AKAI ITO 01 - Amor a segunda vista

28 Capitulo 29 - CARRO PARADO, EMBAÇADO... PUTZ, POLICIA!


Não era minha culpa, eu sabia, mas mesmo assim eu me sentia mal pelo silencio dele. Não existia frieza maior do que o silencio do Percy, não sei como ele conseguia fazer aquilo, era pior do que mil xingamentos. Eu não sabia o que se passava na cabeça dele, eu não sabia como, ou o que falar para ele e, mesmo que eu não tivesse culpa, de alguma forma eu me sentia culpada por ele estar passando por aquilo, afinal... Eu era a namorada dele, a garota que a maioria das pessoas da escola odiava, a garota que beijou o melhor amigo dele, a garota que já foi violentada e, que era costumada a ser comparada com uma vadia. Isso era cruel comigo, era cruel com ele, era...

— Não comece a pensar besteiras por causa disso... – Ele interrompeu meu pensamento – Não tem nada a ver com você, é comigo.

Percy parou o carro e, só então pude perceber que já estávamos na porta da minha casa. Eu tirei o cinto e, suspirei.

— Eu não gosto quando você fica em silencio com essa cara seria, é a pior sensação do mundo – Eu resmunguei.

Percy tirou o cinto e, se inclinou deitando sua cabeça em meu ombro e, passando seus braços ao redor da minha cintura, criando um abraço meio desajeitado e, desconfortável, mas era bom.

— Desculpa! Não queria te preocupar com isso – Ele sussurrou

— Você sempre me faz jogar pra fora minhas frustrações, deveria fazer o mesmo – Eu resmunguei – Eu também quero poder carregar junto com você seus fardos.

— Não foram pensamentos muito legais – Ele deu um risinho

— Aposto que não – Concordei

— Eu estava criando maneiras de um assassinato onde nem o FBIdescobriria o culpado – Ele parecia ter melhorado o humor.

— Eu sei esconder um corpo, assisto PLL – Eu disse com um ar de riso.

— Você não conseguiria esconder um corpo – Ele resmungou – Teria que ser esperta pra isso.

— Eu posso descrever uma lista inteira de como fazer isso – Eu murmurei

— Ok, vamos dizer que eu o mate e, você me ajude a esconder o corpo... Onde seria? – Ele perguntou

— No quintal da casa do vizinho dele – Eu disse imediatamente

— Estaríamos incriminando o vizinho dele – Percy retrucou

— No quintal da casa dele – Eu rebati

— Os pais dele seriam incriminados – Ele rebateu de volta

— No quintal...

— Não pode ser em nenhum quintal – Ele me interrompeu rindo – Você não serve pra esconder um corpo.

— Podemos colocar uma corda no pescoço dele e, simular um suicídio – Eu dei de ombros

Percy parou de rir e, virou-se pra mim.

— Você precisa parar de assistir PLL – Ele resmungou

— Eu disse que sabia fazer isso – Dei um ar de convencimento

— Teríamos que fugir!– Percy me analisou – Só você e, eu.

— Estamos mesmo arquitetando isso? – Eu ri.

— Não estraga a fantasia do momento – Ele revirou os olhos

— Ok, cabeça de alga... Eu fugiria pra qualquer lugar com você, seremos a dupla perfeita de assassinos estilo PLL – Eu ri.

— Ótimo, parceira perfeita – Ele riu e, se ajeitou para beijar meu pescoço.

Eu me arrepiei, ele continuou beijando de uma forma mais lenta, cheguei a fechar os olhos com a sensação boa. Ele continuou beijando contornando o pescoço até a minha mandíbula. Mil coisas passaram em minha cabeça, uma delas foram todas as coisas que Selena havia dito pra mim.

