Notas iniciais
Oláá *--*
Vamos a mais um cap. ;)

Mas antes quero agradecer muito a Lu pela recomendação que fez da fic... Mt obrigada amiga, fiquei mega feliz *--*

Espero que gostem do cap. *-*

Quando me aproximei dele fui presenteada com seu sorriso deslumbrante e estava disposta a não ser tão boba dessa vez.

-Oi...

-Bella... Espero não ter te atrapalhado quando pedi para sua amiga te chamar. – ele falou educado.

-Imagina, está tudo bem.

-Que bom... Ontem eu perguntei seu nome, mas fui mal educado e nem me apresentei... – ele esticou a mão e sorriu ainda mais, além de lindo era super simpático. -Sou Jacob Black.

-É um prazer Jacob. – sorri apertando sua mão e senti uma espécie de corrente elétrica percorrer meu corpo ao tocá-lo, ele era quente... Pensar nisso me fez corar. -Você vai querer pedir algo?

Ele me olhou intensamente, mas quando parecia pronto para falar algo sua atenção foi atraída para a janela ao seu lado, ele olhou fixamente em direção a floresta do outro lado da rua, não tinha ninguém por ali, até começava a chover, mas era como se alguém tivesse chamado seu nome ou algo do tipo...

-Tudo bem? – perguntei hesitante e ele voltou a me olhar, seus olhos pareciam mais escuros, ele estava mais sério, o lindo sorriso tinha sumido dos seus lábios.

-Eu preciso ir... – sua voz saiu mais rouca e ele parecia frustrado, mas não entendi o porquê de sua mudança drástica de humor e comportamento.

-Ah, você não vai querer nada? – sussurrei meio decepcionada por ele ir embora.

-Infelizmente eu não posso ficar, me lembrei de que tinha marcado algo... – ele se levantou e olhou para fora de novo. -Volto outro dia.

-Claro... Tudo bem. – sorri disfarçando e ele me olhou por mais alguns instantes antes de sair apressado.

Sei que não devia me sentir chateada, nem o conheço e não é como se ele estivesse vindo aqui para me ver... Jacob deve ter uma vida agitada, completamente diferente da minha, provavelmente até tem namorada, não posso ficar me encantando por ele desse jeito!

Fui para o bar que estava cheio e fiquei atrás do balcão servindo bebidas... Quando Ângela me viu ali olhou para a mesa onde Jacob tinha estado e se aproximou quase correndo de mim...

-Cadê ele?

-Teve que ir embora. – dei de ombros tentando não dar muita importância ao assunto.

-Como assim?

-Ele tem uma vida Ang...

-O que foi? Você estava achando que o gostoso veio aqui para te ver Bella? – Jessica apareceu e riu.

-Cala a boca. – Ângela a fulminou com o olhar e ao ver Emmet se aproximando Jessica se calou e saiu de perto da gente.

-Não liga para ela Bella. – Ângela sorriu.

-Não ligo. – dei de ombros e ela assentiu se afastando e voltando ao trabalho.

-Tudo bem? – Emmet perguntou chegando ao meu lado e eu assenti.

-Sim. – sorri disfarçando e voltei a trabalhar, não tinha motivos para ficar triste ou frustrada, ele era só um cliente e não é como se tivesse marcado algo comigo e me dado o bolo, eu estou sendo ridícula em ficar chateada por ele ter ido embora desse jeito, mas não conseguia evitar, acho que no fundo tinha medo de nunca mais vê-lo, mas não podia me permitir ficar criando ilusões, ele nunca olharia para mim com interesse e só eu sei como não preciso de mais motivos para sofrer, mas ele tinha mexido comigo de um jeito tão diferente, nunca me senti assim e... Droga Bella, chega!

Me obriguei a afastar esses pensamentos.

O trabalho foi agitado, grande movimento, só consegui parar para comer porque Emmet me obrigou, no fim da noite eu já estava exausta e Jacob não tinha mais aparecido!

-Bella, aqui... – Emmet me puxou para um canto quando eu me preparava para ir embora e me entregou um envelope. -Se precisar de mais é só pedir, sério, qualquer coisa é só pedir.

Segurei o envelope sabendo que ali tinha o dinheiro que lhe pedi e assenti.

-Obrigada, você é como um irmão... Obrigada mesmo Emm. – abracei ele que riu me apertando fortemente em seus braços.

-Sem problemas, agora vai para casa e descanse. – ele se afastou beijando minha testa. -E amanhã é sua folga Bella, então nada de aparecer por aqui.

-Mas...

-Sem mas... – ele me interrompeu e sorriu carinhosamente. -Você precisa de um descanso menina, fique o dia inteiro dormindo, ou lendo, mas relaxa um pouco.

