About This Girl I Know.
10 I've found out a reason for me
Leana Silver;
Todos resolveram passar no Starbucks e de repente, cada um foi para algum lugar diferente. Val foi não sei pra onde com o Matt, Gena foi para o apartamento de Zacky e bom… Eu fiquei lá, olhando a cara dele. E ele olhando a minha.
James Sullivan;
O que eu devo falar? Caralho, essa mulher me deixa tonto. Vou tentar ser amigável. Acendi um cigarro e perguntei se ela queria um, mas ela só fez um não com a cabeça. Poderia ter se esforçado para puxar algum assunto, mas ela está me forçando a fazer isso.
- Eu moro aqui desde que eu nasci. — ela abriu a boca pra falar algo mas logo a fechou, então não fiquei esperando que abrisse de novo e continuei. — Então eu conheço vários lugares aqui. E acredite, existe lugares aqui muito bonitos, que quase ninguém conhece. Tem que ter muito tédio pra sair por aí explorando. — Ela continuou calada, acho que estava tentando saber onde eu queria chegar, mas para ser sincero nem eu sabia onde eu queria chegar. Respirei fundo e enfim perguntei. — Posso te levar a um dos meus lugares favoritos?
- Adoraria. — Ótimo. Uma palavra.
- Vamos, entre no carro. É meio longe.
-
- Você me contou sobre os seus pais, é tudo verdade? — Olhei para ela e então olhei para o riacho onde eu havia levado-a. Uma floresta no meio do nada. Não acho que ela me odeie, se odiasse não iria vir aqui, poderia pensar que eu queria estuprá-la ou algo assim. Me perdi em meus pensamentos, balancei a cabeça para voltar a realidade e assim responder a pergunta dela.
- Olha Lea, eu nem lembro o que eu fiz nesse dia, como vou lembrar se o que eu falei era verdade?
- Me chame de Leana.
- Não. — Ela fez uma careta e começou a rir, mas sua risada foi parando quando eu não mudei minha expressão. Mas não aguentava, comecei a rir também. — O que eu falei sobre meus pais?
- Que seu pai teve um caso com a sua mãe quando estava casado, e ele nunca admitiu que você era filho dele.
- Sim, logo aquele filho da puta não deixou nada do seu testamento para mim. Então quando ele morreu minha mãe e eu ficamos muito pobres. Fomos morar na casa da minha vó, que não era uma pessoa de muito dinheiro, mas tentava ajudar a gente o máximo que podia. Até o dia que ela morreu e a minha mãe não tinha condições de sustentar duas pessoas e eu não conseguia arranjar dinheiro de jeito nenhum. Fui morar sozinho, falei para ela não se preocupar, mas eu sei que seria em vão. Não tinha onde morar, fiquei por seis meses em uma lavanderia.
- Nossa! Que horror, isso você não havia me contado. Sinto muito por isso.
- Pois é. Você acha, que quando se mora em uma lavanderia, suas roupas sempre estão limpas. — eu parei um pouco e olhei para seus lábios. — Pois é, mas eu quebrei essa regra também. — Nós dois começamos a rir.
- E como a sua mãe está agora?
- Morta.
- Você não tem mais ninguém?
- Só minha irmãzinha Amy. Ah sim, eu não mencionei. Minha irmã Amy morava com o meu avô. Ele não morava com a minha vó, eles brigavam muito e não precisavam um do outro. Ela morava com ele porque… Ah, sei lá por que, a vovó era muito mais legal. — minha risada durou um segundo — mas certo dia Amy me ligou desesperada falando que nosso avô não acordava mais, e bom, ele não estava mais respirando. E bom, eu tive o mesmo problema que a minha mãe, não conseguia nem me sustentar, muito menos sustentar minha irmãzinha. Só que não queria dar mais um problema para a minha mãe. Falei que ia dar um jeito, e um dia nós seríamos ricos, só nós três. Felizes para sempre. Eu era um imbecil, só 17 anos, o que eu estava pensando? — parei um pouco para olhar para ela, depois peguei um pedaço de grama e comecei a brincar com ela em meus dedos enquanto continuava. — bom, quando eu tinha vinte anos e Amy quinze, mamãe morreu. Não faz tempo sabe, agora eu tenho vinte e dois. Mas eu estou me sustentando, estou melhorando de vida. Estou conseguindo pagar uma escola particular para Amy e ela não me decepciona. Diz que quer ser médica. — deixei escapar um sorriso e uma lágrima.
- Você está bem? — perguntou Leana, não consegui olhar em seu rosto. Funguei e limpei minhas lágrimas. Respirei fundo e assim tive coragem de olhá-la.
- Sim.
Leana Silver;
Fiquei com pena, sua história era mais complicada do que ele havia me contado naquela noite, ou pelo menos, do que eu lembrava. Puxei-o pelo braço e o fiz deitar em meu ombro e fiquei brincando com seus dedos. Fiquei surpresa quando ele pegou na minha mão. Senti meu coração acelerar. Merda. Ele devia estar ouvindo meu coração agora. Me afastei um pouco dele, mas isso fez com que ele olhasse em meus olhos. Estava hipnotizada por aqueles olhos azuis e meu corpo começou a chegar mais perto do dele, eu comecei a me sentir quente. Quando me dei por mim, nossos lábios estavam selados começando um beijo, e então ele me puxou para o seu colo.
Ele começou lentamente a tirar meu casaco e eu a tirar as roupas dele. A cada roupa que nós tirávamos, mais aumentava aquele calor, as batidas do meu coração e nossos movimentos.
-
James Sullivan;
Quando eu abri meus olhos, já era de noite. Olhei para o lado e vi que estava de conchinha com a Leana, fato que fez com que eu corasse e minhas mãos começassem a soar. Ouvi um barulho vindo do carro, era o seu celular. Tinha umas vinte chamadas perdidas da Valary, mas não queria acordá-la, fiquei com pena.
Sentei perto dela e acendi meu cigarro e fiquei admirando-a dormindo. Como ela era linda.
Fale com o autor