- Alguém precisa descer até lá e pegar a arma que estava com ele. -afirmou Juan, se levantando.

- Pera... Qual seu nome, o menino loiro? -eu perguntei, olhando para o humano.

- Sou Mário! E o seu?

- Andreia... Enfim, acho que você devia descer e pegar a metralhadora?

- Por que eu? Aliás, eu estava sozinho e não era obrigado a me arriscar, vocês que vão! -Mário começou a falar irritado.

- Pois estamos aqui unidos há mais tempo, se você morrer, não vai fazer tanta diferença! -exclamou Gabriel.

- Vai à merda! -disse Mário saindo da escola.

Voltamos para frente da janela, e quando olhamos, estava Mário pegando a arma, que estava em cima do cadáver de Cremildo.

Estava tudo ocorrendo tão bem, quando de repente o idoso voltou com um abacaxi na mão e começou a agredir o Mário:

- Seu velho cuzão! Você vai ver só uma coisa! -falou Mário levantando a metralhadora.

Então começamos a ouvir os tiros, cada vez mais rápidos, até que então o cérebro do idoso saiu rolando até a ladeira que dava ao cemitério.

Mário novamente veio subindo a escola, dessa vez armado e mais forte:

- Me dá a arma! -falou Gabriel.

- Vai se foder, seu panda imundo! Vou te dar é um murro no meio da cara, seu fedido! -respondeu Mário, arrumando a arma e calçando as botas que havia roubado do cadáver do Cremildo.

A madrugada havia chegado e todos estavam muito tensos, enquanto o grupo dormia, um ficava acordado, vigiando pela janela.

Haviam muitos gritos vindo do lado de fora, estava cada vez mais impossível de dormir:

- AHHHHHHHHHHHHHH! Larga a minha virilha, seu Abacaxi petulante! AHHHHHHHHHHHHHHHHHH!! -uma voz desconhecida.

- Está cada vez mais insuportável aturar isso, parece que essa merda nunca vai ter fim! Precisamos fazer algo! -falou Juan tentando pensar em alguma coisa.

- Olha, eu tive uma ideia... Mas precisamos de um carro! Na rua Flocky, logo depois da ponte que dá para o rio das Cristalinas, tem um laboratório, e pelo que ando vendo, os Zumbis estão vindo de lá... -respondeu Mário, ao comentário de Juan.

- Então você acha, que alguém pode estar controlando eles?? -perguntou Larissa, já interessada.

- Mas é claro! Aquele velho imundo, do Abacaxilson, seria incapaz de fazer isso!

Então resolvemos deixar o dia chegar, até que preparamos tudo, malas, roupas, armas, colocamos água e comida. A única coisa que faltava era o carro. Mas a cidade estava dominada, não faria diferença de pegar o carro da polícia.

A viagem era longa, e estávamos dispostos a acabar com esse vírus, que já estava contaminando a cidade toda. Apenas os mais ricos sobreviviam, as casas trancadas e acima dos morros mais altos.