Assenti divertida, terminei de pegar minhas coisas e fui embora, hoje Ângela tinha saído mais cedo.

Quando saí apertei o casaco com mais força ao redor do meu corpo, estava muito frio e bem escuro já... Comecei a andar o mais rápido que podia, felizmente não morava muito longe, mas quando tinha dado alguns passos percebi que alguém me seguia. Tentei ignorar e continuar andando, mas a pessoa chegou rapidamente ao meu lado e tive que me virar para ver quem era.

-Ei gata, sozinha a essa hora, é perigoso. – eu não conhecia esse homem, ele era alto e robusto e parecia bêbado, mas eu nunca o tinha visto, ou talvez a escuridão da rua e meu nervosismo não deixou que eu o reconhecesse.

De qualquer forma não importava, só acelerei mais meus passos tentando fugir de perto dele.

-Ei espera... – ele me acompanhou e eu parei, ainda estava perto do trabalho, talvez fosse melhor voltar e chamar o Emmet.

-Me deixa em paz. – pedi tentando ficar calma, mas quando ele se aproximou rapidamente do meu corpo dei alguns passos para trás, eu já não tinha problemas demais nessa vida, não? Porque essas coisas acontecem comigo?

-Calma gata, só quero conversar. – ele sorriu.

-É melhor se afastar dela. – foi impossível não reconhecer aquela voz, e um alívio imenso tomou conta de mim.

Virei meu rosto para o lado a tempo de ver Jacob se aproximando calmamente, eu nem tinha percebido ele chegar ali, mas agora não importava, estava feliz demais em vê-lo.

O cara pareceu irritado e abriu a boca pronto para responder de forma rude, mas assim que Jacob se aproximou ainda mais ele se calou, até eu fiquei paralisada.

Jacob parecia realmente ameaçador, e não só por todo seu tamanho e seus músculos, mas principalmente pela expressão em seu rosto... Seus olhos pareciam ainda mais escuros, quase brilhavam e ele olhava fixa e friamente para o cara.

-Você está bem Bella? – sua voz ficou um pouco mais branda, mas ele não me olhou, continuou encarando o homem em minha frente, que agora recuava lentamente.

-Sim... – sussurrei bem baixo, mas ele pareceu ouvir porque relaxou um pouco.

-Eu... Eu não sabia que ela estava acompanhada. – o homem gaguejou pateticamente e eu me afastei mais dele, Jacob se aproximou ficando na minha frente.

-Nunca mais chegue perto dela... Nunca mais... Ou eu não serei tão calmo assim. – a voz de Jacob estava ameaçadora.

-Entendi. – o cara sussurrou e saiu praticamente correndo, tropeçando nos próprios pés.

Jacob ficou alguns instantes olhando por onde ele desapareceu e depois se virou de frente para mim.

-Você está bem mesmo Bella? – seus olhos percorriam meu corpo com atenção, como se para ter certeza de que estava mesmo tudo bem comigo.

-Estou sim... – sorri levemente tentando controlar as batidas frenéticas do meu coração. -Você chegou na hora certa... Obrigada Jacob.

-Não precisa agradecer, o cara teve sorte, se ele tivesse encostado em você... – ele ergueu a mão e tocou em meu rosto levemente, mas rápido demais voltou a abaixar a mão.

Sorri com esse gesto dele, nem me lembrava mais do medo que senti quando estava sozinha com aquele homem me perseguindo, Jacob estava ali na minha frente, tinha acabado de me salvar, isso que importava.

-Você estava indo para o bar? – perguntei tentando manter alguma conversa, não queria que ele fosse embora, e ainda estava sem coragem de continuar a andar sozinha até em casa.

-Sim, mas já estava fechando então desisti, e aí vi o que estava acontecendo aqui.

-Nem vi você se aproximar, obrigada mesmo.

Ele deu de ombros e sorriu.

-Você estava indo para sua casa?

-Sim, é bem perto daqui, eu sempre vou sozinha e nunca tinha acontecido algo assim, quer dizer, sempre tem uns homens soltando gracinhas, mas nenhum tentou me perseguir. – tagarelei e corei ao perceber o quanto estava falando, ele riu.

-Eu posso te acompanhar? Me sentirei mais tranqüilo se te deixar em segurança em sua casa.

Fui pega de surpresa, mas antes de me dar conta já estava assentindo.

-Eu adoraria, me sentirei mais segura.

-Então vamos. – ele deu um passo para ficar ao meu lado e eu sorri assentindo e começando a caminhar, ele ficou bem perto de mim e eu realmente me sentia segura.

-Ei, mas você não veio de carro ou moto? Vai deixar por aqui? – perguntei.