Nossos lábios se encontraram de uma vez e, não foi um beijo intenso e, feroz como na festa do condomínio e, nem tão calmo como das outras vezes desde que começamos a namorar. Foi uma dose perfeita e, o suficiente para acabar com todos os problemas a nossa volta. Lentamente nossos corpos começaram a se alinhar em uma posição mais confortável, Percy segurava minha nuca com uma de suas mãos e, a outra ele lentamente passeava sobre minhas pernas. Existia um espaço entre nós, de um banco para outro, eu não sei o que me deu da cabeça, mas acabei me empurrando para frente e, me desdobrei para tentar me ajustar entre o volante e o seu colo. Percy me olhou surpreso, mas não ficou surpreso por muito tempo, ele mexeu em alguma coisa no banco e, ele afastou-se um pouco mais do volante, me dando um pouco mais de espaço, então ele me puxou para mais um beijo.

Eu nunca tinha ficado com ninguém dentro de um carro, não é tão legal quanto parece, mas quando se está perdidamente apaixonada e, literalmente excitada, o lugar não é problema. As mãos dos Percy começaram a se tornar mais parecidas com o dia da festa no condomínio, principalmente quando ele apertava minhas coxas. Meu vestido era justo, então assim que eu sentei no colo dele e, distribui uma perna para um lado e, a outra perna para o outro lado, ele subiu totalmente para o cós do meu quadril, deixando minhas pernas e, meu traseiro totalmente exposto, da mesma forma que Piper havia descrito que ficaria, se caso eu fosse brigar com a Caly. Prefiro que ele fique exposto nessa situação, do que brigando com a Caly.

Nossos beijos se tornaram mais intensos, Percy suspirava a cada vez que eu me mexia sobre ele e, sim ele estava muito, muito excitado, eu podia literalmente sentir isso, eu até desabotoei a calça dele e, passei a mão pelo seu incrível volume, ele sorriu entre um beijo quando eu fiz isso. Tirei sua camisa com um exagero de pressa, ele abriu com muito esforço o zíper do meu vestido que ficava nas costas e lentamente correu ele sobre meus ombros, seus beijos alcançaram a minha clavícula. Céus o que eu estava fazendo?Eu comecei isso e, eu mesma não conseguia parar? Onde estava meu medo? Eu simplesmente continuava a suspirar e, desejar mais e, mais aquilo. Seria minha primeira vez, não literalmente, mas sim, seria minha primeira vez. O peitoral do Percy era escultural, não posso dizer isso só porque ele é meu namorado, ele realmente era... Como Selena o descreveu, mesmo? Um tipão de homem. E isso com certeza me fazia pensar ser a garota mais sortuda. A tatuagem em seu braço era maior do que eu havia imaginado e, isso o deixava mais sensual ainda, eu nunca o tinha visto sem camisa até agora e, ele nunca havia me visto sem camisa até agora... Ai meu Deus! Eu estava sem camisa, meu vestido estava abaixo do meu busto, a alça do meu sutiã um pouco estirada para baixo, eu comecei a ficar com vergonha, ele tiraria meu sutiã? Isso não estava nos meus planos. Percy baixou o banco todo pra trás, fazendo com que ele deitasse, nosso beijo não havia se desprendido e, por um momento eu esqueci da merda do sutiã, Percy passou seus dedos pela alça fazendo menção de tira-lo, e eu não estava mais nem ai pra isso. Estávamos de olhos fechados e, por esse motivo não víamos movimento nenhum pela rua, havíamos esquecido a rua, esquecido o horário, esquecido que estávamos dentro de um carro...Então foi quando algo bateu na janela do carro e, nós dois nos assustamos.

Eu me recompus mais rápido do que um humano normal poderia imaginar que conseguiria, pulei para o banco do passageiro mais que instantaneamente. Carro parado, embaçado... Putz, era a policia? Pela virgem Maria, era a policia, sim! Meu coração deu uma disparada assustadora, eu temia por um mine infarto.

Percy estava sem camisa, mantinha uma expressão de desespero também, mas se ele não abrisse a porta as coisas não iriam ficar legais. Os vidros estavam embaçados dificultando a visualização. Percy me olhou um pouco sem graça e, abaixou o vidro, engolindo seco.

