Notas iniciais
Max sequestrou Érica, mas não conseguiu alcançar o que tanto desejava.

Eu estava completamente perdido, sem rumo, sem saber como escapar daquela situação. Diante de mim, estava Érica, a mulher que busquei durante toda uma década, mas agora, eu não sabia o que fazer. Um turbilhão de emoções me consumia. Amor, ódio, desejo, medo... Todos esses sentimentos se entrelaçavam dentro de mim, deixando-me um desgraçado sem causa. No olhar de Érica, vi o medo refletido em suas pupilas dilatadas, suas lágrimas deslizando pela face, o desespero estampado por se ver refém de mim, sem saber o que o futuro reservava.

— Por favor, Max, me diga! Onde tá o Davi? — implorou Érica, entre lágrimas.

— Está preocupada com ele? Cê não demonstrou essa preocupação quando caí no cilindro de soda. Por que, Érica? — respondi, com raiva borbulhando em minhas palavras.

— É claro que me preocupei. Fiquei desesperada, não sabia o que fazer. Eu e o Davi sempre fomos seus amigos. Por que tá fazendo isso conosco, Max? — respondeu ela, entre soluços.

— Cê tá mentindo. E eu odeio mentiras — retruquei, num misto de desconfiança e ira.

O som da sirene da polícia ecoava cada vez mais próximo, lembrando-me que meu tempo estava se esgotando, e que precisava encontrar uma saída rapidamente.

— O prédio tá cercado, Max. Não há como você escapar. Se entregue, será o melhor para todos. Eu vou dá um jeito de te ajudar, eu prometo. — disse Érica, num tom de preocupação genuína.

— Cê quer que a polícia me pegue, Érica? — perguntei, com um tom ameaçador.

— Não. Não é isso, e que... Max, cê precisa de ajuda... — respondeu ela, apreensiva.

— Vamos dar um passeio. A polícia não vai me impedir, nem que eu precise arrancar um pedaço de você para isso — disse, com um tom sádico.

Meu coração estava dilacerado. Me sentia como uma criança pobre, desejando aquele brinquedo caro e sem poder possuir. Diante de mim, via o olhar de Érica, repleto de medo e horror, testemunhando o monstro que eu me tornara. Mas agora era tarde demais para voltar atrás. Não podia desistir de Érica agora, não importava o que acontecesse. Ela seria minha, quer fosse por bem ou por mal. Segurando firmemente seu braço, arrastei-a até a janela pela qual eu havia entrado.

— Agora desça, temos que fugir logo daqui — ordenei, com urgência.

— É alto, Max. Não consigo descer! — protestou Érica, com a voz trêmula.

— Cê pode sim. Ouça-me, meu amor — falei, afastando delicadamente o cabelo de seu rosto. — Não quero machucá-la. Sua pele é suave, delicada, e não posso feri-la — acariciei o punhal em seu rosto, deixando claro que aquela era uma ameaça implícita. — Mas se você não cooperar, seu rosto será igual ao meu. Assim, nenhum homem mais olhará para você, e será só minha.

Érica respirou fundo, visivelmente assustada.

— Não é preciso me machucar. Farei o que quiser, mas por favor, me diga. O que aconteceu com o Davi?

Recuei, sentindo o ódio queimando em meu peito. Por que ela insistia tanto em Davi? Não podia aceitar que ela o amasse. Ela deveria me amar, apenas a mim.

— Eu o matei! E faria de novo se ele ousasse a te roubar de mim. Cê não entende? É minha, só minha e de mais ninguém — declarei, com frieza.

Uma lágrima brotou em seu olho, escorrendo silenciosamente pelo o seu rosto e morrendo em seus lábios. Ao ver aquilo, me dava conta de que ela o amava profundamente, e nada do que eu fizesse mudaria isso. Como eu invejei Davi naquele momento, como eu queria esse amor todo para mim. Mas era com ele que ela queria está e não comigo.

— Agora desça por essa maldita árvore! E trate de ser discreta. Se a polícia nos pegar, não terei piedade. Passarei o punhal em seu pescoço e arrancarei sua cabeça fora. Se não for minha, não será de mais ninguém. Entendeu, Érica? De mais ninguém!

