ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson 2
39 Cansativo, mas muito gratificante.
Notas iniciais
Alguns meses depois...
– Acabou! – Jackson sorriu e todos aplaudiram.
O teatro foi dominado por aplausos e gritos. Emily sorriu abertamente, todos da banda deram as mãos e se inclinaram em agradecimento.
Jackson já pegou a garrafinha de água enquanto todos deixavam o palco lentamente. O teatro começou a esvaziar assim que ela saiu do palco, exausta, suada, porém muito feliz.
Jackson segurou os ombros da menina e sorriu a sacudindo logo depois de dar a garrafinha para ela que já a virava garganta a baixo.
– Sorria loira, foi um belo show!
Ela sorriu, estava realmente cansada.
– Obrigada – ela suspirou ainda sorrindo – só estou cansada mesmo, eu...
– Pulou bastante, realmente – ele concordou e ela sentou tirando os saltos, estava morrendo de dor.
– Precisa de algo? – um dos ajudantes simpáticos se aproximou de Emily.
– Minhas roupas de gente, pode trazer, por favor? – ela sorriu.
– É claro senhorita Davis.
– Temos meia hora para desmontar tudo! – Jackson gritou – vamos agilizar!
Emily foi se trocar tirando aquele vestido extremamente desconfortável, porém lindo. Suspirou sorrindo e colocou seu jeans, al-star vermelho, e uma camiseta branca qualquer. Tirou a maquiagem de palco ficando de cara limpa, piscou algumas vezes se olhando no espelho e com os cabelos presos em um coque, saiu.
– Pronta? – Jackson perguntou e Emily assentiu pegando sua bolsa, só então percebeu que nada mais estava no lugar, eles eram bem rápidos tanto para descarregar quanto para carregar as coisas – então vamos, pode dormir na viagem porque vamos chegar tarde, bem tarde.
– Ok – ela assentiu.
Ainda tinha muita gente perto do jatinho esperando ela passar. Emily sorriu acenando e mandando um beijo antes de entrar no jatinho, viu uma menininha gritar seu nome fazendo um coraçãozinho com a mão, retribuiu sorrindo e entrou de vez no jatinho. Se jogou na poltrona confortável e fechou os olhos, o barulho da bateria e dos gritos ficariam ecoando em sua cabeça um bom tempo.
Normal.
– Aqui – Jackson se sentou de frente para ela jogando uma mantinha roxa em seu corpo, a menina sorriu e abraçou o cobertor se cobrindo.
– Te amo, Jackson.
– Eu sei – ele sorriu – não conte isso para Charlie.
Ela riu.
– Creio eu que ele não se importaria.
– Talvez não, ou talvez socasse minha cara, nunca saberemos.
Ela riu.
– Me acorde quando chegarmos.
– Sim senhora.
* * *
Emily sentiu algo tocar seus lábios e virou o rosto assustada. Abriu os olhos ouvindo aquela risada baixinha.
– Oi assustadinha.
Ela piscou e sorriu ao vê-lo ali.
– Oi – ela disse baixo e ele sorriu.
– E como foi? – ele estendeu a mão a ela que a segurou se levantando ainda meio mole.
– Foi ótimo.
Charlie sorriu e a acompanhou até a porta do jatinho. De lá, cada um tomou seu rumo e ela, claro, foi com ele.
– Senti sua falta – ela observou quando ele entrou no carro.
Charlie sorriu girando a chave do carro o ligando.
– Bom saber – segurou a mão dela depois de engatar a primeira – também senti a sua.
Ela sorriu cansada.
– E meu pai?
– Morrendo de saudade, mas bem – Emily assentiu.
– Ótimo, sempre fico nervosa, mesmo que só tenha sido uma semana.
Charlie assentiu.
– Eu cuido bem dele.
Ela revirou os olhos sorrindo.
– Sei que cuida, meu amor – ela o beijou rapidamente na bochecha e Charlie sorriu quando ela se apoiou nele – mas né, é meu pai.
– Eu sei, eu sei – ele assentiu – estávamos os dois chorando e tomando sorvete.
Ela riu e Charlie sorriu ouvindo aquela risada.
Edwin já estava dormindo quando chegaram e Emily preferiu não incomodar, escreveu um bilhete e deixou no abajur, quando acordasse, saberia que ela já estava lá. Beijou a testa dele e saiu do quarto, estava menos casada, chegava a estar quase normal.
– Dormindo – Emily disse ao entrar no quarto.
– Imaginei que sim – Charlie assentiu e Emily foi até ele o abraçando – cansadinha?
– Dormi bastante, estou até bem.
Ele sorriu segurando o rosto dela entre as mãos.
– Banho?