— Boa noite! – O policial disse. Ele nos avaliou lentamente.

Eu estava descabelada, provavelmente com a maquiagem borrada, meu vestido apesar de estar no mesmo lugar parecia visivelmente estar aberto, eu segurava a parte do busto para que ele não caísse. Percy estava sem camisa e, com a calça desabotoada, não existiria constrangimento pior do que esse.

— Recebemos uma ligação, de um carro suspeito em constante balanço, parado aqui nessa rua. – O Policial voltou a falar – Poderiam me dar uma justificativa sobre isso?

Eu esperava que não tivesse sido a minha mãe quem os chamou, já que o carro estava estacionado na porta da minha casa.

— Eu moro aqui – Eu apontei para a casa da frente.

— Eu já estou indo pra casa – Percy disse, ajeitando a calça.

— Boa decisão rapaz – O policial disse – É perigoso namorar dentro de um carro em um bairro como esse. Seus pais sabem que estão aqui?

— Sabe! – Eu menti descaradamente

— Seus pais sabem que você estaria para transar em um carro, no meio da rua? – Ele corrigiu a pergunta.

Eu corei. O policial disse aquilo mesmo?

— Ah... Não! – Eu gaguejei – Eu não ia...

— Você não ia? – Ele nos fitou novamente – E você rapaz, não poderia leva-la para um lugar melhor?

Percy corou.

— Foi um descuido meu – Eu disse.

Na verdade a gente nem sabia que as coisas chegariam aquele ponto, Percy não tinha culpa.

— Foi um descuido nosso – Percy corrigiu – Eu deveria, mas não foi algo planejado. – Ele se recompôs e, pareceu mais confiante.

— Ok! Eu entendo, mas mesmo assim, não posso te livrar dessa – O Policial deu um sorriso sarcástico. — Houve um tiroteio essa semana aqui, estamos fazendo a ronda, poderia me dar seus documentos, por favor? – O Policial esperou que Percy o entregasse.

Ele os analisou, fez algumas anotações e, os devolveu.

— Não demore muito para voltar pra casa, seu carro chama atenção – Ele deu uma batidinha no capô do carro e, se distanciou.

— Uma multa? – Percy disse incrédulo – Não sabia que existia multa para namoros dentro de um carro.

— Eu espero que a denuncia não tenha vindo da minha mãe – Eu disse preocupada.

Percy riu. Nervoso? Talvez.

— Acho melhor eu ir – Ele subiu o banco ainda sem graça.

— Você poderia fechar meu vestido? – Perguntei um pouco sem graça.

— Pior parte disso tudo é ter perdido a oportunidade de tira-lo totalmente – Ele resmungou pra si mesmo, enquanto fechava o zíper.

— Você é um idiota Percy – Eu reclamei. – Não fique muito empolgado com isso, você me pegou de surpresa – Eu resmunguei enquanto terminava de me ajeitar para sair.

— Hm! Ta bom – Ele mantinha um sorriso sínico.

— É serio, isso é tudo culpa sua – Eu continuei resmungando

— Eu assumo isso! – Ele dizia calmamente ainda com um sorriso no rosto

— Isso não tem nada a ver com o fato de que você me deixa descontrolada, eu tenho muito auto controle – Eu ajeitava meu salto.

— Eu percebi isso, principalmente na parte em que você pulou pro meu colo... Eu só fiz beijar seu pescoço – Ele levantou as mãos em sinal de inocência.

— Você joga muito sujo, cabeça de alga, idiota – Eu tentei não rir.

— Até amanha, venho te buscar as 17h – Ele se inclinou para um beijo de despedida, antes que eu saísse do carro.

