A Única Noite -One Shot-

1 A Última Noite -One Shot-


Notas iniciais
Bem bem, para aqueles que curtem Yaoi, ai vai meu primeiro Yaoi, e justo com FNAF, espero que gostem.O POV é do Mike.SKEEEEEEEEEEEEE.

Eu estava suando.

Litros de suor escorriam pelo meu pescoço.

A energia estava acabando, e os bonecos mudavam de lugar a cada segundo.

Por que diabos eu fui aceitar essa última noite?

Eu tenho merda na minha cabeça, só posso.

Olhei para a tela da minha televisão, o Foxy saiu.

Corri, eu tinha que fechar a porta... Eu tinha que ficar vivo...

Tarde de mais para mim.

Ele pulou na porta, e eu me joguei no chão, tremendo e com medo.

Eu ia morrer. Eu ia morrer. Eu vou morrer.

–Mike... Se quer viver... Venha comigo. -Foxy disse, espera, ele fala?

–Mas... -Gaguejei abrindo os olhos, ele me pegou e me pôs de pé, uma mistura de medo e dúvida se formou em minha mente, mas nem consegui pensar muito, ele me puxou pela mão.

–Vamos logo! Te explico tudo na minha área segura! -Foxy chiou e me puxou.

Começamos a correr pela área, Bonnie passou por nós, mas Foxy deu-lhe um soco bem no meio do nariz, e Bonnie desmaiou.

Foxy me empurrou até suas cortinas, quando entramos, ele se jogou no chão, e eu também.

–Agora sim... Você está bem... -Foxy murmurou deitado, e eu olhei para ele.

–Por que me salvou? -Perguntei curioso, achei que ele quisesse me matar que nem os outros, todos querem me matar.

Ele se sentou, havia alguns rasgos em sua pele e que eu já havia me acostumado, mas não era algo normal em um boneco...

Só se ele estivesse abandonado.

–Acho que você deve ter perdido essa memória também quando eu mordi sua cabeça. -Ele lamentou, e então memórias vieram a minha cabeça.

Eu o adorava, ele era para mim meu herói, eu amava suas histórias, e amava ele.

Mas então um dia eu fui conversar com ele novamente, e ele simplesmente mudou, e arrancou um bom pedaço de minha cabeça.

–Eu fiquei anos tentando sair desse restaurante para te procurar e te pedir desculpas... -Ele disse se virando para mim e olhando profundamente em meus olhos- Mas além de minha maldição não permitir que eu saia daqui... Minha caixa de voz havia quebrado. -Ele fechou os olhos e parecia ter suspirado.

–Mas então... -Perguntei duvidoso- Por que agora pode falar?

–Ah... -Ele deu uma risada nervosa- Você deixou cair suas chaves, e nelas havia uma mini chave de fenda... Aproveitei para tentar me fazer um milagre. -Ele sorriu e ficou me olhando.

–Raposa esperta. -Comentei, e ele riu.

Ficamos conversando, perguntei sobre a vida dele e ele me contou uma história de maldição, urso dourado maligno e perda de controle dos amigos. Ele me perguntou sobre minha vida, e falei do que eu lembrava desde quando era criança, afinal, eu já era meio esquecido, com a mordida minha memória só piorou.

–As vezes, as pessoas diziam que para eu vir trabalhar aqui, eu devia ter perdido o juízo junto com a parte do cérebro. -Relatei, e ele deu uma gargalhada.

–Bem, é realmente algo que se eu fosse você não devia ter feito. -Ele disse, e então sorriu.

Pude perceber que seus olhos não eram tão feios, a câmera os modificava, eram amarelos brilhantes, e tinham íris sim, eram quase olhos humanos.

–Acho que... Apesar de tudo, não perdi aquele amor que tinha por você... -Analisei tentando juntar os fatos- E foi essa conexão que eu havia esquecido que me fez querer trabalhar aqui.

Ele ficou silencioso, acho que estava pensando.

Animatrônicos pensam? Bem, depois disso não duvido de nada.

–Você realmente ama algo como eu? -Foxy agora me encarava sério, e eu dei uma risada nervosa... Amor... Algo estranho.

–Bem... Depende de que amor você fala... -Falei entre risos estranhos, e ele pareceu que ia sorrir...

