Abismo

2 Martírio


Notas iniciais
capitulo II, hahahhaha pode ser meio grandinho, mas é para se uma historia curta, se alguem estiver achando cansativos por favor comente ^.^ INTE GENTE!

Ao levar o pequeno garoto para dentro deu ordem para que alguma das criadas arrumasse algo que coubesse no pequeno, já que o mesmo se encontrava encharcado.

Quando a empregada trouxe a muda de roupa Akira despiu o menino não deixando de se surpreende pelo estado do corpo do pequeno garotinho, tão pequeno com o corpo coberto por cicatrizes e hematomas por toda a extensão de seu frágil corpo, Akira trocou as vestes do pequeno após o aconchegado debaixo das cobertas de seu Futon.

– Você deveria se preocupar com sigo mesmo antes de se preocupar com os problemas alheios. -Akira disse de forma branda não podendo deixar de aquecer o coração do mais velho, em saber do esforço que o garoto fazia por si.

O mais velho reparando o horário não pode deixar de notar que havia deixado passar dia e não tinha comido nada seu estomago reclamava pela falta do alimento. -Acho que verei se a velha Amy não deixou nada preparado para mim? E se ela não pode preparar a uma boa sopa, para você pequeno- disse Akira acariciando os cabelos do menininho desacordado.

Akira foi ate a cozinha encontrando a velha Amy muito zangada.

–Se ela pensa que me submeterei a ela esta muito enganada eu sirvo a esta família muito antes daquela garota pensasse em passar o primeiro batom. -Dizia a senhorinha rechonchuda e baixinha de cabelos negros, mas que se encontrava com muitos fios brancos.

– O que houve Amy-chan?- disse Akira à pequena que ele considerava como sendo a pessoa mais próxima de si naquela casa, não que sua relação com o pai não fosse boa, mas Amy era como uma avó para o moreno, e apesar de ser uma criada Amy era tratada como se fosse um membro na família, e naquela cozinha nem o chefe se atrevia a dar opiniões.

–Ora... O que houve aquele novo chaveirinho de Akito-sama, acha que pode dar ordens em minha cozinha!- dizia a velha baixinha de costas preparando o Cury que seria servido no jantar, o moreno por sua vez encontrava-se comendo uma maçã.

– E o que você fez em resposta a este atrevimento senhorita?-Dizia Akira, enquanto levantava uma sobrancelha em curiosidade.

– Eu corri atrás dela com a frigideira!- disse com um sorriso de satisfação.

Akira não deixou de rir ao imaginar a confusão- É isso então... Amy-chan, faça uma sopa para o garotinho por mim, ele precisa se aquecer!

– oh sim... Não podemos deixar o seu pequeno amigo esperando!

–Estou indo ao quarto vê como ele está?

– Akira! Eu fiz muito mal em correr atrás do chaveirinho com a frigideira?

– Não, fez certíssimo, esta cozinha é sua... Ninguém pode dar opinião, caso alguém venha reclamar fale para falar comigo. Disse abraçando a senhora.

Akira saiu da cozinha e foi em direção ao seu quarto, se sentou em uma poltrona próxima ao futon e reparou que o pequeno despertará.

–Oh..boa noite!- disse sorrindo ele estava sendo gentil com alguém que não fosse Amy, ele estava surpreso com sigo mesmo por isso- sentisse melhor?

–Sim... Eu preciso proteger você, Akira-tan!

–Você já disse isso, mas do que exatamente você precisa me proteger garoto? E como um garotinho como você planeja fazer isto?

–Eu... Eu.-os olhos ardiam e enchiam de água- você não vai acreditar assim como os outros!

–Tente. -A voz de Akira de em nenhum momento se tornou agressiva era confortante e quente.

–Eu vejo coisas. – sussurrou Ren.

– Que tipo de coisas? –Indagou o moreno

– São coisas ruins que querem machucar as pessoas! Aquela moça quer machucar você Akira, eu não sei por que, mas eu não quero que você se machuque! Não vou deixar! –Disse o menininho dos olhos escarlate que trasbordava lagrimas.

– Está tudo bem. -Disse o mais velho afagando os cabelos negros — Seu pai sabe que você esta aqui?

–Ele e Hiiroko estão viajando.

–Seu avô e aquele moreno da festa?

