Abraçando o Ódio
7 7. A Nova Face de Hinata
Notas iniciais
ANTERIORMENTE NESSA FANFIC:
– Avançar!
Essa ordem tirou Sakura de seus devaneios, o rastreamento já havia começado, a ela e seu colega de dupla Gai couberam as capitanias da face sudoeste do Nível mais exterior das Pedras espectrais, a guerra começou, não havia volta.
CONTINUA...
Os ninjas de Konoha já tinham dado início a missão: Capturar o traidor e inimigo número um do País do Fogo, anteriormente conhecido como o maior herói da Quarta Guerra Mundial Shinobi, Uzumaki Naruto.
Cada uma das duplas já tinha iniciado a infiltração no primeiro nível das pedras espectrais (o mais externo), indo em direção as capitanias que lhe tinham sido designadas para vasculhar, Sasuke e Hinata são os responsáveis pelo lado leste, que por sua vez era repleto de múltiplas árvores que cresceram nas rachaduras repletas de terra das gigantescas rochas, igual a musgos proliferando pelas pedras de um jardim, de fato o lado leste do primeiro nível era o mais úmido em toda aquela região.
Sasuke corria a frente, sendo que a Hyuuga apenas o seguia tranquilamente, o Uchiha estranhou a conduta da moça, até pouco tempo atrás ela estava toda desesperada em chegar, e agora fazia de conta que não tinha preocupações, dava a entender que aquilo não passava de uma missão Ranque “C” corriqueira. “O que raios essa lunática esta tramando” foi tudo o que passou pela cabeça do moreno, que parou de saltar e ficou de pé em cima de uma planta que cresceu verticalmente sobre uma das enormes pedras espectrais. Ele interroga a morena:
– Posso saber o motivo de tanta calma? Por acaso estas a tramar algo?
Hinata parou sobre outro tronco que se fixava verticalmente aquela rocha, ficando frente a frente com o Uchiha, ela ficou o encarando por alguns minutos, depois começou a descer o olhar por todo o corpo do colega de dupla, como que procurando algo, somente após muito analisar, resolveu responder:
– O que faço ou deixo de fazer só cabe a eu decidir, não me provoque se sabe o que é bom para sua saúde, estamos na mesma equipe a contragosto mútuo, não torne as coisas piores.
Sasuke fez uma careta, já esperava que ela não fosse reagir bem a sua indagação, mas não contava com um esporro daqueles, era melhor não continuar aquela discutição, quem estava certa era ela, a final um bom shinobi devia suprimir todos os sentimentos no momento que inicia a execução de uma missão, era melhor focar no objetivo.
– Muito bem então, esqueça que eu te perguntei isso, por onde acha melhor começarmos?
– Acho melhor começar por ali.
Hinata aponta para um lugar ao longe onde as rochas eram, por falta de expressão melhor, verdejantes devido às pequenas florestas que tinham se formado em suas superfícies.
– Com essa quantidade de vegetação, aquele provavelmente é o melhor lugar por aqui para se esconder...
Sasuke não diz nada, apenas concorda com a cabeça e começa a se mover naquela direção, sendo seguido de perto por Hinata, que a todo momento imaginava um alvo nas costas do moreno devido ao ódio que sentia por ele, manchas negras surgiam em seu Byakugan, ela rapidamente fechou os olhos e balançou a cabeça, quando reabriu as pálpebras já estava tudo normal de novo.
Muitas coisas porem ainda pairavam na cabeça dela: “Quando foi mesmo que comecei a detestar tanto esse cara? A sim, lembrei, foi depois do escândalo que fiz no hospital...”.
HINATA TÚNEL DO TEMPO ON:
Eu estava adiantando meu treinamento diário com o Neji, ou melhor, extravasando minha fúria pelo merda que o idiota do Kiba fez, oras achar que podia me levar pro meio do mato e me pegar quase que na marra... Que tipo de putinha ira aceitar isso? Era só o que me faltava uma dessas, prometi a mim mesma que ia ficar semanas sem falar com aquele cão sarnento depois daquele episódio.
– Juuken!
Gritei irritada e descarregando uma quantidade escandalosa de chakra, meu primo se desiquilibrou e quase caiu, eu não entendia o que estava acontecendo com ele, tudo bem que meus ataques estavam saindo bem mais fortes que o normal, mas ainda sim um gênio nato como ele não deveria ter dificuldade de parar golpes de alguém como eu, ou deveria? Enfim, não me importava.
– Pata de Tigre!
Rosnei enquanto aplicava uma técnica que tinha desenvolvido a pouco tempo, esse golpe tem um significado especial para mim até hoje, pois como no estilo Hyuuga não se criava nada novo a mais de 80 anos, esse acabou por ser um feito enorme, foi graças a esse taijutsu que comecei minha virada dentro do clã... Basicamente Pata de Tigre tinha como base um Juuken normal, a diferença consiste que antes de eu aplicar o golpe eu faço o chakra que sai da minha mão girar ganhando velocidade desde meu ombro até sair pelo meu punho fechado, como se uma broca fosse, aumentando em 10 vezes o impacto!