De repente, ele começou a fazer aquele movimento engraçado com as orelhinhas, e eu ri.

Bom, não devia ter rido, pois ele se jogou em cima de mim, ficou de quatro e levantou a cabeça.

–Mas que porra?... -Tentei perguntar, mas ele tapou minha boca, era isso, ele estava mentindo, queria me matar, eu sou é burro mesmo.

–Cale a boca... Eles podem te ouvir... -Rosnou Foxy, e eu fiquei calado.

Depois de alguns segundos, ele abaixou as orelhas e olhou pra mim... Sorrindo simpaticamente?

–Agora acho que devem estar procurando você em sua sala, ou tentando fazer Bonnie se lembrar de quem ele tomou um soco. -Comentou Foxy, que riu logo em seguida- Aquele coelho não deve se lembrar nem do seu nome antigo.

Eu o fitei, ele ainda estava em cima de mim, e o mais embaraçoso é que ele usa apenas um calção marrom, camisa zero...

–Am... Fo-Foxy... -Gaguejei corando, e ele fez algo que eu não esperava, sorriu maliciosamente, ai meu Pai...

–Que tipo de amor você se refere? -Perguntou rindo, e eu corei ainda mais, de pálido fiquei rosa... Que irônico.

–Eu... Eh... -Ok, eu admito, eu acho que não é um amor de criança e brinquedo... Mas será possível? Eu me apaixonar por um... Boneco?- Dá pra sair de cima de mi-mim? -Perguntei, e ele saiu de cima gargalhando.

–Relaxe, não sou besta de fazer nada que possa te prejudicar, se é que me entende. -Ele levantou as sobrancelhas e abaixou várias vezes, e eu ri. Como uma alma de um garotinho pode ser tão maldosa?

Mas afinal... O meu amor por ele é amor de verdade?

Será que eu sou uma espécie de gay que gosta de pegar animais humanóides?

Acho que nesse caso, só tem uma forma de descobrir.

–Foxy, pode fechar os olhos um minuto? -Eu perguntei num tom meigo, e ele apenas levantou uma de suas sobrancelhas.

–Para quê? -Ele respondeu perguntando rígido, e eu revirei os olhos.

–Para eu testar uma coisa, anda logo seu moloide. -Respondi, e com um dar de ombros, ele fechou os olhos, bom, eu acho que sim, um estava coberto pelo tapa-olho.

–Se você tentar fugir, a vida é sua, não vou te impedir de se matar. -Ele comentou e sorriu, e eu dei uma risada fraca.

Fui me aproximando.

Um pouco mais.

Um pouquinho mais...

E então senti uma sensação ótima, meus lábios tocaram a sua boca, e apesar de ser um pouco peluda, era um tanto agradável, tinha sabor de pizza... E de sangue, acho que nunca ousaram limpar a boca dele desde o acidente.

Ouvi ele levantando o tapa-olho e senti ele tentando falar meu nome, mas não recuei, tinha de ser até o fim.

A sensação era ótima, e só melhorou quando descobri que mesmo mecânico ele havia uma língua.

E foi um beijo demorado, digamos uns 8 minutos, até que eu, óbvio, precisei de ar.

Parei ofegante, e pude ver seus olhos arregalados me observando, talvez ele tenha sentido o que eu senti... Uma sensação extravagante e animadora... Talvez tesão...

–Mike... -Ele murmurou perplexo.

–Não adianta dizer que eu não beijo bem porque eu sei que beijo sim bem. -Alertei me lembrando de umas duas namoradas que tive, ficamos juntos uns 4 ou 6 meses.

–Você... -Ele continuou tentando dizer, mas eu tapei sua boca antes de tudo.

–Vamos lá cara, você sentiu isso... -Falei esperando por uma reação boa- A tesão foi grande... Eu te amo muito, desde pequeno... Por que não fazemos isso de uma vez? Vai ser melhor para nós dois...

Tirei minha mão de sua boca, ele ficou em choque por uns 2 minutos, até que sua expressão maliciosa se re-fez, bingo!

–Ok, mas sinto muito, nas minhas épocas não tinha problema transar jovem... Bem, minha mãe pensava isso. -Então num movimento brusco, ele me prensou no chão, e eu suspirei, que força do capeta...

–Que tal um strip tease com seu calção? -Chutei, e ele riu.

