A Última Uchiha
10 Os irmãos da Meropan
Notas iniciais
Aquela menina. O homem chamado Uchiha Itachi havia lhe dito que seu nome era Amaterasu, porém, sua nova família a nomeara de Ringo e manteve seu nome original como sobrenome.
O corvo voou em sua direção e bicou o topo de sua cabeça. O lupino encarou irritado a ave, que voava baixo para que ele acompanhasse seu trajeto.
Amaterasu Ringo. Uchiha Itachi havia dito que ela era tão forte quanto seu irmão.
O lobo branco seguiu o corvo. Veria se realmente a garota era digna de um contrato com o espírito rei dos lobos, mensageiro dos deuses: Okami.
– Os Irmãos da Meropan -
– Onii-san! Onii-san! Quem são esses na foto?!
O mais velho encarou a menina de cabelos negros.
– É a minha família. – o moreno sorriu.
– Ela é bem glande. – a garota se sentou ao lado do rapaz e encarou a fotografia que estava em uma moldura: Ele e mais uma mulher com um bebê no colo estavam perto do canto direito da foto. A mulher tinha cabelos castanhos e repicados, olhos amarelos e marcas triangulares em vinho nas duas bochechas: a marca do clã inuzuka. O bebe tinha os cabelos iguais aos da mulher. Ao lado do onii-san estava uma garota com seus 12 anos de idade, de longos cabelos roxo. Ela sorria na foto. Atrás da garota um rapaz loiro de olhos castanhos e óculos, segurando no colo um menino loirinho de olhos verdes. Ao lado deles, um garoto de olhos verdes e cabelos roxo escuro que batiam nos ombros estava de braços cruzados e a cara emburrada. Uma mulher loira de seios fartos sorria e bagunçava os cabelos do garoto. Ao lado dela estava um homem muito parecido com a mesma, abraçado a uma mulher de cabelos roxos curtos e olhos verdes. Ambos sorrindo.
O moreno acabou rindo.
– Verdade. Ela é bem grande.
– Quem é o bebê? – Naruto falou olhando por cima do ombro do moreno.
– Minha filha. – o rapaz sorriu – O nome dela é Kirara. Quando ela estiver mais velha eu trago ela aqui para brincar com vocês.
– Eba!! – as crianças comemomaram.
Ele riu.
De repente a foto começou a queimar, mas apenas no lugar onde o oni-san estava na fotografia. A morena se afastou, assustada, e depois encarou o mais velho. Agora ele estava completamente ferido e deitado no chão.
Ele sorria, mas era possível ver a dor que ele sentia.
– Ma, ma... Não chore, Rin-chan. Você e o Naruto-kun ainda têm muita coisa a enfrentar durante suas vidas de shinobi. E ele vai precisar muito de você. Por isso, cuide bem dele. Sei que o ele também cuidará de você. Afinal, são irmãos.
– Onii-san! – a morena falou, a voz trêmula.
O rapaz levantou uma das mãos. Esta fechada em punho.
– Nunca desistir.
–--
Ringo sentia seu corpo pesar. Depois que aquele tal de Nobuko quase a sufocara, sentiu que quase toda sua energia tinha ido embora. Ela respirava vagarosamente e não tinha forças para abrir os olhos.
– Gente... Será que ela morreu? – A voz inconfundível da Noi foi ouvida pela morena. Em seguida sentiu uma cutucada em sua bochecha – Parece que ela está ficando mais branca a cada instante. E olha que ela já parecia uma vela antes.
– Menos, Noi. – Tairon suspirou – Ela precisa descansar.
– Mas ela já está apagada faz três horas! E não levou um dardo no pescoço como eu!
– Eu não considero isso muito tempo. – uma nova voz falou perto da morena – Hitsuji-aniki, Mimi-kun e a Mero chegaram.
– Mitsuo! – o outro falou alto e aparentemente irritado.
Ringo abriu os olhos preguiçosamente.
– Uh...
– Viva! Ela acordou! – Noi comemorou.
A garota estava deitada em uma cama e umas cinco pessoas em volta da mesma: Noi, Tairon, o loiro que a ajudou mais cedo – Hitsuji – e mais dois rostos que ela não conhecia. Um dos rostos pertencia a um garoto da idade dela aproximadamente, olhos verdes, cabelos loiros levemente assanhados e tinha algumas sardas no rosto. O outro era de uma garota que devia ter seus 9 ou 10 anos, cabelos castanhos trançados e olhos heterocrômicos: um verde e um amarelo, tendo debaixo do olho amarelo um triangulo invertido cor de vinho marcado em seu rosto.
– O... O que eu perdi?! – a morena sorriu sem graça.
– Você dormiu enquanto trazíamos você pra casa da sensei. – Tairon falou.
– Apagou que nem uma pedra. – a loira comentou, fingindo decepção – Nem aproveitou a viagem nos braços do seu príncipe, coisa feia.
– Menos, Noi. – o ruivo rolou os olhos, entediado.
– Casa... da sensei?! – Ringo tentou se sentar.
– Sim. E por que trouxeram ela pro meu quarto? – o de cabelos longos e roxo escuro apareceu no recinto.
– Era o cômodo mais perto da entrada da casa. – a garota de cabelos castanhos falou, sem graça.
– E não existe o sofá pra isso não?!
– Você é realmente irritante, Mimi-kun. – Meropan apareceu atrás do irmão bateu no mais alto com a bainha de sua katana.
– Ai! Isso doeu! – o rapaz resmungou.
O loiro de olhos castanhos soltou um suspiro pesado e entrou no quarto.
