A última carta (One-shot)
1 A última carta
Notas iniciais
"Você já pensou em deixar tudo para trás?" — Nick Levil, A Lista do Ódio — Jennifer Brown.
Em mais uma manhã ensolarada, Alya chegara na escola e abrira a mochila para pegar seu material. Enquanto o fazia, lembrou-se do dia anterior que Marinette havia pego a bolsa da ruiva, sem motivo aparente, e entregado para ela.
FLASHBACK ON
— Ei, Alya! Espera. — gritou Marinette correndo até sua amiga.
— Que foi Mari? — disse Alya virando-se para olhar a amiga.
— Alya... Eu... A sua bolsa. — disse Marinette entregando a bolsa para a amiga. — Alya... Eu... Olha eu não sei como te dizer isso... Agora não importa mais... Eu te amo minha amiga. — disse Marinette abraçando sua amiga com os olhos marejados. O abraço da jovem era muito mais forte do que qualquer outro que ela havia dado.
— Amiga o que foi? Tá doente? — disse Alya rindo, mas ao perceber que Marinette respirou fundo e reprimiu um soluço, ela soltou-se do abraço. — Marinette, tá tudo bem?
— Tá sim, eu só... Acho que estou apenas cansada... Eu preciso ir. — as lágrimas furiosamente caindo pelo seu rosto, deu as costas e saiu correndo.
— Ei, Mari... Espera...
FLASHBACK OFF
A ruiva achou estranho sua amiga não ter chegado na escola, mas isso era normal para Marinette, afinal, ela sempre chegava atrasada. Especificamente no meio da explicação da professora. Como o professor em questão não havia chego, Alya, resolveu começar a tirar suas coisas da mochila para organizar sua parte da mesa. Ao abrir a bolsa e retirar seu tablet, ela se deparou com um papel que não se lembrara de ter colocado lá, ao retirá-lo, havia uma carta endereçada a ela. É a letra da Marinette.
"Querida Alya,
Minha melhor amiga, minha ruivinha doidinha e maravilhosa, eu já peço desculpas de antemão por te fazer chorar — inclusive eu estou chorando agora enquanto escrevo isso. Honestamente, eu nem sei como vou fazer para te entregar isso.. Mas não se preocupe comigo, eu estarei em um lugar melhor (eu espero). Antes de tudo, eu tenho um pedido para fazer: reúna Nino, Adrien e Nathan para mim, por favor, tenho um recado para eles.
Agora, eu preciso te contar uma coisa... Um GRANDE segredo... É a maior fofoca que eu poderia te contar: lembra todos aqueles anos em que você enlouquecia por descobrir quem seria a Ladybug? Você inclusive fez várias teorias, uma delas foi que a Chloe era a Ladybug — o que inclusive me deixou bem brava. Então, esse tempo todo era eu. Eu sou a Ladybug... Ou melhor, fui a Ladybug. É por isso que eu sempre chegava atrasada nas aulas, e você dizia que era preguiça da minha parte, e aparentava estar cansada. Eu nunca pude te contar nada, já deve imaginar o porquê... Ainda bem que eu não te contei, depois de tudo o que aconteceu... Imagina só se você soubesse de tudo, iria ser bem pior do que está sendo. Ninguém poderia saber. Se você me puder fazer um favor e dizer para o Chat Noir (quando o vir) que eu deixei uma carta para ele em cima do nosso prédio (ele vai saber qual é), eu agradeceria.
Agora que estão reunidos, os meus amigos maravilhosos... Tenho umas coisas pra dizer a vocês, à todos. Eu quero dizer que vocês foram as melhores pessoas que eu já conheci e não importa onde eu esteja agora, eu sempre estarei com vocês. Todos vocês tiveram grande importância na minha vida e eu agradeço imensamente por tudo o que vocês fizeram e todo o apoio que estão me dando nesse momento difícil.
Ao Nino, Nino meu moreno lindo, olha aqui, cuida bem da minha Alya, ou eu venho para puxar seu pé hein... agora é sério Nino, obrigada por ser meu amigo e por tentar me ajudar com o Adrien (sim, eu sei que você sabia seu safado. A Alya só pensa que me engana). Eu queria dizer que todos têm sorte de ter por perto, você é realmente um ótimo amigo.
