Notas iniciais
Oi oi gente! To postando tarde porque sim! kkkkk brincadeira, não sou grossa assim, estava com meu namorado. Gente, já leram Stolen? caara, que livro fera meu, chorei pacas com ele, mas não que isso seja novidade. Enfim, boa leitura!

Quando os meninos saíram do vestiário e Emily viu Charlie lindo com aquela calça bordo e camisa preto, ela de fato lembrou que o "vamos comer alguma coisa com os meninos?" incluía Charlie.

Opa.

Ele trocou um toquinho com os garotos e se dirigiu a saída enquanto Nick e Nathan iam até as garotas. Não só Emily como as outras também franziram o cenho.

– Você não vem? – Sarah gritou para Charlie que parou de andar e deu um giro olhando para elas, focalizou os olhos em Sarah e sorriu.

– Sabe cara senhorita Jones, me perdoem pela desfeita de minha parte, mas eu tenho uma reunião de família em minha casa á muitos quilômetros de distância daqui e infelizmente tenho que pegar um lindo avião até lá, que por acaso saí em duas horas, portanto não poderei compartilhar desse momento de comunhão com vocês.

Sarah riu, por algo que aconteceu no segundo ano, sempre quando Charlie ia se dirigir especialmente a ela, ele falava daquele modo, porém Emily boiou no porque ele foi tão formal.

– Certo senhor Martin, está dispensado, e a propósito, boa sorte.

– Irei precisar, com certeza – ele sorriu de lado arrumando as mangas dobradas da camisa preta colocando a mão esquerda dentro do bolso dianteiro da calça – até amanhã pra vocês caros colegas.

Todos responderam á altura, só Emily que ficou lá parada parecendo uma idiota.

– Loira? – Abby a cutucou e Emily olhou para ela.

– Oque?

– Você estava viajando – elas riram – algo errado?

Ah, ela podia listar todas as coisas que estavam erradas naquele momento.

– É que eu... os pais dele não moravam aqui em Los Angeles?

– Memória boa hein – Nick sorriu.

– Namorei com ele, saber isso era o básico – ela sorriu como se fosse óbvio lembrar algo como aquilo.

– Correto – Natan assentiu – mas enfim, por causa de muitas peças de Florence estarem sendo em Nova York, eles se mudaram para Manhattan no final do ano passado.

Emily fez aquela típica cara de "faz sentido".

– Então vamos? Estou faminta – Kate colocou uma mão na barriga e Nathan sorriu abraçando os ombros dela.

– Vamos.

* * *

Nick e Sarah conversavam no geral, mas logo começavam a rir de alguma piada interna, trocavam selinhos e cócegas, Kate e Nathan estavam dando seu ataque de fofura como sempre, Kate praticamente dormia no ombro do namorado que cheirava os cabelos dela enquanto conversava, e as vezes por algum motivo Kate sorria, estava acordada, mas sem dúvida com muito sono.

E Abby e Emily estavam lá, praticamente segurando vela. Agora Emily sabia como Abby sempre se sentiu.

– É sempre assim? – ela perguntou e Abby sorriu.

– Sim – ela sorriu – não que com você fosse diferente.

– Não éramos assim... – Abby apenas a olhou – sério?

– Em quesito grude, acho que vocês eram bem piores.

Emily comeu uma bata frita se lembrando da época para ver se realmente eram grudes.

Lembrou das "brigas" pelos furtos de refrigerante e batatas fritas, os vários beijos, carinhos nada inocentes por baixo da mesa...

– É, talvez... – ela admitiu e Abby sorriu.

– É involuntário, não se preocupe – ela fez um gesto de desdém com a mão – mas pelo jeito com o mauricinho as coisas são mais tranquilas.

– Sim – Emily tomou um pouco de suco – querendo ou não eu era praticamente obrigada a passar o dia inteiro com Charlie pela academia e tudo mais, com o Jay eu tenho mais espaço.

– E isso é bom?

– Ás vezes – ela admitiu – mas ás vezes eu também sinto falta daquela coisa de abrir a porta de casa de manhã e ouvir um "bom dia", entende?

– Entendo – Abby assentiu meio cabisbaixa.

– E por falar nisso, como vai sua vida amorosa?

– Complicada – ela acabou sorrindo.

– Como complicada? Está interessada em alguém?

– Mais ou menos.

– Pode explicar? – Emily ergueu as sobrancelhas para Abby, mas ao ver como ela pareceu meio... sensível ao assuntou suspirou tocando o ombro da amiga – não precisa, ok? Bom, posso não ser nenhuma especialista no assunto relacionamentos, mas talvez eu possa ajudar se quiser.

– Obrigada – Abby sorriu tomando um pouco de sua Fanta – e esses aspectos foram os que mais fizeram falta quando você esteve fora.

Emily sorriu.

– Imagina eu então? Vocês ai tinham umas as outras aqui, eu fiquei sozinha lá.

