Notas iniciais
é eu demorei, a história é complicada de escrever porque tem mil personagens nesse mundo, eu fiquei sem pc por semanas e sinceramente, tem tão pouco feedback que eu nem sei se vale o esforço. Infelizmente ou não, eu gosto muito do casal para não dar um final digno para eles, então, não esperem muito mais capítulos. Mas eu vou terminar a história.

Ronel Rivers era um dos muitos filhos bastardos de Walder Frey. Ele tinha uma cara de cavalo alongado e lembrava muito um garoto que Willas costumava bater quando ainda tinha uma perna boa. Ele andava de um lado para o outro no grande salão do castelo e parecia nervoso ao máximo. Willas estava sentado no mesmo lugar com os tios, Sor Garth e Sor Gunthor, ambos haviam vindo de Vilhavelha para o casamento de Willas, e ficariam mais alguns dias para conversar sobre o desenrolar da guerra.

O que nenhum deles esperavam, nem o próprio Willas, foi a visita do bastardo Frey alguns dias após a pequena cerimônia que marcou o começo da nova vida de Sansa Tyrell e Willas, o garoto vinha em nome do Rei do Norte, o irmão, por casamento, de Willas.

Os tios de Willas cochichavam baixinho atrás de si, enquanto o próprio pensava de deveria ou não chamar a esposa, decidido que Sansa já havia visto demais da guerra, Willas acenou para os guardas, que empurraram o garoto até o meio do salão.

“Majestade...” O garoto começou, ambos os tios e Willas riram. “Eu-Eu d-digo, m’lorde.” Ele abaixou a cabeça e esperou.

“O que o menino lobo deseja com meu sobrinho?” Perguntou Garth Tyrell, o Grosso.

“Eu trago uma mensagem do Rei... Hum” O menino limpou a garganta e ergueu o rosto, encarando Willas diretamente. “Ele deseja um encontro em território neutro, afim de conversar sobre a irmã mais nova...”

“Eu não tenho nada para falar sobre minha esposa com o seu rei, garoto.” Willas pôs-se em pé, e mesmo dependendo da bengala, estava imponente e grandioso. Os tios sorriram orgulhosos do menino que finalmente estava saindo da bolha de autopiedade que tinha se colocado para assumir o papel de herdeiro de Jardim de Cima.

“Senhor, m’lorde...” O garoto segurava o chapéu de lã com força entre os dedos, olhando o tempo inteiro para os guardas no salão. “Ele apenas deseja um encontro amistoso... Ele irá desarmado.”

Willas encarou um dos tios por cima do ombro, que acenou minimamente com a cabeça. Ele não era um tolo que governava sozinho, Jardim de Cima era grande e precisava de todos os seus lordes em acordo em qualquer decisão para tudo fluir bem.

“Avise o seu rei, que se ele quer um encontro, que ele venha até mim nas Ilhas do Escudo, quando ele chegar, eu irei até ele.” Willas pareceu pensar por uns segundos, o garoto agora encarando o chão. “Melhor, diga ao seu rei, que eu desejo tratar com a mãe de minha esposa e que ele tem a minha palavra que nenhum mal ocorrerá com ela.” Garth soltou um riso rouco, e voltou a beber do seu vinho. “Ou a mãe ou ninguém. Agora parta.”

O garoto saiu praticamente correndo do salão, deixando o sobrinho com os tios.

“Por que a mãe e não o próprio Rei do Norte?” Perguntou Sor Gunthor.

“Porque é mais difícil para a mãe fugir com a minha esposa.” Willas levou a caneca de hidromel até os lábios, a perna latejando dolorosamente hoje mais do que nos dias normais. “Não somos tolos, nós todos sabemos o que o garoto deseja, ele quer levar minha esposa embora.” Willas coçou a barba e fechou os olhos.

“O garoto seria tolo a ponto de comprar essa briga com você?” Um dos tios perguntou, com os olhos fechados ambos soavam o mesmo para Willas.

