AKAI ITO 01 - Amor a segunda vista
44 Capitulo 45 - É SÓ UMA HISTORIA DE CONTO DE FADAS
Notas iniciais

Annabeth
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Fui recebida com muito entusiasmo pela minha mãe, conheci seu namorado que me tratou muito bem. Era bom poder respirar novamente o ar da velha cidade, algumas coisas estavam mudadas, minha mãe morava no centro da cidade, eu nem sabia como estava a favela onde cresci. Minha mãe fez o que pedi, ela mobiliou a casa da forma que eu queria, e assim que cheguei providenciei o meio de transporte que eu usaria. Não que agora eu fosse uma milionária, mas a moeda exterior era valorizada aqui, então eu meio que tinha como suprir o que eu quisesse com as economias que fiz.
— Uma moto? – Thalia perguntou – Você vendeu sua moto na Alemanha, para comprar uma moto aqui?
— Qual seu problema com motos? – Perguntei chateada
— Você é meu problema com motos, maluca e extremamente irresponsáveis nas curvas – Ela revirou os olhos
Eu ri.
— Se chama curvas da morte – Eu entreguei um capacete para ela – Vamos dar uma volta pela cidade.
— Não vai ver nenhuma das suas amigas antigas? – Ela perguntou
— O casamento é depois de amanha, eu avisei a Piper que estaria na cidade apenas no dia. Ela não me disse coisas que me fizeram bem, eu não quero me encontrar com ninguém acidentalmente – Fitei o chão
— Com o Percy... – Thalia deduziu – E a noiva dele.
— Você sabia? – Encarei incrédula
— Você disse que não queria mais ouvir nada sobre ele, você estava com o Artur, eu não podia simplesmente jogar essa bomba em você – Ela deu de ombros
Thalia tinha razão, querendo ou não aquilo era apenas a colheita do que eu tinha plantado. Tentei sorrir.
— Se prepare para as curvas da morte, você vai me pagar por ter escondido isso de mim – Eu dei um risinho irônico e dei partida na moto.
Thalia pensou por alguns segundo se realmente deveria ir, ela acabou decidindo que não tinha escolha. Então percorri minha antiga cidade cortando o vento, lembrando de pequenos fragmentos do meu passado, em cada local da velha cidade.
Percy
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Eu estava caminhando pela praia de mãos dadas com a Rachel, era um por do sol lindo. Eu havia deixado à barba crescer a pedido da Rachel, porque ela disse que eu tinha uma cara muito juvenil, e precisava parecer mais maduro.
— Você gosta desse lugar não é? – Ela perguntou
— É um dos meus favoritos – Eu sorri – Não consegue sentir? A calma...
— Você sempre pergunta isso – Ela deu um pequeno sorriso.
A Rachel não era muito familiarizada com o mar, ela não conseguia sentir a calma que ele trazia, era um pouco frustrante, mas eu não demonstrava muito.
— Charles e Selena casados – Ela comentou — Frank e Hazel decidindo a data deles, Jason e a Piper casando... Parece que seus amigos estão realmente focados.
— Não precisa me pressionar com esse assunto, eu já estou com uma aliança no dedo – Eu ri.
Rachel riu
— Logo depois que eu me formar, não é? Daqui a um ano ainda – Ela me analisou – Mas... Só morar junto, por enquanto. – Ela deu um sorriso se graça.
— Foi o que planejamos, não foi? – Eu perguntei
— É que às vezes você não parece seguro disso – Ela resmungou
Eu parei de caminhar quando chegamos à calçada.
— Ei – Eu puxei seu queixo para observá-la – Você é especial pra mim, Rachel.
— “Quer morar comigo”... – Ela resmungou — Foi dessa forma que você pediu. Não foi... “Quer casar comigo”, foi “quer morar comigo”... Isso é frustrante, estamos a tanto tempo juntos, somos independentes, não existe motivos pra protelar isso, existe?
