Notas iniciais
Oi oi gente! Como eu já disse em Princesa Emily 2, essa semana foi super atarefada pra mim, semana passada também, por isso eu não postei sábado passado, entendam, eu to muito ocupada esse final de ano porque eu faço muita coisa fora a escola, como teatro, vôlei, cursos... e bem, a prioridades é deles né, e além disso tenho que dar atenção para namorado, família, amigos... então pensem em duas semanas corridas, foi oque eu passei. Mas enfim, cá estou eu com um cap fresquinho, e digo que cap que vem vai ser um capo que muita gente vem pedindo e aposto que vai agradar, porque eu adorei. Então boa leitura!

Mais um espasmo. Emily fechou os olhos gemendo agarrando as costas de Jay enquanto o mesmo investia contra ela com a cabeça enterrada em seu pescoço.

Ele levantou a cabeça pra olhar para ela e gemeu a beijando. Emily subiu uma mão das costas para a nuca dele a arranhando de leve gemendo baixinho e enrolado o fazendo sorrir de lado metido.

– Emily – ele suspirou o no ouvido dela que pressionou os olhos arranhando com mais força a nuca do garoto.

O corpo do garoto caiu sobre o dela. O coração de ambos estava acelerado e as respirações irregulares. Emily acariciou as costas de Jay tentando normalizar sua respiração.

Sorriu ao sentir Jay morder seu pescoço o chupando de leve depois.

– Estou velho – ele disse.

– Por quê?

– Olha meu estado, não consigo nem respirar direito depois de transar.

Ela riu acariciando os cabelos dele.

Ele se deitou ao lado dela e a olhou tocando seu rosto.

* * *

Jay dormia ronronando coisas que Emily não conseguia decifrar, mas não se importava também. Já passava das duas da manhã e por algum motivo o sono não vinha de jeito nenhum.

Ela se levantou devagar para não acordar Jay, o cobriu novamente e tirou o cabelo escorrido por seus olhos. Colocou sua lingerie e o robe e saiu do quarto em passos leves.

Foi até a cozinha do apartamento de Jay que era dividida da sala por um balcão. Fez um café sem colocar muito açúcar e foi até a grande janela que quase cobria a parede inferior inteira e se apoiou no batente da mesma. Sim, ela estava com insônia e foi tomar café, não tente entender, apenas aceite.

É claro que mesmo sendo duas da manhã a cidade de Los Angeles permanecia acordada. Emily via jovens bêbados de um lado a outro, pessoas bem vestidas voltando sabe-se lá de onde e carros com músicas eletrônicas e altas passavam de vez em quando.

Ela respirou fundo bebericando o café, não entendia de verdade porque Charlie atormentava tanto seus pensamentos. Não era daquele jeito de antes, quando ela não conseguia o tirar da cabeça, era uma espécie de raiva e uma grande decepção que invadia sua cabeça.

E claro, tudo isso ligado a Charlie.

Sentia raiva desse comportamento indiferente dele, mas sentia ainda mais raiva de si mesma por não ter se dado ao trabalho de se despedir dele naquele dia que parecia ter sido há muitos anos, não só dois. As coisas teriam, sem dúvida, sido muito diferentes se ela tivesse se despedido dele.

Talvez ela simplesmente não teria conseguido ir embora quando ele pedisse que ela ficasse. Talvez teriam prometido esperar um ao outro, ou talvez, ele poderia ficar com raiva e dizer um grande dane-se você.

Ela não sabia ao certo oque poderia ter acontecido e como sua vida estaria agora se as coisas não tivessem sido daquele jeito.

Emily não fazia ideia, mas agora Charlie podia estar namorando outra pessoa, e essa pessoa podia estar sendo bem melhor pra ele do que ela mesma foi.

Fechou os olhos os pressionando, ela não sabia exatamente porque, mas a ideia de ver Charlie com outra a incomodava muito, tudo bem que ela já havia seguido em frente, provavelmente ele também, mas não era algo que ela queria presenciar.

Era mais que óbvio que ele não queria vê-la nem pintada de ouro, mas ela não o queria distante, nunca quis.

Pensou em tudo oque poderia ter acontecido nesse tempo que ela não esteve com Charlie, se depois que ela foi embora ele voltou a passar o rodo em todo mundo...

Ela queria muito saber como de fato estava a vida dele agora, quais eram suas preocupações, seus medos, as coisas que o deixavam feliz... se ele ainda tinha os mesmo gostos, a mesma forma de fazer a coisas...

Porém, ela ficaria na curiosidade, porque se as coisas continuassem como estavam, ela jamais descobriria nada em relação aquele menino tão difícil.

Olhou a janela mais uma vez e suspirou encerrando o café em um gole.