Neji normalmente se defendia com seu Kaiten, mas dessa vez não teve tempo e acabou sendo arremessado contra a parede, ele estava de onda comigo hoje? Já estavam praticando luta a mais de 20 minutos e ele ainda não a tinha derrotado nenhuma vez! E ainda por cima estava sendo pressionado daquela maneira?
– O que você pensa que tá fazendo? Tirou para ficar brincando comigo hoje? Leve a sério!
Meu primo apenas me deu um olhar espantando, algo como “Brincando? Do que você está falando?”, não tinha como eu acreditar que ele estava lutando pra valer, logo aquele ninja sempre tão superior, e já que ele não vinha pra cima, eu que iria começar a investida!
– Rolling Elbow Attack!
Normalmente era impossível se mover enquanto se executa um Kaiten, mas depois de muito estudar eu percebi que limitando a quantidade de chakra expelida de capa ponto do meu corpo era possível controlar a rotação a tal ponto que podia me mover em qualquer direção, e ainda como possuo o Byakugan era fácil saber para onde ia, para finalizar o ataque eu aproveitava a velocidade rotatória em que estava para aplicar um Juuken combinado com uma cotovelada de muay thai, meu primo tentou bloquear o ataque, erro crasso da parte dele.
O Juuken foi tão poderoso que desativou todos os centros de chakra do braço que ele usou para tentar se defender, e o impacto físico da cotovelada foi tão forte que levou o braço dele junto atingindo a cabeça e o arremessando caindo do outro lado do dojô, eu logo subi em cima dele, passei dar uma sequencia de socos focalizados com chakra.
O que Hinata não sabia era que seu pai estava escondido perto da porta do dojô vendo tudo enquanto se espantava com a melhora das habilidades da filha, “Essa é menina fraca que eu tratei como inferior todos esses anos? Ela esta levando vantagem contra o Neji! O terceiro mais forte do clã depois de mim de do velhote!”.
–Sem escape agora!
Girei pondo ele a cima de mim enquanto prendi-a o braço lesionado pela cotovelada em uma perfeita Kimura de jiu jitsu, ele imediatamente deu tapas no tatame sinalizando que desistia.
– Primeira vez que eu venço você, isso lhe ensina a me levar a sério, caso contrário vai continuar apanhando!
Tudo que se passava pela cabeça do moreno do rabo de cavalo era “quem foi que não te levou a serio? Você que não me deu chance, como é possível ter ficado tão forte?”, o rapaz não percebeu que ao invés de ter herdado ao máximo as habilidades dos Hyuuga, Hinata adquiriu algo muito mais importante e que a tempos estava em falta naquela família ninja, era a boa e velha criatividade.
Hiashi estava totalmente surpreendido com o que viu, aquela era Hinata? A inútil da filha mais velha que perdia para a irmã anos mais nova? Tinha acabado de finalizar o maior prodígio nascido no clã há muitas gerações? Como era possível?
Mais incrível que eu finalmente ter saído por cima do Neji em um combate singular, foi o meu pai aparecendo do nada, falando um monte de coisas que não eram do seu feitio, parecia chapado até...
– Meus parabéns! Não acredito que finalmente se tornou a herdeira que eu tanto queria minha filha! Finalmente posso ter orgulho de você!
Naquele momento eu pensei: “Quem é você e o que fez com meu pai?!”, mas essa surpresa depois deu lugar a um sentimento... De tristeza! Então era necessário que eu derrota-se o Neji para ele me tratar como filha? Só demonstra afeto quando lhe é interessante? Sinto-me até mal de lembrar disso, Meu Kami, queria sumir dali....
– Bem... Obrigado pai, com sua licença eu vou tomar um banho e terminar os afazeres de hoje...
Como assim “pai”, pensou o líder do clã, o que aconteceu com o “papai” que ela sempre dizia cheia de sentimento? Foi o que ficou pensando Hiashi.
Porém antes que pudesse deixa o dojô e escapar do “súbito amor do meu pai”, um servo chegou trazendo para mim uma notícia que mudaria minha vida...
– Hinata-Sama, com sua licença, trago-lhe um recado da vila...
Peguei o envelope e dispensei o servo sem nem lhe dizer obrigado, não que eu costume ser mal educada, mas meu humor estava terrível de mais para ficar lembrando de gentilezas, levantei a sobrancelha ao ver quem tinha mandado a carta, Gonzo? o que será que ele quer a essa hora?