Adrien, bem Adrien eu sei que não é certo eu dizer isso numa carta, mas quero que saiba que você foi de longe, o meu verdadeiro amor. O amor da minha vida. Eu nunca tinha sentido por ninguém o que eu senti por você e aquilo foi totalmente insano, pois estava me fazendo perder a cabeça. Eu estava tão obcecada que eu tinha um planejamento com todos, TODOS os seus horários e cronogramas. Se não acredita em mim, pergunte pra Alya. Por isso eu nunca consegui conversar contigo de uma maneira descente, por isso eu meio que dava umas travada e bugava quando estava perto de você, porque eu não sabia como agir, porque você era demais pra mim.
Nathan, Nathan, Nathan... Meu melhor amigo, o primeiro amigo que eu tive na escola. Meu único confidente. A pessoa com quem eu mais dividia coisas, eu espero que não tenha ficado bravo por eu não ter dividido isso... mas entenda, eu dei sinais, eu pedi socorro internamente, mas ninguém me ouviu... você mostrou um sinal de ter ouvido. Mas não dava mais tempo.
E por fim e ninguém menos importante que Alya. Alya minha querida, você sabe como eu sou fechada, você sabe que eu não sou muito de conversar. Eu sou assim, sou apenas uma menina com alguns problemas e distúrbios. É difícil de falar quando você sabe que ninguém está te ouvindo, é difícil sentir quando você está completamente vazia. Espero que entenda do que eu estou falando. Diz que você me entende. Tente me entender, eu te imploro.
Amigos... eu quero pedir que fiquem bem e que nada é por acaso. Eu me sentia muito sozinha, me sentia um lixo e sentia que nada mais fazia sentido. Eu tentei conversar, eu tentei falar, eu tentei dar sinais... Mas a dor era forte demais e eu não poderia dividir ela com outras pessoas. A responsabilidade de ser a super-heroína de Paris. Os poderes do Hawk Moth aumentando cada vez mais e o que ele estava fazendo... Até mês passado... Eu jamais vou entender a razão de ter sido ela e não eu... Não poderia deixar as pessoas que eu amo preocupadas. O fato é que, eu não aguento mais e preciso que entendam que acima de tudo, eu era humana, eu tinha sentimentos e... Enfim... Desculpa por não ser honesta o tempo todo. Foi melhor assim.
Alya, eu não quis te preocupar, por isso não disse nada. Não deixei transparecer nada, porque eu sabia que uma hora eu não iria aguentar e você não podia descobrir. Me perdoem, todos vocês. Eu os amo muito, adeus.
Com amor e carinho: Marinette."
Alya mal conseguiu terminar de ler a carta em voz alta, devido as lágrimas, quando levantou sua cabeça e mirou seus amigos, todos estavam em choque. Nino estava abismado. Adrien estava sem vida e branco como um fantasma. Nathan estava chorando baixo e repetindo que era sua culpa. Alya estava em desespero. A ruiva saiu da sala correndo, sem acreditar no que estava acontecendo.
Ela vagava pelas ruas de Paris, aparentemente sem rumo, até achar o que queria. A padaria Dupain-Cheng, nesse momento ela nem falou com os pais de sua amiga, o desespero era tão forte que ela passou por eles direto e subiu direto para a casa de sua melhor amiga. Ela entrou no quarto de Marinette e viu que tudo estava no lugar, como se ela tivesse saído há muito tempo, então, vendo que não iria encontrar mais nada lá, a ruiva desceu as escadas e perguntou aos pais de Marinette onde ela estava. Eles disseram que ela havia ido para a escola. Nesse instante caiu a ficha e ela soube que realmente Marinette iria embora para sempre. Ao sair da padaria, nem olhou para os garotos, ela foi correndo pelas ruas, olhando para o alto e para baixo, procurando por Marinette ou por Ladybug. Quando finalmente os meninos a localizaram.
— Olha ela ali. — disse Nino.
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P.O.V. Marinette/Ladybug
Eu estava em casa e sabia que não poderia prolongar aquela dor por muito mais tempo. Minha kwami, Tikki, estava vendo o quanto eu estava sofrendo e disse para fazer o que eu achava melhor. Ela disse pra eu pedir ajuda, me disse para procurar alguém, mas eu achava cegamente que poderia aguentar sozinha. Nunca percebi como estive errada.