— Não vamos começar com isso de novo – Eu revirei os olhos – As duas coisas, são... A mesma coisa
— Não é não – Ela deu um riso sem graça
— Rachel, eu estou só com você, eu te dou livre acesso a meu apartamento, eu te apresentei a minha família, eu te dei uma aliança assim como pediu, eu pensei em um futuro pra nós dois, mesmo que tenha sido apenas um “quer morar comigo”... O que você ainda quer de mim? – Resmunguei – Eu não entendo o que eu preciso fazer
— Você não diz que me ama, não sempre, não olhando pra mim, esse é o problema, tudo que vivemos é baseado em sentimentos bons, em sentimentos fortes, mas que não é tão intenso – Ela reclamou – É como se você fizesse por obrigação, porque tem que fazer, porque eu peço...
— Você esta exagerando, Rachel, eu... É claro que eu... Eu amo você, eu não estaria planejando viver o resto da minha vida com você, se eu não te amasse – Eu desviei o olhar. Porque era tão difícil dizer que a amava olhando em seus olhos?
Rachel suspirou
— Olha pra mim quando disser que me ama – Ela puxou meu queixo – Eu amo você.
— Eu sei... – Sussurrei um pouco inquieto com o assunto — Não complica as coisas, ta bom? A gente não precisa estar sempre discutido a mesma coisa – Eu alisei seu rosto e a beijei.
Rachel e eu caminhamos até o carro, eu mantinha uma expressão inquieta, não gostava de causar sofrimento na Rachel, mais do que eu já causei, ela era uma mulher incrível que me deu motivos pra mudar, eu desejava ama-la, como nunca amei ninguém, mas esse sentimento simplesmente não surgia. Quando eu ia sair com o carro, uma moto em velocidade passou na direita, eu nem cheguei a ver o que era, ou quem era, se eu estivesse distraído, com certeza iríamos colidir, não era uma simples moto, era uma 600 e a pessoa estava em uma velocidade acima do normal, me fez lembrar o quanto eu amava andar desse jeito.
— Que irresponsabilidade – Rachel reclamou – Depois que acontece um acidente quer vir processar.
Eu sorri reparando na curva mais a frente
— A pessoa sabe o que está fazendo – Eu sorri em animação – É uma curva da morte – Eu lembrei
— Eu odeio isso, odeio quando saio de moto com você, é como prever a morte. – Ela se tremeu com a idéia
Eu desfiz o sorriso. Existia muitas coisas que eu gostava, que a Rachel não gostava, isso me deixava frustrado, porque eu sempre tinha que deixar de fazer pra agrada-la.
Annabeth
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Estacionei a moto perto do supermercado, Thalia já tirou o capacete me xingando.
— Você quase bateu naquele carro – Ela reclamou
— Passei muito longe dele – Eu menti
— Você vai nos matar um dia – Ela reclamou mais uma vez – Você vai se matar um dia.
— Thalia, olha só pra você... Medo do perigo? Quem diria. – Eu revirei os olhos
— Annabeth, não me venha com suas provocações – Ela suspirou e eu ri.
— Relaxa, eu vou pagar um lanche pra você, seu mal é fome – Eu dei um tapinha em suas costas.
Entramos no supermercado, eu tinha que fazer algumas compras, já que o apartamento só tinha coisas saudáveis que minha mãe havia comprado e a Thalia iria passar os dias até o casamento comigo.
Eu estava na seção de biscoito. Passei a tarde toda andando pela cidade e fazendo o tour, visitei meu antigo bairro que estava quase a mesma coisa, visitei a escola que estava mais moderna e outros vários lugares que fizeram parte da minha juventude.
No caixa acabei pegando a fila com uma garota que reconheci.
— Uau! Não acredito – Ela sorriu quando reparou em mim – Annabeth!
Era a Caly, ela ainda tinha a cicatriz no supercílio, mas aparentava ser uma pessoa mais calma agora, seu rosto estava mais redondo, mas ela continuava linda, como sempre foi. Ela deu um sorriso, reparei a aliança em seu dedo esquerdo sinalizando que ela era casada, e também reparei no volume em sua barriga. Ela estava grávida.
— Ah... Oi! – Eu disse um pouco sem graça
— Então você finalmente voltou – Ela me analisou. – Sabe... Eu queria muito ter dito pro Percy naquela época “eu avisei” mas quando eu soube, ele já tinha ido também. Seria divertido ter visto a cara derrotada dele.
— Você ainda se diverte com isso? – Perguntei surpresa
— Na verdade não – Ela riu – Só queria testar sua reação ao ouvir isso. Como pode ver, estou muito bem estabilizada, casada, feliz...
