AZ inspirado em TWD
56 O fim!
Notas iniciais
–Gente, não dá. Olha, desculpe e estou sendo chata, mas vocês não podem simplesmente sair assim, sem nenhum preparo e sem armas. E nós não podemos dar as nossas porque são pouquíssimas. Vamos fazer o seguinte: Vocês ficam mais alguns dias enquanto eu e Kayue os ajudamos a treinar.-Proponho. Errantes não são fáceis, falo por experiência própria (NA:mentira, você nunca enfrentou um cara a cara) (NF:cala a boca e continua o capítulo) (NA:tá bom, agressiva).
–Mas nós não queremos incomo...
–Essa bondade ainda vai acabar com vocês. Aproveitem que nós estamos disponíveis, os outros grupos que encontrarem não serão assim. Quer esse rostinho...-Seguro o rosto de Niall virado para ele-...esteja dançando em cima de um palco num daqueles paus de poli dance?-Indago, dramatizando um pouco.
–O QUÊ?! NÃO, EU NÃO!-Grita Niall, se escondendo atrás de Liam.
–Como assim?-Pergunta Harry.
–Kay me contou que passou perto de um lugar assim, onde as pessoas capturadas são obrigadas a dançar contra sua vontade e, se o "telespectador" pagar bem, fazer até outras coisas.-Explico e todos abrem a boca, exceto Harold.
–Niall, quer ir lá?-Brinca Zayn, tentando segurar o riso.
–Não deixa eles me levarem, Lee!-O loiro se abraça à cintura de Liam forte e o mesmo cora um pouco.
–Eles não vão, estão brincando, baixinho.
–Hey, o baixinho aqui é o Louis!-Ele revida, fazendo bico sem perceber e cruzando os braços. Liam o encara profundamente e lhe dá um beijo na bochecha.
–Tá, mas você não é mais alto que eu, então sempre será um baixinho pra mim.-Diz, com um sorriso debochado enquanto Niall está de cabeça baixa, mais vermelho que um tomate, por causa do ato de "Lee".
–Isso é muito kawaii e eu shippo vocês a partir de agora, mas vamos voltar logo porque se o bundudo acordou, ele vai nos matar!-Puxo o pulso de Harry e Zayn, mas o topetudo arranca o pulso e puxa Liam, colocado o pulso dele na minha mão.
–Não vamos confiar demais.-Diz ele, estreitando os olhos.
–Awwnt! Ciúmes!-Que fofo, ai meu Deus (NA:desculpa para quem não shippa Ziall ou Niam, porque eu acho fofo e não gosto muito de Ziam, mas não se preocupem, não vai passar de beijo na bochecha para quem quiser interpretar como bromance, quem quiser interpretar amor, interpreta amor e agradamos todo mundo!)
Depois de andar de volta para o ônibus, vejo ao longe um baixinho quase vermelho de raiva e uma loira tentando acalmá-lo.
–Eles já vem, Louis!-Fala ela.
–Errado, estamos aqui.-Corrige Harry.
–POR QUE FIZERAM ISSO? NÃO SABEM O QUANTO EU FIQUEI PREOCUPADO, IDIOTAS! VOCÊS NÃO PODIAM TER ME ACORDADO E AVISADO: VAMOS SAIR, NÃO?-Grita de uma vez.
–Desculpe, fui eu. Eu não queria te acordar porque você tava tão... tipo... fofo dormindo.-Falei baixinho e olhando para os sapatos de Beth.
–Eu tava o quê?-Ele pergunta por não ter escutado antes.
–Fofo.
–Fala pra fora!
–FOFO, DROGA!-Grito e coro na hora assim como ele. Daryl aparece.
–Nós vamos ficar hoje e amanhã nos mandamos. Não aguento mais ter que olhar pra vocês enquanto tento dormir.-Ele fala mal humorado.
–Nossa, que bicho te mordeu, Dar?-Pergunto.
–A sua cara quando eu acordei.-Respondeu, entrando novamente na "casa". Nossa, que grosso! Espera, será que ele ouviu o fofo? Merda, merda, merda! Daryl não pode ter escutado!
–LOL. Seu namorado tá muito louco.-Comenta Lou.