— Tikki, você foi uma das melhores coisas que me aconteceram na vida e eu quero te dizer que não importa o que aconteça de agora em diante, eu quero que você fique sã e salva. — disse com lágrimas nos olhos, eu lutava para que elas não saíssem e entregassem meu desespero. — Eu preciso ir ao banheiro, eu já venho. Está tudo bem, por favor não me siga. — pedi com uma força extrema para controlar minha voz.
Entrei no banheiro, fechei a porta e comecei a chorar. Chorava pela responsabilidade extrema ao ser condecorada como heroína em tempo integral. Chorava por só ter 16 anos e ter perdido coisas por conta desse peso. Chorava pela minha perda... Ontem fez exatos um mês de que eu vi a minha avozinha sendo queimada na minha frente por um dos vilões controlados pelo Hawk Moth. Sabia que aquilo era demais pra mim, como eu pude realmente achar que eu poderia aguentar sozinha? Como eu pude cogitar que eu teria o controle de tudo e todas as coisas? Porque eu sou tão estúpida? Porque nada do que eu faço dá certo? Eu só sei de uma coisa... eu... eu não aguento mais nada disso.
Então eu abri meu armário e peguei vários remédios que estavam espalhados, lá estavam meus remédios que me ajudavam a dormir e a não pensar no que aconteceu. Pois até então... Ninguém sabe que eu vi absolutamente TUDO o que aconteceu naquele supermercado, as labaredas, a minha vó tentando ganhar tempo e depois ela sendo queimada e depois uma pessoa gritando, como se tivesse sendo espancada. Peguei alguns remédios e coloquei na boca, fiz um esforço enorme para engolir todos, quase vomitei alguns... mas enfim consegui.
— Tikki, transformar. — Senti Paris em minhas mãos, eu não pensava em nada mais a não ser chegar em meu objetivo, o meu prédio, o meu prédio preferido entre todos os outros. O prédio era velho, uma construção acabada, mas todos estamos destruídos.
Quando cheguei ao prédio, me transformei de volta em quem eu era. Ao desfazer minha transformação, me tornei Marinette. Aquela menina desastrada, que sempre caía e fazia papel de trouxa; que tinha amigos, mas se sentia totalmente sozinha; que tinha pais que a amavam, mas que não perceberam quando sua filha se foi e deu lugar a uma pessoa calada e fechada; tinha acabado de perder alguém muito importante e que amava muito. Bem, essa sou eu, ou pelo menos era eu.
Em cima daquele prédio, sentindo a brisa parisiense, consegui enxergar de verdade o que estava acontecendo: tudo o que eu tinha, eu perdia; eu vejo as pessoas andando e não sei se assim como eu, elas estão andando no piloto automático ou se sabem realmente o que estão fazendo. Merda! Não consigo respirar direito, meu peito tá doendo e me sinto meio tonta. Droga de ataque de ansiedade! Eu olhei para baixo e vi que aquela altura, o impacto do meu corpo quando caísse, nada iria ser comparado a minha dor.
— Tikki, eu sinto muito mesmo... eu tentei... todos sabem que eu tentei... me perdoe... — então eu abri os braços, fechei os olhos e me entreguei, dei um, dois, três passos e pulei, mas algo me agarrou antes que eu pudesse notar o que estava acontecendo.
— Marinette? — alguém me chamou. Que voz aveludada, se aquilo era morrer, de fato, eu tomei uma ótima decisão. Senti algo me puxando para cima, as mãos de um anjo. — Marinette, o que houve com você? — espere, eu conhecia essa voz. Espera, não é um anjo, é aquele gato idiota. Chat Noir, óbvio. Misericórdia, não se pode nem morrer em paz?! O gato me puxou e me abraçou. Naquele momento em que senti o calor de seus braços e o modo como fui envolvida em seu abraço, não aguentei e desatei a chorar. No começo parecia mais um gemido, depois passou para algo muito intenso, um choro assustador, porque eu estava soluçando e gritando algo que nem eu sei direito. Quando eu notei ele estava me apertando mais em seu abraço e acariciando meus cabelos. — Marinette, o que aconteceu? O que foi que você fez? Porquê? — eu ouvi ele perguntar, mas eu não queria responder, ele estava me atrapalhando.