Ela assentiu o beijando depois. Charlie a colocou de leve contra a parede deixando que sua língua deslizasse pela dela.
– Vai comigo?
Ele riu se afastando dela indo até o banheiro.
– Como se você precisasse pedir.
Ela sorriu e foi apressada até o banheiro. Ele já havia ligado a banheira, Emily se olhou no espelho levando um susto, estava daquele jeito o tempo todo?
Meu deus.
– Eu não acredito que eu estava com essa cara o tempo todo.
Charlie riu sem a olhar.
– É linda de todo jeito, para de reclamar – ele mexeu na água enquanto a banheira ia enchendo.
Emily tirou a camiseta fazendo um coque frouxo em seus cabelos, tirou os tênis, calça e ficou só de lingerie em frente ao espelho vendo marquinhas em seu corpo, principalmente as do vestido que estavam bem aparentes. O roxo na cintura pela batida no tripé do microfone na passagem de som ainda a incomodava. Mordeu o lábio se achando horrível, e Charlie ali, maravilhoso como sempre.
Charlie desligou a banheira quando a mesma já estava cheia e se levantou para tirar a roupa, Emily se olhava no espelho com uma expressão não muito contente, ele franziu o cenho e foi até ela a abraçando por trás beijando sua nuca algumas vezes.
– Algo errado, loira? – ele sussurrou contornando a cintura dela com as mãos.
– Eu... – ela tirou a mão dele do lado esquerdo de sua cintura, Charlie olhou para lá vendo um roxo meio verde.
– O que fez aqui?
– Bati na passagem de som.
Ele sorriu como já esperasse por aquilo e beijou o ombro dela.
– Não encosto mais, desculpa.
– Não é isso, não está doendo – ela disse novamente se olhando – mas hoje eu estou tão... horrível.
Charlie franziu o cenho a olhando pelo espelho. Desceu os olhos de cima a baixo pelo corpo dela parando em seus olhos novamente.
– Está linda como sempre, por que acha que está horrível?
Ela deu de ombros e Charlie a virou para ele.
– Sabe qual o nome disso?
– Dia ruim?
Ele riu.
– Não, falta de sexo – ela riu antes que ele a beijasse.
Ela tirou a camiseta do garoto retornando ao beijo. Mordeu o lábio dele quando o mesmo apertou sua bunda e abriu sua calça deixando que ela caísse pelas pernas dele.
Se afastou dele abrindo seu sutiã o jogando no chão, Charlie acompanhou os movimentos dela e depois sorriu abaixando sua cueca bem rápido. Sorriu de lado quando ela perdeu a concentração no que fazia olhando para a nova região revelada, segurou a calcinha dela e a tirou se agachando beijando o roxo na cintura da garota.
A pegou no colo entrando na banheira com ela. A menina arrepiou quando a água tocou seu corpo.
– Cansada demais pra mim? – ele perguntou começando a morder o pescoço dela.
– Nunca estou cansada demais pra você.
– Era só isso que eu queria ouvir.
Ela sentou no colo dele o beijando novamente. Charlie segurou a cintura dela se apoiando na banheira, amava aquela mulher mais que tudo.
– Emy – suspirou contra os lábios dela quando a mesma rebolou em cima do pau dele.
– Eu adoro quando geme meu nome – ela sussurrou sorrindo e ele sorriu também mordendo o lábio dela.
Segurou o membro dele o encaixando nela descendo com a cintura com toda a força.
Charlie gemeu e Emily logo o beijou para abafar, o que menos queria era que seu pai acordasse naquele momento.
– Eu precisava de você – ela o beijou de volta e Charlie segurou a bunda dela começando a se movimentar com força dentro da garota.
Um pouco de água escapou da banheira, mas nenhum dos dois ligou. Emily mordeu o ombro de Charlie para não gritar vergonhosamente alto, ele sorriu mordendo o próprio lábio sorrindo.
Quando ele acelerou o ritmo de uma hora pra outra ela ergueu a cabeça para olhá-lo, era excitante ver seus olhos escuros de desejo, ficavam sedutores, e aquele olhar dele a enlouquecia completamente.
Passou a mão pelo peito e tanquinho dele, adorava sentir aquela pele, ver aquela expressão de excitação e ouvir os murmúrios sexys que ele soltava.
– Sete dias – ele disse falhando – não dá.
Ela sorriu e o abraçou pela nuca o beijando. O ritmo lá embaixo estava alucinado, mas em cima, estava lento, calmo, gostoso, e esse era o perfeito contraste entre satisfação e prazer.
– Charlie...