* * *

Sarah olhou para a tela do cinema e suspirou. Olhou para Nick ao seu lado que parecia muito entretido com o filme.

Se afundou na cadeira pensando em dormir, mas se sentiu desconfortável, então apoiou a cabeça no ombro dele esperando que o mesmo a envolvesse com seu braço, mas não, ele apenas ficou comendo sua pipoca como se nada tivesse acontecido.

– Ei, não vai dormir – ele disse mexendo o ombro rapidinho.

Sarah o olhou brava, Nick viu sua expressão e estendeu o balde de pipoca a ela.

– Quer?

Garoto burro.

– Eu vou comprar chocolate – ela disse pegando sua bolsa.

– Mas agora?

Ela assentiu. Nick tirou seu cartão do bolso e pegou a bolsa de Sarah a colocando na cadeira de novo.

– Compra pra mim também – ele deu o cartão a ela.

Sarah olhou sua bolsa e depois para ele, Nick sorriu, ela odiava que ele ficasse pagando as coisas, mas ele não ligava tanto para pagar quanto para ela não gostar.

– Vai – ele sorriu dando um tapinha na bunda dela.

Ela revirou os olhou e saiu rápido ouvindo os protestos das pessoas no cinema porque ela estava na frente da tela.

Delicada como uma mula Sarah olhou para as pessoas e mostrou o dedo do meio saindo da sala de cinema vendo a discórdia que gerou dentro da sala.

Ao ver a claridade do corredor ela sorriu, aquele filme era um lixo e ela não aguentava mais ficar lá dentro, o chocolate foi só uma desculpa, uma deliciosa desculpa. Olhou para os chocolates na prateleira e pegou um Snickeres para Nick e um M&M's de amendoim para ela. Olhou para as bebidas e pegou uma garrafinha de água e sentou ali do lado de fora esperando a sessão acabar. Olhou seu celular e viu que faltavam 14 minutos para a sessão terminar, é, ela iria esperar, com certeza.

Ficou ali comendo e mexendo no celular até ver uma manada de gente saindo pela porta da sala 6.

Viu Nick a procurando com os olhos com sua bolsa em um dos braços e quando a localizou foi apressado até ela de certo modo meio aliviado.

– Onde você estava?

– Aqui? – ela ergueu as sobrancelhas.

– Fiquei preocupado.

Ela voltou a erguer as sobrancelhas.

– E por isso continuou lá dentro?

– Bem eu... você perdeu o final! – ele disse.

– A fila estava grande.

Nick olhou para a fila de pessoas, 2 pessoas, e elas ainda estavam juntas.

– Grande?

– Na verdade eu achei o filme uma droga, ai saí – ela se levantou pegando sua bolsa e entregando o cartão de crédito a ele.

Ele sorriu passando a mão no cabelo.

– Comprou o chocolate pelo menos?

Ela sorriu e entregou o Snickeres a ele.

– Te amo – ele a segurou pela cintura beijando seus lábios.

– Interesseiro – ela murmurou contra os lábios dele.

Era pra ser só um selinho, mas Sarah o puxou pela nuca intensificando aquele beijo e Nick sorriu discretamente colocando uma das mãos na bunda dela a apertando de leve.

– Você está tremendo – ele disse ainda com os lábios bem perto dos dela.

– Só um pouco de frio.

– Porque não disse antes? – ele deu seu moletom cinza da GAP a ela.

– Não precisa amor – ela sorriu e ele deu um selinho nela.

– Eu nem estou usando rabugenta, coloca ai.

Ela riu pegando o moletom dele o colocando, como esperado ficou enorme, principalmente as mangas, ele colocou a toca nela enquanto Sarah terminava de arrumar o moletom em seu corpo e sorriu.

– Tão pequena! – ele a abraçou com força a assustando.

– Não sou pequena!

– É sim, olha o tamanho da minha blusa em você! – ele quase apertou as bochechas dela, mas ao invés disso as espremeu deixando Sarah igual a um peixinho.

– Também, quem manda ser um mamute? – ela tirou a toca arrumando seu cabelo.

Ele fez um bico meio chateado e ela o abraçou pousando a cabeça em seu peito.

– Um mamute muito lindo e gostoso – ela acariciou as costas dele – e bem cheiroso.

– Hummmm aí sim – ele sorriu a abraçando com força.

Puxou o rosto dela e voltou a espremer as bochechas dela sorrindo.

– Olha só que menina linda – ele disse com um sorriso bobo e ela riu quando ele a puxou para ele a beijando novamente.

– Que meloso – ela disse mordendo o lábio dele o segundo de leve.

– De vez em quando é bom né – ele riu e ela riu também – ta ta, vamos logo – ele riu a abraçando pela cintura enquanto saíam do cinema.