– Vovô foi para o Afeganistão, tio Saito esta na universidade.

Então o Moreno chama-se Saito, belo nome– pensou Akira, mas se repreendendo logo depois, focando-se no garotinho a sua frente- Os empregados e mordomos?

–Não sei...

O moreno mais velho respirou fundo analisando o que fazer e decidiu deixar o garotinho passar a noite lá já que o céu parecia desabar lá fora.

–Daqui a pouco Amy trará sua refeição então você ira descansar, amanha te levarei para casa! Tudo bem assim?-disse esfregando os cabeços negros da cabeça do menininho.

–HAI!!! -Disse sorrindo

Garoto estranho... Pensou Akira, mas nunca em toda a existência do moreno mais velho alguém que acabara de conhecer se preocupou tanto com ele, o garotinho dos olhos escarlate havia domado o coração daquele grande homem.

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Quando Amy chegou para servir o jantar do novo amigo do bocchan, Amy não pode deixar de admirar a sena, que presenciou: o jovem Akira sentado no tapete assistindo ao rei Leão em seu notebook, que se achava apoiado a uma mesinha baixa, enquanto um pequeno ser de cabelos negros se encontrava com a cabeça apoiada em seu colo, o menininho se assemelhava a um gatinho pedindo pela atenção de seu mestre.

–Com licença. -Ambos olharam para Amy- Desculpem incomodar o momento de lazer, mas eu trousse o jantar.

A palavra jantar soou como se fosse à palavra mais especial que alguém poderia dizer ao ouvidos de Ren-chan, que pulou do colo do maior e se sentou em posição para poder saborear o alimento.

O maior dos morenos por sua vez, riu da atitude do menino, que ficou com vergonha pelo ato antecipado.

–Ola, não estou tanta fome assim... só estou sendo educado em obedecer a senhora, tio Saito diz que temos que obedecer e escutar os mais velhos!-Mas foi só o cheiro da Cury chegar a suas narinas que sua barriga denunciou a mentira.

O mais velho não se conteve e riu mais abertamente sento seguido pela senhora que trazia o jantar.

–Ola essa... -Disse o Ren-chan todo envergonhado.

– Coma logo Ren a comida de Amy-chan é divina!- especulava o mais velho.

–Você sempre exagera em seus elogios Akira, mas modéstia parte esse Cury esta delicioso!- Dizia a senhora já servindo a bandeja sobre a mesinha que outrora servia de apoio para o notebook do mais velho.

O jantar ocorrera sem contratempos, muito animados por parte de Amy-chan que teimava em contar as historias de quando Akira era uma criança e aprontava pela residência ou de como o pequeno Akira aterrorizava as pretendentes de seu pai, Akira prontamente respondia Dizendo que não fizer nada que Amy e os demais membros da família coçavam de vontade de fazer aos Chaveirinhos.

– Eu não acredito que Akira-tan fazia isso!-dizia o pequeno de olhos escarlate

–Pois é a moça ficou tão aterrorizada com os sapos no vestido que nunca mais voltou!- dizia a senhora com uma cara de aprovação.

– Podem para com isso.. Eu nunca mais tentei algo depois que eu completei 13 anos você sabe Amy.... Meu pai já vinha tendo um caso mesmo ante de minha mãe morrer e fora por culpa de uma dessas piranhas que ela... Ela...DROGA!

Akira não disse mais nada após esse episodio, o moreno possuía cicatrizes em seu coração, cicatrizes ainda não curadas completamente e era isso que fazia com que ele fosse um alvo fácil, nas mãos de seja La quem fosse que vinha atormentando-lhe.

–Desculpe Akira eu não queria lhe trazer essas memórias novamente meu anjo, mas é preciso perdoar seu pai completamente e deixar de descontar a sua raiva em você mesmo. — Disse a senhora ao se levantar recolhendo a lousa pondo-as nas bandejas e saindo do quarto não antes de dar um beijo de boa noite no pequeno Ren e acariciar os cabelos de Akira. –Boa noite meninos!

Fechando a porta logo em seguida, Ren olhou para o moreno e viu um pedaço da marca formando-se nos braços do mais velho, era de coloração rósea e laranja –Magoa- Ren não sabia o que fazer ao Certo sabia que tinha que salvar Akira, mas como?

