha, não posso fazer só o que me agrada.
–Entendo... quanto você sabe?
–B-Bem... eu sei que ele era o Yondaime.. AH CARA, ESQUECI DE PERGUNTAR O NOME DELE!
–É Minato amor...
–Minato? –A Vovó murmurou.
–Minato? Legal! Mas Minato o quê?
–Namikaze, Na...mi...kaze.
Eu e a Hina olhamos pra loirinha que corria pela sala.
–Não... me diga que...
–V-Você... é parente dela Naruto-kun!
–Droga! –A Vovó disse.
–Por que não me disse isso logo vovó!
–Eu... não achei que fosse a hora.
–Mas que droga vovó! Ela é minha parente de sangue!
–D-Desculpe Naruto, mas eu achei...
–Quer saber de uma coisa vovó, esquece isso. Agora que eu sei que minha princesa é de fato minha, não quero mais saber de confusão. –Disse me aproximando da Helene e a erguendo pela cintura, o que a fez rir. Acho que eu fiz cócegas nela sem querer.
–Então a missão foi bem sucedida?
******HINATA******
–Hai. –Disse entregando o olho pra Hokage.
–Me desculpe fazer vocês passarem por isso.
–Se eu dissesse que não tem problema estria mentindo Hokage-sama, mas faz parte da vida de um ninja. E eu vou ser eternamente grata por ter facilitado meu namoro com o Naruto-kun, sem contar que encontramos a Helene graças à missão.
–E por falar em missão, existe um Ranking que é considerado o mais alto, tanto que só teve uma missão classificada com ele, a missão em que o Shodaime precisou deter a Kyuubi sozinho. Parece que você conseguiu isso também.
–Bem, eu tive uma ajudinha... e também eu não lutei com a Kyuubi mesmo.
–Até já sei de quem veio essa ajudinha... Mas mesmo assim, estou classificando essa missão como Ranking V.
–Ranking... V?
–Sim, V de vermelho...
–Tá dizendo que....
–Isso mesmo, você foi a segunda pessoa na história de Konoha a liderar uma missão Ranking V, se comprando ao Shodaime.
–M-Mas... não acha que está exagerando Hokage-sama? –Perguntei surpresa. Com certeza aquilo era um exagero. Pra falar a verdade eu acho que ela tava tentando se redimir por nos ter feito passar por tudo aquilo.
–Eu estaria, se você tivesse lutado somente com a raposa com 4 caldas, mas você lutou contra o amor da sua vida, não tem classificação para isso. E tem mais, você também ficou cara a cara com a raposa com 7 caldas.
–Mas...
–Nada de protestos! E ainda tem mais, como isso é extremamente raro, você será apresentada à todos os jounins da vila e todos ficarão sabendo disso. Posso até te promover à jounnin se quiser
–Mas... isso é... não, não posso aceitar Hokage-sama, pelo menos ainda não.
–Bem, é seu direito recusar, mas mesmo assim todos ficarão sabendo. Não é todo dia que se tem uma missão ranking V.
–Bem... eu ainda acho muito exagerado...
–É melhor a gente ir Hina. –Ele disse vendo que a Helene tava quase desmaiando de sono.
–T-Tem razão.
A vov... quer dizer, a Hokage-sama me entregou a chave da casa dos pais do Naruto-kun, que ficava em cima da montanha onde tinham os rostos dos Hokages.
–Aposto que tá toda empoeirada... –Ele disse desanimado.
–Tem razão, não acha melhor deixar a Helene em algum outro lugar?
–Acho, mas onde?
–Que tal na minha casa? A Hanabi pode cuidar dela.
–Acha mesmo que é uma boa ideia Hina?
–Claro Naruto-kun. Ninguém vai ver, eu entro escondido e deixo ela com a Hanabi. Depois vou buscar.
–B-Bem... se diz que é seguro...
O Naruto-kun me entregou a pequena e eu fui para o clã.
******NARUTO********
Entreguei relutante minha princesa pra Hina, mas se ela disse que ia ficar tudo bem, eu confio.
Quando ela saiu, eu me aproximei da casa e coloquei a mão na maçaneta. Quando eu fiz isso, apareceu um monte de espinhos que furaram minha mão.
–Kuso!!!!!!!!
A maçaneta começou a brilhar, e a porta abriu. Olhei de relance e notei que estava mesmo tudo empoeirado. Entrei a passos lentos e estanquei com uma imagem que vi.
–Kaa...chan...
Em uma parede tinha um quadro bem grande de uma mulher ruiva, com os cabelos bem longos e os olhos verdes, iguais aos da Helene. Ela fazia careta enquanto o meu pai estava atrás dela batendo na própria testa.
Não me contive e me aproximei do quadro.
–Kaa-chan... eu... sou tão parecido com você. E a Helene também... até parece que ela é mesmo minha filha... –Disse chorando. –Ela é minha filha! –Disse decidido.
Admirei o quadro um pouco mais e depois fui procurar material de limpeza. Depois de encontrar todo o material, comecei a faxina.
–KAGE BUSHIN NO JUTSU!
Fiz meus duzentos clones. Sei que são muitos, mas eu precisava da casa ainda hoje.
Pouco depois de eu começar, a Hinata chegou.
–Quantos!
–Tem duzentos. Precisamos deixar a casa brilhando pra princesa que vai morar aqui.
Ela pegou um aspirador e começou a limpar.
–Hina, tem uma coisa que eu preciso te dizer. –Falei sério.
–O-O que é Naruto-kun?
Paramos a limpeza um pouco.
–Quando eu tava com 7 caldas e a Helene chegou perto de mim, eu tive a impressão de ver os olhos dela diferentes.
–C-Como assim diferentes?
–Bem, não era mais verde, era... dourado e com uns meio círculos, era mais ou menos isso. Tenho certeza que não foi uma ilusão, ela mudou mesmo a cor dos olhos.
–Isso... é sério Naruto-kun.