Gonzo e eu tínhamos nos tornado amigos pouco antes do estopim da guerra contra a Akatsuki, por acaso ou não o dia do falecimento da esposa dele coincidia com o da morte de minha mãe, nos encontramos por acaso enquanto levávamos flores para nossos respectivos entes queridos, quando topamos, conversamos, as ideias fecharam, rolou um clima... E acabei dando meu primeiro beijo justo em um cara 40 anos mais velho que eu! Não me entendam mal, já era difícil fugir dos garotos que me assediavam enquanto o Naruto estava viajando, e depois que ele voltou continuou não dando bola para mim, eu sei, ele estava ocupado e tudo mais, só que eu não podia esperar para sempre né? Gonzo apesar de velho era um homem atraente, ainda tinha um peitoral másculo de dar inveja a muito ninja novo, cicatrizes sexys, os cabelos totalmente grisalhos que lhe davam todo um charme a parte, conversava bem, era inteligente e atencioso, algo raro nos homens de hoje em dia, e a carinha de abatido quando falava da finada esposa, nossa, que fofo, acabou rolando, mas ele ao contrário do folgado do Kiba em momento algum tentou “o que não devia” foi ótimo, e não me arrependo entenderam?! Mas aquela foi também a única vez que nos beijamos, eu não estava apaixonada por ele, e nem ele por mim, foi o momento, não tínhamos muito em comum, porem sempre que possível nos encontrávamos para por a conversa em dia, era bom ter com quem desabafar tantas coisas ruins que sofria dentro de casa...
Uma amizade incomum diga-se de passagem, ele um velho dono de bar e ela uma bela jovem, e herdeira, normalmente as pessoas pensariam besteira, que Hinata estava a ter sexo com um homem mais velho e bebendo todas, mas não foi isso que aconteceu, sempre existem as más línguas, porém quando se tem tantos amigos por Konoha sempre existe um por perto a tempo de te defender, assim esse laço de afeto não foi prejudicado, porém o homem sempre tomava cuidado para não ser visto em público comigo, não queria mancha minha reputação ou coisa assim, não que eu me importe muito com o que fofoqueiros dizem, mas enfim, devia ter acontecido algo sério para ele me mandar um bilhete aqui na minha casa, então fiz questão de abrir logo. O bilhete dizia:
“Caríssima Hinata, sinto lhe incomodar dentro do conforto de seu clã, mas chegou a meu conhecimento através de um cliente enfermeiro que o Naruto e Sasuke foi hospitalizado agora a pouco no Hospital Central de Konoha! Ao pouco que se sabe estavam lutando um contra o outro, e por mais que não queria especular sobre o motivo, o loiro esteve hoje mais cedo em meu estabelecimento, percebia-se seu estado todo alterado, e parecendo revoltado com algo relativo a Sakura, sinto muito lhe enviar más notícias, mas consideraria a mim mesmo um traidor se não lhe dissesse o que se passa com seu amado Uzumaki... Ass.: Gonzo”.
Após ler o conteúdo do papel fiquei alguns instantes parada tentando assimilar o significado dessas palavras, Nani? Naruto hospitalizado?... Foi então que a realidade me bateu de uma vez só, meu amor estava definhando em uma cama de hospital, e o traidor do Sasuke e a maldita Sakura eram os culpados, como sabia que estava definhando? Simples, Gonzo é um homem muito bom para querer me preocupar, mas também não mentiria pra mim, se o Naruto estivesse bem ou estável ele teria dito na carta para eu não ficar apavorada, se não comentou nada quanto ao estado dele, só podia significar ferimentos sérios, coisa que Gonzo não teria coragem de me falar...
Sai correndo desesperada, esqueci de todas as várias tarefas diárias que tinha que cumprir, não me despedi de ninguém, nem ao menos olhei para traz, até porque se tivesse olhado teria visto meu pai pegando o papel que Gonzo me escreveu e tendo um surto de raiva, impressionante como os sentimentos dele mudavam subitamente conforme o interesse não?
Hiashi não tinha entendido o motivo de Hinata fazer uma cara de dor e de repente sair em disparada como se nada importasse, viu o envelope aberto contendo a carta que ela tinha acabado de ler, devia ser o motivo de tanta preocupação, após passar os olhos no conteúdo da carta logo franziu o cenho revoltado:
– Justo agora que ela estava conseguindo suprir minhas expectativas resolve de ir atrás do moleque loiro, e da onde que ela conhece esse dono de boteco? Neji, venha comigo, vamos impedir que essa garota problema faça mais uma imbecilidade...
– Hai!
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UM POUCO ANTES NA ENTRADA DE KONOHA
Gai estava abismado com a figura que tinha sua frente, era mesmo o Kakashi? Será? Não seria um impostor ou coisa do tipo? Apesar de não ser muito bom em sentir chakra e detectar farsantes sabia muito bem que não existe jutsu de personificação perfeita, o único clã que conseguia fazer isso estava extinto, logo bastava analisar o ser a sua frente, como conhecia bem o filho do Canino Branco seria capaz de perceber qualquer coisa fora do normal... Após minutos olhando o homem não consegui perceber nada.
– Kakashi! Então é mesmo você!