Eu não conseguia tirar o sorriso do rosto, a festa pode ter sido desagradável, mas nada superaria o fim que a noite levou, ser abordada pela policia na porta de casa enquanto namorava dentro de um carro, isso seria história para contar aos meus netos. Percy desceu a rua e, eu entrei em casa. Minha mãe estava dormindo, ótimo não tinha sido ela que alarmou a policia. Eu ri com a ideia, meu Deus que noite foi essa?!

— Annie! – A voz da minha mãe me pegou de surpresa – Não ache que não percebi a luz de carro de policia aqui na frente.

— Foi um mal entendido – Eu disse nervosa.- Pensei que estava dormindo

— Eu estava, mas as luzes coloridas da policia me acordou... Você estava com o Percy? – Ela continuava deitada no sofá

— Sim! – Respondi ainda com as pernas tremendo

— No carro... – Ela deduziu

— Sim! – Engoli seco

— Ai a policia chegou e, pegaram vocês... – Ela levantou a cabeça para me encarar.

— Não aconteceu nada – Eu disse rapidamente.

— Annabeth... – Minha mãe suspirou – Não seja descuidada, não me traga preocupação, por favor...

— Desculpe mãe, eu juro que não vai acontecer de novo – Eu suspirei

— Você esta perto de terminar os estudos, não faça nenhuma besteira – Ela suspirou preocupada

— Não é besteira mãe – Admiti –Eu gosto dele.

— Eu sei – Ele me deu um sorriso reconfortante – Seja responsável e, não me esconda as coisas.

— Não teve nada, eu juro! – Eu mordi o lábio em nervoso – Amanha eu irei jantar na casa do Percy, você deveria ir também.

— Vou pensar sobre isso – Ela voltou a deitar – Não acorde muito tarde amanha, é dia de lavar roupa.

— Ok! Boa noite – Eu disse calmamente e, andei na ponta dos pés até meu quarto.

Não iria conseguir dormir de qualquer forma.

Percy ( Momento da pegação)

[...]

— Eu estava criando maneiras de um assassinato onde nem o FBI descobriria o culpado – Eu disse em tom brincalhão, apesar de ter realmente pensado na possibilidade de acabar com ele.

— Eu sei esconder um corpo, assisto PLL – Ela disse com um ar de riso

— Você não conseguiria esconder um corpo – Eu resmunguei rindo, aquela ideia era surreal – Teria que ser esperta pra isso.

— Eu posso descrever uma lista inteira de como fazer isso – Ela murmurou

— Ok, vamos dizer que eu o mate e, você me ajude a esconder o corpo... Onde seria? – Perguntei, na intenção de ouvir algo engraçado dela.

— No quintal da casa do vizinho dele – Ela disse imediatamente. Eu sabia que não iria sair algo que fizesse sentido.

— Estaríamos incriminando o vizinho dele – Eu retruquei

— No quintal da casa dele – Ela rebateu. Eu ri, como ela podia ser tão boba?

— Os pais dele seriam incriminados – Eu rebati de volta

— No quintal...

— Não pode ser em nenhum quintal – Eu a interrompi. Eu adorava rir das coisas dela, isso me acalmava e, me deixava mais apaixonado– Você não serve pra esconder um corpo.

— Podemos colocar uma corda no pescoço dele e, simular um suicídio – Ela deu de ombros

Eu parei de rir, aquilo não era uma piada, aquilo era uma ideia bastante real e, me surpreendi com o que um seriado poderia ensinar a uma pessoa.

— Você precisa parar de assistir PLL – Eu resmunguei

— Eu disse que sabia fazer isso – Ela sorriu convencida

— Teríamos que fugir! – Eu continuei na brincadeira – Só você e, eu.

Annabeth sempre ficava sem graça quando eu intencionalmente falava as coisas em duplo sentido e, eu adorava a expressão envergonhada que ela fazia.

— Estamos mesmo arquitetando isso? – Ela riu.

— Não estraga a fantasia do momento – Eu revirei os olhos

— Ok, cabeça de alga... Eu fugiria pra qualquer lugar com você, seremos a dupla perfeita de assassinos estilo PLL – Ela riu novamente. Aquela ideia era boa, fugir pra qualquer lugar comigo, seria um plano perfeito.