–Ele não é meu namorado!-Embora eu queira. WHATS? QUE MERDA EU PENSEI AGORA?-Mas eu vou falar com ele.-Subo as escadas e encontro um Daryl tentando dormir, o problema é que ele tava em cima da capa dos meu óculos com eles dentro.-LEVANTA!-Puxo ele com força e tiro a capa, mas ela tá amassada, sorte que só tava um pouco torto.
–Não se pode nem dormir em paz nessa Jossa!-Olho pela janela e parece que todo mundo tava correndo na direção da floresta. Beth vira e faz sinal de espera ai com a mão e logo, pra me ver corar beija essa mão.
–Idiota.
–O que eu fiz agora?-Pergunta o mais alto, indignado.
–Ah, n-não. N-não foi c-com você.-Digo. Por que eu gaguejei? que bosta!
–Certo, eu vou dormir. Você não tá com sono?-Me indaga.
–Pra caramba.-Rio baixinho e sento em uma poltrona, logo, Daryl senta ao meu lado.
–Desculpa, tô com frio e você pegou o cobertor macio.-Ele diz, bem perto de mim.
–T-tudo bem.-Me aconchego e viro para a janela, caindo no sono em seguida.
Não sonhei com nada, legal- Penso, quando sinto uma mão na minha cintura. Abro os olhos e percebo que estou abraçada a Daryl, com a cabeça no ombro dele e as mãos em seu peito, enquanto ele me abraça pela cintura. Sua respiração é calma, acompanho seu peito descer e subir lentamente e então olho para o rosto. Tão sereno que nem parece o mesmo que troca xingamentos comigo. Sem que eu perceba, já estou me aproximando e, levemente, toco seus lábios com os meus, em seguida, tentando voltar ao meu lugar, mas ele me puxa de volta e inciamos um beijo mais intenso. Oh meu Deus, ele tem lábios tão macios. Sinto uma coisa esquisita na barriga, um frio, não acredito que o estou beijando. Nos separamos por falta de ar (Maldito ar!!) e nos encaramos.
–Por quê?-Indaga ele.
–Não sei.-Respondo, confusa.-Eu só acordei e te olhei e ai, poxa, eu não sei, me deu uma vontade louca de fazer isso.-Digo simples.
–SOCORRO, VOCÊS PRECISAM AJUDAR!-Grita Harry lá de fora. Corro até ele e o vejo cheio de sangue nas mãos.
–Harry! Oh meu Deus, o que houve?-Lhe pergunto, assustada.
–Não é meu sangue, nós corremos para a floresta porque ouvimos sons de crianças chorando, mas quando entramos lá vimos que eram dezenas de pessoas, seguimos o tal som e então achamos todos eles prestes a morrer, dentro do que pode se chamar de jaulas com armas apontadas para eles. Armas automáticas que disparariam dentro de segundos e nos desesperamos. Então tentamos abrir as grades, mas quando eu consegui abrir uma parte, tentei puxar uma garotinha, mas as armas dispararam. Ela morreu segurando minha mão. Esmagada pela pedra que nós não tínhamos visto sobre a jaula. Agora estão todos lá, presos em armadilhas, mas eu consegui fugir.-Explica ele. Assustada faço sinal de que ele mostre o caminho e quando chegamos lá, vi que no momento apenas Louis permanecia preso em uma corda. Se ele largasse o galho da árvore, morria enforcado. Niall já estava na ponta, tentando serrar a corda, mas tinha dificuldades. Assim que conseguiu, Harry correu para debaixo de Lou e o mesmo caiu em seu colo. Os dois se abraçaram por longos minutos e então virou um grande abraço coletivo. Ouvimos palmas.
–Esplêndido. Que bonita essa amizade! Seria uma pena se, para um de vocês ficar vivo, os outros tivessem que morrer, não é?-Fala um homem com máscara de anonymous e terno preto.-Que os jogos come...-Atiro uma faca nele e o mesmo cai, tossindo e logo em seguida, morre.
–Que os jogos comecem um caralho, porra. Já passei por muita coisa hoje, falou? Me deixa descansar.-Digo, com raiva. Todos aplaudem e, depois de outro abraço, voltamos para o buzão.
–Daryl, preciso te contar uma coisa.-Falo.
–Pois diga.-Sorri.
–Eu te amo.-Confesso.
–Eu também te amo.-Ele sorri mais e nos beijamos.
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