– Verdade – elas riram – se ferrou.

Emily sorriu.

– E desses detalhes que eu mais senti falta.

– Mas cara! Não teve como desviar! Veio um de um lado e outro de outro, você queria que eu fizesse oque? Matix? – Nick se exaltou e Abby Emily começaram a prestar atenção na conversa deles.

– Eu não sou cara! – Sarah o olhou – e eu vi muito bem o lance e dava pra você ter desviado sem ter caído no chão feito uma paçoca.

Nathan riu e Kate que estava dormindo olhou para ele.

– Paçoca – ela disse baixo voltando a dormir.

Sarah olhou para Kate alguns segundo depois riu.

– Mas é gorda até dormindo.

– Não sou gorda e não estou dormindo! – o Cupcake se ajeitou na cadeira abrindo os olhos, olhou para Nathan e fez bico – agora eu quero paçoca.

– Ta – ele sorriu dando um selinho nela e saiu em busca de uma paçoca.

– "Procure um namorado que te dê comida" – Sarah disse tentando imitar a voz de Kate que sorriu.

– Claro, requisito básico.

– Vou anotar isso – Nick disse pegando seu celular.

– Pra quê?

– Ah, vai que um dia é preciso – ele deu de ombros, Sarah que no momento comia um hambúrguer olhou para Nick e deu um tapa bem forte em sua cabeça.

– Qual é o seu problema? – Nick a olhou espantado.

– Que eu tenho um namorado idiota!

– Oque será que ela entendeu com o "vai que um dia é preciso"? – Abby sussurrou enquanto eles discutiam por algo.

– Não sei, mas deve ter ligado a algo relacionado com um término futuro – Emily respondeu.

– É – Abby concordou.

As duas olharam para Kate que mexia no celular como se nada estivesse acontecendo e não tivesse um casal discutindo ao seu lado.

– Trouxe paçoca! – Nathan chegou com um mini balde de paçoca, porém só Kate se animou – ah, falei errado. Trouxe paçoca pra todo mundo!

– AÊÊÊÊÊÊÊ!

Kate fez bico.

– Pensei que era tudo pra mim.

* * *

Charlie por muitos motivos havia desenvolvido um ódio descomunal por Nova York, porém sua família agora estava em Manhattan e sua mãe vivia em Nova York por conta de suas peças, e Charlie sendo um ótimo filho, não bastando ter pegado um voo ao meio dia porque teve a sorte de seu jogo ser de manhã, ainda estava passando em Nova York para buscar sua mãe para depois a reunião em família, onde iriam comemorar o aniversário das trigêmeas.

Aquele povo de Nova York era meio louco, era isso que concluiu ao passar pela Times Square seguindo para o teatro. Ignorou completamente isso e entrou no teatro que sua mãe estava, e bem, não era um simples teatro, era o teatro se é que me entendem.

Ele entrou vendo sua mãe ensaiar tranquilamente com uma garota ao seu lado, foi se aproximar mais quando um segurança o parou.

– Os ensaios são restritos, garoto, venha amanhã a noite.

– Eu sou filho daquela mulher que está ali no palco, creio que não tem problema.

O segurança olhou para Florence.

– Oi mãe! – Charlie gritou e Florence olhou para ele estampando um sorriso de canto a canto de seu rosto.

– Filho!

Flor foi descendo apresada do palco e Charlie passou pelo segurança e foi a encontro da mãe.

A mulher pulou no colo do filho praticamente e Charlie sorriu a segurando forte em seus braços.

– Oi mãe – ele disse sorrindo.

– Oi meu filho – ela acariciou o rosto dele – parece ainda mais bonito do que da última vez que te vi.

Charlie sorriu passando a mão no cabelo.

– Não diria que é impossível.

Flor riu o abraçando novamente.

– Me espere aqui que eu já volto.

Charlie esperou pacientemente Flor que logo voltou linda e chique como sempre costumava andar.

– Vamos querido.

Eles saíram do teatro e entraram no carro de Flor que começou a dirigir até Manhattan.

– E como vão as coisas querido?

– Vão muito bem, e por aqui?

– Suas irmãs estão loucas pra te ver, mas está tudo em ordem.

Charlie sorriu.

– E as namoradas? – ela perguntou, tinha esperança que Charlie arrumasse alguém para namorar sério novamente, afinal, tinha 22 anos e nem namorada tinha, e Flor queria netos!

– Sem namoradas, mãe – ele disse sorrindo.

– Nem nada que possa se transformar em um relacionamento?

Charlie pensou em Jen, mas logo afastou essa ideia, era sua amiga, só sua amiga, uma grande amiga.

– Não.

– Olha filho, não quero bancar a mãe chata, mas você tem que começar a analisar as opções, ou pretende morrer sozinho? Eu quero netos sabia?

Charlie sorriu.

– Eu sei e não, não pretendo morrer sozinho, mas não quero me casar com a pessoa errada.