“Ele não tem nada a perder, tem? Jardim de Cima já está vinculado com os Lannisters na guerra, os mesmo Lannisters que maltrataram minha mulher enquanto ela era refém lá, e provavelmente os mesmo Lannisters que estão bufando de ódio agora que o casamento entre Sansa e eu virou noticia. Afinal, a rainha ofereceu um saco de ouro pela cabeça ruiva de Sansa.” Willas sorriu pensando em como a cabeça ruiva de Sansa era linda.

“Eu não tinha concordado com esse casamento de começo...” O Grosso disse, cuspindo no chão, para o desagrado de Willas. “Porém, parece que a menina lobo está colocando alguma coisa nessa sua cabeça... Ou você anda colocando alguma coisa nela, uh?” Ele riu, e Willas franziu o cenho sentindo a raiva crescer levemente dentro dele. “Tanto faz quem está colocando em quem, mas você se tornou um homem melhor e agora eu estou seguro que Jardim de Cima vai ter um lorde a altura.” Ele mordeu um pedaço da perna de javali que tinha na mão e limpou os dedos na calça de veludo. “Apesar, que depois do idiota do meu irmão qualquer lorde seria bom...”

“Tio, eu levo muito em consideração seus conselhos, acho que você é um grande líder de guerra, mas se tratar minha esposa de maneira tão desrespeitosa novamente, teremos um problema. Se vocês me dão licença.” Willas se ergueu, e saiu do salão, nem esperando pelas devidas mensuras dos tios.

Bufando de raiva e dor, ele mancou até a sala do Mestre Lomys, entrando sem bater e sentando-se sem jeito na cadeira estofada perto da janela.

“Senhor.” O mesmo cumprimentou quando saiu da saleta acoplada. “Algum problema?” Ele perguntou encarando a cara de dor de Willas.

“Meu joelho.” Willas gemeu.

“Ah, sim, bem, acho que já está na hora de sangramos seu joelho.” Sem muita delicadeza Lomys sentou-se ao pé de Wilas, e com um pequeno canivete rasgou a calça de couro cozido de fora a fora. O joelho de Willas estava vermelho e inchado, franzindo o nariz, Lomys procurou por um balde colocou embaixo do joelho de Willas. Erguendo-se ele procurou pelo quarto e encontrou a mistura que procurava. “Tome, leite papoula, quando acordar isso já vai ter terminado.”

Willas bebeu o leito dissolvido e aguardou apenas alguns minutos, antes de sentir a escuridão lhe levar.

Quando Willas acordou estava em seus aposentos, o vento frio entrava pela janela aberta e ele se encontrava completamente nu na cama, ao seu lado ele podia ver a forma de Sansa, que estava sentada lendo com uma vela ao lado da cama.

“Sansa...” Ele chamou com a voz rouca, tentou se mexer, mas sentiu a dor no joelho e parou de imediato.

“Não se mexa.” Ela alertou um pouco tarde, enquanto erguia o corpo e andava até a janela, a fechando. “Garlan o trouxe depois que fez o sangramento do seu joelho, o mestre me avisou que você deve ficar alguns dias na cama, até as feridas se fecharem.” Ela andou até ele na cama e se deitou, colocando a cabeça de Willas delicadamente contra os seios pequenos e macios. “Volte a dormir, querido.” Ela acariciou os cabelos negros dele, e ele sorriu. “Amanhã seu joelho doerá menos e alguns dias tudo vai estar melhor.”

Quando Willas acordou de novo, o corpo da mulher estava enroscado no seu, mantendo-o quente e até suado, ele sorriu contra o cabelo parcialmente ruivo e inspirou fundo, ele não aguentava mais esperar que a cor natural do cabelo dela voltasse por completo. Com um sorriso no rosto, Willas desceu beijando o pescoço pequeno e macio dela, mordendo na junção com o ombro, e ouvindo um murmúrio enquanto ela acordava.

“Bom dia, marido.” Sansa bocejou, se aproximando mais do corpo dele.

“Bom dia...” Willas respondeu lambendo sensualmente a clavícula dela, a mão dele encontrou facilmente o meio das pernas da garota, e lentamente ele começou a alisar as dobras macias e molhadas dela. “Já pronta para mim esposa?” Ele perguntou rouco, sugando novamente o pescoço alvo.