Com medo, Érica seguiu minhas ordens. Enquanto descíamos pela árvore, percebi que era melhor ir primeiro para evitar que ela fugisse ao alcançar o chão. Não poderia deixar que ela fugisse de mim. Desci primeiro, sempre segurando-a para garantir que não escapasse. Ao chegarmos ao chão, agarrei seu braço e a conduzi até o carro de Davi, estacionado no mesmo local onde o deixei.

A polícia estava concentrada em outra rua, ocupada com a perícia do caso da morte de Juliana. Dirigi-me ao lado esquerdo do carro, onde ficava o banco do passageiro, abrindo a porta para Érica. Foi quando ouvi a voz de Sara Campestrini, próxima a mim.

— Mãos para cima, Maxwell Lenzi! Não dê mais nenhum passo! — ordenou Sara.

Olhei para Érica, que me encarava ainda amedrontada. Ao me virar, vi Sara com a arma apontada para mim.

— Eu mandei você colocar as mãos para cima. Não me ouviu? — insistiu ela.

Agarrei Érica firmemente, pressionando o punhal contra seu pescoço.

— Sinto muito, doutora, mas não vou obedecer a sua ordem — respondi, firme.

— Preciso de reforço aqui na rua trinta e seis. Ele tá aqui na minha frente. – Sara pediu reforço pelo o rádio.

Eu precisava intimidar a polícia, fazer a Dra. Campestrini baixar a guarda para que pudesse fugir. Passei o punhal pelo rosto de Érica, fazendo um corte, e ela gritou de dor, desesperando Sara, que temia pela vida de Érica.

— Pelo amor de Deus, Max. Não faça isso! — exclamou ela, desesperada.

— Eu não terei nenhum receio em cortá-la e comer sua carne ainda viva diante de você! — ameacei, com ódio.

— Max, por favor, não! — Érica gritou, suplicando para que eu parasse.

— Calma, Max! — pediu Sara, tentando acalmar a situação.

— Tô falando sério, doutora. Érica será minha, e ninguém vai me impedir — declarei, determinado.

Puxei Érica para dentro do carro, e me ajeitei no lado do motorista. Com medo de que eu fizesse algo contra Érica, Sara não ousou me impedir.

Parti depressa com o carro enquanto via Hugo se aproximando do local onde Sara estava.

— Sara, aquele era o Max? — perguntou Hugo, ao chegar.

— Era ele sim, o maldito — respondeu Sara, com raiva.

— Sara, cê não deveria ter abordado ele, sozinha. Cê é uma psicóloga forense, não tá preparada para isso! — repreendeu Hugo, preocupado.

— Não importa, não podemos permitir que ele faça mais uma vítima. Aprece Hugo, pegue a viatura e vamos atrás dele. Ele tá com uma refém, não podemos deixá-lo escapar — insistiu Sara, determinada.

— A tropa do Álvaro cuidará disso. Nós vamos ficar aqui — decidiu Hugo, mantendo a calma.

— Então fique você, eu não vou ficar aqui e deixar esse desgraçado escapar. Cê não tem noção do que esse rapaz é capaz. Ele já não é mais dono da sua própria alma — retrucou Sara, decidida a agir.

Sara deixou Hugo parado e tomou a direção de seu carro, determinada a agir. Hugo respirou fundo, resignado, e resolveu acompanhá-la. Aproximou-se do veículo e apoiou-se na porta, olhando para Sara no banco do motorista.

— Você é teimosa! — reclamou Hugo.

— Estamos perdendo tempo — respondeu Sara, já acomodada.

Hugo entrou no carro e Sara deu partida, seguindo atrás de mim enquanto eu corria com Érica na frente do carro deles. Eu estava completamente perdido, escravo desse amor platônico que me dominava e me tornava réu de mim mesmo.

Ter Érica era uma pretensão minha, uma fantasia que me consumia. Imaginava o toque de seus lábios nos meus, minhas mãos percorrendo seu corpo delicado, mas tudo isso não passava de uma ilusão. Eu vivia nessa nostalgia, refém de um amor que só existia em minha mente. Desejava ter o que talvez nunca tive.

