Ab Aeterno
8 Finalmente Ilíria!
Notas iniciais
Bem, romance in air!!!
espero que gostem!!!
Pela manhã tivemos que descer pela rocha bem cedinho.
Thomas levou Sophie até lá em baixo. Depois de muitas discussões, Thomas decidiu ir no mesmo Arclaro que eu, fomos juntos eu, ele e Sophie. Tudo isso para Stephen ir sozinho em um Arclaro.
Thomas murmurava e acalmava Sophie durante toda a viajem, eu fui atrás dele, ele no meio e Sophie na frente. Os Arclaros corriam desesperados, sabiam que esta era uma área perigosa. Estávamos perto da floresta Fiugiri, o lar de metade de todos os Rognarüs, podia-se sentir a tensão em cada músculo dos Arclaros ao passar por aquelas áreas.
− Se nosso deus ainda nos protege o peço com todas minhas forças para que o faça − Thomas disse beijando a cabeça de Sophie.
Ele estava tenso, podia sentir...
Ouvimos barulhos vindos da floresta. Os Arclaros quase dobraram a velocidade. Sophie gemia tremendo de medo.
− Sophie querida, fica calminha.
Ela chegou mais para trás para ficar colada em Thomas, parecia querer se esconder dentro de Thomas. Thomas gritou para toda a caravana ouvir.
− TODOS SIGAM PARA O SUL!!! TEMOS QUE SAIR DAQUI, RÁPIDO!!!
Todos os Arclaros se viraram para o sul. Ouvi Thomas murmurar que pelo desvio chegaríamos um pouco atrasados. Os Arclaros rugiam alto, foi quando vi o primeiro Rognarü, Thomas também o viu, Sophie gritou e Thomas abraçou. O Rognarü veio correndo. Thomas estava assustado...
Com muito esforço os Arclaros correram ainda mais, isso era o bom de Arclaros, eles tinham muito mais mobilidade nas corrida por serem felinos, toupeiras não correm tão rápido...
Saímos da área de alcance dos Rognarüs.
− Agora daremos a volta!
Já era meio dia, os Arclaros estavam molhados de suor, Thomas não autorizou a parada; ele disse que enquanto não dessem pelo menos 14 horas de viajem não pararíamos. Thomas estava decidido de que chegaríamos ainda hoje em Ilíria. Acho que ele estava certo, não era tão longe acima de Arclaros.
Quando deram umas três da tarde todos estavam morrendo. Thomas autorizou a parada perto de um oásis, todos os Arclaros correram para a água, desci Sophie e dei água para ela, ela estava desidratada e muito cansada. Thomas olhou para ela com um pouco de pena.
− Quando chegarmos em Ilíria, vou pagar uma pousada descente para que vocês possam dormir uma noite de paz. Tenho dó da pequena, ela não tem culpa de nada. Não acredito que poderia tê-la matado no passado.
− Às vezes obedecer a uma ordem não é o melhor a fazer... Thomas, você a trata tão bem, por quê?
− Mamãe to com fome... − Sophie falou baixinho.
− Aqui pequena − Thomas tirou um pedaço de pão de dentro de uma de suas bolsas. − É tudo que tenho a oferecer...
− Obrigada papai.
Thomas arregalou os olhos quando ela disse “papai”, ele olhou para mim como se o mundo estivesse acabando. Mas logo um sorriso preencheu o lugar da surpresa, ele passou a mão pelos cabelos de Sophie e olhou para mim.
− Vem comigo, ela vai ficar segura aqui, só quero falar rapidamente com você...
− Meu bem eu vou ali e já volto.
− Não demora mamãe.
Eu e Thomas andamos ate ali perto.
− Desde quando ela te chama de mamãe? − Ele perguntou.
− Faz algum tempo, mas chamá-lo de papai foi bonitinho.
Ele sorriu.
− Foi. − Durante alguns estantes pro céu − Belle, temos que ir, senão não chegamos hoje.
Ele chamou todos e saímos, os Arclaros estavam suados e pareciam morrer de cansaço. A partir daquele lugar a viagem seria mais tranqüila.
Sophie estava cansada e adormeceu encostada em Thomas. Como sempre parecia um anjinho com seu cabelo negro, este que balançava ao vento como uma cortina de seda.
Thomas se virou e sorriu para mim, murmurou baixinho “ela é um anjo...”. Dei um sorrisinho.
Me encostei nele e adormeci também, a viajem seria calma... Ao menos era isso que eu esperava...
− Psiu, chegamos... − Thomas disse me acordando.
Abri os olhos e tive a visão mais linda de toda minha vida. Era uma cidade com um castelo no meio, a cidade era toda dourada, deduzi que fosse toda de ouro.
Lindas plantas estavam por todos os lados, as flores tinham cheiro especial e deixavam a cidade de ouro colorida. Era como um oásis no meio de deserto, um oásis de ouro. Havia muitos poços de água por todo lado. Thomas sorriu para mim, provavelmente sorrindo da minha cara de espanto.
Então os Arclaros pararam na frente dos portões. Tinham quatro guardas fortemente armados de grandes lanças de dente de Rognarü, Thomas desceu, ele tirou a capa que vestia e apontou para o rei. Novamente ele falou na mesma língua desconhecida de quando eu o vi pela primeira vez.
Então os homens abaixaram as lanças e abriram os portões.
− Desçam, os Arclaros não entram aqui.
Então ele veio até mim e desceu-me primeiro.