— Ótimo, parceira perfeita – Eu sorri e, me inclinei para beijar seu pescoço.

Ela se arrepiou, eu gostava de causar essa sensação nela, então apenas continuei beijando de uma forma bem suave. Annabeth fechou os olhos dando a entender que estava gostando daquilo, eu achei que ela iria me empurrar, me socar ou algo assim, mas ela apenas continuou a gostar. Nossos lábios se encontraram de uma vez e, dessa vez eu não quis ser agressivo, ou tão calmo, eu queria provar lentamente de cada espaço que nossos lábios faziam, contornando nossas línguas e, dando um perfeito clima entre nós dois. Nossos corpos se alinharam, ela não me parou em nenhum momento, me dando liberdade para continuar. Me atrevi a passar a mão em torno da curva de suas pernas e, isso já me deixava louco. A única segurança que tínhamos era o pequeno espaço entre os bancos, porém em uma extrema rapidez, Annabeth se desprendeu do beijo e, começou a tentar se ajustar entre o volante e, o meu colo. Aquilo me surpreendeu mais do que o normal, afinal... Ela nunca dava a iniciativa, porem seu olhar era convidativo demais para eu parar por ali, então eu afastei o banco do volante, para nos dar mais espaço e a puxei para um beijo.

Ficar com alguém em um carro era um pouco desconfortável, mas não com ela, nada com ela parecia ser ruim. Eu já estava em um nível de excitação máximo, o vestido dela estava totalmente suspenso acima do quadril e, eu estava adorando aquilo, tendo a liberdade de passear com as mãos pelas suas pernas e, seu quadril. Eu sempre tinha a sensação de que ela ia me parar a qualquer momento, mas eu sempre me surpreendia por ela não estar nem perto de fazer isso. Sentir as pernas de Annabeth se pressionarem contra mim, me fazia suspirar em nervoso, de todas vezes que imaginei esse momento, fazer acontecer estava se tornando muito melhor. Nossos beijos ficaram mais intensos e, ela se atreveu a desabotoar minha calça, passando a mão em mim e, eu não pude deixar de sorrir com isso, eu nunca imaginei que ela... Ai meu Deus, ela realmente estava fazendo aquilo. O fato dela ser tão tímida e, tão ousada ao mesmo tempo, m enlouquecia, fazia com que meu desejo por ela só aumentasse.

Eu tentava abrir o zíper do seu vestido, ainda tinha a sensação de que ela me pararia, mas então ela tirou minha camisa, passando a mão pelo meu peito e, me olhando de uma forma excitada... Ok, eu havia me convencido de que ela não ia me parar, consegui descer o zíper do seu vestido, e o puxei para fora do seus braços, fiz um caminhou ousado de beijos molhados do seu pescoço até sua clavícula, ela se arrepiava e, suspirava com cada toque meu . Ela era perfeita, não consegui tirar meus olhos de seu busto e, ela ficou um pouco vermelha, então eu baixei o banco todo para trás, saindo um pouco do foco da luz, tentando deixa-la mais a vontade, pareceu funcionar, lentamente passei os dedos pela alça de seu sutiã, confesso que eles tremiam mais do que o normal e, não era normal eu estar nervoso em algo assim, eu na verdade era um cara bem experiente, mas ela me deixava nervoso, me fazia sentir ser o cara mais cabaço do universo. Nosso beijo ainda não havia de desprendido, eu havia esquecido totalmente do lugar que estávamos então, alguém bateu na janela do carro.

Annabeth deu um pulo surpreendente até o banco do passageiro, eu fiquei atordoado. Era a policia, claro que era a policia, tinha que ser a policia... Eu suspirei frustrado. Eu estava sem camisa, com a calça meio aberta, Annabeth estava totalmente desmanchada em seu vestido... Isso ia dar merda. Relutante e, envergonhado abri a janela do carro.