– Claro que não.

– Eu vou escolher a certa mãe, eu prometo.

– Espero que sim, filho.

Charlie olhou além do vidro se lembrando de Emily, seria uma grande mentira dizer que não sentia uma grande atração por ela, que várias vezes não ficou tentado a tocar seu corpo... mas ela não era uma opção, o abandonou e agora tinha outro, e por isso ele não alimentaria nenhum sentimento por ela. Porque afinal, eles não passavam de atração física.

Mas algo dentro dele dizia que ele ficaria procurando a menina certa pra sempre, porque nunca acharia alguém que o fizesse feliz como Emily fez. Isso sem dúvida o deixava bravo, porque pra ela não parecia ser a mesma coisa.

Flor entrou pelo portão enorme estacionando o carro. A nova casa deles era enorme e Charlie se lembrava bem dela quando a viu no final do ano.

– E o papai?

Flor o olhou e sorriu.

– Sente sua falta.

Charlie saiu do carro com Flor e entrou na casa. Aquele cheiro de lar invadiu seu nariz e ele sorriu deixando sua malinha para um dia no chão e indo até a sala.

– Olha quem chegou!

As trigêmeas que estavam no sofá conversando olharam para Charlie e sorriram.

– Charlie!

As três garotinhas de agora 11 anos pularam no irmão que foi parar no chão rindo.

– Parabéns minhas lindas! – ele abraçou as três dando um beijo na bochecha de cada uma.

– Oi filho.

Charlie levantou os olhos vendo seu pai terminando de descer as escadas.

– Oi pai.

* * *

Jay olhava fixamente para Emily, o talento dela era algo que o encantava de tal forma que o deixava hipnotizado.

– Ela é ótima, não é?

Jackson que estava com os fones ouvindo a garota cantar os tirou mexendo em alguns botões.

– Ela é fantástica – Jackson sorriu olhando para Emily.

– Acha que esse CD irá vender bem?

– Acho sim – Jackson colocou o fone perto dos ouvidos para checar alguma coisa e voltou a olhar para Jay – a voz dela é diferente, ela é carismática, bonita e está na mídia, isso é o suficiente.

Jay assentiu.

Emily terminou a música e Jackson sorriu.

– Ficou ótimo Emily, vamos fazer um intervalo de 10 minutos, depois retornamos.

Emily suspirou aliviada e saiu correndo para fazer xixi porque estava apertadíssima.

– E o dueto? – Jay perguntou.

– Olha, está bem complicado achar alguém no nível dessa loirinha – Jackson sorriu – mas seu pai verá isso melhor.

Jay assentiu.

– Se eu soubesse cantar me voluntariaria.

Jackson o olhou.

– Não sei se seria uma boa ideia.

– Por quê?

– Vocês namoram agora – ele disse – mas e se terminassem?

– Qual problema teria?

– Bem, não é bom você se expor tanto – Jackson tentou explicar – se vocês terminarem muitos vão pensar que Emily só namorou com você para ganhar um contrato, mas se você não se expor muito e caso haja um término será mais tranquilo pra ela, sabe?

– Se preocupa com a carreira dela? – Jay franziu o cenho olhando para Jackson.

– Claro que sim – ele colocou os fones em volta do pescoço.

– E por quê? – Jay o analisou bem, não ia muito com a cara de Jackson por algum motivo.

– Bem – Jackson sorriu como se fosse algo meio óbvio – o sucesso dela significa que eu fiz meu trabalho bem, e só quero que ela cresça cada vez mais – ele tomou um pouco de água – e tirando os motivos profissionais, gosto dela, a acho uma menina talentosa e simpática, e eu quero que tudo dê certo com ela.

– Então isso não tem nada a vez com sua quedinha por ela?

Jackson o olhou com as bochechas vermelhas.

– Eu não tenho uma quedinha por ela.

– Claro que não – Jay sorriu torto – até porque você não seria louco, já que ela está comigo e bem, eu tenho poder suficiente para te trocar rapidinho, afinal, você não faz nada que muitos em Los Angeles não façam.

– Eu sei – Jackson disse tranquilo – sinto um carinho bem grande por ela, como uma irmã, não passa disso.

– Ótimo – Jay sorriu para Emily quando ela entrou novamente na sala – tudo bem amor?

– Sim, porque não estaria? – ela franziu o cenho para ele enquanto se aproximava de Jackson.

– Não sei – ele deu de ombros.

– Ok... – ela sentou entre Jackson e Jay – posso ouvir? – ela olhou empolgada para Jackson que sorriu assentindo dando seus fones a ela soltando a música.

Notas finais
Espero que tenham gostado, e Jesuis, além de shipparem a Jen com o Charlie ainda querem que ela trete e saia no tapa com a Emy? Kkkkkk, só uma coisa tenho a dizer sobre isso, tudo ao seu tempo. Comentem por favore e até sábado que vem!