— Hm... Certo – Eu desviei o olhar
— Você mudou – Ela continuava olhando pra mim – Mudou muito, o Percy sabe que você voltou? Você sabe que ele agora está...
— Não, ele não sabe – Eu disse irritada – E sim, eu sei que ele está noivo.
— Desculpa – Ela sorriu sem graça – Não tive intenção de tocar na ferida.
Eu tive uma leve impressão de que ela teve intenção, mas confesso, ela parecia muito mais... Legal agora.
— Por onde anda a Reyna? – Perguntei
— Itália – Caly deu um meio sorriso – A família toda se mudou pra lá.
— Você vai para o casamento da Piper e do Jason? – Perguntei curiosa
— Não – Ela deu um sorriso sínico – Eu não tenho tanta apreciação por vocês assim.
— Certo! – Fiquei um pouco sem graça
Caly riu.
— A Selena até tentou me convencer de que eram pessoas legais, mas sabe... Eu não sou um tipo de pessoa que deixa tudo pra trás. – Ela estava tentando ser sincera – Não acho que exista amizade entre pessoas que se odiavam, soa como falsidade. Fico feliz em que cada um determinou seu caminho, mas... Eu tenho minha própria vida agora.
— Acho que essa foi a coisa mais legal que já ouvi de você – Sorri. Ela sorriu de volta.
— Pegou o que eu pedi? – Ela perguntou a alguém vindo por trás de mim.
Era o Leo, alto, magro e um pouco mais adulto que o de costume.
— Peguei, não vale mais dizer que nossos filhos vão nascer com cara de rosquinha – Ele passou por mim, sem me perceber.
— Filhos? – Perguntei surpresa. Leo olhou para mim e arregalou os olhos.
— Annie? – Ele estreitou as sobrancelhas – Uau, você... Voltou.
— Filhos... – Caly suspirou voltando ao assunto – São gêmeos, mas não sabemos os sexos ainda. – Ela deu um sorriso.
— Voltou pra ficar? – Leo perguntou
— Ainda não sei – Admiti
— Você está famosa – Ele sorriu – Li uma matéria sobre você um dia desses, eu sou engenheiro mecânico, tenho uma oficina aqui perto, recebo revistas que envolvem construção, você fez muitos projetos bons.
— Obrigada – Sorri em agradecimento.
A vez da Caly passou e eles se despediram de mim. Continuei esperando minha vez na fila.
— Colegas antigos? – Thalia perguntou comendo salgadinhos
— Sabe que não pode abrir nada aqui dentro, não é? – Perguntei
— Sei... – Ela continuou comendo e eu revirei os olhos
— Você vai pagar a multa por isso – Eu resmunguei
— Nem sonhando – Ela resmungou de volta.
Não sei se ter encontrado a Caly me fez bem, apesar de que ela estava mudada e realizada em sua vida, me pareceu que ela gostou de meu destino com o Percy ter sido desvinculado e isso me deixou com um gosto de guerra perdida. Paguei no caixa as minhas compras e a multa por Thalia ter aberto um produto dentro do estabelecimento e descontei tudo em velocidade instantânea.
Percy
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Cheguei em casa, preferi deixar a Rachel na casa dela, eu queria ficar um pouco sozinho. A empresa que o Charles tinha dito que viria para essa cidade, havia confirmado que conseguiu um arquiteto para fazer o projeto das sondas, me perguntei se existiam possibilidades de ter sido a Annabeth, já que seu nome era famoso no mercado de trabalho, mas seria impossível ela voltar só por conta disso. A entrevista entre os contratantes estava pra ser marcada, ele contratou nossos serviços para construção das sondas que o arquiteto iria projetar.
Joguei as chaves sobre a mesa e cocei a barba, ainda não conseguia me acostumar com ela, mas se isso fazia a Rachel se sentir bem, eu poderia fazer um esforço. Confesso que não fui um exemplo de melhor namorado pra ela, cometi muitos erros, muitos deslizes, ela havia me conhecido em uma das piores fases da minha vida, mas foi com a ajuda dela que melhorei, então eu tinha que compensar meus erros. Eu não entendia o porque ela sempre cobrava mais de mim, casar, morar junto... Pra mim era a mesma coisa, viveríamos como um casal e era isso que importava, mas parece que a Rachel não pensava dessa forma, não sei se a palavra casamento combinava com a gente, não sei se seria apropriado dizer: Percy é casado com a Rachel, não parecia certo. Casar... Eu não me via casando de forma nenhuma.