-Um amigo me deu uma carona, e depois eu daria um jeito de voltar, mas não se preocupe com isso, eu sei me virar.

-Tudo bem. – dei de ombros e continuamos a caminhar lentamente lado a lado. -Eu moro perto, então prometo que logo chegaremos.

-Eu não estou com pressa. – ele me olhou de lado e eu desviei o olhar envergonhada, nem sei por que, mas ele me deixava assim, sem saber como agir.

-Você é de La Push né?! – no desespero de arrumar algo para falar acabei falando isso, mas me arrependi no mesmo instante quando ele riu.

-Sou sim e imagino que você tenha ouvido falar muita coisa sobre La Push.

Corei mais um pouco, estava cansada de ficar vermelha assim na frente dele, ao menos espero que ele não perceba já que a rua estava bem escura e o céu nublado como sempre em Forks.

-Eu não acredito nessas histórias e lendas... – dei de ombros e como aquilo era mesmo verdade o olhei tranquilamente, ele parou de rir e arqueou uma sobrancelha.

-Mesmo?

-Sim. – afirmei.

-Achei que todos por aqui levavam bem a sério o que falam sobre meu povo. – achei estranho o modo como ele falou... Meu povo... Mas eles eram de uma reserva, uma tribo, deviam ser todos bem unidos lá.

-Ah, eles levam sim, mas eu não acredito.

-Mas eu nunca te vi por La Push. – ele sorriu divertido.

-Meus pais acreditam, minha mãe acreditava... – sussurrei a última parte.

-Por isso não me deixavam ir lá e ultimamente eu não tenho tido tempo de pensar em fazer passeios.

Ele ficou calado e quando virei meu rosto em sua direção vi que ele me olhava atentamente, nossos olhares se cruzaram por algum tempo até ele sorrir.

-La Push é um lugar lindo, as praias são maravilhosas, vocês não sabem o que estão perdendo.

-Vocês não se incomodariam se as pessoas daqui, que falam tanta besteira de vocês, fosse passear por lá? – perguntei.

-Não, desde que não nos perturbem... – ele deu de ombros e eu ri.

-Eu nunca vi ninguém de La Push por aqui, você é o primeiro. – estávamos chegando em frente a minha casa, eu devia ter dado um jeito de ir por um caminho mais longo, não queria me afastar dele agora, se antes só de vê-lo eu já estava toda encantada, agora então depois dessa breve conversa eu estava fascinada por ele, além de tão lindo, Jacob era gentil e divertido.

-Eu sou meio atrevido. – ele me olhou fingindo seriedade e depois riu.

-Só não vejo o porquê não posso andar por aqui e não me arrependo, se não tivesse saído um pouco de La Push nunca teria te conhecido.

O olhei sem conseguir evitar um sorriso e parei de andar, óbvio que eu estava corada então desviei o olhar dele...

-Chegamos, é aqui que eu moro. – suspirei olhando para a casa onde cresci, antigamente eu simplesmente amava esse lugar, era uma casa cheia de vida, de felicidade, hoje toda vez que estou prestes a entrar em casa sinto meu coração se apertar.

-Ei, tudo bem? – Jacob se aproximou e colocou um dedo em meu queixo erguendo meu rosto e me fazendo olhá-lo nos olhos.

-Tudo sim. – eu não iria ficar me lamentando ali.

-Bom, então está entregue, sã e salva. – ele piscou voltando a sorrir.

-Obrigada por... – me calei ao ouvir um barulho alto vindo de dentro da minha casa.

Jacob rapidamente se colocou na minha frente, protetoramente.

-O que foi isso? – sussurrei ainda olhando para minha casa.

-Fica aqui, eu vou na frente e... Bella! – ele resmungou quando eu passei por ele e corri em direção a minha casa.

-Meu pai. – falei simplesmente enquanto abria a porta e ele entendeu vindo logo ao meu lado.

Entrei em casa correndo e quando cheguei à cozinha vi o motivo daquele barulho.

-Pai. — sussurrei ao vê-lo caído no chão, meio sentado, com uma garrafa de bebida quebrada ao seu redor.

Corri em sua direção para ajudá-lo, ele estava praticamente desmaiado, mas era de tão bêbado que já estava.

-Cuidado com o vidro Bella, deixa que eu pego ele. – Jacob rapidamente estava ao lado de Charlie o erguendo com facilidade.

Fiquei envergonhada por Jacob estar vendo aquilo, mas me concentrei no meu pai.

-Para onde eu o levo? – Jacob perguntou.

-Por aqui, por favor. – fui na frente e subi as escadas até o quarto de Charlie.

Jacob não teve dificuldade nenhuma em carregar ele e o deixou na cama dele.

