Notas iniciais
Maria é a segunda protagonista. Gosto da personalidade dela.

— Maria Alice Guimarães Fernandes, quero você aqui em cima em 5 minutos! 5 minutos! – Gritou minha mãe do achando andar, enquanto eu revirava os olhos.

Que saco! Um ser humano não pode ter um minuto de paz nesse lugar não? Desde de que meu pai resolveu trocar minha mãe pela minha melhor amiga, nossa família virou de cabeça para baixo.

Meu irmão mais velho tratou de arrumar uma desculpa, e se inscrever para uma escola de artes. Eu também me inscrevi e passei, mas não tinha tanto interesse como ele.

Eu só queria sumir daquele lugar.

— O que foi? Eu perguntei enquanto abria a porta, entediada.

Minha mãe estava sentada na cama dela.

— Que história é essa que você decidiu aceitar em ir estudar na mesma escola de artes de seu irmão? Pensei que você não estava tão interessada como ele.

— Eu resolvi aceitar porque eu quero sumir. Eu não aguento mais, ser tida como uma doida sem noção, que pode a qualquer momento ter uma recaída na depressão. – Falei, sem alterar o tom de voz. – O canalha do meu pai transformou a minha melhor amiga na amante legalizada dele, e todo mundo tá me tratando como uma boneca prestes a quebrar.

Minha mãe me encarava.

— Filha, eu sei que isso é difícil. Essa situação da Sofia, com seu pai... Mas eu não quero que você fuja. Eu quero que você esteja no exato lugar que você quer estar.

— Eu já me decidi, mãe. – Falei firme. – Eu vou.

[...]

— Então seu irmão estuda aqui também? – Perguntou minha nova colega de quarto, enquanto eu a acompanhava até a sala de música.

— É. O Tom faz pintura. Ele e o melhor amigo Mika sempre foram fissurados por tinta.

Ela riu, e jogou os cabelos castanhos para trás. Eu olhei para o corredor e estava relativamente vazio. Exceto por estar meu irmão, Olívia – Olie – e Roger, que conversavam baixinho.

— Maria! E Felícia! – Gritou Olívia, quando nos viu.

Os meninos se viraram para nós.

— Olívia, você podia evitar me gritar toda vez que me vê? O meu nome ecoa todos os dias por esse corredor.

Felícia e os garotos riram, enquanto Olie revirou os olhos. Ela era uma garota incrível, mas extremamente irritante em determinados momentos

— Maria, eu tenho a tarde livre. Vamos nos encontrar no salão de jogos? – Tom, meu irmão, perguntou.

Enquanto isso Roger completou.

— É, Maria Alice. Vai e leva a sua nova amiga, para... Para nós socializarmos. – Ele olhou para ela de cima para baixo, medindo a beleza dela.

Esse aí não perde uma. E ele me chamava de Maria Alice só para me irritar. Babaca!

— Ei! Não fala assim! – Olie reclamou com ele, enquanto batia em seu peito. – Ainda mais na frente da Maria. Você sabe que ela é apaixonada por você a muito tempo!

Roger olhou para ela com os olhos arregalados, enquanto eu fiquei vermelha, de raiva. Mas que drogas aquela garota tinha fumado?

Eu apaixonada pelo Roger? Impossível!

I-M-P-O-S-S-Í-V-E-L

Felícia exclamou atrás de mim, enquanto isso, Tom olhava de mim para Roger, tentando ter certeza de que o que Olívia falou era verdade.

— Olívia... – Falei, tentando me controlar. – Eu espero que você esteja sob o efeito de entorpecentes, para ter dito uma besteira dessas.

— Que besteira o que! Todo mundo sabe da sua paixão por ele, e que ele sente o mesmo por você! Outro dia, até o Bruno comentou como rolava um clima forte entre vocês.

— Ok, essa conversa já deu para mim. – Falou Roger, visivelmente constrangido.

— Para mim também. Vamos, Felícia.

Puxei a garota, deixando Olívia e sua língua grande para trás. Tom ficou com ela.

Eu estava tentando não pensar muito nisso. Acompanhei Felícia até a sala de música, e a apresentei para Ester, uma amiga em comum que eu tinha com Olívia.

Mas, passei o dia pensando como uma pessoa consegue ser tão insuportável e doce como Olívia.

Ela foi uma amiga que surgiu em um momento difícil. Eu fui traída pela única pessoa, além da minha família, que eu confiei. E apesar dela viver me colocando em enrascada eu gosto muito dela. Era irmã que eu nunca tive.

Não que eu vá contar isso a ela.

Notas finais
Só sei sentir ♡