–E tem mais. Quando a Kyuubi encarou ela, ficou com medo, acuada e parou a possessão. Tenho certeza que foi a Helene quem fez a Kyuubi regredir. E ainda sabia que a Kyuubi tem 9 caldas, não 7.
“-Foi mesmo a Helene-sama Gaki!
–K-Kyuubi...
–Do que tá falando raposa? –A Hinata perguntou do meu lado.
–Mais respeito sua pirralha! Eu sou a grade Kyuubi!
–É tão grande e ficou com medo de uma menininha de três anos. –Disse rindo da Kyuubi. A sela estava aberta, mas ela não saia. Estava meio que encolhida no fundo.
–Eu não estou com medo dela seu imbecil! Apenas respeito a hierarquia!
–M-Mas... que hierarquia? –A Hinata perguntou.
–Pelo visto vou ter que contar. Você reparou bem Gaki, os olhos dela mudaram quando eu a fitei. Isso porque ela ativou, mesmo que involuntariamente, o doujtsu dela!
–D-Doujutsu...
–Tá surdo?
–Explica isso melhor raposa.
–PIRRALAHA! OLHA O RESPITO! –A Hinata adorava ver a raposa daquele jeito.
–Para de grito e fala logo! Sei que você tá com medo de alguma coisa, já que a sela tá aberta você não sai!
–EU JÁ DISSE QUE NÃO TÔ COM MEDO!
–DÁ PRA FALAR LOGO?
–Hn... a Helene-sama possui um doujutsu chamado Tensigan. Esse doujtsu é exclusividade dos deuses, mas por alguma razão a pirr...a Helene-sama o possui.
–Tensigan? Por que eu nunca ouvi falar nele? –A Hinata perguntou.
–Como é que eu vou saber?
–Continua Kyuubi-chan...
–É KYUUBI-KUN!!!!! QUE KUN NADA!!!!!!!! É KYUUBI-SAMA!!!!!!!!
–Tá... continua...
–RHUAAAAAAA!!!!!!!!!
–Vai logo!
–Moleque mal criado, só não te devoro porque você precisa proteger a Helene-sama até ela ter idade...
–Deixa de papo furado e continua...
–Hn... O Tensigan é um doujtsus divino, somente os deuses podem despertá-lo.
–Tá dizendo que a Helene é uma deusa? –A Hinata perguntou.
–O nome já é bem sugestivo não acha? –A raposa ironizou.
–Não... mas as história... são lenda. Não existe um Encélado, um Io, uma Calisto. São só lendas! –A Hinata falou aflita.
–Está enganada pirralha, não são somente lendas. Antigamente, os 8 deuses existiam sem qualquer preocupação, até que Encélado ameaçou a humanidade com um monstro. Os deuses liderados por Afrodite resolveram tomar providencias, mas como fazia parte do acordo de vida divina, eles não podiam interferir diretamente na vida dos humanos, nem mesmo Encélado fazia isso. Ficou resolvido que eles dariam poderes a um humano merecedor para deter o monstro lançado por Encélado. Eles não podiam dar o Tensigan por ser divino, então deram uma variação mais fraca do doujutsu, o Rinnegan.
–R-Rinnegan...
–Hai. Eles escolheram um humano corajoso e de coração puro e lhe deram a missão de deter o monstro. Como gratificação por deter o monstro, os deuses deram um presente ao homem.
–Que presente? –A Hinata perguntou.
–Eles deram a chance de ele virar um deus. Quando ele estivesse pronto e realmente merecesse, o Rinnegan evoluiria, o tornando um deus.
–E-Então... quer dizer que um dos deuses do Hakke era um humano? –A Hinata perguntou.
–Não pirralha, ele não quis virar um deus! Ele fez um acordo com os deuses dizendo que não era merecedor de ser um deus, e que ficaria somente com o Rinnegan. Os deuses aceitaram o trato com a condição que um dos descendentes dele se tornasse um deus. Ele não queria aceitar porque não se achava no direito de escolher por alguém, então os deuses disseram que não obrigariam o herdeiro, mas que ele seria fundamental para a humanidade.
–D-Do que tá falando?
–Da Helene-sama seu imbecil! A Helene é a herdeira! Aposto que não lembra da história que a pirralha te contou, da parte do herdeiro de Encélado e Calisto!
–Ah, lembro sim.
–Tenho motivo pra acreditar que o mascarado que te atacou quando você nasceu é um mensageiro desse herdeiro. Lembra também a única forma de deter o herdeiro da escuridão e agonia?
–Com o herdeiro da luz e da felicidade. –Eu sussurrei.
–A Helene é a herdeira de vocês! Ela é a única forma de deter o herdeiro de Encélado e Calisto!
–Mas... eu ... não posso permitir isso! Não deixarei minha filha passar por isso!
–Essa escolha não é sua Gaki. Lembre-se do homem que deteve o monstro, a escolha é exclusivamente da garota, nem mesmo os deuses podem decidir por ela, até porque ela é uma deles.
–Mas... minha filha não pode ser uma deusa! –A Hina disse chocada.
–Mas ela é!
–E-Espera um minuto raposa, se você odeia a humanidade, porque está nos contando isso? E porque não acabou com a Helene quando teve chance? –Realmente a Hina é esperta.
–Em primeiro lugar pirralha, me chame de Kyuubi-sama! E, eu não posso matar a Helene-sama, por que ela é imortal! Ela é uma deusa seus imbecis!
–I-Imortal...
–Não só isso. Quando o homem viu que não podia deter o monstro, ele o dividiu em nove partes. Acho que seus cérebros de amebas já perceberam que eu sou uma dessas partes. O homem disse a todas as partes que um dia apareceria um humano com a responsabilidade de um deus e que esse humano nos levaria a um tempo de felicidade e justiça. Nem sempre eu odiei os humanos sabiam? Vivíamos em harmonia até eles tentarem me usar!
–S-Sinto muito...
