A Única Exceção
8 Capítulo 7
Jacob dirigia tranquilamente, olhei para a janela vendo as árvores passando rapidamente diante dos meus olhos e sorri com o vento que tocava em meu rosto bagunçando meus cabelos.
-Estamos indo em direção a Port Angeles. – comentei ainda olhando pela janela e Jacob riu, me virei o olhando e sorrindo, eu não conseguia parar de sorrir desde o momento em que entrei no carro.
-Acho que essa parte não dava para esconder por muito tempo né?! – sua risada era contagiante.
-Não muito... Mas ainda estou confusa e muito curiosa, o que estamos indo fazer em Port Angeles a essa hora da manhã?
-Vamos passar o dia lá. – ele falou calmamente.
-Passar o dia lá?! – repeti suas palavras e ele assentiu ainda rindo.
-Sei que nos conhecemos há pouco tempo Bella, mas também não da para negar que está rolando algo muito forte entre a gente, não é?!
Ele desviou o olhar da estrada olhando em meus olhos por um segundo e mesmo corando eu assenti, é claro que estava rolando algo muito forte entre nós dois, ele estava me deixando louca por ele, perdidamente apaixonada, eu só não tinha coragem de dizer em voz alta ainda.
Ele sorriu e continuou...
-Você é muito especial e me desperta algo novo, que eu nunca senti antes... E quero te fazer feliz, sei que sua vida não é fácil, te admiro muito por isso, sinceramente não sei como você agüenta passar por tudo isso... Então decidi que hoje nós teremos um dia especial, divertido, só nosso... Vou cuidar de você hoje. – ele pegou minha mão entrelaçando nossos dedos e a beijando carinhosamente.
Meu sorriso era tão largo e espontâneo que achei que nunca mais fosse conseguir parar de sorrir, meu coração batia como um louco.
-Quero ver esse seu sorriso lindo mais vezes a partir de agora... Então esqueça todos seus problemas e preocupações e vamos curtir o dia de hoje, tudo bem?
-Sim... – suspirei e num impulso me estiquei dando um beijo rápido em seus lábios. -Obrigada Jake, te conhecer e estar com você é a melhor coisa que aconteceu em toda minha vida.
Nos olhamos nos olhos por instantes que pareceram uma eternidade e sorrimos... Nem em meus melhores sonhos achei que isso pudesse acontecer comigo e estava disposta a aproveitar cada segundo!
Jacob parou o carro em frente a uma grande livraria quando chegamos a Por Angeles e lá estava aquele sorriso bobo em meus lábios novamente.
-Primeira parada. – ele sorriu ao ver minha cara de boba. -Vamos lá Bella.
Saímos do carro e ele logo entrelaçou nossos dedos me puxando para perto de seu corpo, fazia tanto tempo que eu não vinha em uma livraria grande assim que posso jurar que meus olhos até brilharam...
-Você gosta mesmo de ler né?! – ele sorriu.
-Muito, se tornou uma valva de escape para mim, mas Jake, eu nem trouxe dinheiro e...
-Shii... – ele me calou com um selinho e eu corei. -Nem pense nisso ok?! Eu te trouxe aqui e você não precisa se preocupar com nada, só compre o que quiser.
Por mais que eu não quisesse lhe dar despesas sua expressão deixou claro que ele não aceitaria um não como resposta e fazia tempo que eu não era tratada assim, então assenti me rendendo.
A livraria era enorme e eu me perdi ali dentro, Jacob sorria ao ver meu entusiasmo e eu já estava com uma pequena pilha de livros nas mãos quando decidi que era a hora de parar, mesmo ele insistindo para eu pegar quantos mais quisesse.
-Eu estou satisfeita com esses, Jacob, é sério, você não faz idéia do quanto isso já me deixa extremamente feliz. – não era só por ele estar me dando os livros, mas principalmente por ele ter pensado em fazer isso para mim, sua atitude estava me deixando nas nuvens.
-Tudo bem, até porque nosso dia está só no começo. – ele piscou e fomos até o caixa.
Enquanto a mocinha que estava no caixa nos atendia ela lançava olhares nada discretos para o Jacob, o que começou a me incomodar, sei que não tenho direito de ficar com ciúmes do Jacob, afinal não falamos em compromisso ou algo assim, não é como se fôssemos namorados, eu acho, apesar de querer muito... Mas era inevitável, eu não estava suportando o jeito como ela encarava ele com malícia, mas tinha que me controlar, até porque ela não era a única, onde passávamos Jacob arrancava vários suspiros, olhares e sorrisos maliciosos das mulheres.