Sansa gemeu e apertou o ombro dele, a outra mão deslizando pelas costas grandes e lisas de Willas, os lábios se encontraram e quando Willas estava se virando para deixar a esposa o montar, alguém bateu a porta com urgência.

“Quem é?” Willas perguntou sentando Sansa em seu colo e ignorando a dor no seu joelho e no seu pau, que começou a latejar. Sansa riu, ficando vermelha, mas deslizou lentamente pela extensão de Willas, soltando um gemido baixo quando estava preenchida. Willas tentou se sentar, mas foi empurrada bruscamente de volta a cama.

“Você está doente, eu cuido disso.” Ela disse rindo baixinho, enquanto seu cabelo castanho-avermelhado fazia uma cortina ao redor do seu rosto.

Willas prendeu um gemido enquanto ela se mexia em cima dele, a pessoa do outro lado da porta batendo novamente.

“QUEM É?” Willas gritou, e fechou os olhos, sentindo sua mulher deslizar cada vez mais rápido. “Devagar, eu não vou conseguir segurar.”

“Tem gente esperando você.” Ela respondeu, explicando porque quicava tão rápido e com força, fazendo o som de pele contra pele expandir pelo quarto.

“Sou eu, o Garlan.” Uma voz risonha respondeu do outro lado da porta. “Está muito ocupado, preciso conversar com você. É importante.”

“S-só um minuto.” Erguendo os quadris Willas sentiu Sansa se comprimir contra ele, jogando a cabeça para trás e dando um grito mudo, enquanto ele apertava a cintura dela com força e liberava sua semente fundo dentro dela. Sansa sorriu travessa e se baixou beijando rapidamente os lábios do marido.

Depois ela se ergueu e arrumou a roupa de dormir, que nem tinha sido tirado do corpo, cobrindo o marido com o cobertor de lã, ela se enrolou em uma manta quente e abriu a porta para o irmão de Willas.

Garlan franziu o cenho e sorriu de lado.

“Irmã.” Beijou delicadamente os dedos de Sansa e encarou Willas com um olhar preocupado.

“Eu vou ir arrumar o meu banho,” Sansa comentou, andando até a beirada da cama e arrumando o travesseiro do marido. “Marido, Sor Garlan.”

Quando a porta se fechou Garlan riu.

“Eu achei que você estivesse de repouso.” Comentou se servindo de do vinho perto da porta, e andando até a beirada da cama.

“Eu estou de repouso...” Willas riu de lado e fechou os olhos, o membro agora flácido ainda úmido da intimidade da mulher.

“Isso chegou hoje, acho melhor você ler.” Agora a sombra de sorriso no rosto e Garlan tinha sumido, dando ar a um homem sério de batalha.

O pequeno pergaminho tinha o lacre quebrado, o que era normal, já que toda correspondência passada pelo Mestre antes de ir para Willas.

Willas correu os olhos pela mensagem, e respirou fundo, encarando o irmão mais novo.

“Convoque o avô em Vilhavelha e traga a nossa avó de Porto Real...” Ele disse baixo, apertando o pergaminho com força.

“Eu já o fiz, imaginei que ia querer os bodes velhos por aqui, afinal eles tem mais cérebro que todos esses lordes juntos.” Willas deu um sorriso leve. “Quer ajuda para ir para o banho?” Garlan perguntou, preocupado com o irmão.

“Sim...Peça para me preparem um sem nenhum óleo ou erva, arde que é um diabo nas feridas do joelho.” Comentou, esquecendo por alguns segundos o pergaminho entre seus dedos.

“Relaxe irmão, eles não podem tocar nela, e eu já deixei dois dos melhores guardas a vigiando discretamente, não queremos alarmar sua ruiva, certo?”

“Não, não queremos...” Willas encarou o pergaminho novamente, a mensagem queimando em seu cérebro.

Soube do seu casamento, e lhe desejo toda a felicidade, espero que aproveite bastante, enquanto usa de algo que ainda é meu. Receberá o saco de ouro prometido pela cabeça dela, afinal, um Lannister sempre paga suas dividas.

Notas finais
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