Notas iniciais
Boa Leitura!!!

Senti algo prender a minha cintura, em seguida uma mão passa ao redor dela e me segura. Era Peter novamente.

— Te peguei! – ele me trouxe ao chão com segurança e segurou os meus ombros me fazendo olhar pra ele. – Gwen, você tá bem? – fiz que sim com a cabeça, ainda meio atordoada – Certeza?

— Sim.

— Ótimo, vou atrás do Camaleão. Ele ainda está na Oscorp e eu fritei o cinto dele de vez.

— Não. Deixa que vou.

— Mas você...

— Peter, eu preciso acabar com isso de uma vez por todas. – falei determinada – Você vai ver se as pessoas estão seguras e eu cuido do Camaleão. Se algo der errado eu juro que peço ajuda. – ele pareceu meio relutante, mas então observou algumas pessoas correndo de dentro do prédio.

— Ok, vai lá. Boa sorte.

— Pra você também. – enquanto ele corria para o prédio, eu corri para o beco mais próximo e fiz a troca de roupa mais rápida da minha vida.

Escalei o prédio, subi no topo, atirei as minhas teias no prédio da Oscorp e entrei pela mesma janela que Peter tinha quebrado.

Acho que a polícia tinha me visto, mas estavam preocupados em isolar o perímetro e fazer com que todos saíssem do prédio em segurança.

Corri por dentro dos corredores, mas o local estava vazio, com um ar de filme de terror.

Pensei no objetivo do Camaleão que era roubar as pesquisas do Dr. Connors, então corri até a mesa dele e lá estava o vilão, pegando o computador e sem nenhum disfarce – pois como Peter disse, seu cinto havia parado de funcionar.

— Sabia que é feio pegar o que não te pertence? – ele me encarou irritado e jogou outra cadeira, em mim. Mas dessa vez eu desviei e corri na sua direção – Em alguns países... Se chama “roubo”. – pulei e acertei um soco nele.

— Pensei que tinha tirado você do meu caminho, Mulher-Aranha! – ele virou rapidamente e tentou me acertar mas eu desviei, desferiu um chute e eu saltei para trás. Agora usando sua voz verdadeira, pude perceber que ele tinha um sotaque russo.

— Então era esse o seu objetivo, Camaleão?

— Pode-se dizer que sim.

— Então acho você falhou. – o vilão veio correndo e fez menção de me chutar pela esquerda, me preparei para defender o golpe, mas ele rapidamente alternou as pernas e me chutou pela direita.

Caí de joelhos e ele me acertou um soco, seguido de mais um, me deixando caída.

— Eu não tenho tanta certeza. – Camaleão me acertou um golpe na barriga e eu deslizei para longe. Então ele correu na minha direção, me segurou e me jogou em uma janela, fazendo a mesma quebrar e eu cair para fora do prédio.

— De novo não! – lancei minhas teias nas paredes corredor do interno do prédio e me puxei para dentro novamente, rolando e caindo abaixada, com uma das mãos apoiada no chão.

— Veio para mais uma rodada de sangue?

— Veremos. – corri avançando em sua direção, desviei de um soco e acertei um chute do lado do seu corpo. Em seguida, acertei um soco na sua cara literalmente branca esquisita e pulei para trás antes que ele me acertasse.

Camaleão pegou um dos quadros do corredor e jogou em mim, pulei para o lado e fiquei grudada na parede. Corri pela mesma, lancei minhas teias em suas mãos, passei correndo por ele, e quando cheguei no final do corredor, o puxei e atirei em cima de uma das mesas – meu lado cientista me repreendeu, pois tudo aquilo era caro.

— Você está começando a me incomodar!

— É o que dizem. – dei de ombros e desviei do equipamento que o russo jogou em mim. – Ei, esses equipamentos parecem importantes demais pra você ficar jogando! – desviei de outro e virei meu corpo meio de lado, acertando uma teia no equipamento e puxando de volta para Camaleão, atingindo em cheio o vilão. – Stark, Banner, Osborn e etc, abençoem minha alma! – pedi piedade ao grandes cientistas da nossa geração, depois de arremessar e estragar o equipamento do laboratório.