– Provavelmente sim Gai, mas me explique, o que um ninja como você esta fazendo de porteiro aqui? Não é tarefa dos Chuunins?
Gai engasga por um breve momento, relembrando como foi derrotado no jogo de cartas, não podia contar isso a Kakashi, seria vergonha demais caso seu rival descobrisse isso...
– Como? Eu? Porteiro? Não! Digo sim... Claro! Os rapazes estavam doentes e como eu devia um favor para eles me ofereci para tomar conta por aqui!
Mentiu fazendo uma cara toda destorcida, Kakashi não entendeu o porque do susto do Maito, mas agora não era hora para ficar especulando, tinha que ir urgente falar com a Hokage sobre o resultado da sua missão... Sim a missão que o fez ficar fora de Konoha por vários meses sem ao menos mandar notícias, e que tinha como objeto algo que podia mudar o mundo shinobi para todo o sempre...
– Bem eu estou com pressa, então se me da licença...
Kakashi estava pronto para sumir no ar em fumaça quando Gai o segura pelo ombro:
– Ainda não senhor!
– Mas por quê?
– Mesmo que seja você, não posso te deixar entrar acompanhado de estranhos, então me diga quem são esses seus companheiros de viajem!
Gai aponta para alguns metros a frente, onde dois sujeitos muito suspeitos estavam parados observando o portão da Aldeia da Folha, o primeiro usava uma roupa composta por um colete azul-escuro sobre um moletom na mesma cor, com calças pretas e botas, ao seu lado estava uma moça ruiva, com shorts azul, e uma blusa preta, escondia o rosto com uma touca.
– Pelo jeito vai demorar para eu poder falar com a Hokage...
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VOLTANDO A HINATA
“Quem raios foi o idiota que colocou o hospital tão longe? “ Era o que eu pensava, enquanto tentava a qualquer custo chegar a maldita clínica, lá em algum lugar estava o meu querido loirinho dos olhos azuis, meu anjo que me salvou da escuridão, ele estava lá em algum lugar prostrado em um dos quartos das emergências, correndo risco de vida, e eu tinha que vê-lo, mesmo que não pudesse fazer nada eu tinha que ir até lá e segurar sua mão, era só isso que eu queria naquele momento...
– Mas que merda é essa?!
Gritei ao finalmente chegar ao hospital, dezenas, não, centenas de pessoas lotavam o rol de entrada e toda a área em frente à fachada do lugar, o “que infernos poderia ser aquilo?” era tudo que eu conseguia pensar, foi então que percebi o óbvio, o boato de que o maior herói de Konoha estava hospitalizado em estado grave correu toda a aldeia e os moradores vieram de todas as partes da vila prestar seu apoio a ele, o que até pode parecer legal mas...
– Anos atrás quando ele era visto como apenas o moleque da Kyuubi esteve na mesma situação (leitor por favor lembrar de quando a Hina salvou o Naruto quando ainda eram pequenos), entre a vida e a morte, ninguém veio visitar, muito pelo contrário, muitos dos que estão aqui oraram para que ele não escapasse com vida e levasse a raposa junto, e agora tem a cara de pau de aparecer aqui!
Estava enfurecida com tamanha hipocrisia, mas não iria perder tempo com aquela tropa de duas caras, eu tinha aprendido recentemente algo muito raro para um Hyuuga, ninjutsu avançado, apenas fiz quatro selos e rapidamente um vendaval furioso desceu do céu e colocou pra correr todo mundo da frente do prédio, liberando a passagem, “que falta de determinação, o Naruto-Kun sempre arriscou a vida por cada um deles, e esses por sua vez nem um ventinho estão dispostos a encarar por ele”, pensei enojada da atitude dos “admiradores” do Uzumaki, num salto só cheguei a porta do lugar e fui logo entrando, ainda estava lotado lá dentro porque os que estavam abrigados ali não saíram correndo, continuavam ali atrapalhando o serviço dos enfermeiros e médicos enquanto tentavam obter informações, nem bola eu dei, continuei andando sempre em frente em linha reta até o balcão da recepção, derrubando todos que esbarrassem em mim.
– Quero saber onde está internado o Uzumaki-San!
Ordenei a atendente num tom enraivecido, ela apenas olhou para mim com uma cara azeda, que só podia significar “outra vez isso?” e me respondeu o seguinte:
– Infelizmente por ordens de Karin-San não estamos autorizados a passar o número do quarto do senhor Uzumaki-Sama, mas posso lhe garantir que seu estado é estável...
“Estável uma pinoia” pensei imediatamente, não importava se ele estivesse bem ou mal, a resposta seria a mesma, existiam muitos mais pacientes, e caso a equipe médica confirmasse que o Naruto-Kun estava em estado grave, acho que metade de Konoha ia passar a se importar com ele e aparecer ali, impedindo que as demais pessoas recebessem atendimento, eu até podia entender isso, mas aquela vaca da atendente nem em sonho ia me impedir de descobrir o quarto! Quando ela se virou para ir fazer outra coisa eu a puxei pelo cabelo já mostrando meu Byakugan ativado, não estava para brincadeiras.