Corri apressadamente no carro de Davi, com Érica no banco do carona, enquanto Sara Campestrini e Hugo vinham logo atrás, junto com o restante da polícia. Cortei pela floresta Mossaíh, seguindo o mesmo caminho que anos antes percorri com a turma da professora Maria da Soledad.

— Malditos, eles não podem te tirar de mim! — murmurei, com raiva, enquanto dirigia.

— Cê tá correndo muito, Max. A gente pode se acidentar — alertou Érica, com a mão no rosto ferido.

— Não tema, meu amor. Eu vou cuidar de você! — prometi, tentando acalmar sua preocupação.

Enquanto isso, no carro de Sara e Hugo, ela reclamava da incompetência da companhia de Álvaro Azevedo.

— Essa tropa do Álvaro são todos incompetentes. Ainda não conseguiram alcançar o carro — lamentou Sara.

— Eu acho bom cê diminuir a velocidade, essa estrada tá muito esburacada — advertiu Hugo.

— Eu só vou parar quando eu conseguir por as mãos nesse maldito! — exclamou Sara, acelerando. — Se segura!

Ao me aproximar da fábrica de soda cáustica, acelerei com determinação, arrebentando o portão e avançando com o carro. Com um movimento rápido, puxei Érica para fora do carro e a conduzi pela escuridão da entrada da fábrica.

— Eles não vão conseguir me pegar, eu vou ser mais rápido. Nós dois vamos ser muito felizes. Eu e você finalmente juntos — murmurei, determinado, enquanto a guiava.

O som das sirenes se aproximando ecoava no ar, impulsionando-me a agir com rapidez. Descemos uma escada que levava a um corredor escuro no subsolo da fábrica. O cheiro acre de produtos químicos impregnava o ar.

— Vem, vamos nos esconder. Eles não vão mais nos achar — convidei, passando a mão pelo rosto de Érica. — Você será só minha. Como eu te desejei esse tempo todo.

A adrenalina corria em minhas veias, impulsionando-me a continuar. O som dos passos da polícia ecoava pela fábrica, e eu sabia que não podia permitir que me encontrassem.

— Vem, meu amor! Vamos fugir daqui — chamei, puxando Érica.

Sem perder tempo, adentramos uma sala. Fechei a porta com força, arrastei móveis que encontrei pelo caminho para bloqueá-la.

— Eu não vou deixar eles me pegarem. Nós dois vamos ficar juntos. Não posso mais permitir que ninguém me afaste de você — declarei, desesperado, enquanto alisava o rosto de Érica. — Deixa eu te olhar. Você é tão linda!

Érica estava aos prantos, implorando para que eu não a machucasse.

— Por favor, Max! Não me mate! — suplicou.

— Eu não faria isso. Eu te amo, Érica. Mas vou ter que te amarrar. Não posso permitir que você fuja de mim. E eu sei que cê tentaria fugir, porque quem você quer é o Davi. Mas ele tá morto. Agora somos só nós dois, meu amor — expliquei, enquanto começava a amarrá-la, ciente de que precisava mantê-la comigo a todo custo.

Amarrei Érica pelos braços, suspendendo-os no ar. Seus olhos fitavam os meus com uma mistura de medo e desespero, enquanto eu me aproximava, alisando seu rosto.

— As coisas poderiam ter sido diferentes se vocês não tivessem deixado eu cair naquele cilindro de soda — murmurei, deixando transparecer minha mágoa.

Érica balançou a cabeça freneticamente, tentando argumentar:

— Não deixamos, foi um acidente. Não havia nada que pudéssemos fazer.

Minha expressão se tornou sombria, o ciúme começando a se manifestar.

— Eu te salvei naquela ocasião. Cê também poderia ter feito o mesmo por mim, se quisesse. Mas era o Davi que cê queria, não é mesmo? — acusei, os olhos faiscando de indignação.

Érica negou veementemente, lágrimas escorrendo por suas bochechas:

— Não, claro que não. Eu me apaixonei pelo Davi depois, foi uma história que se desenvolveu.

O ciúme tomou conta de mim, uma fúria incontrolável crescendo em meu peito.