-Quer chamar um médico? Ou levá-lo a um hospital? – Jacob falou enquanto eu ajeitava Charlie na cama da melhor maneira que consegui, ele já estava roncando e resmungou, procurei por algum corte ou machucado, mas ele estava bem, então o cobri com uma coberta e suspirei tentando controlar as lágrimas.

-Não precisa, ele está bem, só está bêbado. – saí do quarto puxando Jacob comigo e fechei a porta descendo as escadas rapidamente em direção a cozinha, Jacob me seguiu de perto.

Eu não conseguia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo, há instantes eu estava bem, feliz, em uma conversa tão leve e agradável com o Jacob, que me encantava cada vez mais e de repente isso acontece... Eu já estava tão cansada dessa minha vida!

Cheguei na cozinha sem olhar para Jacob, por vergonha, e me ajoelhei ao lado dos cacos de vidro que estavam espalhados ali pela garrafa que tinha caído, ou melhor, que Charlie de tão bêbado tinha deixado cair, o cheiro de álcool forte me atingiu me enjoando.

-Bella cuidado aí. – Jacob falou calmamente e percebi que ele estava se aproximando, me concentrei para não chorar em sua frente e acabei me cortando.

-Ai, droga. – gemi ao ver o sangue escorrer em minha mão.

-Bella... – ele já estava abaixado ao meu lado e segurou minha mão que sangrava. -Vem, vamos cuidar disso, tem alguma caixinha de primeiros socorros aqui?

Assenti voltando a subir as escadas e entrei no banheiro com ele me seguindo.

-Aqui. – abri o armarinho e peguei a pequena caixinha lhe entregando.

-Mas eu mesma posso cuidar disso Jacob, não foi nada demais.

-Shii... Vem. – ele segurou em minha mão que ainda sangrava. -Está doendo?

-Não. – e não estava mesmo, só que eu sempre fui meio fraca quando via sangue, principalmente quando era o meu sangue. -Não gosto de sangue.

Ele riu e me pegando de surpresa passou um braço ao redor da minha cintura e me ergueu me sentando na bancada perto do lavatório.

-Jacob!

-Quietinha. – ele sorriu e começou a cuidar do corte que felizmente era pequeno.

-Você não pareceu tão surpresa em ver seu pai daquele jeito. – ele começou a falar hesitante enquanto fazia um curativo em mim.

-Porque não fiquei, ele está sempre assim, bêbado, e não é a primeira vez que ele cai, ou deixa garrafas caírem. – dei de ombros.

-Só moram vocês dois aqui?

-Sim, minha mãe morreu há um tempo, e desde então ele ficou assim... Antes Charlie costumava ser o melhor pai do mundo, o mais amoroso, cuidadoso, ele não suportou a perda da minha mãe.

-Eu sinto muito. – ele me olhou intensamente.

-Eu só queria que ele voltasse a ser como era antes, que ao menos tentasse seguir em frente, também não foi fácil pra mim a morte da minha mãe, mas eu estou tentando viver e ele parece não perceber que não estou conseguindo sem ele. – tentei em vão controlar as lágrimas que logo estavam correndo em meu rosto.

Jacob terminou o curativo e se aproximou ainda mais de mim.

-Não consigo nem imaginar como deve ser difícil pra você, ter perdido a mãe e agora ter que enfrentar toda essa barra.

-Eu deixei de ir para a faculdade e tenho que ficar aqui cuidando dele, sustentando a casa... Às vezes mal temos dinheiro para a comida... – olhei para minha bolsa que deixei ali no canto me lembrando do dinheiro que tive que pedir ao Emmet.

-Bella. – ele sussurrou e beijou minha testa acariciando meus cabelos.

-Desculpa, não sei nem porque fiquei aqui falando tudo isso, não quero ficar reclamando de nada e você já me ajudou muito hoje, não precisa ficar escutando essas coisas.

-Não peça desculpas, de agora em diante você vai poder falar o que quiser comigo e eu vou te ajudar mesmo quando você não pedir por ajuda. – ele me abraçou e eu me deixei ser envolvida por seus braços.

Afundei meu rosto em seu peito e seu cheiro que era amadeirado e delicioso me inebriou me deixando quase tonta, mas de um jeito tão bom que me acalmou.

Eu não queria me encantar demais com o Jacob, ou me envolver por medo de me machucar, mas agora era tarde demais... Eu nunca me senti tão bem e segura como agora em seus braços!

Notas finais
Jacob é mesmo perfeito né?! Aiai, assim fica difícil a Bella não se apaixonar ;) rsrs
Acho que ficou bem claro que rola o maior climão entre eles né?! Óbvio que Jake tbm ta todo encantado com a Bella, mas esse é só o começo ;)
Espero que estejam gostando, logo posto mais *-*
Bjokas