– Não ligo para quais são suas ordens, eu sou Hinata Hyuuga, a herdeira da liderança do clã mais poderoso de Konoha e exijo ser conduzida até o quarto de Naruto Uzumaki, IMEDIATAMENTE! Entendeu vadia?
Ela apenas me olhou aterrorizada e fez sinal de sim com a cabeça, acho que nunca fui tão intimidante em toda a minha vida, eu soltei a clina daquela égua e ele chamou uma enfermeira mais nova, conversaram por alguns instantes e logo me deu sinal para seguir a garota, andamos por alguns instantes até que me levaram para um local mais reservado do hospital, onde só tinha o pessoal autorizado e os parentes dos outros pacientes. A enfermeira virou para mim e disse:
– Essa é a sala de espera especial, a senhorita pode ficar aqui, Naruto-Sama está internado logo ali depois daquela porta, onde fica a área do hemocentro, qualquer mudança no estado dele iremos avisá-la primeiro.
Nem dei bola para essa última parte, foi só ouvir onde meu querido estava que eu fui andando com passos firmes até lá, a moça me seguia pedindo pela alma que eu não podia entrar lá, que era contra os regulamentos do hospital, ali era uma área estéril, seria melhor se eu aguardasse na sala de espera e assim seria informada antes, blá, blá, blá, blá, eu apenas ignorava e continuava em frente, quando estava prestes a adentrar o hemocentro uma mão forte me segurou, virei e vi um homem de acho que um metro e noventa, parrudo, me olhando com uma expressão de desaprovação, trajado com o típico jaleco branco dos médicos, de fato por ali não havia seguranças, pois praticamente todos os membros da equipe do hospital eram ninjas também, ele me disse num tom forte e decidido:
– Não importa quem tu sejas vais aguardar aqui como todos os outros, as regras do hospital são bem claras mocinha!
A enfermeira que tentava me parar antes respirava aliviada, de certo o monstrão era um dos ninjas médicos mais fortes dali, assim do ponto de vista dela estava tudo resolvido, o que a guria não esperava é que eu apenas desse um soco com Juuken da fuça do cara fazendo ele cair inconsciente e entrasse na ala do hemocentro como se nada tivesse acontecido, não olhei para trás, mas tenho certeza que a garota ficou chocada com o que viu.
– Onde está você Naruto-Kun?
Perguntei aflita, fiquei alguns dos mais longos segundos da minha vida tentando achar o quarto do dele, até que olhei para uma vidraça transparente, foi ali que o vi, meu querido anjo loiro, deitado em uma cama, recebendo sangue de uma bolsa pendurada ali do seu lado direito, nenhum sinal daquele sorriso brilhante que mais parecia uma explosão de alegria, suas pálpebras estavam completamente fechadas, ocultando os olhos azuis mais lindos que o próprio céu, o peito completamente enfaixado, um tubo de ar no nariz, e mesmo provavelmente recebendo sangue a algum tempo ainda estava pálido.
– Como isso foi acontecer?
Dessa vez perguntei já sabendo a resposta, tudo culpa dos colegas de equipe, sempre o pondo para baixo, sempre colocando ele em segundo plano, e é claro, a culpa era dele próprio também, eu amo esse cara, mas sinceramente, comigo aqui do seu lado, lutando com todas as minhas forças para poder estar do lado dele, o Baka vai atrás da Sakura, a falsa, metida, que nunca deu valor a ele e ainda por cima sem peito, mesmo quando Naruto recusou a minha confissão de amor por causa dela não lhe desejei nenhum mal, mas agora, ficar de putaria com o Sasuke e por meu amado nesse estado, isso não iria passar barato, na minha mente agora a mensagem era a seguinte “você me paga Haruno”...
– Hinata? O que está fazendo aqui?
A voz que disse isso me era conhecida, me virei, e fiquei surpresa com o que vi.
– Falando no diabo...
Foi o que eu disse ao me virar e encontrar justamente a maldita rosada que estava acompanhada por Tenten, Ino, Shikamaru, Chouji, Kiba e quase todo mundo que fez o exame Chuunin no ano do ataque do Orochimaru, exceto o Neji é claro, que eu deixei para trás, lá no clã... Creio que eles tinham sido chamados para controlar uma “maníaca” que entrou a força no Hemocentro e atacou um médico, mas jamais suspeitariam que a tal “maníaca” era eu. Normalmente eu ficaria encabulada e corada ao ver tanta gente que eu conhecia me encarando de uma vez só, mas aquela jamais seria uma ocasião normal, apenas perguntei com certa raiva na voz:
– Qual é o estado dele? Porque o peito está enfaixado?