–Não sinta Gaki! A Helene é a chave para a esperança. Cabe a vocês dois girarem essa chave na fechadura.
–Bela comparação raposa. –A Hina é mesmo boa hehehe.
–É KYUUBI-SAMA PIRRALHA!!!!!!!
–Tá, tá...
–Tem uma coisa que eu não entendi, se a Helene é a herdeira de Io e Pã, como ela pode ser a deusa Helene?
–Eu não disse que ela é a deusa Helene seu baka! Provavelmente ela é a reencarnação da deusa, provavelmente a Helene não existe, ou melhor, existe no corpo de uma garotinha. EU NÃO CONSIGO EXPLICAR!
–Raposa burra...
–SUA PIRRALHA MAL CRIADA!!!!
–H-Hina... eu acho que já chega... –Disse rindo.
–Hn... e uma dica garoto. Prepare a Helene pra tudo o que vai acontecer. Ela pode ser uma deusa imortal, mas não esqueçam que o herdeiro da escuridão e da agonia também é. Não esconda nada da garotinha, se esconder será pior.
–Eu... eu...
–Naruto-kun, ela... ela é uma deusa, só temos que torcer pra tudo dar certo e cuidar dela o máximo que pudermos. Estaremos com ela amor, quando tudo acontecer.
–Eu não contaria com isso. Vocês não sabem o poder de um de...
–Cala a boca raposa, se eu disse que vamos estar é porque vamos!
–Quer saber? Eu desisto! Façam como quiserem, mas lembrem de esclarecer tudo pra Helene-sama! –A raposa disse e se enfiou de volta na sela.
–Sabe de uma coisa, Kurama, eu acho que essa sela é muito pequena pra todo esse seu tamanho. –Disse e depois estalei os dedos, assim como o meu pai fez quando apareceu.
Logo depois de eu estalar os dedos, estávamos em uma espécie de clareira bem grande, com uma cachoeira que escorria por uma montanha enorme, umas três vezes maior que Kurama, várias árvores e um grande lago formado pela água da cachoeira.
–C-Como...
–Não sei, só sei que seu nome apareceu na minha mente. Tem certeza que você não tem nada a ver com isso? –Perguntei sorrido desconfiado.
–Claro que não seu baka!
–Hun, tanto faz. O importante é que eu sei seu nome, Ku-ra-ma-chan...
–É KURAMA-KUN!!!!!!!!
Com os rugidos da Kyuubi, eu e a Hina saímos de lá.”
–Naruto-kun, e agora?
–Você mesmo disse amor, vamos estar do lado dela quando tudo acontecer.
–Vamos contar pra ela?
–Acho melhor esperar. Quando ela estiver maior, a gente conta. Por enquanto, vamos fazê-la feliz, e treiná-la.
–Tem razão.
Voltamos a limpar. Uma hora depois a casa tava brilhando.
–Uhfff... até que enfim. –Liberei meus clones e caí de joelhos quando o cansaço me atingiu.
–Tá tudo bem Naruto-kun? -A Hinata perguntou me amparando.
–T-Tá sim amor. Eu pensava que só as informações vinham pra mim...
–C-Como assim?
–Lá na casinha, eu tava te espiando quando o meu cl... m-merda.
–V-Você... tava... me espiando...?
Era meu fim, ela iria me matar.
–Ding Dong...
Literalmente salvo pelo gongo.
–Q-Quem será? –Ela perguntou voltando ao normal.
–D-Deve ser a Baa-chan... –Disse limpando o suor que escorria da minha testa.
Fomos nós dois atender a porta. Meu queixo e minha pressão caíram quando eu vi quem estava tocando a campanhinha.
–O-O...Otou....san...
–Konbanwa, Hinata, Naruto-san.
–H-H-Hiashi-sama...
Era ele, o pai da Hinata. Kami, a vovó já deve ter aberto o bico. E se ele desconfiar que eu e a Hina quase... Ah Kami. Eu tô morto!
Ele tava lá, com sua pose imponente um uma pirralhinha do lado esquerdo dele, que eu identifiquei como sendo a irmã mais nova da Hina, e... espera. MINHA PRINCESA!
–Não nos convida à entrar? –Ele perguntou calmo e sério.
–C-CL...Claro. Gomenasai, podem entrar.
Ele estava segurando a mãozinha da minha princesa. Os três entraram e a Helene correu pros meus braços.
A casa já estava completamente limpa, sem qualquer resquício de poeira ou sujeira.
–O-O que faz aqui Otou-san...?
–Primeiro eu quero lhe parabenizar pela missão que fez, parabenizar vocês dois.
–P-Parabenizar...?
–Sim filha. Não é muito comum acontecerem missões Ranking V. Estou muito orgulhoso.
A Hinata começou a chorar. Não aquele choro escandaloso, só as lágrimas que rolavam.
–Po que tá xolando Inata?
–Não é nada amor... é só que.... bem...
Me aproximei dela (estávamos sentados em um sofá e o Hiashi-sama e a irmã dela estavam em outro) e lhe abarei, eu e a Helene.
–Num xola Inata... –Ela disse limpando algumas lágrimas da Hinata.
–Tá bem lindinha, eu não choro.
Ela parou de chorar, ainda tínhamos um assunto muito importante a tratar, na verdade, dois assuntos.
–Hiashi-sama, porque está aqui? E porque trouxe a Helene?
–Fiquei sabendo que vocês já haviam chegado da missão, fui até a Hokage perguntar se estavam bem, já que a Hinata não apareceu em casa. Ela me contou tudo e falou sobre a classificação da missão. Quando eu estava indo pra casa parabenizar minha filha, eu vi quando ela entrou em casa com uma garotinha nos braços. Observei quando ela saiu e a segui com o byakugan.
–Sei... e esse tudo que a vovó contou,o que seria? –Perguntei nervoso.
–Exatamente isso garoto, tudo!
–Quer dizer que...