-Deseja mais alguma coisa? – a sonsa perguntou mordendo os lábios e o encarando e não consegui evitar um bufar irritado.
Jacob me olhou de soslaio e eu corei.
-É só isso mesmo... Não é amor? – ele segurou minha cintura me colando ao seu corpo e acabei sorrindo largamente olhando para a mocinha que me encarava desgostosa.
-Sim, só isso. – sussurrei me aconchegando mais em seu corpo e ela bufou.
Quando saímos da livraria eu gargalhei e Jacob riu segurando mais firme em minha mão.
-Mocinha sem vergonha né?!
-Eu não tinha percebido até você bufar irritada. – Jacob arqueou uma sobrancelha.
-Até parece que você não percebe os suspiros que arranca por onde passa Jacob.
-A única que eu percebo aqui é você. – ele me puxou para sua frente e me beijou.
Não era um beijo nada comportado, muito menos para ser dado em público, mas eu nem consegui raciocinar com coerência mais quando sua língua invadiu minha boca deliciosamente.
-Jake... – ofeguei quando fiquei sem ar, e ele se afastou lentamente.
-Você me enlouquece. – ele sorriu me tirando ainda mais o ar e fazendo minhas pernas bambearem.
Sorri passando meus braços por sua cintura e seguimos abraçados até seu carro.
O resto da manhã passou voando, Jacob me levou em tantos lugares, me deu tantos presentes, a última vez que eu tinha sido mimada assim foi por minha mãe pouco antes dela morrer e isso faz bastante tempo, ultimamente eu estava acostumada a cuidar dos outros, basicamente do meu pai, vivia e trabalhava para cuidar dele, para nos sustentar, Jacob hoje estava cuidando de mim, ele estava fazendo tudo aquilo só para me ver feliz, e estava conseguindo, por aquelas horas eu voltei a viver e não apenas sobreviver, eu voltei a sorrir e gargalhar de verdade, voltei a sonhar com um futuro melhor para mim.
Agora estávamos em um aconchegante restaurante almoçando entre conversas, risos e beijos...
-Mal consigo me lembrar da última vez que me diverti tanto, que me senti tão feliz. – confessei.
-Que bom... – ele segurou em minha mão por cima da mesa e a beijou. -Eu também não me sentia tão bem assim há tempos.
-Você não sai muito de La Push né?! – perguntei, eu queria saber mais dele.
-Não, a gente tem tudo que precisa por lá, algumas vezes eu e meus amigos saímos para nos divertir um pouco, mas não muito.
-E como é lá? E sua família? Pelo que você contou antes sua família é grande. – me empolguei nas perguntas e ele riu. -Desculpe se estou sendo meio intrometida.
-Não se desculpe Bella... – ele sorriu e me olhou nos olhos. -Minha família é grande mesmo, e nós somos muito unidos, estamos sempre juntos, mesmo eu tendo minha casa agora vivo com eles... E a reserva é um lugar lindo.
-É muito grande?
-Bastante e como eu disse, nós temos tudo que precisamos lá, escola, um posto de saúde, mercadinhos, lojas, até alguns bares.
-Sério? É como se fosse uma pequena cidade né?! Só de vocês.
-Sim... É tudo simples, mas não me imagino em outro lugar.
-Você trabalha lá mesmo então. – eu não queria ser indiscreta, mas Jacob não parecia ter problemas com dinheiro.
-A nossa tribo tem algumas tradições... – ele falou um pouco hesitante, mas continuou. -E nós gostamos de mantê-las então temos um conselho que cuida de tudo, que mantêm toda nossa história viva e presente em nosso dia a dia, meu pai é o líder.
Assenti interessada na história e ele continuou...
-Os Black são importantes por lá, sempre fomos... – ele pigarreou e começou a brincar com meus dedos enquanto falava. -Meu avô tinha um bom dinheiro e quando ele morreu ficou para meu pai e então ele investiu no crescimento da reserva, meu pai sempre achou que tínhamos que ter tudo que precisássemos lá, então a maioria das lojas, e até algumas casas são dele, da nossa família, eu o ajudo a administrar tudo e também tenho uma oficina lá, o que me rende um bom dinheiro.
-Ah sim, você fez milagres na minha picape. – falei e ele riu.
-Eu nunca me imaginei fora de lá, meu destino estava traçado desde que nasci...
-E algo mudou agora? – perguntei pelo modo como ele hesitou e suspirou.