O pequeno se moveu e segurou à mão do mais velho, ele sentiu algo diferente como se a marca passasse para si, e isso o deixava exausto, após tocar Akira sua mente vacilou por uns instantes, ele cairia se o mais velho não o tivesse apanhado e o colocado em seu futon, cobrindo e ajeitando mesmo. — Agora vá dormir! Eu vou buscar um futon em dos quartos de hóspede e já volto, é bom já estar dormindo a hora que eu voltar!-Disse serio, mas em sua voz e olhar Ren-chan pode observar carinho, um sentimento estranho se apossou do garotinho, era o mesmo sentimento que sentia em relação à Saito, era uma mistura amor e carinho que o pequeno sentia por pouquíssimas pessoas, e ele mentalmente prometeu que protegeria as essas pessoas com sua pequena vida se fosse preciso.

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Akira voltou alguns minutos depois com o futon, o forrou próximo ao de Ren vendo que o moreninho já estava dormindo, pegou o notebook e terminou e conferiu as demandas das drogas achou estranho uma das contas de demanda não estarem batendo, algo naquela área não estava indo bem, logo teria de averiguar talvez o gerente não estivessem pagando a quantia correta, isso seria problemático, o jovem desligou o aparelho já imaginando a dor de cabeça de lidar com aqueles velhos pervertidos da área 13, se acomodou em seu futon não antes de checar a temperatura do moreninho, Akira pensou se ter Ren próximo a si era o mesmo de ter um pequeno filhote ou quem sabe um irmão caçula, o moreninho despertava a vontade de Akira de protegê-lo. Após alguns minutos Akira adormeceu.

O mesmo sonho novamente...

“Estava novamente no casebre abandonado, pequeno e frágil Akira de 9 anos. O pequeno Akira, subindo por uma escada de madeira novamente desta vez atraído pela melodia de um piano, para o mesmo quarto anterior, ao se aproximar do quarto desta vez ele não encontrou um fantasma, mas sim sua amada mãe sentada tocando piano, ela sorriu para ele e o pequeno Akira andou em direção a ela e a abraçou, mas o abraço foi interrompido... Quando ele olha para a mulher a sua frente ela se transforma em um demônio não era sua amada mãe, mais ali e sim Shisuko Ringo, uma das tantas amantes de seu pai, Akira se desvencilhou dos braços da mulher e correu...

O coração de Akira falhou por um instante e o medo o consumiu de tal forma que seu único pensamento foi fugir correr o mais rápido possível. Ele desceu correndo a escada correndo em direção ao local onde estaria a porta pela qual entrará a alguns instantes. Ela não estava mais lá... Ele ouviu algo o chamar –A..KI..RA!!! Ele me deixou e a culpa é SUA, Se você e Aquela piranha não existissem ele seria meu, MORRA AKIRA!!! Dizia a fantasma enquanto o perseguia Diferente do sonho anterior ele rumou para a sala de estar onde possuía uma imensa janela, o pequeno Akira abriu a mesma enxergando apenas a escuridão, ele olhou novamente para trás vendo a fantasma se aproximar e pulou para a escuridão... Ou pelo menos tentou, mas sentiu um par de mãozinhas o segurando era como se uma luz o tivesse acordado”

–AKIRA....TAN AKIRAAAA ACORDAAA!!! Disse a voz sofrida, Akira abriu os olhos e sentindo de imediato o frio, era Ren a voz que lhe chamava, quando o mais velho abriu os olhos eles estavam em cima de uma ponte a baixo existia um rio, Akira estava segurando com apenas uma mão enquanto seu corpo se encontrava pendurado... Ele não tinha forças para subir seu corpo era como se sua consciência estivesse ali, mas seu corpo não o respondia, Ren estava agarrado ao braço pendurado do maior chorando e tentando puxa-lo para cima, mas era inútil... Akira olhou para seu corpo constatando a marca que ele vira no outro dia agora a mesma lhe cobria todo o corpo sendo livre apenas a cabeça e o braço que estava agarrado à barra de proteção.

–Akira aguenta, vou te tirar daí... -Dizia o pequeno menino.

Droga Akira não conseguia se mexer, atrás de Ren, ele observou a sobra de Shisuko Ringo.