* * *

Os dois cantavam Steal My Girl considerando que Sarah sabia cantar por causa de Kate e Abby, já Nick sabia só o refrão. Ele ria do jeito que ela tentava parecer meiga enquanto cantava fazendo o controle do rádio de microfone.

– Chocolate – Nick abriu a boca e ela deu um quadradinho da barra a ele comendo um logo depois – se eu fosse você maneirava no chocolate dona Sarah, gosto muito, muito do seu corpo desse jeito – ele disse brincalhão.

– E se eu fosse você parava com o chocolate, até porque, a única coisa que me pende a você é seu corpo, porque o cérebro não podia ser né.

– Ah é?

– Sim.

Nick estacionou o carro e saiu falsamente ofendido entrando na Academia.

Sarah revirou os olhos e saiu do carro indo apressada até ele o abraçando por trás espalmando as mãos no peito dele sentindo o coração dele bater normalmente, mas forte.

– Eu te amo, seu corpo é apenas um extra.

Nick suspirou sorrindo colocando a mão direita por cima da dela.

– Ama mesmo? – ele se virou para ela.

– Não creio que você ainda duvida – ela fez cara de chateada e ele a segurou forte.

– Eu acredito em você – ele sorriu de leve – apenas gosto de te ouvir dizer que me ama.

– Ridículo – ela deu um tapa no peito dele o afastando.

– Linda – ele segurou o rosto dela com as duas mãos e soltou um sorriso de leve – eu acho que nunca cheguei a dizer isso, mas tenho muita sorte em ter você.

Ela sorriu tocando seu nariz no dele.

– Eu sei – ela sussurrou antes de beijá-lo.

Nick a segurou com força a fazendo se inclinar de leve para trás.

– Calma ai – Sarah separou os lábios dos dele buscando ar.

– Sah – ele a segurou deixando sua cintura pressionada contra a dele.

– Oi – ela o abraçou pelo pescoço.

– Se eu te... pedisse em casamento agora, você aceitaria?

Sarah franziu o cenho.

– Como é?

– Você me entendeu, se eu te pedisse em casamento, agora, você aceitaria?

Sarah mordeu o lábio.

– Porque... porque está me perguntando isso?

– Por quê? Bem, eu pretendo um dia... concretizar isso. Eu não sei você, mas costumo pensar bastante no meu futuro e... o que eu penso, todos os planos, todos os desejos... você participa de todos eles.

Sarah abaixou os olhos sentindo a mão dele acariciar sua cintura.

– Eu só queria saber se isso é válido.

Sarah mordeu o lábio e levantou os olhos para ele novamente olhando bem aquelas bolinhas azuis escuras que brilhavam.

– É válido – ela disse.

– Então isso é um sim? – ele sorriu esperançoso.

– Bem, talvez – ela se afastou um pouco dele sorrindo.

– Como talvez?

– Me diga qual seria a graça de ver você se ajoelhando na minha frente e me pedindo em casamento se você já soubesse minha resposta? E o meu divertimento ao te ver gaguejar e tremer?

Ele a olhou bem.

– Você está brincando, não é?

– Não – ela sorriu se inclinando sobre ele dando um selinho em seus lábios – vai ficar na dúvida até me pedir.

– Ah não Sarah...

– Ei, pare de reclamar – ela passou a mão no peito dele o arranhando de leve – apenas tenha certeza de uma coisa.

– O quê?

– Que eu te amo mais do que achei que fosse possível amar – ela sussurrou no ouvido dele beijando seu pescoço logo depois – e isso nunca vai mudar.

Nick sorriu apoiando seu queixo no topo da cabeça dela, vindo de Sarah aquilo era mais que um sim.

– Eu... eu tenho que ensaiar para uma prova, me ajuda? – ele sussurrou no ouvido dela.

– Tem as falas?

– Claro.

– Então vamos – ela entrelaçou sua mão na dele – porque afinal, que pessoa melhor para praticar a não ser eu?

– Na verdade eu só quero te beijar mesmo.

Ela ergueu as sobrancelhas.

– E quem você vai ter que beijar?

– Uma menina lá, mas é só um selinho – ele disse.

Sim, os dois já estavam acostumados com beijos técnicos em cena, afinal, seriam essas suas carreiras, teriam que se acostumar na marra.

– E vai prejudicar muito seu ensaio se eu não der apenas um selinho?

– De modo algum, pelo contrário.

– Então ok – ela sorriu.

Notas finais
Espero que tenham gostado, lembrem-se de comentar porque isso me anima, e não lembro se respondi os coments do cap passado, mas se não, vou responder agr. Até os comentários, bjs!