–Hai, eu já sei sobre vocês. Na verdade não foi a Hokage-sama que me contou, tem que ser muito idiota pra não perceber que minha filha gostava de você. E quando eu percebi onde ela tinha indo depois de deixar a garotinha, não restava dúvida.
–A-Agora eu sei porque a Hinata é esperta desse jeito... –Disse nervoso.
–E-E então Otou-san, o senhor aprova? –Ela perguntou um pouco insegura, mas ainda sim transmitia confiança.
–Claro, inclusive já até comecei os preparativos para o casamento.
Eu quase tive um infarto. A Helene tava no meu colo e quase caiu, mas eu consegui segurá-la a tempo.
–O-O quê??????
–O casamento. O que foi, não quer casar com minha filha?
–C-Claro que sim, mas... não acha que é muito cedo?
–Vocês já tem até filho, não acho que seja cedo.
–M-Mas... ela... é... eu...
–Otou-san, ainda é muito cedo pra casar.
–Hn, façam como quiserem, mas enquanto não casarem, a Hinata continua em casa!
–C-Claro... –Murmurei.
–E... o clã papai?
–Tenho certeza que consegue ser a líder, mesmo não morando lá.
–Hai, arigatou.
Nos despedimos, e eles foram embora. Já era tarde, por volta das 8.
–Acho que precisamos de um banho. –Disse.
–Tem razão amor.
–Banho?
–Sim, você não gosta de tomar banho?
–Eu goxto... é que...
–O que foi princesa?
–A Kaa-xan semple me dava banho...
–Então, que tal eu e o Naruto-kun te darmos banho?
–Eu quelo! –Ela disse animada.
–Me esperem que eu já volto. –A Hinata disse.
–O-Onde vai amor?
–Vou pegar uns biquínis antigos da Hanabi e uns meus também.
–N-Não deixa o seu pai te ver... –Sussurrei tremendo.
Ela saiu, me deixando sozinho com minha princesa.
–O que acha de a gente conhecer a casa?
–Vamo lá Naluto!
Eu a levei até o quadro da Kaa-xan, depois fomos até a grande cozinha, depois subimos para os quartos, entramos no que era pra ter sido o meu.
–É tão glandão!
–E é seu, princesa.
–Meu?
–É sim. Gosta de laranja? –Disse vendo a decoração onde predominava a cor laranja.
–Gosto!
–Amanhã a gente compra os móveis que você quiser. Nunca vi tanto dinheiro como o que a vovó deu pela missão.
–Eu quelo uma cama! Não quelo domi no bêço!
–É só por hoje Helene, amanhã a gente compra uma cama pra você... –Disse e ela ficou triste. –Tá, você não dorme no berço.
Fomos interrompidos quando a Hinata entrou.
–Esse quarto tava destinado a um Namikaze, mais cedo ou mais tarde. –Ela disse entrando.
–Sabe amor, eu... eu não sei se podemos mesmo seguir com isso. Já era difícil quando ela era só uma garotinha, somos crianças Hina, cuidar de outra criança não me parece muito saudável pra ela.
–Não somos mais crianças Naruto-kun, e você sabe disso. Nenhuma criança passa por o que você passou, você amadureceu, do seu jeito. Só porque não vive de cara fechada com papeis nas mãos e conversando sobre negócios não significa que já não seja um homem. Você é um homem, em todos os sentidos, pra falar a verdade, a responsabilidade que você tem sobre os ombros te faz muito mais homem que qualquer outro.
–É que... eu me sinto tão impotente. Na hora que o Matsuki estava chegando perto dela... eu sabia que não podia fazer nada pra ajudar, eu perdi a noção de tudo e acabei libertando a Kyuubi.
“-Deixa de ser chorão Gaki! Você é o tutelar de uma deusa, não de um bicho insignificante. Saiba que se aquele verme tivesse feito a Helene ativar o Tensigan, há essa hora ele estaria morto!
–T-Tem razão Kurama.
–Que bixinho gandão!
–H-H-Helene...!!! –Murmurei vendo que ela estava bem do meu lado. Olhei nos olhos dela e o vi, o Tensigan estava lá, emitindo um brilho dourado.
–Helene-sama. –Falou a raposa se curvando.
–Bligado Naluto! É muito bonito!
–A... Kurama...?
–Kulama? Meu bixinho se chama Kulama!
–Como ela fez isso? –A Hinata perguntou aparecendo do meu lado. Apontei para os olhos da Helene e a Hina entendeu. –Então, esse é o Tensigan...
Ficamos um tempo olhando a Helene brincar com a raposa, que não transmitia mais ódio ou dor, estava bem dócil, até bonitinha.
–E o banho Helene? –Perguntei. Já tínhamos ficado naquele lugar por uma meia hora.
–Eu já tô ino Naluto! –Ela gritou de cima da cabeça da raposa. Sei que parece negligencia, mas além de a Kurama ter o maior cuidado, ainda tinha eu e a Hinata pra caso alguma coisa acontecesse.
Ela desceu e nós saímos do meu subconsciente.
–E agora, que tal o banho? –A Hinata perguntou mostrando uma sacola com os biquínis.
–Banho! –A Helene gritou.
–Eh... vamos lá... –Disse pegando uma bermuda do meu pai. Apesar do tempo, as coisas da casa estavam muito bem conservadas.
Fomos até o banheiro principal da casa. Era bem grande, quase do tamanho do meu antigo apartamento. Tinha uma banheira enorme, cabia nós três perfeitamente.
Elas entraram e se trocaram, eu me troquei no corredor mesmo. Depois que me chamaram, começamos nosso banho.
Entramos o três na banheira e passamos mais de uma hora lá.
–Já está tarde Naruto, eu preciso ir pra casa. –Hinata disse triste.
–Tudo bem amor. Temos que sair princesa. –Disse a vendo emergir de mais um mergulho.
–Tá bom! –Ela disse sorrindo.
Saímos da banheira, nos vestimos e fomos ao Ichiraku jantar. Na volta, a Hina nos acompanhou até a porta e depois voltou pra casa.
