AZ inspirado em TWD

14 Confissões e passado.


Notas iniciais
Estou inspirada! Vou ser romântica durante dois capítulos, depois comédia. E não pensem que Feryl vai acontecer tão cedo, penso neles pro capítulo 25, por aí.

–Bem, sabe o plano bobo de fingir-me de deprimida? Então, acho que isso não vai ser algo do tipo, nossa que plano incrível! Vou tentar bolar outro plano. Agora já está bem tarde, já jantamos e conversamos, como uma grande família unida. Sabe, eu nunca tive uma família assim. Digo, não que eu seja órfã, eu tenho pai e mãe, ou tinha, mas eles quase nunca estavam em casa, sempre viajando a negócios. Meu pai era empresário e minha mãe modelo, mesmo depois de me ter ela trabalhava nesse ramo, ela era muito linda. Era pálida, alta, magra, loira e tinha olhos verdes, era muito talentosa, meu pai também era bonito, tinha olhos castanhos, moreno, alto, magro e um pouco musculoso. Nunca chegamos a jantar juntos, sempre que tentávamos ligavam para o papai, ou chegava um convite de trabalho para minha mãe, eu sempre sorria e dizia: "está tudo bem, podem ir. Sei que o trabalho de vocês." sorria e lhes dava um beijo de despedida, subia para meu quarto e passava a noite em claro, chorando, quase todos os dias me cortava para expressar a dor que sentia, no dia seguinte tinha que usar pulseiras ou então mangas cumpridas para que ninguém visse como eu era fraca, eu sofria bullyng na escola, todos me chamavam de gorda, uma vez até fizeram uma petição que quase todos, até alguns professores, assinaram. Sempre fui uma garota romântica, assistia filmes e acreditava que um dia iria aparecer um príncipe encantado num cavalo branco, e me tirar daquele lugar horrível, eu era tão inocente, tão frágil, então um dia acordei para a realidade, infelizmente era tarde. Uma vez arranjei um namoradinho, eu tinha 13 anos, achei que seria como nos filmes, mas então um dia o peguei beijando outra menina, a única menina que se dizia minha amiga, a garota que eu confiava, a garota pra quem contei meus maiores segredos. Então eu percebi o mundo, então amadureci, percebi que não existia contos de fadas, e também que se eu quisesse viver em um mundo assim,teria que ser forte. Fui diminuindo os meus cortes, até que sem perceber parei, isso foi aos meus 16, comecei a sair, conhecer gente nova, mas nunca achei alguém que realmente me fizesse ficar corada, que fizesse meu coração acelerar, e nunca me apaixonei verdadeiramente, agora aqui refletindo percebi que sinto algo diferente em relação ao Daryl, não tenho certeza, mas acho que estou me apaixonando, pode ser cedo para dizer, posso estar me equivocando, mas quando estou perto dele sinto todos os sintomas que citei, e ainda mais outros. E veja bem, temos um filho! Não é de sangue, mas nós cuidamos dele e eu o amo mais que tudo. Tenho que dizer isso ao Daryl. Não posso guardar para mim. E amanhã mesmo eu vou lhe dizer.

Notas finais
O que será que vai acontecer?