— Ch-Chat, o que faz aqui seu gato estúpido? Sai daqui... eu preciso fazer isso... eu não aguento mais nada. — gritei em desespero me debatendo nos braços do meu parceiro. — Me solta! Você não me entende, me solta! Me deixa ir, você não entende... Eu... Não... Pertenç... — depois disso eu não vi mais nada.
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P.O.V. Chat Noir/Adrien
Eu não acredito que aquele tempo todo era ela. A garota que sentava atrás de mim em todas as aulas, e que gaguejava ao tentar falar comigo. Era ela quem eu tanto queria, quem eu tanto almejava, com quem eu tanto sonhava. Era ela quem me arrancava sorrisos e me deixava como o gatinho bobo que sempre fui. Era ela quem me trouxe de volta à vida e era ela também, quem estava indo embora.
— Marinette? Marinette! Por favor, Marinette! Não faça isso comigo, por favor não me deixe. — implorei, entre bruscas lágrimas que saiam de meus olhos. — Marinette, My Lady, acorda por favor! NÃO FAÇA ISSO COMIGO, NÃO ME DEIXE! MARINETTE! MARINETTE! — eu gritava e a procurava, mas aparentemente ela não estaria mais... Ela nunca mais estaria lá e uma grande parcela dessa culpa era minha.
Eu não reparei quando ela me deu sinais... Quando saímos para a nossa ronda noturna, ela vinha com uns papos meio estranhos de que um dia tudo pudesse ser diferente e de como ser Ladybug estava fazendo ela feliz, mas ela não iria aguentar por muito tempo. Quando íamos para a Torre Eiffel ela sempre olhava para baixo e ficava parada, sorrindo, como se aquilo fosse a coisa mais divertida do mundo.
Eu não estava conseguindo mais enxergar, peguei Marinette nos braços e encostei meu ouvido em seu coração, estava fraco. Ainda batia. Ela não respirava. Entrei em desespero e comecei a chorar e nada mais importava para mim. Ladybug ou Marinette, ela fazia meu dia ser sensacional, se ela fosse embora, eu iria junto.
Então eu vi, uma bolinha vermelha saindo das vestes de Marinette, ela deveria ser a kwami da jovem. Ela estava cansada, disso eu tinha certeza, mas então ela falou com uma voz rouca.
— Chat... eu tentei salvá-la, eu tentei... ela não me ouvia... antes de sair de casa, Marinette tomou um coquetel de remédios, eu não pude impedir... ela se trancou no banheiro e não me deixou entrar, mas eu ouvi o barulho de pílulas. Por favor, você precisa ajudar ela.
— NÃO! Não, não, não... porque ela fez isso?... por favor... por favor... o que eu faço? — perguntei sem realmente saber o que estava fazendo.
— Tente reanima-la, após isso enfie o dedo na goela dela para que vomite a medicação.
Sei como fazer isso, mas não posso fazer aqui. Eu preciso de ajuda, então peguei Marinette e sua kwami nos braços e desci do prédio para o chão. Eu vi Alya e Nino e sorri, aliviado por eles estarem aqui. Eu iria precisar dos dois.
— Alya! Nino! Me ajudem. — gritei por eles, então os dois me olharam e se aproximaram. Eu não conseguia proferir as palavras para sair da transformação, tamanho era meu desespero, mas Plagg e eu já tínhamos uma conexão intensa, ele sabia que o que eu queria e assim o fez. Voltei a ser o Adrien.
— PUTA MERDA! — gritou Alya.
— Meu pai amado! — ouvi Nino sibilando.
— Não tenho tempo de explicar, sabem fazer massagem cardíaca? Ela não está respirando, o coração está fraco, mas há uma esperança. Sempre há uma esperança. — disse tentando convencer mais a mim mesmo do que a eles. Os dois assentiram a minha pergunta. — Tudo bem, Nino, vá para trás dela e segure o pescoço dela, não deixe ela totalmente deitada. — ele assentiu e se posicionou. — Alya, você vai fazer a compressão no peito dela, tudo bem? 100 vezes por minuto, faça forte e quando terminar me avisa. — ela assentiu. — Eu vou respirar na boca dela.
Então a luta pela vida da minha amada começou, eu estava desesperado e em prantos. Eu não podia perdê-la, ela não podia me deixar.
— Vai. — gritou Alya.
Eu contei, 8 golfadas de ar...
— VAI MARINETTE. VOCÊ CONSEGUE GAROTA, VOCÊ É FORTE! VAI MARI. — eu pedia.