-Eu te conheci. – ele me olhou tão intensamente que me deixou um pouco tonta.
-E isso mudou seus planos? – sussurrei timidamente, eu não queria ficar imaginando um futuro nosso juntos, fazendo planos, por medo de me magoar, mas era meio tarde para tentar me conter.
-Você não faz idéia do quanto. – ele sorriu levemente e beijou minha mão ainda me olhando.
-Você mudou minha vida... – suspirei. -Não quero te assustar falando isso, e nem que você pense que estou te pressionando há algo, mas é verdade, eu não tinha mais esperança de nada, de um futuro melhor, de ser feliz, e aí você chegou e eu estou vivendo de novo.
-Você merece ter uma vida linda Bella, uma vida feliz... Eu vou me esforçar para isso acontecer.
Tentei, em vão, não criar expectativa com as promessas escondidas nessa frase dele, e sorri segurando com força sua mão.
-Você não precisa se esforçar muito.
Ele riu e se debruçou por cima da mesa me beijando de forma rápida, mas intensa.
-Um dia eu vou conhecer La Push? E sua família? – sussurrei.
Ele ficou em silêncio me olhando e eu já estava me arrependendo de fazer aquela pergunta quando ele sorriu levemente e assentiu.
-Sim... Eu prometo.
Depois do almoço eu pensei que fôssemos embora, mas Jacob ainda me levou no cinema, onde mais namoramos do que assistimos ao filme, mas nenhum dos dois reclamou.
Quando fomos embora já estava de tardinha, e quando ele parou o carro em frente a minha casa eu ainda não queria me afastar dele.
-Quer entrar? – perguntei esperançosa e quando ele assentiu me controlei para não pular em seu pescoço e beijá-lo.
Jacob me ajudou a levar as sacolas dos presentes que me deu e as colocamos no canto do sofá, Charlie não estava.
-Obrigada mesmo por tudo Jacob.
-Não precisa agradecer, foi um dia maravilhoso para mim também, e vamos fazer isso muito ainda. – ele segurou em minha cintura e beijou meu pescoço me deixando mole em seus braços.
-Você vai acabar me acostumando mal assim. – sussurrei quase sem voz porque ele continuava a distribuir beijos por meu pescoço.
-É essa a intenção. – ele riu e não me deixou responder nada colando sua boca na minha.
Quando nos afastamos eu segurei em sua mão e o puxei escada acima em direção ao meu quarto, ele me seguiu sem dizer nada e me olhando intensamente.
Eu não pretendia fazer nada além do que já tínhamos feito até agora, só queria que ficássemos mais a vontade, mas sabia que não conseguiria resistir muito tempo a ele e a esse desejo tão forte que me domina quando estamos juntos.
-Então esse é seu quarto. – ele fechou a porta quando entramos e eu ri assentindo. -Estava esperando por paredes cor de rosa e alguns pôsteres pendurados.
-Bobo. – ri me sentando na minha cama e retirando meus sapatos e minha jaqueta. -É aqui que eu passo grande parte do meu dia quando não estou trabalhando.
-O que, pelo que já percebi, não é muito né?! Você trabalha bastante. – ele também tirou os sapatos e a jaqueta e se sentou ao meu lado.
Eu deitei e o puxei junto, encostei minha cabeça em seu peito e ele acariciou meus cabelos, eu nunca tive um namorado, nunca tive momentos assim antes, e mesmo sendo muito tímida com Jacob eu me sentia muito a vontade, apesar dele me fazer corar muitas vezes.
-Eu preciso trabalhar muito e até gosto, é uma boa distração. – suspirei satisfeita com suas carícias em meus cabelos e em como meu corpo ficava aconchegado ao dele.
-Como era quando sua mãe ainda estava viva? – ele perguntou. Nem com Ângela e Emmett eu falava muito sobre minha mãe, mas queria falar com ele.
-Era bom, muito bom, éramos uma família muito feliz e unida, sempre fomos só nós três, meus avós, tanto maternos quanto paternos estão mortos e não tenho tios ou tias, enfim... Mas nós éramos felizes, Renée era uma mãe maravilhosa e Charlie era um pai incrível, eles cuidavam de mim, me davam muito amor e me apoiavam em tudo. – suspirei.
-Você tinha planos para uma vida diferente da que leva hoje não é?! – ele perguntou.
Ergui meu rosto para olhá-lo e assenti.
-Sim, eu queria muito fazer uma boa faculdade, e eles também queriam isso para mim... Mas aí ela morreu tão de repente, Charlie se entregou a bebida e tudo mudou.