–Onde eu vô domi Naluto?
–Quer dormir comigo?
–Quelo!
Subimos para o quarto que eu acho que era dos meus pais. A cama era enorme. A Hinata tinha trazido um pijama antigo da irmã dela, que coube perfeitamente na Helene. Na volta do Ichiraku, eu fui em casa e peguei o meu. Já prontos, fomos nos deitar.
–O Xavado não vai domi comigo?
–Esse nome não é nada legal... –Sussurrei comigo mesmo. –Acho que tem espaço aqui. –Disse pegando o sapo e colocando na cama.
Ela se deitou abraçando o sapo, e eu abraçando ela. Logo dormimos.
*******HINATA**********
Era bem cedo, mas a saudade já tava me matando. Mal tomei o café e fui direto pra casa do Naruto-kun. Ele me deu uma das chaves do molho e já tinha autorização para entrar, então não precisei bater. Entrei sorrateiramente, provavelmente eles ainda estavam dormindo e eu não queria perturbar. Cheguei ao quarto e sorri com a imagem à minha frente.
O Naruto-kun estava deitado de bruços, no meio da grande cama de casal, com a Helene deitada nas costas dele, segurando o sapo pela mão, ou pata, sei lá.
Resolvi deixar eles dormirem e fui comprar coisas pra fazer o café. Eles dormiram por mais uma hora, mas foi melhor assim, me deu tempo de preparar o café.
–Nossa Hina, eu não esperava acordar com tudo isso! –Ele disse e dava pra ver a baba escorrendo da boca dele.
–É, mas fecha a boca antes que inunde a casa.
–Canta comida! –A Helene disse correndo pra mesa.
Saboreamos o farto desjejum que eu fiz. Teríamos um dia longo, muitas coisa à fazer, móveis a comprar, explicações à dar e planos à fazer.
Uma semana depois...
****NARUTO*****
–Por favor Sakura-chan...
–N-Não sei Naruto. Eu amo aquela pirralhinha, mas cuidar de criança não é meu forte.
–Tá bem... se não quer eu chamo a Ino.
–A... Ino...? Nem pensar! Eu vou!
–Arigatou Sakura-chan! –Disse apertando ela em um abraço.
–Me... solta! –Era melhor atender, ou o que eu tinha planejado pra essa noite provavelmente não aconteceria.
–G-Gomen...
Me despedi da Sakura-chan e fui buscar a Helene na academia. Por sorte estávamos no começo do ano e eu pude matriculá-la.
–Como foi princesa?
–O Iluka-sensei disse que eu xô muito talentoxa. –Ela disse sorrindo.
–E ele tem razão. –Eu poderia treinar a Helene eu mesmo, mas além de eu não ser um sensei muito bom, eu tinha que treinar também. E seria melhor ela aprender o básico com o Iruka-sensei mesmo, quando ela se tornasse gennin, eu passaria a treiná-la com mais intensidade. Nessa semana que passou, eu e Kurama conversamos e ela concordou em ser minha parceira. Agora eu podia usar o chakra dela sem perder o controle.
Quando eu fiz isso pela primeira vez, só pra testar, minha mãe apareceu. Foi uma choradeira só. Ela conheceu a Hina e a Helene e sumiu com um enorme sorriso.
Chegamos em casa e fomos direto para o dojô. Enquanto a Helene estava na academia, na parte da manhã, eu treinava arduamente sozinho, aprendendo todo tipo de jutsu. O Kakashi-sensei me surpreendeu quando disse que o rasengan estava incompleto. Eu descobri meu elemento de afinidade, e consegui incorporá-lo ao rasengan, criando o RasenShuriken, que acabou se tornado inútil porque me causava muitos danos. Tudo bem, um dia eu vou criar uma técnica mil vezes mais forte que o RasenShuriken.
–Vamo tleiná o chacla de novo Naluto?
–Acho que não precisa mais princesa. Você já aprendeu todas as técnicas de nível D que eu conheço, algumas de nível C e até o Gouryuuka no Jutsu, que é nível B.
–Intao, o que eu vô aplendê agola?
–Que tal o Kage Bushin?
–É! Eu quelo aplendê o Kage Bushin!
Eu não sabia se ela teria sucesso em fazer essa técnica. A Kurama, ou melhor, O Kurama me falou que eu só faço tantos por causa do meu chakra de Uzumaki. Bem, ela pode não fazer tantos, mas pelo menos alguns ela vai conseguir fazer, já que o Kakashi-sensei não é Uzumaki e faz um monte.
Passamos a tarde toda treinando, no comecinho da noite, ela já sabia a técnica. Me surpreendi quando ela conseguiu criar mais de 300 clones. Acho que isso tem algo a ver com ela ser uma deusa.
O tempo ia passando, tomamos banho, jantamos, escovamos os dentes e fomos dormir.
–Aí, quando ele tava pensando que era o vencedor, eu apareci bem embaixo dele e o soquei no queixo, deixando ele quase desmaiado.
–Xugoi!!! E como chegô lá onde ele tava? –Ela perguntou curiosa.
–Eu cavei um túnel sabe, deixei um clone meu pra esconder o buraco, ele baixou a guarda e eu o acertei.
–Voxê é inclivel Naluto!
–Hehehe... acho que não é pra tanto.
–Deixa de modéstia amor, graças a você o Neji-niisan não se perdeu...
–Não exagera Hina. –Disse vendo a Helene começar a bocejar.
–Boa noite, Naluto, Inata...
–Boa noite princesa... –Dissemos.
Demos beijos de boa noite nela e saímos do quarto.
–Tem certeza disso Naruto-kun... eu não quero deixá-la aqui sozinha.
–Mas ela não vai estar sozinha. Eu chamei a Sakura-chan pra cuidar dela.
–A... Sakura-san? Mas e se ela apertar de mais minha menininha? E se alguém querer tomá-la de nós?
