Notas iniciais
Oi gente linda! Então, nem demorei muito né? Só um pouco. O cap tem uma parte... esperada por vocês, duas na verdade. Mas elas são tecnicamente "fracas" porque são apenas uma introdução a verdadeira treta Espero que gostem. Boa leitura!

Emily estava sem fôlego, havia acabado de terminar de cantar Bad Blood e acabou se empolgando... só um pouquinho.

Foi a última música da noite, e apesar de Charlie querer revidar, não dava mais, o tempo nem as cordas vocais permitiam isso.

Eles desceram do palco em meio aos aplausos e Emily foi praticamente correndo até sua bolsa pegando a garrafinha de água, sua garganta estava seca e bem cansada, tinha a sensação que estaria meio rouca na manhã seguinte.

Olhou para o lado aonde Charlie vinha andando calmamente até sua mochila pegando também uma garrafinha de água, também deveria estar exausto, afinal, mesmo que ela odiasse admitir, ele fez um belo show.

O olhou e fechou a garrafinha.

– Você foi bem, When I Was Your Man foi... impressionante – "quase chorei, mas isso não importa".

Ele me olhou tomando mais um pouco de água.

– Obrigado – ele disse fechando a garrafinha – Rise Up foi... legal.

É, legal parecia ser o máximo de elogio que ele poderia dar a ela.

– Obrigada – agradeceu.

– Mas não pense que esse elogio muda alguma coisa – ele guardou a garrafinha na mochila.

– Estou tentando ser simpática – ela disse – pode uma vez ao menos não terminar algo com sua... estupidez e arrogância?

Emily suspirou.

– Pensei que isso já havia ficado bem claro – ele inclinou levemente a cabeça – perdeu a capacidade de raciocinar?

– Não, não perdi. Você que perdeu o coração.

Ele soltou uma risadinha passando o cabelo pra trás.

– Engraçado você dizer isso – ele se aproximou dela, e quando digo que ele estava perto, quero dizer tão perto ao ponto de beijá-la – se hoje não tenho coração, a culpa disso tudo é sua.

– Então é assim? A primeira decepção amorosa e você já vira um ogro? Talvez deva saber que as coisas não são assim.

– Será que não percebe? – ele riu – eu sou o mesmo com todos, mas não consigo te tratar com simpatia, oque você fez, não me afeta mais, mas isso não significa que eu tenha que ir com a sua cara ou te perdoar por aquilo. Estou muito bem, ótimo se quer saber, só quero que suma da minha vida.

– Sim, eu entendi isso, e acho muita falta de maturidade da sua parte – ela disse e ele novamente riu – eu fui embora por muitos motivos, e um deles era você, caso não se lembre. Se lembra do que fez? Do seu egoísmo que poderia ter afetado minha vida de uma forma que nem eu sei? Claro que não se lembra disso, porque os seus erros você não enxerga.

Pela primeira vez, ela o fez se calar.

– Eu não teria voltado para Nova York sem aquela carta, porque a condição para eu voltar, era entrar em uma academia lá, caso o contrário, meu pai jamais me deixaria voltar. Já parou pra pensar no que poderia ter acontecido se eu não fosse? E se mesmo assim sua mente egoísta o impedir de pensar nisso, meu pai poderia ter morrido nas várias vezes que ele teve um surto e só havia eu ali para ajudá-lo – ela respirou fundo contendo as lágrimas.

Ele se calou.

– Claro que você não entende isso, tem uma família, mãe, pai, irmãs, tios, tias... eu só tenho o meu pai. Quem não deveria querer olhar na sua cara sou eu por quase ter feito eu perder minha única família.

Ele engoliu seco e cruzou os braços.

– Eu certamente ficaria agradecido se decidisse assim – ele respirou fundo, não queria admitir, mas oque ela disse foi um choque – assim não precisaríamos estar tendo essa discussão desnecessária.