-Eu sinto muito. – ele acariciou meu rosto.
-Tudo bem... É muito difícil, mas eu vou levando, Ângela e Emmett sempre me ajudam muito.
-Eles parecem mesmo ser bons amigos. – ele sorriu.
-Os melhores... Minha mãe costumava dizer que mesmo quando acontece algo muito ruim na nossa vida devemos acreditar e ter fé de que é por um bem maior, eu não conseguia acreditar nisso.
-Agora você acredita? – ele perguntou.
-Se eu tivesse ido para a faculdade não estaria morando aqui hoje, talvez nunca te conhecesse. – sorri.
Ele me beijou me puxando para mais perto do seu corpo e ficamos deitados um de frente para o outro, minha cama era pequena demais o que nos deixava completamente colados e eu estava adorando.
Acariciei seu braço e me surpreendi ao ver que ele tinha uma tatuagem...
-Ei, eu não tinha reparado na sua tatuagem, é linda. – acariciei o lindo desenho, era um símbolo, diferente, mas realmente lindo.
-Eu tenho há muito tempo, é um símbolo da tribo... – ele deu de ombros.
-Mas então, vamos falar de coisas mais leves agora... – ele voltou a acariciar meu rosto e assenti.
-Ok.
-Você não teve nenhum namorado? – ele me surpreendeu com sua pergunta.
-Não, nenhum... Mesmo antes de a minha mãe morrer eu era bem caseira, não ia para as baladas como a Ângela que sempre foi mais saidinha... – revirei os olhos e ele riu.
-Então eu sou seu primeiro namorado. – roçou os lábios nos meus me deixando arrepiada.
-Você é meu namorado? – sussurrei recebendo seus beijos.
-Eu gostaria muito de ser. – ele sorriu descendo uma mão até minha cintura me colando ao seu peito.
-Então você é. – sorri sem conter minha empolgação.
Ele me beijou, mas rápido demais para meu gosto se afastou.
-Hum... E seu primeiro beijo, como foi? – ele perguntou enquanto agora beijava meu queixo, descendo para meu pescoço.
-Eu tinha dezesseis anos, quase dezessete... E só rolou porque Ângela insistiu, mas foi horrível, eu mal conhecia o garoto, foi nojento... Meu primeiro beijo de verdade foi com você. – corei, mas os beijos que ele dava em meu pescoço mandou minha vergonha para o espaço.
-É bom ouvir isso. – sussurrou roucamente voltando a beijar meus lábios.
-E o seu primeiro beijo? Porque eu aposto que você já deu muitos e já teve muitas namoradas. – só pelo jeito que ele me beijava e me tocava dava para ver como Jacob era experiente.
-Nenhuma durou muito ou despertou algo em mim como você está fazendo. – ele falou me olhando nos olhos e eu sorri.
-Mas e o seu primeiro beijo, como foi? Eu contei o meu.
-Foi com minha prima Leah... – ele riu e eu tentei não ficar com ciúmes. -Nós tínhamos uns 10 pra 11 anos.
-Uau, que precoce. – sussurrei e ele gargalhou.
-Leah era apaixonadinha por um amigo nosso, o Embry, mas ele nem dava bola para ela e numa festinha lá na praia ele apareceu de mãos dadas com uma garota, ela ficou revoltada e então para deixar ele com ciúmes ela me agarrou e me beijou... Leah sempre foi meio doida.
Ele ria e acabei rindo junto...
-Funcionou?
-Sim, hoje ela e o Embry estão casados.
-E o seu melhor beijo? – perguntei o olhando e ele sorriu maliciosamente se deitando por cima de mim em um movimento tão rápido que me fez ofegar.
-Esse... – ele me beijou intensamente.
Suspirei passando meus braços por seu pescoço e correspondendo ao beijo com a mesma intensidade.
Jacob mordiscava meus lábios e com sua língua percorria cada canto da minha boca me levando ao céu... Suas mãos desceram por meu corpo e quando dei por mim elas já estavam debaixo da minha camisa me acariciando.
Gemi sem controle e então resolvi deixar minha timidez de lado e aproveitar o momento.
Mesmo com as mãos um pouco trêmulas levantei sua camiseta e ele se afastou dos meus lábios só para tirá-la e jogá-la longe e então voltou a me beijar.
Minhas mãos percorriam seus músculos e ele também gemia em meio ao nosso beijo, senti quando ele desceu uma mão até minha perna e apertou minha coxa, meu gemido foi mais alto.