–Eu pensei em tudo amor. Olha, eu tenho vários clones ao redor da casa, o quarto dela é selado, a casa também é selada pra permitir a entrada somente de pessoas autorizadas, e também a Sakura-chan é bem forte. Ela está segura amor.
–Hn... tá bem...
Me aproximei dela e a beijei, mas fomos interrompidos pela campaninha.
–Deve ser a Sakura-chan. –Descemos e demos de cara com a Sakura e a Ino.
–I-Ino-san, Sakura-san...
–Oh, boa noite Hinata, Naruto...
–B-Boa noite. –Dissemos.
–Podemos entrar? –A Ino perguntou.
–C-Claro. –Disse dando passagem à elas.
–Não me disse que a Ino-san também viria Naruto-kun.
–Eu também não sabia. O que tá fazendo aqui Ino?
–Eu é que não deixaria a Helene sozinha com essa testuda!
–Não se atreveria a repetir isso, Ino-porca!
–Ah não? Tes...
–Já chega vocês duas! Vão acordar minha princesa! –Disse sério.
–T-Tem razão.
–Ino, ninguém te convidou, mas já que tá aqui, acho que pode ficar. –Disse entrando em modo Bijuu. É como eu batizei a forma que eu fico quando uso o chakra do Kurama. Usando esse modo, eu consigo sentir ameaças, mesmo que escondidas. –Não sinto intenções ruins em vocês.
–E precisava usar esse seu modo? –A Sakura-chan perguntou emburrada.
–Não posso descuidar quando o assunto é a Helene. –Disse sério.
–Tá, podem ir. A gente se vira.
–Tem vários petiscos na geladeira, refrigerante, dinheiro se quiserem pedir pizza, uns filmes. A casa tá bem protegida. Não deixem ninguém entrar, não importa quem seja. Têm vários clones meus espalhados pela casa, se qualquer coisa fora do normal acontecer, avisem a algum deles e eu saberei logo.
–Dá pra parar com essa de pai coruja? A casa parece um forte!
–Eu disse, não posso descuidar quando o assunto é a Helene!
–Voltamos às dez. O restaurante é fora de Konoha, mas o Naruto-kun é muito rápido.
–Hun... sortuda. –Murmurou Ino.
–Deixa eu ver... tenho certeza que tá faltando alguma coisa...
–Vai logo Naruto! Não somos crianças, sabemos cuidar de uma menininha!
–Mas você me chamou de criança e disse que eu não sabia cuidar de uma!
–Você é outra história, agora vão logo! –Ela disse me empurrando para fora de casa.
–Mas... não perturbem minha princesa!
–Vai logo!
Ela me empurrou o resto do caminho e me jogou do lado de fora.
Eu tinha combinado com a Hinata que a levaria à um jantar romântico, mas o que ela não sabia era que seria muito mais que isso.
A peguei no colo e rapidamente chegamos ao restaurante. Ainda tinha dinheiro da missão, então eu podia levá-la a lugares bem chiques. Na verdade, eu era extremante rico. O salário de Hokage é bem alto, e meu pai guardava uma boa parte. Sem contar que minha mãe era uma jounnin de elite, recebia muito dinheiro também, mas eu não mexia na minha herança.
O jantar foi bem romântico, terminamos por volta das 10.
–Foi maravilhoso Naruto-kun.
–E quem disse que acabou? –Disse enquanto caminhávamos de volta à Konoha.
Era um pouco longe para ir andando, mas só estávamos caminhando pra relaxar um pouco.
–C-Como assim? –Não respondi, a peguei no colo e corri bem rápido. Depois de uns 5 minutos correndo, chegamos a praia de uma lagoa bem grande, mais parecia o mar.
–Que lua linda... –Ela disse.
–Tem razão, é um pecado desperdiçar essa lua. –Disse correndo pela água.
Corri pela água por um tempo, até chegar a uma espécie de ilha minúscula, no meio da água. Já não dava mais pra ver a margens, mesmo com a lua mais brilhante do mês iluminando o céu.
–Tá me seqüestrando Uzumaki-sama? –Ela disse já percebendo minha intenção.
–Não preciso. –Disse descendo ela na pequena ilha.
Eu tinha preparado tudo. A ilha era somente um grande quadrado de madeira flutuante (que não saía do lugar devido a um sistema de pesos o fundo), que tinha uns 15mx15m de comprimento, tinha pilastras nos cantos e um teto cônico, parecia uma casa, mas sem as paredes. Tinha uma grande cama de casal no meio e as bordas da madeira todas tomadas de vela acessas (tinha deixado um clone pra acendê-las próximo da nossa chegada), sobrando somente uma pequena passagem, por onde passamos. As velas se mantinham acesas graças a cilindros de vidros que as rodeavam. Os vidros eram de várias cores, proporcionando um show de luzes.
–Isso... é lindo. –Ela disse maravilhada.
–Você é o que eu tenho de mais importante, só espero que não se importe em dividir esse posto com a Helene.
–Hn... não me importo. –Ela disse sorrindo.
Me aproximei dela e a beijei. Estávamos próximos à cama, então eu a conduzi até lá. Ela sentou na beirada e eu bem do lado dela. Ficamos nos beijando um tempo, apaixonadamente. O beijo foi se tornando cada vez mais selvagem, até que ela enfiou a mão por cima da minha camisa (já tinha jogado o casaco fora).
Aumentados a intensidade do beijo. Enquanto ela acariciava todo o meu peitoral, eu alisava suas costas e apertava sua bunda. O beijo durou alguns minutos, até ela sair por falta de ar.
–Você é tão romântico, não quer só se aproveitar de mim e depois cair fora? –Ela perguntou sorrindo matreiro.
–Nem pensar. –Disse e logo depois a beijei novamente.
O beijo agora era mais selvagem, mais agressivo. Baixei a alça esquerda do longo vestido vermelho que ela usava, deixando seu ombro esquerdo nu. Desci os beijos pelo pescoço branco e macio dela, até chegar ao ombro, onde beijei carinhosamente, ouvindo ela gemer baixinho.