− Sophie... vamos, acorde. Já chegamos, agora poderá comer tranquilamente, venha...
Ela abriu seus lindos olhos delicadamente, aquela menina tinha nascido para ser uma princesa!
− Papai, vai ter comida gostosa...?
Ele pareceu se assustar novamente.
− Sim... Vai ter um banquete te esperando.
Ela sorriu e pulou no colo dele. Ele me olhou com aquela cara “Nunca esperaria isso” e a arrumou em seu colo, e seguiu com ela. Dei um sorriso animado, aquilo era tão fofo.
Fomos até o castelo e Thomas seguiu conosco até um quarto, era gigante e decorado com móveis brancos; as toalhas, cortinas, lençóis e fronhas eram azuis. Só havia uma cama de casal.
− Vocês ficarão aqui esta noite.
− Quando meu banquete vai chegar? − perguntou a pequena sonolenta.
− Quando eu tomar um banho decente, afinal, faz nove meses que não tenho um chuveiro; venho banhando-me em córregos e rios nos oásis onde paramos. Tudo que quero é entrar em imersão em uma banheira com sais de banho e ervas de diferentes tipos.
Nós duas sorrimos.
− E você pequena fará o mesmo, largue do Thomas e venha, vou te dar um banho caprichado!!!
Ela começou a sorrir com seu lindo sorriso inocente. Thomas a deixou no chão e eu a peguei no colo.
− Papai não demora... Tô com fome...
Thomas sorriu.
− Não, papai não vai demorar... Vou tomar um banho caprichado mais não demorado. Acho que sua mamãe também vai precisar de um bom banho. − disse ele olhando para mim. − Não, tenho certeza! − ele caiu na gargalhada. − Então vamos fazer assim, papai vai tomar banho, enquanto isso você toma banho; depois papai vem buscar você, então vamos para cozinha e então sua mamãe toma banho. Pode ser?
− Sim. − disse ela animada.
− Vem logo então meu bem. − eu disse puxando-a pelo braço.
− Tchau papai.
− Tchau princesa.
Então levei-a para o banheiro e liguei o chuveiro, peguei uma esponja e um sabão e comecei a ensaboá-la. Olhei nos produtos que haviam numa prateleira, havia shampoos, condicionadores, cremes de hidratação e cremes corporais; em nosso tempo isso era uma coisa a qual só os ricos teriam direito.
Peguei os produtos para cabelo e cuidei do lindo cabelo de Sophie. Seus cabelos antes emaranhados e opacos agora brilhavam e estavam tão sedosos que escorriam pelos dedos. Ela estava feliz.
Agora eu podia ver sua pele bronzeada novamente, antes ela estava toda suja de terra e fuligem, já agora estava linda. Tirei-a do banheiro e olhei pelo quarto, provavelmente deveriam haver perfumes lá. Procurei e como imaginava lá estavam eles dentro do armário.
Passei perfume moderadamente nela e vesti o lindo vestidinho que estava sobre a cama. Prendi o cabelo negro para trás deixando visível agora seu delicado rosto de pele bronzeada e seus lindos olhos. Ela estava tão linda quanto uma princesinha.
Alguém bateu na porta, logo deduzi que era Thomas.
− Entre.
Então a porta se abriu e eu não reconhecia mais o homem que estava entrando.
Era Thomas, eu tinha quase certeza.
Ele usava roupas caras e bordadas com fios de ouro. Seu cabelo estava preso para trás e agora sua pele parecia sem branca, as mãos cobertas por uma luva branca e sapatos nos pés que estavam tão lustrosos que podia ver meu reflexo neles. Ele era um homem nobre agora.
− Surpresa?
− Sim... − respondi.
− É isso que um bom banho pode fazer. Falando nisso, agora nossa princesinha esta mais princesinha que nunca!!! − ele a pegou no colo e levantou-se. − Vou levá-la para que você possa relaxar.
− Obrigada.
Ele murmurou um “De nada” e saiu conversando alegremente com Sophie.
Fui para o banheiro e liguei a torneira da banheira novamente, passei rapidamente pelo chuveiro para tirar a minha sujeira. Passei shampoo e coloquei o creme hidratante, prendi o cabelo para cima e fui para a banheira. Joguei os sais de banho e entrei em imersão.
Não sei por quanto tempo permaneci ali, só sei que quando saí estava completamente enrugada. Tirei o creme de hidratação de meu cabelo e passei o condicionador. Quando saí do banheiro meu cabelo estava uma seda...
Olhei e um lindo vestido rosa estava encima da cama, era rodado e cheio de frufrus. Vesti-o rapidamente e desci em busca de Thomas.
Tive de ir perguntando para todo mundo onde ficava a cozinha de tão grande que era castelo. Quando cheguei a cozinha Sophie estava melecada de comida e Thomas brincava com ela.
Dei um sorriso e então os dois olharam para mim. Thomas parecia encantado... Sophie estava de queixo caído (Literalmente).
− Mamãe, a senhora está linda... − disse Sophie sorridente.
Corri ate ela e dei um beijo na bochecha.
− Obrigada amor!
− Belle... Nunca te vi tão linda... − disse Thomas com sua expressão indecifrável.
Tentei dizer algo, mas não sabia o que dizer. Esse era um daqueles silêncios constrangedores. Então ele se aproximou de mim, talvez essa não fosse a melhor saída, na frente de uma criança, mas era a única.
Ele me puxou para si e me deu um beijo.
O meu primeiro beijo era de Thomas, e era dele que queria receber todos os outros.
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