A campainha do apartamento tocou, pra ter passado pela portaria do prédio significava alguém conhecido. Fui me aproximando da porta e já reconheci as vozes, abri com um imenso sorriso.
— Haha! – Eu simulei um susto
Julia correu para as pernas da minha mãe e eu ri.
— Boa noite querido – Minha mãe entrou com algumas sacolas. – Trouxe algumas coisas pro jantar.
— Não me dê susto – Julia reclamou em seu tom de voz manhoso de bebê.
— Você deveria parar de falar dessa forma, você já é uma mocinha – Eu a peguei no colo, estava grande e pesada.
Ela tinha grandes olhos amendoados e um rostinho redondo que dava vontade de morder.
— Eu sou o bebê da mamãe e do papai – Ela revirou os olhos
— Só deles? – Fiz um biquinho
— Do irmão também – Ela deu um risinho e me abraçou.
— Como vai o trabalho? – Minha mãe perguntou
— Cansativo, nunca achei que ser sócio de uma empresa poderia me custar dor de cabeça – Eu suspirei e coloquei a Julia no chão. – Achei que seria parecido com sombra, agua fresca e fazer as pessoas trabalharem pra mim.
— E não é assim? – Minha mãe riu
— Mais ou menos – Eu ri.
Minha mãe e eu sentamos no sofá, eu sai de casa, mas ainda éramos bastante próximos, sempre nos visitando.
— O apartamento que Paul comprou é ótimo – Ela disse – Bem confortável, precisa ir lá. Tem alguns encanamentos para ajeitar, preciso contratar os serviços do meu filho engenheiro.
— Já se mudou? – Perguntei surpreso
— Sim, fica mais perto do trabalho, assim posso voltar em casa rápido e dar uma olhada na Julia, com a babá – Ela a observou brincar com os sapatos. – Essa menina não é um anjinho quando está com a babá.
— Eu acredito – Eu ri lembrando das vezes que ela aprontava em casa.
Minha mãe era enfermeira no hospital do centro, optou vender o antigo apartamento e comprar um mais perto do trabalho e também, mas perto de mim.
— Como está a Rachel? – Ela perguntou
Eu suspirei
— Me pressionando, como sempre – Eu coloquei a mão sobre a testa.
— Você não acha que está enrolando demais? – Ela me analisou
Eu estendi a mão com a aliança.
— Isso não é enrolar, mãe – Eu fiz uma careta
— Ela me disse que a forma que você pediu, foi um pouco diferente – Minha mãe deu de ombros.
— Não é diferente – Eu suspirei – É apropriado... Casamento é pra uma vida toda.
— Então você acha que ela não estará com você pra uma vida toda, ou acha que você não estará com ela pra uma vida toda? – Minha mãe sorriu sinicamente.
— É uma pergunta difícil – Admiti – Só não sinto que o casamento seja necessário agora. – Dei de ombros — Eu posso ter me tornado um adulto independente, mas ainda tenho apenas vinte três anos. Uma decisão desse tipo é mais apropriado para Jason, Frank e até mesmo o Leo que já casou, pois eles tinham um tempo de relacionamento relevante. Rachel e eu temos dois anos e... Não sei exatamente.
Minha mãe riu.
— De qualquer forma, você está sendo maduro, casar, se separar... São coisas complicadas – Ela deu de ombros.
— Eu propus que ela viesse morar comigo depois que se formasse, ela ainda precisa se formar – Eu disse – Se nos adaptarmos a isso, se eu realmente começar a ter esse desejo de uma vida a dois duradoura, eu vou me casar de verdade.
— A Rachel te ama – Minha mãe confirmou – Você não ama a Rachel
— A Rachel é especial pra mim...
— Porque ela te curou de uma decepção amorosa? Acha que se recuperou mesmo? Acha mesmo que isso é um motivo pra se prender em alguém? Não acha que a Rachel merece mais que isso? – As perguntas me pegaram de surpresa. – Essa tatuagem que você fez durante o intercambio, não seria a resposta de que você ainda acha que sua linha do destino está ligada a outra pessoa?