Agora ela que se aproximou bem dele.

– Eu cansei disso. Você não é mais o mesmo e não ouse falar que isso é culpa minha. O Charlie que eu conheci e amei nunca me trataria desse modo, nunca trataria ninguém desse modo, sabe por quê? Porque um dia você foi gentil, amoroso e acima de tudo, mais homem do que é agora.

– Parei de me importar com oque você pena de mim Davis – ele suspirou – posso ter mudado, mas você mudou ainda mais.

– É, eu cresci, agora você parece ter decaído.

– Se decair significa não ser igual você, ainda bem que o fiz.

– Tudo bem aqui?

Emily olhou para trás onde Jay estava com os braços cruzados e uma sobrancelha erguida.

– E quando pensamos que não dá pra piorar... – Charlie murmurou virando as costas.

– Oque disse? – Jay foi andando zangado até ele, certamente de longe não havia percebido que parecia um pigmeu perto de Charlie.

– Exatamente oque ouviu – Charlie se virou para ele com os braços cruzados – agora se me dão licença, minha cota de paciência já estourou por hoje.

– Você por acaso sabe com quem está falando? – Jay voltou a se aproximar dele.

– E por acaso você sabe com quem você está falando? – Charlie ergueu uma sobrancelha.

Jay engoliu seco, nunca haviam respondido aquela pergunta com outra pergunta, e ele realmente não sabia oque fazer agora.

Charlie olhou para Jay e depois para Emily que o puxava pelo braço.

– Vocês definitivamente, se merecem.

– Olha aqui senhor Superman, não sei quem você pensa que é, mas vi o jeito que estava olhando para a minha namorada, perdeu a noção do perigo?

Charlie riu, uma risada de pena até.

Emily puxou Jay para ela.

– Você perdeu a noção seu maluco? Ele pode te fazer em pedaçinhos, então sossega e vamos embora.

– É Chiuaua, aquieta a TPM ai – Charlie botou a mochila no ombro saindo.

– Quem é esse babaca? – Jay se soltou bruscamente de Emily a olhando.

– Ninguém importante. Está com fome? Porque eu estou, vamos.

Emily foi andando apressada até Jay para segurar pelo braço.

– Eu sei que ele não é um qualquer, quem é ele?

Ela suspirou e passou a franja para trás da orelha.

– Ninguém que interesse, Jay, vamos.

– Eu vi o jeito que ele te olha, Emily.

– E não me disse até agora que jeito seria esse.

– Como se fossem bem íntimos, mas não sei se isso é bom.

Emily suspirou voltando a passar a franja para trás da orelha.

– Vou perguntar mais uma vez, quem é ele?

– Quer mesmo saber?

– Óbvio.

– Ok. Namoramos seis meses no primeiro ano, antes de eu ir para Nova York – ela disse.

Jay ficou quieto por um instante.

– Ele está te enchendo o saco? Porque se estiver eu posso...

– Sim, mas não do modo que você está pensando, e não é nada que eu não consiga resolver sozinha, ok?

– Não estou gostando disso.

– E minha barriga não está gostando da falta de comida nela, podemos ir?

Ele suspirou e Emily segurou seu braço indo atrás de comida.

* * *

– Oque está fazendo aqui?

Emily se virou depressa vendo Sarah.

– Eu vim buscar... oque você faz aqui?

Ela sorriu.

– Aula extra – ela disse.

– Tipo um reforço? – Emily sorriu de lado.

– Tipo um cala a boca – ela sorriu para Emily que igualmente sorriu.

– Certo, ok – ela guardou as coisas que estavam dentro do armário em sua bolsa.

– Não tinha que estar gravando um clipe ou algo assim?

– Tinha, na verdade só daqui a duas horas, o diretor teve algum problema... e enfim, isso realmente não me interessa – Sarah riu – eu vim buscar meu celular e minha jaqueta.

Ela assentiu e Emily olhou o relógio.