– Ele foi ferido no peito pelo Chidori do Sasuke, mas vai ficar bem, já está estável e deve sair do coma nas próximas horas e ter alta daqui uma semana, mas ainda sim você não devia estar aqui!
“Quem é ela para me repreender?” foi isso que pensei naquele momento, mas tudo que consegui pronunciar foi algo bem diferente:
– Ele estar assim é culpa das suas putarias com o Sasuke?
Todo o grupo ficou me encarando com uma cara de surpresa, tudo bem que eu já não era mais nem de longe aquela garota tímida de antes da guerra contra a Akatsuki, mas falar diretamente assim, em um tom irritado e dizendo o palavrão “putaria” era demais para as pequenas mentes deles assimilarem de uma vez só... Sakura foi pega de surpresa com meu questionamento e tentou me enrolar:
– Não é hora para isso Hina, o melhor é irmos para a sala de espera e torcermos por ele...
Fiz ela parar de falar botando minha mão frente ao rosto dela, “Hina é o caralho” pensei, qualquer mulher que fosse acusada de ser puta iria negar imediatamente, ainda mais se fosse inocente, naquele momento a evasiva da Haruno foi toda a confirmação que eu precisava...
– Não te dei intimidade para me chamar de “Hina”, então se valoriza seus dentes nunca mais me chame assim, CADELA DO PELO ROSA!
Nossos jovens colegas ninjas, a equipe médica, visitantes ocasionais e até mesmo os pacientes ficaram surpresos e ouviram em alto e bom tom aquele que em pouco tempo viria a se tornar o segundo nome da Sakura na vila, “cadela do pelo rosa”. A rosada ainda tentou argumentar algo, mas não deu muito certo...
– Hinata eu...
Não deixei que terminasse a frase, não queria saber de desculpa fúteis, e a interrompi, não com um tapa, mas com uma bela cabeçada no nariz, quebrei-o com tudo! E antes que alguém esboçasse alguma reação aproveitei que a “cadela do pelo rosa” estava caída e lhe dei a chave de braço mais apertada que eu podia, ela lutava para se libertar, mas eu fazia cada vez mais força, e quando estava prestes a partir o braço dela todos os nossos “amigos” apareceram me agarrando e parando o golpe, forçando que eu a soltasse, mesmo depois de a terem libertado eu ainda dei uns pontapés antes de a levarem para longe, após nos separarem caí fora dali, não queria escutar que exagerei nem nada, não tinha uma gota de arrependimento em todo o meu corpo, pelo contrário, fiquei triste de ter sido parada antes de arrancar o braço dela fora. Antes que pudesse sair do hospital uma voz irritada chama por mim:
– Eu não acredito que justo agora que você ia servir para algo veio fazer escândalo no hospital!
Virei e vi que era meu pai, estava acompanhado de Neji de Hama, “de onde tiraram essa oferecida?” foi o que pensei na hora, meu pai veio até mim, com uma cara de desaprovação e de repulsa por minha pessoa, ou seja, a feição que dirigia para mim desde que eu era pequena.
– Sua fracassada, és uma vergonha, eu não te queria aqui!
Ele levantou o braço para me dar uma bofetada, mas então aconteceu algo que nem eu, nem Neji, nem a oferecida da Hama, e qualquer pessoa do meu clã esperava: Eu me adiantei, e parei o a mão dele antes de levar o tapa, na sequencia, tirei uma kunai da minha bolsa ninja e coloquei na mesma mão que levantou contra mim, que a pegou sem entender direito, então expliquei o gesto:
– Se quer mesmo morrer, usar isso para cometer suicídio vai ser bem menos indolor que me provocar.
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– Como assim o Naruto e Sasuke foram internados? Uma epidemia na contenção de Konoha, dois assassinatos contra poderosos ninjas portadores de linhagens sanguíneas avançadas e agora você vem me dizer que o Uzumaki e o Uchiha foram hospitalizados após se confrontarem? Alguém por favor me explique o que esta acontecendo por aqui hoje!
Quem bravejou vou Tsunade, que estava a beira de um colapso nervoso após ser informada que Naruto estava hospitalizado, era só o que faltava, todo o trabalho para evitar tumulto que tinha tido impedindo que informações sobre a epidemia na prisão e as misteriosas mortes dos ninjas tinha sido em vão, pois com os ninjas mais famosos de Konoha fora de ação era impossível manter os civis e mesmo os próprios shinobis calmos... E ainda por cima existia a possibilidade de um inimigo oculto estar por trás de tudo, era muita coisa dando errado ao mesmo tempo.
– Alguém por favor me de uma notícia boa se não vou enfartar aqui!
– Hai, Hai! Acho que cheguei em boa hora então!
Tsunade se vira para a janela imediatamente, tinha reconhecido a voz, mas era inesperado demais o dono dela aparecer por ali bem no momento crítico, porém não havia erro, a pessoa parada na sacada de seu escritório era ninguém senão o filho do Canino Branco de Konoha, Hatake de Kakashi.