Ele sorriu metido segurando as costas dela com uma mão não deixando de se movimentar, os lábios deles se roçavam a cada estocada e Emily não conseguia para de sorrir, amava a sensação de estar peto dele, só estar perto dele já era ótimo.
O corpo dele estava quente, e ela, gelada o que causava arrepios nos dois, era muito bom, sem dúvida.
Ele gemeu mais alto e Emily suspirou contra os lábios dele ao senti-lo jorrar dentro dela. Ela sorriu abertamente espalhando beijos pela bochecha, pescoço e lábios do garoto. Abriu os olhos, Charlie estava com as bochechas rosadas e a boca muito vermelha, ela riu e ele abriu os olhos rindo com ela.
– Que foi? – perguntou abraçando o corpo da menina que tocou o nariz no dele.
– É só bom te ver – ela acariciou de leve o cabelo dele que sorriu – é errado sentir tanta falta de alguém em sete dias?
– Se for, eu não sou certo.
Ela riu e o beijou se aquecendo no corpo dele.
– Sabe qual é a pior parte de quando você viaja? – ele perguntou baixinho.
– Você não ir junto?
Ele riu.
– Também, mas não – ele acariciou as costas dela olhando diretamente em seus olhos – dormir sem você.
Ela piscou e sorriu beijando a testa dele.
– Eu sinto como se uma parte de mim não estivesse na cama.
– E de fato não está – ela deu de ombros e ele concordou – então o que acha de dormir?
Os dois saíram da banheira depois de um tempo e Charlie pegou a toalha enrolando a menina nela, Emily sorriu, às vezes se sentia um bebê perto de Charlie.
– Tem certeza que não vai falar com seu pai antes de dormir? – Charlie perguntou se secando com a toalha.
– Ele está dormindo tão bem, e eu deixei um bilhete caso ele acorde – ela deu de ombros.
– Ok então – ele deu de ombros e os dois saíram do banheiro.
– Então durma vestido, vai que ele entra no quarto do nada.
Charlie riu.
– Eu só durmo vestido aqui – ele disse e ela riu.
Os dois colocaram um pijama qualquer e se deitaram, ela sorriu ao abraça-lo apoiando a cabeça em seu ombro, o melhor travesseiro sempre seria o corpo dele.
Charlie ficou acariciando os cabelos dela até sentir a menina ressonar em seu ombro. Olhou para o rosto dela sorrindo ao vê-la dormir daquele jeitinho sereno de criança, com a mão apoiada em seu peito, a cabeça em seu ombro e os lábios levemente pressionados na pele dele.
– Dorme bem, minha princesa – ele sussurrou beijando a testa abraçando o corpo dela mais forte.
Enterrou sua cabeça entre os cabelos dela e respirando aquele cheiro, dormiu em paz novamente.
* * *
– Calma! – Kate gritou.
– Meu deus! – Emily também gritou.
Abby riu e ergueu a mão para Sarah cumprimentá-la.
– Isso é Bullying! – Kate disse brava.
Emily suspirou apertando o rabo de cavalo.
– Realmente – Emily deu de ombros – vocês duas tem um certo talento com esportes, eu e Kate somos um desastre.
Kate assentiu cruzando os braços.
– Então a Kate fica comigo, e a Abby vai com você loira, preferem assim? – Sarah ergueu as sobrancelhas.
– Agradeço – Kate passou para o outro lado da quadra.
Agora sim o jogo ficou bem mais organizado e começou a fluir, Sarah e Abby eram assassinas, Emily tinha certeza, davam cada corte animal que Kate sabia correndo de perto da bola.
Depois de um tempo jogando, elas pararam para beber água e tomar um ar. Emily tomou metade da garrafinha em um gole e suspirou se sentando enquanto pegava a toalhinha para secar sua testa, sentia seu rosto brilhar.
– Oi Emily.
A menina ergueu os olhos vendo um garoto que não conhecia.
– Olá.
– Eu posso tirar uma foto?
Ela riu assentindo e se levantou.
– Só perdoe meu estado.
O menino riu abrindo a câmera do celular.
– Imagina, você está sexy.
O menino fez uma careta e Emily fez o mesmo mostrando a língua.
– Muito obrigado, você é maravilhosa.
Ela riu quando o garoto foi embora.
– É oficial, depois que esse CD saiu não conseguimos sair uma vez sem você ser reconhecida – Sarah disse.
– É a vida – Kate deu de ombros.
Emily sorriu e suspirou, sua vida estava tão agitada que momentos como aquele com as meninas estavam ficando mais raros, mas conseguiam se organizar, e bem, quase no final do ano letivo estavam todos bem atarefados indo atrás do que fariam quando acabassem o curso na ACBAH.
Era assustador.
Excitante.
E maravilhoso.
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