A.K.A. Spider-Gwen: Criminal
4 PARTE IV: Heroína
Notas iniciais
Senti algo prender a minha cintura, em seguida uma mão passa ao redor dela e me segura. Era Peter novamente.
— Te peguei! – ele me trouxe ao chão com segurança e segurou os meus ombros me fazendo olhar pra ele. – Gwen, você tá bem? – fiz que sim com a cabeça, ainda meio atordoada – Certeza?
— Sim.
— Ótimo, vou atrás do Camaleão. Ele ainda está na Oscorp e eu fritei o cinto dele de vez.
— Não. Deixa que vou.
— Mas você...
— Peter, eu preciso acabar com isso de uma vez por todas. – falei determinada – Você vai ver se as pessoas estão seguras e eu cuido do Camaleão. Se algo der errado eu juro que peço ajuda. – ele pareceu meio relutante, mas então observou algumas pessoas correndo de dentro do prédio.
— Ok, vai lá. Boa sorte.
— Pra você também. – enquanto ele corria para o prédio, eu corri para o beco mais próximo e fiz a troca de roupa mais rápida da minha vida.
Escalei o prédio, subi no topo, atirei as minhas teias no prédio da Oscorp e entrei pela mesma janela que Peter tinha quebrado.
Acho que a polícia tinha me visto, mas estavam preocupados em isolar o perímetro e fazer com que todos saíssem do prédio em segurança.
Corri por dentro dos corredores, mas o local estava vazio, com um ar de filme de terror.
Pensei no objetivo do Camaleão que era roubar as pesquisas do Dr. Connors, então corri até a mesa dele e lá estava o vilão, pegando o computador e sem nenhum disfarce – pois como Peter disse, seu cinto havia parado de funcionar.
— Sabia que é feio pegar o que não te pertence? – ele me encarou irritado e jogou outra cadeira, em mim. Mas dessa vez eu desviei e corri na sua direção – Em alguns países... Se chama “roubo”. – pulei e acertei um soco nele.
— Pensei que tinha tirado você do meu caminho, Mulher-Aranha! – ele virou rapidamente e tentou me acertar mas eu desviei, desferiu um chute e eu saltei para trás. Agora usando sua voz verdadeira, pude perceber que ele tinha um sotaque russo.
— Então era esse o seu objetivo, Camaleão?
— Pode-se dizer que sim.
— Então acho você falhou. – o vilão veio correndo e fez menção de me chutar pela esquerda, me preparei para defender o golpe, mas ele rapidamente alternou as pernas e me chutou pela direita.
Caí de joelhos e ele me acertou um soco, seguido de mais um, me deixando caída.
— Eu não tenho tanta certeza. – Camaleão me acertou um golpe na barriga e eu deslizei para longe. Então ele correu na minha direção, me segurou e me jogou em uma janela, fazendo a mesma quebrar e eu cair para fora do prédio.
— De novo não! – lancei minhas teias nas paredes corredor do interno do prédio e me puxei para dentro novamente, rolando e caindo abaixada, com uma das mãos apoiada no chão.
— Veio para mais uma rodada de sangue?
— Veremos. – corri avançando em sua direção, desviei de um soco e acertei um chute do lado do seu corpo. Em seguida, acertei um soco na sua cara literalmente branca esquisita e pulei para trás antes que ele me acertasse.
Camaleão pegou um dos quadros do corredor e jogou em mim, pulei para o lado e fiquei grudada na parede. Corri pela mesma, lancei minhas teias em suas mãos, passei correndo por ele, e quando cheguei no final do corredor, o puxei e atirei em cima de uma das mesas – meu lado cientista me repreendeu, pois tudo aquilo era caro.
— Você está começando a me incomodar!
— É o que dizem. – dei de ombros e desviei do equipamento que o russo jogou em mim. – Ei, esses equipamentos parecem importantes demais pra você ficar jogando! – desviei de outro e virei meu corpo meio de lado, acertando uma teia no equipamento e puxando de volta para Camaleão, atingindo em cheio o vilão. – Stark, Banner, Osborn e etc, abençoem minha alma! – pedi piedade ao grandes cientistas da nossa geração, depois de arremessar e estragar o equipamento do laboratório.
Camaleão saiu correndo entre os outros setores e eu fui atrás, enquanto recebia uma chamada de Peter no comunicador.
— A polícia vai subir aí! – ele avisou.
— Droga! – perdi o russo de vista, mas logo o meu sentido aranha vibrou e antes que eu fizesse algo, ele acertou um vaso de plantas na minha cabeça, me fazendo cair. – Segura a emoção! – falei para Peter enquanto rolava para o lado e desviava de um golpe.
— Quê? – ouvi ele perguntar.
— Segura eles!
— Vou tentar, mas não sei se con... – Camaleão foi avançando enquanto eu desviava, até que ele me prensou na parede, acertou um soco em mim e segurou o meu pescoço com força. – Gwen? O que foi esse barulho? – coloquei as minhas mãos sobre a do vilão, tentando me soltar para falar que Peter não precisava se preocupar, mas eu não conseguia.
— Na minha época de espião já enfrentei seres superpoderosos. As pessoas costumam ter medo deles, mas a verdade é que todo mundo é vulnerável. – ele apertou mais o meu pescoço e agora eu mal conseguia respirar – E não é impossível derrotar um.
— Gwen? Me responde! – ouvia Peter chamar – Se você não me responder em cinco segundos, eu vou entender como um pedido de ajuda.
— Diga adeus, Mulher-Aranha! – mesmo quase ficando sem ar eu tive que pensar rápido. Precisava resolver isso sozinha e limpar o meu nome de vez.
Olhei para trás e vi que ali no chão tinha um pedaço do vaso que Camaleão tinha quebrado na minha cabeça. Baixei a minha mão, lancei uma teia no pedaço de cerâmica e puxei com força, fazendo com que batesse nas costas dele.
O vilão não me soltou completamente, mas enfraqueceu o aperto ao redor do meu pescoço, o que foi suficiente para que eu conseguisse empurrá-lo com um golpe em sua barriga.
— Tudo sob controle. – respondi Peter ainda recuperando o fôlego e olhei na direção do Camaleão – Ainda não é hora de dar tchau.
Lancei minhas teias no vilão, puxei pra esquerda o jogando contra a parede e em seguida puxei com força para a direita o jogando contra o vidro. O mesmo quebrou com o impacto e o russo caiu para fora do prédio.
Corri e saltei, lançando uma teia no vilão e outra no prédio, o segurando pendurado.
— Agora sim é hora de dar tchau.
***
— Ao que parece o vilão é conhecido como Camaleão e ele está sendo levado para a prisão de segurança máxima. A Mulher-Aranha foi inocentada de todos crimes e é considerada por Nova York, novamente, uma heroína.
Sorri satisfeita ao ver a reportagem na televisão da vitrine da loja.
— É, você conseguiu. – disse Peter.
— Não sozinha. Obrigada pela ajuda. – ele passou o braço por cima dos meus ombros e me puxou para si.
— Você teria feito mesmo por mim.
— Pode apostar, parceiro. – nós rimos e voltamos para o caminho da escola.
Felizmente Camaleão estava preso e eu era inocente de novo. Mas é claro, não dá para relaxar por muito tempo, já que a vida em Nova York é bem agitada. Sorte que a Mulher-Aranha não tem problema com isso.
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