— Você está na profissão errada, deveria trabalhar com a Piper como psicóloga – Revirei os olhos. – Alias, vocês duas fazem uma bagunça em minha cabeça, quando o assunto é minha vida pessoal.
— Mães sempre sabem descrever seus filhos, vai entender quando for pai – Ela suspirou
— Foi uma idiotice ter feito essa tatuagem – Eu estava de camisa social longa, mas alisei o antebraço – Não sei onde eu estava com a cabeça.
— Onde sempre está... No passado – Minha mãe se levantou – Vou esquentar o jantar.
Essa era minha mãe, sempre me fazia pensar e repensar nas coisas que eu não queria pensar. Julia veio até a mim e pediu colo, eu a peguei.
— Estou com saudades das histórias pra dormir – Ela fez um biquinho
— O Paul não tem feito esse trabalho? – Eu sorri
— Papai lê historias pra eu dormir, mas eu queria ouvir a história que você contava – Ela se alinhou em meu colo confortavelmente – A do príncipe Percy e a princesa Annie...
Eu havia esquecido que narrei parte da minha vida como uma história de conto de fadas para Julia.
— É apenas uma história de conto de fadas – Eu apertei sua bochecha. — O final não é legal – Eu a lembrei
— Você disse que não sabe o final – Ela corrigiu
— É que o final só pode ser contado pela princesa – Eu sorri
— Mas eu não conheço a princesa – Ela resmungou
— Você conhece, mas não se lembra – Eu sorri, me lembrando dos momentos passados. Droga! Minha mãe tinha razão, eu só vivia no passado.
— Onde eu posso achar a princesa? – Ela perguntou
— Eu não sei – Sorri ironicamente – Que tal eu contar outra história? Da princesa Rachel?
Julia riu.
— Sua namorada? – Ela deu um belo sorriso
— Não... Não é minha namorada, é uma princesa de conto de fadas – Eu tentei disfarçar – Gostaria que o príncipe Percy se casasse com a Princesa Rachel? Dessa forma eu podia contar o final.
— Eu queria que o príncipe Percy casasse com a primeira princesa – Ela me olhou
Eu suspirei. Hoje não era meu dia
— A princesa achou outro príncipe – Eu alisei seu cabelo – Eles não podem ficar juntos, eles acharam outras pessoas pra terem um final feliz.
— Não é justo – Ela fez uma cara irritada – Eu prefiro que a princesa conte o final, você não sabe contar o final.
Eu ri.
— Pode apostar que não. – Eu apertei sua bochecha mais uma vez – Mas sabe quem é a verdadeira princesa no coração do príncipe?
— Quem? – Ela me deu um olhar curioso
— Você! – Eu beijei sua testa
— Então eu vou me casar com o príncipe? – Ela arregalou os olhos surpresa
Eu gargalhei. Na história o príncipe era um personagem de conto de fadas, ela não entendia que era eu mesmo.
— Você não vai casar com ninguém, isso nunca vai acontecer, eu nunca deixaria, príncipes na verdade são uns sapos... Sabia? – Eu a cutuquei.
— Não são, não! – Ela resmungou
— São sim – Eu pirracei
— Mamãe! – Ela gritou – Percy disse que príncipes são sapos
— É... Seu irmão é um sapo, querida – Minha mãe disse calmamente de lá da cozinha.
— Olha só o cheiro... Jantar pronto!
Eu me levantei junto com ela e fui até a cozinha.
— Você é uma mãe perfeita – Eu a abracei – Trazendo jantar, mesmo depois deu ter saído de casa. – Me fingir de emocionado.
Ela apenas sorriu
— Mamãe, Percy disse que eu não vou casar com ninguém – Ela resmungou
—Não se preocupe minha filha, é claro que você vai casar – Ela lhe deu um sorriso
— Não vai não – Eu pirracei e ela novamente e recebi uma careta com sequencia de língua pra fora.
Minha mãe me deu tapa na cabeça, como ela sempre fazia quanto eu pirraçava a Julia enquanto morávamos juntos. Eu sorri e sentei-me junto com as únicas mulheres da minha vida.
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