–Sabe o que é legal nessa telepatia? –Ela perguntou enquanto eu distribuía beijos pelo pescoço dela e brincava com seus seios por cima do vestido.
–O quê?
–A gente pode dizer safadezas sem os outros saberem. –Ela disse sorrindo pra mim.
–Você é muito pervertida. –Disse enquanto baixava a outra alça do vestido.
Ela levantou e o vestido caiu, mostrando sua calcinha vermelha e seu sutiã também vermelho.
–Não vai fazer piada, vai? –Ela perguntou.
–Dessa vez não.
Aproveitei a oportunidade pra tirar minha camisa e a calça, ficando só de cueca.
–É, parece que eu também não tenho motivos pra fazer piada. –Ela disse olhando minha cueca completamente preta.
–Hehe... nada de piadinha. –Disse me aproximando dela.
A deitei na cama e me deitei por cima dela, sempre a beijando calorosamente enquanto percorria todo o seu corpo com as mãos. Ela fazia o mesmo, alisava minhas costas com uma mão enquanto a outra empurrava minha nuca, fazendo o beijo se tornar cada vez mais invasivo.
–Uhnnnnn... –Ela gemeu mais quando eu comecei uma massagem na sua região intima. Os gemidos ficaram mais altos, mas eram contidos por beijos acalorados.
–Safadinha você. –Disse quando ela parou de acariciar minhas costas e colocou a mão por cima da minha cueca.
–Não acha que já esperamos de mais? –Ela disse com uma feição muito pervertida.
–Acho.
Comecei a tirar seu sutiã. Depois, desci os beijos aos seios, o que a vez gemer alto. Fiquei um tempo massageando sua intimidade e mordiscando seus seios, até que ela chegou ao ápice.
–Eu não agüento mais Naruto-kun... –Ela murmurou.
Retirei sua calcinha e depois minha cueca. Eu já não estava mais agüentando, ainda bem que ela pediu logo porque eu já tava pra fazer aquilo.
Me posicionei entre as pernas dela, deixando meu membro bem na entrada.
–Tá na hora de darmos um irmãozinho pra Helene. –Disse a fitando nos olhos.
–E quem disse que vai ser um menino? –Ela disse e sorriu. A beijei carinhosamente, enquanto empurrava meu quadril.
Meu membro foi entrando com uma certa dificuldade, até eu sentir a barreira.
–Se doer muito, me fala.
–Eu sou forte amor, você sabe disso.
Empurrei um pouco mais, mas o suficiente para torná-la minha mulher.
Enfiei o que ainda estava pra fora e esperei. Sabia que ela estava sentindo dor, mas tinha que ser assim. A fitei nos olhos e pude perceber que uma lágrima escorria.
–G-Gomen amor... acho que não fui tão carinhoso.
–Tá tudo bem Naruto-kun, essa lágrima... é de felicidade. –Ela me beijou e eu sabia o que isso significava.
Comecei a me movimentar, devagar no começo, mas logo ela começou a rebolar, tentando aumentar o ritmo. Eu prontamente atendi ao desejo dela e aumentei a velocidade das estocadas.
10 minutos de movimentos acelerados e eu gozei dentro dela. Ela já tinha tido uns 4 orgasmos. Fui parando os movimentos devagar, aproveitando cada segundo de prazer. Deitei ao lado dela, que estava completamente mole.
–Te amo. –Disse me virando para ela e acariciando sua face.
–Também te amo... muito muito muito muito!
–Mais uma?
–Se conseguir...
–Hn... vamos ver quem ri por último. –Disse a puxando pra cima de mim.
8 anos depois...
*******HELENE********
–Helene-Taichou!
–Calma, eu já vi! Saia daí, sabe que não pode lutar com tantos!
–EU NÃO LIGO, NÃO ME RENDEREI! NÃO ENTREGAREI MEUS COMPANHEIROS!
–Sabe de uma coisa, eu te respeito. –Disse e logo depois apareci bem atrás dele.
–C-Como... –Ele murmurou olhando pra trás.
–RASENGAN!!!!!!!
Era o último. Meu pai encarregou meu time de capturar um grupo de nukenins que conseguiu roubar informações de Konoha.
–E-Eu nem vi quando ela se moveu. –Disse Hachi, um dos membros do meu time.
–Nem eu. –Retrucou Kyuu, o irmão mais velho de Hachi. Ambos eram da ANBU.
–E então rapazes, vão amarrá-lo ou não? –Perguntei.
–H-Hai, Taichou!
Eu poderia ter acabado com tudo aquilo com um único sopro, e não é brincadeira. Aos 6 anos, quando eu me tornei jounnin, meus pais me disseram a verdade. Disseram que eu sou a reencarnação da deusa Helene. Eu sou conhecida na aldeia como Deusa Dourada, mas não por saberem que eu sou mesmo uma deusa, isso somente meus pais e Kurama sabem, mas me chamam assim porque eu sou tida como o maior prodígio que a vila já viu.
Pegamos o pergaminho com as informações roubadas, amarramos os inimigos e voltamos pra vila.
[...]
–Não precisa esse sorrisinho vitorioso Helene, você sabe que isso não é nada pra você. –Ele disse vendo meu enorme sorriso.
–Deixa de ser chato Tou-chan!
–Hun... estão dispensados... –Ele disse atrás daquela cadeira giratória maneira. Ele não sabe, mas sempre que ele não tá, eu me sento lá fingindo que sou a Hokage.
–E então, como me saí?
–Precisa mesmo que eu diga? Você é a Helene, não tem como ganhar de você. Você mesmo sem se mexer ganha uma luta.
–Ah... para com isso, se não eu fico sem graça.... –Disse encabulada. Ele era o único que conseguia isso.
–Só você mesmo... –Ele disse sorrindo pra mim.
–Meu maninho já chegou da academia? Já deve ser umas 4 da tarde.