– Tem tempo pra um café? Estou morta de fome.

– Quarenta minutos está bom pra você?

– Está sim.

Quando as duas entraram no refeitório que Emily foi perceber que haviam muitas pessoas tendo "aulas extras".

– Está com dificuldade em alguma coisa? – Emily perguntou enquanto esperavam o homem terminar seus cafés, dessa vez não estava zoando com ela.

– Não exatamente – Sarah agradeceu ao homem pegando seu café e pagando – foi meio escolha minha.

– Por quê? – elas se sentaram frente a frente e Emily bebericou seu café.

– Um papel difícil – Sarah deu de ombros – não é precisar de ajuda, mas quero ajuda – ela também tomou seu café – gosto de fazer as coisas com perfeição, caso o contrário, pra que fazer?

Emily sorriu.

– É um belo jeito de pensar, Sarah.

– É, eu tenho lá meu lado poeta e sensato – ela deu de ombros e Emily sorriu – e você, descobriu seu lado atriz nos clipes?

– Ah, mais ou menos – ela disse – também não é necessário nada complicado, na verdade é bem legal, é como... não ser você por um tempo

– É, agora me entende – Sarah murmurou com um sorriso – é divertido, não?

– Muito – Emily sorriu – e ah, te falei do clipe que vou precisar de você, não é?

Sarah assentiu.

– Certo, é o próximo a ser gravado, provavelmente semana que vem, te aviso.

– Ok – ela sorriu – vou te dar um tapa, né?

– É, e além disso, vai ser a vadia que vai estar assediando meu namorado.

– Não poderia ser um papel melhor – ela afirmou e Emily riu – e quem será o garoto desse clipe?

– Eu não faço ideia – ela suspirou – já foram quatro modelos até agora, um pra cada função e a maioria dos clipes envolve garotos... então estou realmente perdida quando se trata do sexo masculino.

– Deve ser frustrante – ela disse sarcástica.

– Realmente é.

Sarah pensou.

– Parando para analisar, deve ser um saco. Um já da trabalho imagine vários!

– Pois é!

Elas riram e Emily voltou a tomar seu café.

– Olha, não quis comentar sobe isso antes, mas... não tem jeito – ela disse e Emily a olhou com atenção – oque está acontecendo entre vocês?

– Oi?

– Você e o Charlie – ela simplificou – quer dizer, eu sabia que estava um clima desagradável... mas vocês estavam se olhando como assassinos na festa, era mais do que um olhar de batalha, era quase assustador.

Emily engoliu seco.

– Ele é um idiota – ela disse – quero dizer... a desculpa dele pra tudo foi porque o deixei, que droga! Ok, eu posso... tê-lo magoado um pouco, mas eu também não fiquei bem, e ele quem fez besteira antes de eu ir – ela encostou as cotas na cadeira – cheguei a me sentir culpada assim que voltei... mas eu não tenho nada do que me desculpar com ele, fui embora, ok, esse foi o meu "grande erro", mas olhar para os próprios erros ele não olha.

Agora Sarah quem engoliu seco.

– Porque lembrou disso agora?

Sarah deu de ombros tomando mais de seu café olhando por cima do ombro de Emily.

– Talvez porque ele está com a manequim do vôlei atrás de você.

Emily olhou para trás vendo Charlie e aquela... garota sentados duas mesas atrás delas. Eles dividiam uma pizza e conversavam, ela sorria pra ele direto e ele retribuía, ele parecia... feliz, de um modo que ela não havia presenciado desde que havia voltado.

– Ótimo, pelo menos ela tira um pouco da amargura nele.

Sarah franziu o cenho.

– Não se incomoda? Nem um pouco?

"Claro que me incomodo"

– Óbvio que não – ela tomou mais café para quem sabe disfarçar a bela mentira – e daí que o cabelo dela é lindo? E que ela é magra e alta? – Emily suspirou novamente olhando de relance para a menina – quem estamos querendo enganar? Ela é linda – dessa vez ela bufou – mas isso não significa que eu ligo pra eles, realmente não ligo.

