About My Name

1 About my name


Quando pequena, Hermione achava seu nome fantástico. Não havia ninguém com nome igual e ela podia imaginar que era uma princesa – não eram princesas que tinham nomes diferentes que ninguém mais tinha? Passava longas tardes na varanda da casa, com uma coroa de papel que ela mesma tinha feito enfiada na cabeça e uma toalha amarrada ao pescoço para fingir uma capa, murmurando ordens aos seus bichos de pelúcia. Para ela, ser princesa significava ser mandona.

Aos 12, Hermione começou a perceber que seu nome não era tão fantástico assim. Escolhido por sua mãe, uma grande estudiosa da mitologia grega e também muito fã de Homero, a garota começou a odiar seu nome. Vinha piada de todos os cantos: como seu nome era esquisito, que era nome de velha, que ela era a única no planeta com aquele nome. Foi por isso que ela chegava em casa e ia direto ao computador pesquisar outras pessoas que tinham o mesmo nome que o seu. E tinha, mas tão poucas e insignificantes que nem valia a pena anotar para mostrar àqueles idiotas que caçoavam. A principal pessoa, que sempre aparecia em qualquer pesquisa, era uma personagem mitológica: Hermíone, filha de Helena e Menelau, uma garota abandonada pela mãe e que futuramente pediria a seu primo – a quem já tinha sido prometida — matar o marido por ciúmes da amante deste e no fim, virou rainha.

Com aquela história horrível na cabeça e alvo de muitas piadas, Hermione cresceu, tentando não se importar tanto assim. Ao longo dos anos, vira muita gente com nomes esquisitos. No ensino médio, tinha uma colega chamada Calliope, cuja mãe também compartilhava das mesmas loucuras por mitologia grega que a sua. E outras tantas pessoas que carregavam no nome homenagens à avós ou bisavós, o que tornava mais esquisito. No fim, acabara se acostumando àquele nome tão único.

Na faculdade de Literatura – assim como sua mãe, ela tinha predileção pelo assunto – conheceu um garoto, que ficou estranhamente fascinado com seu nome. Era um rapaz muito pálido e com olhos azuis muito claros, que tinha sentado ao lado dela em uma aula de Literatura Greco-latina e que, com muito custo, Hermione tinha conseguido arrancar mais do que palavras monossilábicas dele. Quando finalmente tinham conseguido entabular alguma conversa, a resposta dela ao “qual é seu nome?” viera acompanhada de uma careta discreta, quase imperceptível.

“Qual o problema com o seu nome?”, um dia ele perguntara, quando o horário da aula recém tinha acabado.

“Apelidos e zoações demais na escola”, ela deu de ombros, tentando parecer indiferente. Embora não se importasse tanto, às vezes vinha o desejo de ter um nome mais comum.

“É mais interessante que o meu, por exemplo” ele não era dado a sorrisos, mas um pequeno repuxar de lábios poderia muito bem ser considerado um sorriso propriamente dito. “Que é tão comum e sem graça. Poderia ser Horace ou Gellert, mas eu apenas sou mais um Tom Riddle na multidão”.

E deu de ombros, arrancando uma risada da garota. Há alguns meses os dois tinham se aproximado nas aulas e levavam aquela aproximação para fora dela. Tudo por causa daquele nome tão esquisito e que ela detestava tanto na maioria das vezes.

Notas finais
Bem, eu tenho algumas considerações a fazer sobre a história: 1º Não sei escrever TomMione, apesar de amar o casal por causa de uma certa autora (themuggleriddle) aqui do Nyah; 2º Sempre imaginei o Tom cursando Medicina (por influência dessa autora) e Hermione cursando Literatura ou História. No caso dessa fanfic, também imagino o Tom numa cadeira de Literatura mais por curiosidade mesmo hahah; 3º Tom odiando seu nome, como sempre; 4º Senti saudades de postar algo, a última fanfic que eu publiquei foi em 2015 e desde então produzi poucas coisas... espero retomar a criatividade para escrever! Obrigada por lerem, deixem um review ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!