— Se apaixonou? Cê nunca gostou de mim, mas é apaixonada por ele! — exclamei, a voz carregada de amargura.

Era inadmissível todo esse amor que ela sentia por ele. Eu me preocupando com Ricardo, e o meu maior inimigo era o Davi. Baixei a cabeça por um momento, sentindo a dor da traição, mas logo a ergui com ódio no olhar.

— Agora o Davi tá morto, e é comigo que cê tá, né? — questionei, buscando uma confirmação dolorosa.

Érica soluçou, incapaz de conter a dor:

— Ele era teu amigo, por que cê fez isso?

Um sorriso sarcástico torceu meus lábios, enquanto eu encarava Érica com uma expressão gélida.

— Ele não era meu amigo de verdade. Se fosse, não teria te tocado, te beijado, nem se casado com você. Era eu que deveria tá vivendo essa história ao seu lado e não ele — declarei, deixando claro meu ressentimento e desejo por vingança.

Com cuidado, cortei as alças do vestido de Érica, deixando-a apenas de calcinha. Meu desejo por ela era avassalador naquele momento. Minhas mãos percorriam seu corpo enquanto ela permanecia amarrada.

— Cê é perfeita, e será toda minha agora — declarei, com uma mistura de luxúria e possessão.

Antes que eu pudesse prosseguir, ouvi uma pancada na porta. Num instante, abracei Érica com a faca pressionada contra seu pescoço.

— Não vou deixar eles entrarem! Cê é minha, e ninguém vai tirar você de mim — rosnei, os olhos ardendo com determinação.

Érica soluçava em prantos, aterrorizada com a situação.

— Pelo amor de Deus, Max! Cê está me machucando! — suplicou, com a voz embargada.

Com um gesto mais gentil, acariciei seu rosto, tentando acalmá-la.

— Tudo isso vai acabar, meu amor. Nós vamos ficar juntos — murmurei, tentando transmitir algum conforto em meio ao caos que nos cercava.

A porta da sala se arrebentou e, para minha surpresa, não era a polícia, mas sim Seu Baltasar que entrou, armado e furioso. Um grito gutural escapou de sua garganta, mostrando sua língua mutilada, deixando claro o ódio que transbordava de seus olhos

— Desgraçado, ainda tá vivo? — rosnei, enfrentando a fúria de Baltasar.

Antes que eu pudesse reagir, um tiro atingiu meu pé, fazendo-me cair no chão. Rastejei desesperadamente em busca de proteção atrás dos móveis. Ao longe, ouvi a voz de Álvaro Azevedo se aproximando.

— Polícia! Max, cê tá cercado, não tem como escapar. Saia com as mãos para cima, agora! — a voz de Álvaro ecoou na sala.

Baltasar, por sua vez, atirou no disjuntor de energia, provocando uma explosão que mergulhou a sala na escuridão. Enquanto isso, ele se aproximava lentamente de Érica, que continuava amarrada e chorando em desespero.

— Por favor, me deixa sair daqui! — implorou ela, desesperada.

Antes que Baltasar pudesse agir, ataquei-o, desarmando após deixar cair meu punhal quando fui atingido pelo tiro. Nossa luta foi intensa, ele estava repleto de ódio e desejo de vingança. Apesar dos meus esforços, ele me empurrou com força, fazendo-me cair no chão. Para minha sorte, caí bem diante do meu punhal. Ele avançou novamente sobre mim, alheio ao objeto que meus dedos encontraram. Com um movimento rápido, enfiei a lâmina em seu pescoço, pondo fim à sua vida com um golpe certeiro.

— Vai para o inferno, maldito! — gritei, desferindo o golpe fatal enquanto sentia o calor da batalha pulsando em minhas veias.

Joguei o corpo de Baltasar para o lado, pois ele havia caído por cima de mim. Levantei e me aproximei de Érica, ficando bem em sua frente.

— Não se mova! Vire-se de frente para mim! — ordenou Sara, com sua voz carregada de autoridade e determinação.

Senti a arma de Sara Capestrini pressionando minha nuca, meu corpo tenso como uma corda esticada ao limite, eu me virei lentamente para encará-la. Minhas pernas tremiam de exaustão, meu coração batia descompassado, e minha mente estava em turbilhão.