– Kakashi! Finalmente você voltou, que ótimo, vai ser mais fácil contornar essa crise com você por aqui, mas espera! Já que está de volta isso significa... Meu Kami! Trouxe aquilo com você?
Kakashi ficou em silêncio por alguns segundos, tinha uma cara fechada que chegou a assustar a Hokage, mas logo seu rosto assumiu uma feição alegre, com o tradicional sorriso preguiçoso.
– Você está correta Hokage –Sama! Konoha está oficialmente de posse da arma ninja mais antiga e poderosa já criada!
Tsunade quase caiu da cadeira, tudo bem que pediu por uma noticia boa, mas aquilo era demais, quase como se o destino fosse uma criancinha a rir-se enquanto prega peças irônicas, era bom demais para ser verdade.
– Como foi que você conseguiu isso?
– Acho melhor deixar a nosso cargo explicar Hokage –Sama de Konoha!
Tsunade se vira dessa vez para a porta, onde em pé estavam as duas figuras que chegaram junto de Kakashi ao portão da aldeia mais cedo.
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Eu mesma estava surpresa comigo, tinha acabado de ameaçar de morte aquele homem que foi sempre a razão de todo o meu sofrimento, eu devia me sentir mal por dizer isso para meu próprio pai, mas não, acho até que me senti ótima extravasando a minha fúria de tantos anos de mágoa.
– Estou farta de você e de tudo que representa! Quero distância de seus princípios e tradições idiotas que só fazem sofrer os que estão a sua volta!
Hiashi estava atônito, aquele bibelô, frágil e sensível ao ponto de ser irritante, estava lhe desautorizando? Como? Isso não iria ficar assim...
Meu pai fez uma cara se espanto após o tapa e as palavras duras que eu proferi, mas depois sua feição passou para o mais puro ódio, deferindo palavras mais duras que podia:
– Como você ousa! Você sempre foi inútil, um estorvo, uma vergonha! E agora acha que pode me desafiar? Você não passa de um fracasso!
Aquelas palavras normalmente me desmontariam de tão sensível que eu costumava ser, mas após ver meu querido Naruto-Kun ferido no Hemocentro, acho que essa parte da minha alma morreu, dando lugar a algo mais sombrio, era o que se poderia chamar de ironia.
– Sim claro, sou tão patética que deixei minha própria irmão ser morta no meu lugar para salvar minha própria pele! Espera! Esse não foi você?
Meu pai foi pego de surpresa outra vez, acho que nunca imaginou que eu fosse usar isso contra ele, se bem que ninguém tocava no assunto dentro do clã de medo de ser punido. Do outro lado da rua Neji estava suando frio, não esperava que eu fosse enfrentar meu pai assim, e ainda mais mencionar o nome do pai dele!
– Ora sua...
– Não termina a frase que te afrouxo os dentes velhote!
Fiquei em posição de luta, não queria nem saber, chega de ficar na mão de um cara que por mais que meu genitor fosse, me negou o carinho básico que qualquer mamífero dá a suas crias. Ele percebe que a coisa estava esquentando e se põe em guarda também, todos ficavam olhando algo inimaginável: Líder e herdeira dos Hyuuga lutando em plena rua.
– Você acha que isso vai ficar assim? Como chefe desse clã posso mandar te prender por tais ofensas!
– Não tão perto do eclipse lunar do outono, para alguém tão apegado as tradições você está meio esquecido, para não ser presa eu só tenho que fazer o desafio!
Ele arregalou os olhos assustado, provavelmente pensou que eu jamais teria coragem para o desafio do eclipse lunar de outono.
O que Hinata não sabia era que Hiashi não arregalou os olhos por causa do desafio em si, por um momento manchas negras eram visíveis nos olhos da moça, o que deixou o líder dos Hyuuga estarrecido, pouco depois as partes pretas somem dos olhos da Hina, fazendo seu pai crer que foi tudo impressão o que viu, “óbvio que me enganei, é impossível essa garota ter o Byakugan Eterno...”.
Porém acho que não era nosso destino lutar, naquele instante vários gritos de horror são ouvidos por toda a parte, uma multidão desesperada se forma na frente do hospital, eu e meu pai trocamos olhares rápidos e logo desfizemos as posturas de luta, verificar se estava tudo bem na vila é a prioridade dos shinobis de Konoha a qualquer tempo, avançamos em direção ao tumulto, foi difícil abrir caminho, mas logo chegamos ao centro da aglomeração, onde os médicos desesperados tratavam um shinobi com as duas pernas e o braço direito arrancados! E tinha uma ferida no olho esquerdo que com certeza lhe causaria cegueira naquela órbita, o pobre diabo estava ensopado de sangue.
– Por Kami! Quem ou o que faria uma coisa assim!?
Após exclamar, começo a olhar mais atentamente para aquele pobre homem mutilado, aquela pele, o desenho do rosto, não me é estranho, na realidade parece bem familiar, algo que já vi muito, sim eu o conheço, mas de onde?