–Me solta Ren você vai cair também, anda pirralho!!

–NÃO, VOU SOLTAR, AKIRA É MEU, NÃO VOU TE ENTREGAR PARA ESSA VELHA!! EU VOU TE PROTEGER!!

Era disso que menor se referia... Droga ele sabia o que iria acontecer, lagrimas começaram a escorrer dos olhos escarlates, as mesmas caiam sobre a pele do mais velho e o queimavam era uma dor insuportável, mas aos poucos era como se, aquelas lagrimas queimassem a marca em si... Mais lagrima vieram à tona o menininho parecia muito cansado... As lagrimas estavam extraindo as forças dele. –AKIRA É IMPORTANTE!!! VOU SALVA-LO, EU NÃO VOU PERDER MAIS NINGUEM, NÃO... Importa como! A ultima parte foi sussurrado, Ren estava tão cansado que até falar se tornava complexo, uma ultima lagrima caiu sobre o mais velho fazendo a marca desapareceu por completo, ele estava “LIMPO”, O controle de seu corpo retornou. –Ren se afaste um pouco. -disse o mais velho. O moreninho parecia não querer.

– Agora esta tudo bem, eu prometo que não vou cair!

O Ren acenou com a cabeça.

Akira agarrou com as duas mãos a barra de ferro e subiu, o moreno ao pousar sobre o tablado da velha ponte se jogou cansado em cima do mesmo, aquela noite estava sendo louca demais para a cabeça de Akira, mas uma coisa era certa naquela hora se o pequeno de olhinhos escarlate não estivesse ao seu lado, era bem provável que nem a sua cabeça estaria interira para poder pensar em algo, alias ele se levantou para ver o menino e a surpresa e o desespero tomaram conta de si novamente, Ren se encontrava desmaiado no chão, Akira arrumou forças de onde ele nem imaginava que existia e se dirigiu ao pequeno. Akira o chamou esperou que houvesse alguma resposta do pequeno, mas ele parecia não se mover, Ren estava queimando em febre, sua respiração estava lento, Akira prontamente checou o pulso do pequenino, mas também encontrava se lento e fraco. Akira sem pensar duas vezes pegou o pequeno em seus braços e saiu correndo, estava escuro, a rua estava molhada pela chuva intensa que caia, mas ele precisava encontrar ajuda, precisava encontrar socorro ou o pequeno menino morreria.

Akira correu ate que finalmente chegou a uma avenida, próximo a um farol e o primeiro carro que viu para em frente ao sinal vermelho abriu a porta e entrou, o motorista do carro não entendeu, e achou que fosse um assalto.

– Por favor, não me mate eu tenho três filhos! -Implorava o motorista ele nem havia reparado na criança nos braços do homem maior, mas também um homem grande e intimidador como Akira, não seria estranho pensarem nele como um assaltante ou sequestrador.

–Dirija, para o hospital mais próximo!!!!- Akira ordenou e sua voz soou tão feros que o coitado do motorista não seria louco de desafiá-lo.

Em todo o trajeto ate a chegada ao hospital Akira segurou Ren em seus braços, o moreno nunca havia pedido tanto aos céus para poupar a vida de alguém como pedia naqueles instantes.

Ao chegar à porta do hospital Akira correu novamente com o menino não se importando com nada apenas adentraram no hospital, as enfermeiras desesperadas pela súbita entrada do moreno tentavam acalma-lo enquanto ele pedia por um medico logo a maca chegou e o mais velho posicionou o pequeno menino sobre ela, e estava ajudando a levá-lo para dentro quando foi barrado por três enfermeiras.

– O senhor não pode passar desse ponto me desculpe!- uma enfermeira mais gordinha dizia.

–Como assim eu não posso, eu posso e vou. não vou deixar o garoto sozinho!-Akira tentou argumentar porem foi inútil.

– São normas do hospital o senhor deveria se sentar e...- a enfermeira nem terminou de falar a mente do moreno se tornou turva e ele desmaiou ali na frente das enfermeiras.


Meus olhos estão tão pesados...

Notas finais
"Escute a canção aqui no meu coração Uma melodia que comecei mas não consegui completar Escute a canção que vem do meu interior Ela é só o começo para encontrar a libertação..." Listen -Beyoncé
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.