–Não dessa vez garoto. -Ele respondeu, e começou...

Podia sentir sua língua tocando cada parte de meu pescoço... Arrepios corriam em minha espinha... Sua respiração (Sim, eles respiram, que milagre) era pesada, e isso só piorava tudo no meu caso.

–Acho que se eu te fizer um boquete arranco o seu pênis né? -Ele perguntou, e eu comecei a rir igual a um maluco, que piada ruim.

–Que tal experimentar? Se arrancar eu viro uma bicha completa. -Respondi animado, e ele riu também.

Desceu aos poucos para a calça de meu uniforme, e eu comecei a respirar pesadamente assim como ele... Assim que a conseguiu desabotoar, ele deu uma risadinha.

–Voluminho. -Ele comentou, e eu bufei.

–Inho é esse seu focinho. -Rosnei, e ele riu.

Então ele fez, eu apenas gemi baixo, cara, que sensação boa... Parece que pulei do inferno pro céu, sem nem passar pela Terra de novo, seus dentes raspavam de leve, mas não machucavam... Isso só me deixava pior... Arquejei várias vezes, e ele apenas ria.

Quando terminou, me viu completamente vermelho e sorriu.

–Nada mal para um raposa velho. -Falei e ele riu.

–Mas a coisona desse raposa velho aqui pode sim causar um belo estrago mocinho. -Foxy disse num tom sedutor, e eu entendi sua jogada.

–Aposto para ver.

Ele tirou seu calção e pude ver, acho que ele era o único daqueles bonecos com um pênis, e isso é curiosamente engraçado, então ri baixinho.

Ele me colocou de quatro, que posição clichê, e antes de fazer qualquer coisa, eu resolvi abrir minha boca mais uma vez:

–Se eu fizer isso, vou pegar Aids e tétano? -Perguntei maldoso, e ele gargalhou mais alto.

–Veremos... -Disse ele em meio ao riso.

E então ele entrou em mim. Me senti nas nuvens, me senti um deus, me senti tão bem quanto naquelas cadeiras de massagem que vemos nas lojas e entramos só para aproveitar. Com movimentos leves, eu gemia excitado, e isso só piorou quando ele resolveu aumentar a força.

–Ah... Foxy... -Gemi alto, e ele sorriu, mas não desconcentrou.

E ficamos fazendo isso, até que ouvimos um barulho na cortina.

Eu queria mandar Foxy parar, mas ele estava tão empolgado que só aumentou mais a força... Oh raposa filho de uma cadela...

–Uau, isso é... Estranho. -Pude ouvir a voz da Chica dizer, com um tom de nojo.

–Caralho, que tenso. -Comentou Bonnie, que riu e saiu.

–Ok, desistimos por hoje, podemos ver que esse o Foxy queria. -Freddy comentou e saiu também.

–O cara nem foi morto por mim, mas eu já ganhei minha noite. -Ouvi uma voz que me deixava tenso dizer, acho que era a do tal de Goldy, ou Golden Freddy.

Ouvi a cortina fechar, e suspirei mais uma vez.

–Otários. -Foxy disse, e eu ri.

Eu estava suando.

O Foxy não parava.

Eu estava excitado até de mais, me sentindo num reino só meu.

E ficamos assim, apenas trocando as posições, por um tempo, até que o Foxy cansou e desabou ao meu lado.

–Eu te amo. -Ele disse, e eu segurei sua pata.

–Eu também te amo. -Falei, e fechei os olhos...

***

–Eu vou comprar o Foxy, sei que vão desligar-lo, mas eu o quero de recordação. -Falei, e o dono me encarou assustado.

–Você tem certeza.... -Ele perguntou, mas eu enfiei o dinheiro em sua cara.

–Absoluta. -Falei, e me virei para os animatrônicos, que estavam ali parados, olhei para o Foxy, e chorei.

Aquela havia sido nossa última noite juntos, sua alma havia ido para o céu, provavelmente.

Mas foi a melhor noite de todas.

A melhor, única noite, de todas.

Notas finais
O que acharam? :c Tá ruim? Tá bom? Digam aí nos comentários ;-;Obrigada por ler! Essa é uma one shot, ou seja, sem continuação, então leiam, comentem, e marquem como lida sim?By-e.SKEEEEEEEEEEEEEEEEEE. :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!