— Boa noite! – O policial disse. Ele nos avaliou lentamente. – Recebemos uma ligação, de um carro suspeito em constante balanço, parado aqui nessa rua. – O Policial voltou a falar – Poderiam me dar uma justificativa sobre isso?

O carro estava embaçado, balançando, no meio da madrugada, com um casal dentro... Que explicação ele queria?

— Eu moro aqui – Annabeth disse gaguejando.

— Eu já estou indo pra casa – Eu disse em desanimo ajeitando a calça.

— Boa decisão rapaz – O policial disse – É perigoso namorar dentro de um carro em um bairro como esse. Seus pais sabem que estão aqui?

— Sabe! – Ela disse imediatamente. Ela estava nervosa e, eu me sentia culpado por ela estar passando por essa situação constrangedora.

— Seus pais sabem que você estaria para transar em um carro, no meio da rua? – Ele corrigiu a pergunta.

Eu queria ter dado um soco no policial por ter feito essa pergunta indecente.

— Ah... Não! – Ela gaguejou – Eu não ia...

— Você não ia? – Ele nos fitou novamente – E você rapaz, não poderia leva-la para um lugar melhor? – Ele me encarou

Eu corei. A pergunta me pegou de surpresa, porque literalmente sim, eu podia, mas não fiz.Na verdade a gente nem sabia que as coisas chegariam aquele ponto.

— Foi um descuido meu – Annabeth tentou amenizar meu constrangimento.

— Foi um descuido nosso – Eu corrigi – Eu deveria, mas não foi algo planejado. – Me recompus, estava menos nervoso agora.

— Ok! Eu entendo, mas mesmo assim, não posso te livrar dessa – O Policial deu um sorriso sarcástico. — Houve um tiroteio essa semana aqui, estamos fazendo a ronda, poderia me dar seus documentos, por favor? – O Policial esperou que eu os entregasse

Ele os analisou, fez algumas anotações e, os devolveu.

— Não demore muito para voltar pra casa, seu carro chama atenção – Ele deu uma batidinha no capô do carro e, se distanciou.

— Uma multa? – Alarmei – Não sabia que existia multa para namoros dentro de um carro.

— Eu espero que a denuncia não tenha vindo da minha mãe – Ela disse preocupada

Eu ri nervoso com a sua dedução, só de pensar que a mãe dela me daria um sermão, me assustava.

— Acho melhor eu ir – Eu subi o banco e, ajeitei o lugar.

— Você poderia fechar meu vestido? – Ela perguntou um pouco sem graça.

— Pior parte disso tudo é ter perdido a oportunidade de tira-lo totalmente – Eu resmunguei pra mim mesmo, enquanto a ajudava.

— Você é um idiota Percy – Ela reclamou. – Não fique muito empolgado com isso, você me pegou de surpresa – Ela resmungou enquanto terminava de se ajeitar para sair.

— Hm! Ta bom – Eu ri com seu comentário. Ela estava vermelha, com vergonha.

— É serio, isso é tudo culpa sua – Ela continuou resmungando

— Eu assumo isso! –Eu disse calmamente curtindo a ideia.

— Isso não tem nada a ver com o fato de que você me deixa descontrolada, eu tenho muito autocontrole – Ela ajeitou suas coisas.

— Eu percebi isso, principalmente na parte em que você pulou pro meu colo... Eu só fiz beijar seu pescoço – Levantei as mãos em sinal de inocência. Apesar de que adorei o “autocontrole” dela.

— Você joga muito sujo, cabeça de alga, idiota – Ela tentava não rir.

— Até amanha, venho te buscar as 17h – Eu me inclinei para lhe dar um beijo de despedida.

A viagem para casa dessa noite foi com a melhor memoria que eu podia ter. Eu podia imaginar milhares de vezes cada segundo daquele momento, como se eu estivesse dando replay... Não conseguia descrever o quanto eu estava feliz.