(ALDD) A revolta das trevas
8 VII - O que acontece com esse deuses?
Notas iniciais
Quando chegamos à fogueira, onde fizeram uma homenagem a mim e a Nick, Quíron relembrou uma coisa aos campistas, da qual eu não sabia. Só estavam começando as semanas dos jogos. Inscritos para o jogo de amanhã, deveria dar o nome de suas duplas, equipes ou só o seu mesmo logo após o termino da fogueira. O jogo de amanhã seria Esgrima.
–E então, vai participar – Sabrina me perguntou.
–Claro que sim! Amo jogos, mas sou péssima perdedora, então, vou ganhar tudo isso aí – Fiz uma cara debochada e a gente riu.
–Quem mais vai participar?
–Bem, eu – Sah disse – Nicholas, Patrick, Duda, Nico, Juddy, Alexis e você?
–Ok.
Quando a fogueira acabou, fomos dar nossos nomes e dormir. Aliás, eu não fui dormir, fui para a beira do Praiago, pensar. Sentei-me naqueles pedregulho, perto da água. Pisquei, e quando abri os olhos novamente, já era manhã. Eu dormi? E sem sonhos? Uhuuuuuuuuuuu. Mas aí, um homem todo vestido de negro apareceu.
–Na verdade isso é um sonho – ele disse com uma voz grave e gélida. Como ele leu meus pensamentos?
–Droga... E eu que achei que tinha escapado hoje. – olhei para o homem – Prazer em conhecê-lo, pai, o que você quer? – ele riu, e tudo ficou um pouco mais escuro.
–Mais uma filhinha petulante? Saiba que não tolerarei petulância comigo, garotinha – o escuro reinou, e ele ficou sério – Eu sou um deus, e você, só minha cria. – eu o olhei, sem expressão.
–Ok, meu pai é um tirano. O que mais me falta? Olha, só quero saber o que você quer aqui, acordar antes que alguém me veja aqui, e ganhar meu torneio de esgrima, então, custa ser rápid... –uma sombra veio e me enforcou fortemente, mas me soltou logo depois.
–Ah, você me lembra tanto a sua mãe, não consigo te ferir, pois sei que ela ficaria triste... – eu o olhei, surpresa.
–Você tem sentimentos? Essa é nova para mim. – então minha voz sumiu. Sim literalmente isso, eu não conseguia mais falar.
–Por que sou amaldiçoado com filhos assim? – ele suspirou – Enfim, só vim avisar que é para você ganhar esses jogos. Terá uma grande surpresa no final. Você vai entender quando chegar a hora. MINHA filha quem vai ganhar esses jogos. Ah, e... Fique longe do filho de Zeus. – o céu trovoou como em concordância. Como é? A primeira vez que realmente gosto de alguém e tenho que ouvir isto? Ah, qual é? – Boa noite – um raio caiu em mim, eu senti uma sacudida e acordei desesperada. Era Nick me chamando. Eu sentia uma dor em meu pescoço.
–Caramba – ele disse – Você tá bem? – Eu fiquei sem entender o motivo da pergunta, mas quando eu ia responder que sim, senti a minha garganta seca.
–Eu to bem... – tossi – Tem água? – Ele pegou uma lata de coca e me deu um gole. Logo eu já estava melhor.
–Você sabe que alguém te enforcou né? Tem uma marca enorme de mão no seu pescoço. – ele disse, preocupado.
–Foi só um sonho... Um sonho horrível. E então ele se sentou ao meu lado, pegou um pano, molhou na água e começou a passar de leve em minha garganta — Ai... – ele me olhou e sacudiu a cabeça negativamente.
–Você não passa um dia aqui sem se ferir? – ele perguntou. Eu dei de ombros, coisa que eu não deveria ter feito, e deixei-o continuar com seja lá o que estava fazendo. – E então. Vai me contar esse sonho? – eu suspirei e falei devagar tudo o que aconteceu no sonho. Mal eu reparava que, a cada palavra o vento parecia mais forte. – Então eles ameaçaram você?
–Eles quem?
–Nossos pais, ora... Quem mais?
–Ao que parece sim, mas eu não entendi o motivo da ameaça...
–Nem eu – ele falou olhando para o lado, com cara de quem estava mentindo. Eu virei a cara dele para mim e o olhei nos olhos.
–Tem certeza de que não sabe? – ele assentiu – Não é o que parece... – então ele ficou meio vermelho, mas se aproximou até quase me beijar, até que uma trovoada forte soou no céu. Eu me assustei e me afastei. Ele suspirou e se levantou.
–É melhor voltarmos para o chalé – ele disse, sem me olhar e foi andando. Eu olhei para o céu, finalmente entendendo a ameaça. E quem me conhece sabe... Eu não aceito imposições. Levantei-me, corri até Nick, o segurei pela mão. Não me entendam mal. Eu gostava de Nick, e já havia percebido isso. O que meu pai e Zeus fizeram, foi só me dar coragem para fazer o que farei agora.
–Me desculpe por isso – eu disse, puxei-o pela nuca, ele era um bocado mais alto que eu, e o beijei. A noite ficou fria a nossa volta, e os trovões soaram, mas nada disse se comparava ao que sentíamos. Ele me abraçou e ficando nos beijando ali por um tempo. Até que ele me soltou e disse:
–Nossos pais não vão gostar disso. – ele disse sorrindo, me deu um beijo no rosto e voltou para seu chalé.
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