–Como é que eu vou saber? Vai pra casa. Daqui a pouco eu apareço.
–Até mais coroa.
–Mais respeito menina! –Ele disse fingindo estar bravo, mas eu sabia que ele gostava. Saí super rápido da sala e instantaneamente apareci em casa.
–Nii-san? Já chegou? –Perguntei entrando em casa.
–Ele já chegou Helene, mas deve tá treinando no dojô. –Disse a Kaa-chan que lia alguma coisa na sala, com certeza relacionada ao clã Hyuuga.
–Tá, eu vô lá ajudar ele a treinar.
–Espera filha, me conta como foi a missão. –Ela disse largando os papeis e me olhando.
–Foi bem chata, os caras não eram muito fortes.
–Você sabe por que eles não eram tão fortes Helene, não são eles, é você.
–Hehehe, eu acho que é isso mesmo. –Disse sem graça, coçando a nuca.
–Aposto que nem usou o Tensigan... afobada do jeito que você é, deve ter disparado em direção ao inimigos.
–Eu são capitã da ANBU Kaa-chan, não posso sair correndo por aí! –Disse emburrada.
–Vai dizer que não fez isso?
–Hn... só um pouquinho...
–Hun... Vai lá com seu irmão antes que seu pai chegue e tome seu lugar.
Ela tinha razão, o Kaito sempre preferia treinar com o Tou-chan, não podia deixar essa oportunidade passar. Uma das coisas que eu mais gosto é treinar meu maninho.
Cheguei ao dojô e o vi treinar com um clone.
–Kage Kushin? Quando aprendeu?
–NEE-SAN!!!!!!!!!
Ele parou o treino e correu na minha direção.
–C-Calma pirralho. –Disse o erguendo no ar. Eu podia ter só onze anos, mas era talvez a pessoa mais forte do mundo ninja. Tanto em força física como em qualquer outra coisa. A única vez que eu tive que usar o Tensigan pra valer foi quando eu e meu pai lutamos, uns 3 anos atrás. E isso porque eu sou capitã da ANBU e logo mais Sannin hehehe, apesar de ser só uma... vai entender esse meu pai...
–Nee-san, que bom que voltou! –Ele disse contente.
–Eu tava morrendo de vontade de apertar suas bochechas!
–N-Não Nee-san! –Ele tirou minha mão do rosto dele e me encarou emburrado.
–Mas a culpa é sua por ser tão fofo assim!
–Ah é? O papai falou o quanto você era fofinha quando era pequena!
–Ah... mas eu tinha três anos, você tem cinco e não deixa de ser fofinho. –Disse bagunçando o cabelo loiro dele.
–P-Para Nee-san!
–Tá... mas só porque o Tou-chan já tá chegando e não quero que ele interrompa nosso treinamento.
–O que vai me ensinar Nee-san?
–Eh... eu tava querendo te ensinar o Kage Bushin, mas quando eu chego você já aprendeu...!?
–Que tal o rasengan???? –Ele perguntou com os olhos brilhando.
–Hun... deixa eu ver... quem é a melhor irmã do mundo?
–VOCÊ!!!!!!!!!
–Hehehe... vamos aprender o rasengan!!!!
Treinamos por umas duas horas, até a Kaa-chan nos chamar para o jantar. Como sempre, o jantar foi bem descontraído. O Kaito não era um palhaço e por incrível que pareça, as brincadeiras estavam à cargo do Hokage. Ufff... a Kaa-chan finge que está emburrada, mas eu sei que no fundo ela ri, diferente do Kaito que fica emburrado de verdade, o que só aumenta a fofura dele!
Em todo esse tempo que passou, muita coisa mudou. Eu me tornei talvez a ninja mais forte que já existiu. Meu pai se tornou Hokage e despertou o Rinnegan, um doujutsu do clã Uzumaki. Minha mãe se tornou a líder do clã Hyuuga e ficou extremamente famosa por ser a segunda pessoa a completar uma missão Ranking V, além de que ela passou a treinar jutsus elementares de água, vento e fogo, e criou um novo estilo de luta baseado no Jukken (N/A: Não vou falar nada sobre esse novo estilo porque essa é uma ideia da minha outra fic e não quero estragar a surpresa hehehe). O Kaito nasceu um ano depois do casamento dos meus pais e é o melhor aluno da academia. Me sinto culpada porque se ele tivesse nascido em outros tempos, ele seria considerado um prodígio maior que o Itachi-kun (Que, diga-se de passagem, foi um cara e tanto! Diferente do emo irmão dele), mas eu me sinto mal por, meio que ofuscar o brilho dele. Graças a Kami ele não me culpa por isso, diz que é só mais um estímulo pra dar mais duro. O Tou-chan também conseguiu realizar sua promessa de trazer aquele emo burro de volta (foi tão legal quando eu dei uma surra nele hehehe). Sinceramente, eu não sei o que as garotas vêem naquele gay (que fique claro que eu não tenho nada contra os gays [N/A: Nem a Helene e nem eu heheh]), ele até que tem o corpo bonitinho, mas os defeitos dele impossibilitam a convivência! O Tou-chan se tornou Hokage há uns dois anos e desde então ele conseguiu um tratado de paz com as outras aldeias. Agora todas as aldeias, e não só as cinco maiores, tem um tratado de não agressão. A Akatsuki se movimentou para tentar pegar o Tou-chan, mandaram até o líder deles, mas quando ele veio enfrentar o Tou-chan, ele já tinha despertado o Rinnegan e perceberam que eram da mesma família. Infelizmente foi tarde demais, o tio Nagato se sacrificou pra trazer de volta todos que ele tinha matado, já que o Tou-chan estava acabado e eu não podia reviver as pessoas por ser uma deusa (palavras do Kurama)...
Ainda não tivemos notícias do mensageiro ou do herdeiro de Encélado e Calisto, mas se eles vierem, estaremos preparados!
Namikaze Helene é foda Tebayo!!!!!
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