Eu amava Érica mais do que a minha própria vida, mas naquele momento já estava me dando conta que era o fim. A presença de Sara era como a sentença final, o epílogo inevitável de toda aquela trama. Olhei fixamente dentro do olho de Érica, uma lágrima solitária escapou de meus olhos e deslizou pela minha face.

— Eu te amo, meu amor! Ninguém nesse mundo vai te amar como eu. — declarei com voz embargada

Com um último suspiro, levantei a faca com as duas mãos, sentindo seu peso familiar em minhas mãos trêmulas. Sem hesitar, enfiei a lâmina diretamente em meu peito, num gesto decidido e final.

Uma dor lancinante irrompeu em meu peito, acompanhada por uma sensação de alívio e libertação. Sara e Érica observaram, perplexas e horrorizadas, enquanto meu corpo caía lentamente ao chão, a faca cravada profundamente.

Momentos depois, já do lado de fora da fábrica, a ambulância chegava para prestar os primeiros socorros a Érica e o carro do IML recolhia os corpos de Baltasar e Max. Enquanto isso Sara observava tudo com uma expressão pensativa. Hugo se aproximou dela, preocupado.

— Cê está bem? — indagou ele.

Sara suspirou, deixando escapar um peso de seus ombros.

— Acabou, Hugo. Este foi o fim de Maxwell Lenzi. Braço Forte agora voltará a ser a cidadezinha pacata e tranquila de sempre.

Hugo concordou, mas ponderou:

— Meio difícil. A população ficou um tanto assustada depois de todo esse tumulto.

Sara olhou para além da agitação, contemplativa.

— Ele não era o responsável por essas coisas. Parecia como se uma força maligna o controlasse.

Hugo arqueou uma sobrancelha, confuso.

— Que bobagem é essa, Sara? Do que você está falando?

— As conversas que tivemos no tempo em que ele esteve preso deram pra eu perceber isso. Ele não teria força para enfrentar tanta gente sozinho, apenas com o uso de uma faca. — Sara balançou a cabeça, recuando de sua própria conjectura. — Cê tá certo, talvez eu esteja falando besteira.

Ao longe Érica estava sentada próxima ao carro da Samu, triste e pensativa.

— Precisamos avisar aquela moça que seu marido não morreu.

Hugo assentiu, percebendo o descuido.

— Verdade, na correria esquecemos de dizer a ela que Davi tá vivo, apenas ferido. Vamos lá, doutora!

Sara concordou e eles se dirigiram em direção a Érica.

— Cê fez um ótimo trabalho. E agora, vai voltar para o Rio de Janeiro? — Hugo perguntou, curioso.

Sara sorriu, olhando para a pequena cidade ao seu redor.

— Obrigada. Cê também fez um ótimo trabalho. Respondendo a sua pergunta. Não, aqui agora é o meu lugar. Vou ficando por aqui. E você?

Hugo refletiu por um momento, antes de responder.

— Braço Forte é encantadora, mas o Rio de Janeiro ainda é a cidade maravilhosa.

Juntos, eles seguiram em direção a Érica, prontos para trazer um pouco de alívio para aquela que havia passado por tanto.




"Existem certos amores que são impossíveis de se concretizar. Talvez a graça seja exatamente isso, por ser impossível é que a gente tanto deseja. Não cometeríamos pecados se esse não fosse tão atraente. E o meu maior pecado foi amar tanto uma pessoa, que fui capaz de odiar todo o resto da humanidade. Agora o que me resta é a sepultura, onde serei o alimento dos vermes que se saciarão com a minha carne".


FIM


Agradecimento Final

Chegamos juntos ao fim desta jornada sombria e intensa.

"Antropófago – Diário de um Canibal" nasceu do desejo de explorar até onde a mente humana pode ir quando atravessa a fronteira entre razão e loucura.

Sou imensamente grato a você, leitor, que teve coragem de caminhar comigo e encarar os abismos que habitaram a mente de Max.

Sem você, cada palavra escrita seria apenas silêncio perdido.

Meu muito obrigado e até a próxima!

Adélison Silva



Notas finais
Obrigado a todos que leram a minha história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!