Abacaxi Zumbi - O Início
10 Capítulo 10
- Alguém precisa descer até lá e pegar a arma que estava com ele. -afirmou Juan, se levantando.
- Pera... Qual seu nome, o menino loiro? -eu perguntei, olhando para o humano.
- Sou Mário! E o seu?
- Andreia... Enfim, acho que você devia descer e pegar a metralhadora?
- Por que eu? Aliás, eu estava sozinho e não era obrigado a me arriscar, vocês que vão! -Mário começou a falar irritado.
- Pois estamos aqui unidos há mais tempo, se você morrer, não vai fazer tanta diferença! -exclamou Gabriel.
- Vai à merda! -disse Mário saindo da escola.
Voltamos para frente da janela, e quando olhamos, estava Mário pegando a arma, que estava em cima do cadáver de Cremildo.
Estava tudo ocorrendo tão bem, quando de repente o idoso voltou com um abacaxi na mão e começou a agredir o Mário:
- Seu velho cuzão! Você vai ver só uma coisa! -falou Mário levantando a metralhadora.
Então começamos a ouvir os tiros, cada vez mais rápidos, até que então o cérebro do idoso saiu rolando até a ladeira que dava ao cemitério.
Mário novamente veio subindo a escola, dessa vez armado e mais forte:
- Me dá a arma! -falou Gabriel.
- Vai se foder, seu panda imundo! Vou te dar é um murro no meio da cara, seu fedido! -respondeu Mário, arrumando a arma e calçando as botas que havia roubado do cadáver do Cremildo.
A madrugada havia chegado e todos estavam muito tensos, enquanto o grupo dormia, um ficava acordado, vigiando pela janela.
Haviam muitos gritos vindo do lado de fora, estava cada vez mais impossível de dormir:
- AHHHHHHHHHHHHHH! Larga a minha virilha, seu Abacaxi petulante! AHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! -uma voz desconhecida.
- Está cada vez mais insuportável aturar isso, parece que essa merda nunca vai ter fim! Precisamos fazer algo! -falou Juan tentando pensar em alguma coisa.
- Olha, eu tive uma ideia... Mas precisamos de um carro! Na rua Flocky, logo depois da ponte que dá para o rio das Cristalinas, tem um laboratório, e pelo que ando vendo, os Zumbis estão vindo de lá... -respondeu Mário, ao comentário de Juan.
- Então você acha, que alguém pode estar controlando eles?? -perguntou Larissa, já interessada.
- Mas é claro! Aquele velho imundo, do Abacaxilson, seria incapaz de fazer isso!
Então resolvemos deixar o dia chegar, até que preparamos tudo, malas, roupas, armas, colocamos água e comida. A única coisa que faltava era o carro. Mas a cidade estava dominada, não faria diferença de pegar o carro da polícia.
A viagem era longa, e estávamos dispostos a acabar com esse vírus, que já estava contaminando a cidade toda. Apenas os mais ricos sobreviviam, as casas trancadas e acima dos morros mais altos.
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