– Ai meu deus... Não pode ser... Iruka-Sensei!
Foi o que eu gritei desesperada ao reconhecer o meu antigo professor de academia todo machucado, brutalizado, como isso aconteceu? Aparentemente mesmo naquele estado o Iruka-Sensei reconheceu minha voz, virou para mim e falou em um gemido desesperado:
– Fuga Hina-chan... Monstros...
Uma explosão se ouve, começa um incêndio ali perto, gritos de desespero por todos os lados, o caos sem instaura.
– E agora o que fazemos?
Perguntei sem escutar resposta, pior, o que vi era lago que jamais esqueceria, aparecendo do nada, saltando pelos telhados e destruindo tudo que encontravam pela frente... Como diria o próprio Iruka, Monstros! Eram criaturas horrorosas deformadas, com garras, uma quantidade assombrosa de chakra, usavam uniformes de prisioneiros rasgados, e bem, a cabeça deles era num formato que lembrava uma...
– Raposa!
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HINATA TÚNEL DO TEMPO OFF
Hinata e Sasuke agora estavam chegando perto da primeira capitania a ser vasculhada, faltava pouco, Hinata segurava seu desejo de matar o Uchiha, ainda mais agora que relembrou a origem de todo aquele ódio, a putaria dele com a “cadela do pelo rosa”, mas agora não era boa hora para isso, tinha que jogar as cartas certas, observá-lo, saber seus pontos fracos, olhando para as constas dele algo chama a atenção da moça:
– “Desde quando ele carrega duas espadas nas costas... E uma delas com mais chakra que um Bijuu?”.
Perguntou-se desconcertada em pensamento, algo definitivamente estava muito errado naquela história, e a morena iria descobrir!
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– Então é só isso que você tem?
Quem perguntou foi Killer, num tom desdenhoso, a sua frente estava um Naruto completamente machucado, sangrando por várias partes no corpo, o Uzumaki não entendia o que estava acontecendo, não importava a técnica que tentasse contra seu oponente, nada dava certo, Killer sempre contra-atacava com um jutsu estranho e dava um jeito de atingir o Uzumaki.
– Como ele pode usar ninjutsus que eu nunca vi?
Perguntou chocado o loiro, não acreditava que uma parte de si podia ter um repertório de técnicas bem maior que o seu, se bem que Killer sempre foi bem mais esperto que ele, apesar de ser apenas parte de seu subconsciente, mas ainda assim alguma coisa estava muito estranho, Naruto ficou olhando detalhadamente para Killer, não sabia ao certo o que fazer, estava metido numa boa encrenca, a personalidade alternativa ao ver que seu original apenas limitava-se a analisar a situação falou com certa ironia na voz:
– Tentando adivinhar meu próximo movimento? Vamos lá otário, porque não tenta me perguntar?
Naruto caiu na provocação, começa a liberar grandes massas de chakra tipo vento e o Rasenshuriken, Killer apenas fica rindo enquanto o loiro monta seu jutsu, o que deixa seu adversário ainda mais furioso, Naruto lança o Rasenshuriken, mas as coisas não saem conforme o esperado...
– Nani?!
Naruto viu bestificado um enorme carvalho crescer do nada em frente a Killer bloqueando o ataque, na sequencia dezenas de árvores crescem ao redor do Uzumaki que fica preso em seus galhos, sem conseguir mover-se.
– Mokuton no jutsu? Mas isso é impossível! Mesmo os descendentes diretos do primeiro Hokage não conseguiam usar isso! O que está acontecendo aqui?
– Meu caro Naruto, acho que você não percebeu a verdadeira natureza dessa luta, não estamos combatendo em um lugar real, e sim dentro de sua mente, e como Tanahi já havia dito para você quando nos conhecemos, é fácil demais para nós consciências extras controlar o fluxo de chakra do cérebro em que estamos, eu posso moldar esse lugar como eu bem entender! E dessa forma usar as técnicas que quiser também!
– Mas se isso é genjutsu como pode me ferir? Não deveria passar de ilusão.
– É tudo uma questão de saber identificar a realidade em que se está, num espaço imaginário de sua mente como esse aqui, o que poderia ser mais real que ilusões criadas pelo fluxo de chakra do cérebro?
Naruto não entendeu o que Killer queria dizer, esse por sua vez apenas faz uma série de selos e ateia fogo às árvores que prendiam o Uzumaki, agora o loiro está encurralado em meio as chamas, Existirá escapatória?
CONTINUA...
Então gente! Tudo bem! Estamos já em 84 comentários e conto com vocês para passarmos dos 100 logo já nesse sétimo capítulo! Essa fic só tem sido um sucesso graças a ajuda de vocês que são meu estímulo e inspiração! Até terça que vem! Beijos nas minhas leitoras lindas e joinha pros leitores marmanjos!
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