Camaleão saiu correndo entre os outros setores e eu fui atrás, enquanto recebia uma chamada de Peter no comunicador.

— A polícia vai subir aí! – ele avisou.

— Droga! – perdi o russo de vista, mas logo o meu sentido aranha vibrou e antes que eu fizesse algo, ele acertou um vaso de plantas na minha cabeça, me fazendo cair. – Segura a emoção! – falei para Peter enquanto rolava para o lado e desviava de um golpe.

— Quê? – ouvi ele perguntar.

— Segura eles!

— Vou tentar, mas não sei se con... – Camaleão foi avançando enquanto eu desviava, até que ele me prensou na parede, acertou um soco em mim e segurou o meu pescoço com força. – Gwen? O que foi esse barulho? – coloquei as minhas mãos sobre a do vilão, tentando me soltar para falar que Peter não precisava se preocupar, mas eu não conseguia.

— Na minha época de espião já enfrentei seres superpoderosos. As pessoas costumam ter medo deles, mas a verdade é que todo mundo é vulnerável. – ele apertou mais o meu pescoço e agora eu mal conseguia respirar – E não é impossível derrotar um.

— Gwen? Me responde! – ouvia Peter chamar – Se você não me responder em cinco segundos, eu vou entender como um pedido de ajuda.

— Diga adeus, Mulher-Aranha! – mesmo quase ficando sem ar eu tive que pensar rápido. Precisava resolver isso sozinha e limpar o meu nome de vez.

Olhei para trás e vi que ali no chão tinha um pedaço do vaso que Camaleão tinha quebrado na minha cabeça. Baixei a minha mão, lancei uma teia no pedaço de cerâmica e puxei com força, fazendo com que batesse nas costas dele.

O vilão não me soltou completamente, mas enfraqueceu o aperto ao redor do meu pescoço, o que foi suficiente para que eu conseguisse empurrá-lo com um golpe em sua barriga.

— Tudo sob controle. – respondi Peter ainda recuperando o fôlego e olhei na direção do Camaleão – Ainda não é hora de dar tchau.

Lancei minhas teias no vilão, puxei pra esquerda o jogando contra a parede e em seguida puxei com força para a direita o jogando contra o vidro. O mesmo quebrou com o impacto e o russo caiu para fora do prédio.

Corri e saltei, lançando uma teia no vilão e outra no prédio, o segurando pendurado.

— Agora sim é hora de dar tchau.

***

— Ao que parece o vilão é conhecido como Camaleão e ele está sendo levado para a prisão de segurança máxima. A Mulher-Aranha foi inocentada de todos crimes e é considerada por Nova York, novamente, uma heroína.

Sorri satisfeita ao ver a reportagem na televisão da vitrine da loja.

— É, você conseguiu. – disse Peter.

— Não sozinha. Obrigada pela ajuda. – ele passou o braço por cima dos meus ombros e me puxou para si.

— Você teria feito mesmo por mim.

— Pode apostar, parceiro. – nós rimos e voltamos para o caminho da escola.

Felizmente Camaleão estava preso e eu era inocente de novo. Mas é claro, não dá para relaxar por muito tempo, já que a vida em Nova York é bem agitada. Sorte que a Mulher-Aranha não tem problema com isso.

Notas finais
Muito obrigada a todos que leram até aqui!! Eu disse que essa shortfic seria um gostinho para a segunda parte de "A.K.A. Spider-Gwen", mas a verdade é que vai ocorrer um reboot na fic. Eu escrevi a parte 1 faz um bom tempo e não quero continuar a história que na minha opinião está mais ou menos. Então eu vou fazer uma nova origem (o começo vai ser menos enrolado, não vou explicar tudo de novo). Acho que vocês vão gostar da nova versão de "A.K.A. Spider-Gwen" que será postada em breve. Espero que tenham gostado ♥ xx
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!