— Adrien. — Alya gritou.
E lá fui eu, mais 8 golfadas de ar, verifiquei o pulso dela e ainda nada.
— MARINETTE, CARALHO NÃO ME DEIXA AQUI. VAI GAROTA. VAMOS GAROTA, VOCÊ CONSEGUE. EU ACREDITO EM VOCÊ.
— V-vai. — Alya implorou entre soluços.
E lá vai eu novamente.
— My lady... sou eu o Chat Noir, por favor, por favor PORRA MARINETTE NÃO VÁ EMBORA. FICA COMIGO! FICA COMIGO! — gritei em desespero, eu sabia que só aquelas compressões fracas não iria adiantar. — Alya sai daí. — ela me obedeceu.
Eu sabia o que deveria fazer quando as compressões normais não adiantavam. Eu peguei comecei a socar o meio do peito dela, eu precisava fazer aquilo dar certo. Já perdi minha mãe, não vou conseguir perder o amor da minha vida. Eu não estava mais enxergando de tantas lágrimas.
— MARINETTE! ACORDA! REAGE! NÃO. VÁ. EMBORA — eu já estava soluçando e minhas mãos tremiam furiosamente. Eu me aproximei do ouvido dela e sussurrei entre lágrimas. — Eu te amo meu amor. Fica comigo. Não me deixe aqui sozinho, eu preciso tanto de você. Sou o Chat Noir e eu preciso do meu talismã. Meu talismã é você e eu preciso de você comigo. Não me deixe. — eu não aguentei e desabei, eu não podia ver ela morrendo e não fazer nada. Não podia simplesmente deixar ela ir, eu a abracei e enterrei meu rosto no corpo dela e solucei... estava desesperado e sabia que não tinha mais jeito. Eu senti alguém do meu lado, olhei era Alya assumindo a minha posição. Eu não poderia mais... eu precisava dela... do calor da minha amada.
— Adrien, ela tá viva. Ela voltou. — Alya gritou. — Olha os pulsos dela.
Eu saí do meu estado e fui verificar os pulsos dela, era verdade. Ela realmente estava viva. Eu sabia que você iria conseguir meu amor.
— Se afastem. — eu disse para os dois. Eles se afastaram. Eu peguei meus dedos e enfiei goela abaixo uma vez. Nada. Ela não reagia. — Vamos Ladybug, você é uma heroína, Paris precisa de você. — deu um intervalo de 3 minutos e novamente colocou seus dedos na goela da jovem, ela reagiu e vomitou uma grande parte dos remédios. Ela me olhou, seus olhos eram doentes e cansados. — Sua joaninha teimosa, o que você fez comigo? — eu estava chorando furiosamente, meu corpo tremia.
Eu a olhei e vi que, pela primeira vez a Marinette maluca e feliz, deu lugar a uma pessoa com medo e vazia. Seus olhos eram tristes e sua boca estava roxa. Eu a abracei, ela não estava entendo direito. Depois de alguns minutos ela olhou ao seu redor e nos viu lá e acho que ela entendeu o que estava acontecendo, porque ela começou a chorar. No começo era um choro comum, mas depois se transformou em um choro desesperado, ela estava soluçando e me agarrando. Ela me puxava e chorava furiosamente. Ela balbuciava coisas que eu não entendia. A respiração dela voltou a ficar irregular e ela estava lutando para respirar, acho que era ansiedade.
— Marinette, ei, olha pra mim. — pedi, eu precisava ficar calmo para manter ela calma. — Alya, chame uma ambulância. — pedi a ruiva. — Ei, Marinette, vamos lá. — coloquei a mão dela em meu coração — Você está sentindo isso? — ela assentiu. — Ótimo! Agora eu quero que se concentre em minha respiração e faça junto comigo, tudo bem? — ela assentiu. — Enquanto isso, lembra aquele dia em que jogamos Super Mega Strike 3 na sua casa?... — e comecei a conversar com ela para tentar acalmá-la, sempre reparando em sua respiração. Até que ouvi uma sirene. A ambulância.
— A-Adrien? — ela chamou com uma voz fraca.
— Diga, my lady... — falei tentando segurar as lágrimas que caiam de minha face.
— E-eu amo você. — disse e então desmaiou.
Eu também te amo, princesa.
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