-Jake... – suspirei quando ele voltou a beijar meu pescoço e arranhei suas costas, eu estava ficando sem controle.
-Você é tão linda... – ele sussurrou em meu ouvido dando uma mordidinha ali e precisei morder com força os lábios para reprimir um gemido mais alto ainda. -Tão deliciosa.
Ele me olhou e seus olhos estavam brilhando de desejo...
-Jacob. – eu só conseguia sussurrar seu nome e gemer.
Quando uma de suas mãos tocou meus seios por baixo da minha camisa e ainda por cima do sutiã os apertando e acariciando eu pensei que ia mesmo enlouquecer.
Minhas pernas abraçaram sua cintura e me remexi embaixo do seu corpo, mas isso me fez sentir o quanto ele estava excitado e um tremor de prazer percorreu meu corpo, Jacob era tão forte, tão quente, sua pele macia, seu cheiro delicioso, um prazer insano me dominou... Eu queria senti-lo mais e mais.
Agarrei em seus ombros e nossas bocas voltaram e se encontrar em mais um beijo voraz... Jacob continuava a acariciar meus seios com uma mão e a outra estava firme em minha cintura... Eu me remexi de novo e mesmo os dois estando de calça jeans eu podia senti-lo perfeitamente entre minhas pernas, exatamente no ponto onde eu mais parecia desejá-lo.
Meu corpo estremeceu de novo e eu sabia que se continuássemos não daria mais para parar, e eu não queria parar, mas também não podia correr o risco de Charlie chegar ali, principalmente se ele chegasse bêbado e criasse alguma confusão.
Jacob percebeu quando eu fiquei um pouco tensa e se afastou lentamente.
-Eu realmente não consigo me controlar perto de você. – ele riu e se sentou aos pés da cama pegando a camisa no chão e a vestindo.
-Eu também não e não me importo com isso, mas é que meu pai pode chegar, e é provável que chegue bêbado e não suportaria se ele resolvesse criar alguma confusão com você. – sussurrei me sentando e ajeitando minhas roupas.
-Eu entendo, você está certa e nós temos muito tempo ainda, não precisamos ter pressa. – ele voltou a se aproximar de mim e me deu um beijo calmo.
Assenti o abraçando e ficamos mais um tempo ali namorando e conversando, mas depois ele teve que ir.
Fui até o carro dele com ele onde nos beijamos mais um pouco e ele pegou o número do meu telefone, de casa e do trabalho e me deu o número da casa e celular dele.
-Amanhã eu vou ficar um pouco enrolado no trabalho, mas te ligo e se der marcamos algo, ou pelo menos passo aqui para te ver. – Jacob falou entre beijos e assenti.
-Tudo bem.
-E se precisar de algo pode me ligar... Depois vamos marcar um dia para eu te levar em La Push. – ele pareceu ficar um pouco hesitante, mas resolvi não encanar com aquilo.
-Ta... O dia foi perfeito. – o abracei com força e ele riu afundando o rosto em meu pescoço.
-Foi sim, perfeito. – me olhou e me beijou.
Depois de mais alguns minutos Jacob foi embora e eu entrei em casa imensamente feliz, subi com as sacolas e já separei o livro que começaria a ler, mas antes fui tomar um banho... Ainda podia sentir o gosto de Jacob em meus lábios, eu não iria mesmo conseguir me controlar por muito tempo com ele.
Saí do banho e coloquei uma roupa confortável e quentinha, e então escutei um barulho na sala, devia ser Charlie chegando.
-Bella. – me chamou e me surpreendi ao notar que ele não parecia tão bêbado.
-Oi pai, to descendo. – suspirei e desci.
Decidi que era hora de eu ter mais uma conversa séria com meu pai.
Notas finais
E a relação dele com a Bella está ficando cada vez mais séria, agora estão namorando, Bella não tinha sorte, mas agora tbm ta tendo para dar e vender né?! Olha o namorado que arrumou ;) kkk
Mas as complicações vão aparecer, será que Jake vai mesmo levá-la em La Push? Parece que sim, mas como será essa visita? E ela vai conversar com Charlie, vamos ver se ele começa a tomar jeito agora! Logo teremos mais POVs do Jake tbm!
E acho que todo mundo percebeu que a coisa entre esses dois está esquentando cada vez mais não é?! ;) E vai esquentar ainda mais! rsrs
Muiito obrigada por todo apoio, fico mega feliz, obrigada de coração *-*
Logo tem mais ;)
Bjokas
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