Sarah sorriu.

– Sinceramente? Não é oque parece – Emily franziu o cenho para ela que voltou a sorrir – está sentindo esse cheiro? Parece... ciúmes com uma pitada de... oque? Ah... claro, inveja.

Emily riu sarcasticamente.

– Nunca, Jones.

– Ok – ela ergueu as mãos rendida – mas se isso te consola... ela é magra demais, você é gostosa.

Emily riu.

– E você é minha amiga, vai mentir porque me ama, agora vamos que daqui a pouco sua aula começa e eu tenho que dirigir bastante – Emily levantou.

Olhou rapidamente para Charlie, e empinou o nariz andando glamourosamente em seu salto até a saída passando em frente a mesa dele.

Conseguiu ver pelo reflexo da máquina de refrigerantes que ele a olhou... por um bom tempo oque só a fez sorrir e sair pela porta satisfeita.

* * *

– Eu precisava muito disso – Abby gemeu e Sam riu.

A menina aconchegou sua cabeça melhor na blusa do garoto que massageava suas costas tão bem.

– Porque nunca me disse que sabia fazer massagem desse jeito?

– Você nunca perguntou, e isso não é algo que se conta para as pessoas aleatoriamente.

Ela soltou uma risada falhada de satisfação e ele sorriu.

– Quer que eu levante um pouquinho a camiseta? Acho que vai ficar melhor.

– Claro, faça oque tem que fazer – ela gemeu totalmente relaxada e ele sorriu segurando a barra da camiseta dela a levantando até os ombros, então, ela simplesmente a tirou ficando só de sutiã.

– Bonito sutiã – ele disse colocando suas mãos geladas nas costas quentes dela que acabou dando um pulinho por isso, oque o fez sorrir.

– Obrigada – saiu quase como um sussurro.

– Há quanto tempo não recebe uma massagem?

– Como essa eu nunca recebi – ela disse – geralmente Kate faz em mim, a dela é boa, mas a sua... meu deus.

Sam olhava os detalhes das cotas de Abby, segurou todo o cabelo dela o jogando para o lado liberando seus ombros.

– Você é bem branquela Zelley – ele disse e ela sorriu – nem parece que mora em Los Angeles.

– Sou branquela perto de você, senhor surfista nas horas vagas – ela disse – eu sou normal, Emily que é branquela.

– Realmente – eles riram.

Depois de um tempinho, simplesmente do nada ela se levantou. Os olhos do garoto foram automaticamente para a barriga dela e depois para os seios.

– Está fazendo massagem em mim há quase uma hora, acho que devo fazer em você também – ela o olhou – não garanto que será exatamente boa, mas eu prometo que me esforço.

Ele riu ainda meio atordoado olhando para os seios dela.

– Não precisa, estou bem, Zelley – ele disse.

– Tem certeza? – ela pegou sua camiseta a vestindo, e ele finalmente conseguiu prestar atenção nela direito.

– Sim.

Ela sorriu e subiu no colo dele o abraçando.

– Obrigada – sussurrou em seu ouvido.

Eles se soltaram e Abby o olhou bem de pertinho. Sam olhou seus lábios e apertou mais a cintura da menina.

– Eu que agradeço.

Eles ficaram se olhando por algum tempo até Abby se levantar.

– Terceiro dueto, vamos, vamos, vamos! – ela disse batendo palmas enquanto ia até o som colocar a música.

– Vamos, vamos, vamos! – ele repetiu com o entusiasmo forçado enquanto se levantava.

Notas finais
Comentem oque acharam da pequena treta entre Jay e Charlie a o ciúmes nada discreto da Emily pela Jen, ok? Espero que teham gostado e até o próximo cap meus lindhos e lindhas!