– Sokka, Kirara. Vão acomodar melhor nossos convidados.
– Hai, tio Hitsuji. – a morena fez reverência e puxou o loirinho – Vamos pessoal, tem jogos legais no quarto do tio Sokka.
– Tio? – Noi perguntou enquanto acompanhava a dupla – Ele não é muito novo pra ser seu tio?
Assim que as crianças foram embora, Hitsuji foi examinar a morena.
– A marca dos dedos ainda está no seu pescoço. – o mais velho falou, a testa franzida – Você tinha me dito que ele tinha morrido, Meropan.
– Eu também pensava assim. – a sensei cruzou os braços – Mas pelo visto os mortos voltam a vida.
– Eu... Não estou entendendo. – Ringo comentou.
– Nem eu, colega. Mas é melhor não fazer perguntas. – Mitsuo rolou os olhos, entediado.
Hitsuji suspirou.
– Ignore-o. Ele está irritado porque meu irmão e sobrinha colocaram você no quarto dele. – o loiro sorriu.
– Ela vai ter que ficar, não vai? – Meropan perguntou – Já que... A marca ainda não sumiu.
– Sim. Ele quase drenou completamente todo o chakra da garota.
– Como assim?! – Ringo falou surpresa – Ninjas... Tem essa capacidade?!
– Aquele velho em especial sim. – a sensei suspirou.
– O Nobuko?
– Ele mesmo – o loiro falou sério – Há muito tempo ele era amigo do nosso irmão mais velho. O tempo se passou e... Ele foi corrompido.
– Corrompido?!
– Por um demônio. – Meropan continuou – O demônio pantera o seduziu com as possibilidades que eles teriam unidos.
– Eu... Nunca ouvi falar desse demônio pantera. – Ringo falou tentando assimilar o que os mais velhos acabaram de dizer.
– Ele não é listado nos livros da escola. Não é algo que crianças devam saber. – Hitsuji sorriu sem graça.
– Mas... Por que nos atacaram? Nobuko e sua equipe?
– Eu... Não sei. – Meropan suspirou.
A mais nova encarou a sensei. Parecia que a mais velha não queria falar sobre esse assunto.
– Então... Eu vou ficar? – a morena mudou de assunto.
– Sim. Mitsuo vai ligar pro seu irmão avisando. – o loiro sorriu.
– Certo. E o Tairon e a Noi?
– Vamos ligar para os pais deles para virem buscá-los.
O som de algo sendo quebrado ecoou pela casa.
– Pois então façam isso o quanto antes, ou então eles vão acabar destruindo a casa. – Mitsuo suspirou saiu às pressas do quarto para ver o que havia acontecido.
Meropan acabou rindo.
– Qual é a graça, Meropan? – o mais velho encarou a irmã, com ar de riso.
– O Mimi-kun. Ele faz que não se importa, mas é o mais preocupado com as coisas aqui em casa.
– O nome dele é Mimi-kun? – Ringo perguntou, confusa – Ou Mitsuo?!
– Mimi-kun é um apelido carinhoso que a Kirara deu pra ele. – Hitsuji riu – Mas no nome dele é Mitsuo. Senju Mitsuo. Eu sou o Hitsuji. E as duas crianças que saíram mais cedo são Sokka e Kirara.
– Vocês todos... São irmãos?
– A Kirara é nossa sobrinha. – o loiro sorriu, parecendo triste de repente – filho do nosso irmão mais velho.
O quarto ficou silencioso. Meropan passou as costas de uma das mãos e seus olhos. Pela primeira vez Ringo pensou ter visto os olhos da sensei marejados.
– Eu... Sinto muito. – a morena falou, a voz baixa.
– Tudo bem. – Hitsuji sorriu, triste – Ele... Morreu em combate.
– Foi o que disseram pra gente. – Meropan falou, séria. Então saiu do quarto.
Ringo encarou a porta, depois o loiro, sem entender direito o que tinha acabado de acontecer.
– Não se preocupe com isso. – Hitsuji cobriu a morena com o cobertor – Agora descanse. Você perdeu muito chakra.
~*~
Naruto corria apressado pela vila. Estava nervoso e muito, mas muito
preocupado. Foi então que esbarrou em alguém que o fez cair.
– Ei, olha por onde... – e então seu rosto fica rubro – S-sakura chan?
A garota de cabelo cor de algodão doce encara o loiro, um pouco irritada.
– Olhe por onde anda Naruto. O que faz aqui a esta hora?
– Bem, pergunto o mesmo. – Naruto se levantou e limpou sua roupa alaranjada.
– Perguntei primeiro. – Sakura falou com os olhos semisserrados.
– Estou procurando a Ringo. Você a viu?
– Ela não está acampando com o time dela?
– Eu sei disso. Mas ouve um incêndio na floresta. E a Ringo não estava lá. – Naruto falou, preocupado.
O rosto de Sakura muda de raiva para surpresa.
– A Ringo... sumiu?
~*~
– Que bom que tudo deu certo no final. – o homem falou na porta de entrada da casa dos Senjus. Tinha cabelos loiros e repicados, olhos da cor do caramelo, alto, usando uma camisa de mangas longas negra e um colete, calça cinza e sandálias negras – Ele não deu muito trabalho, deu?
– Quem, o seu filho? Imagina! – Meropan sorriu – Ele foi um anjo.
– Lógico, a senhora tem uma tara por rui... – Tairon tapou a boca da loira antes que ela terminasse a frase.
– Acho bom mesmo. – o homem riu, mas olhou com seriedade pro ruivo.
– Foi um prazer conhece-lo senhor Saturobi Shun. – Meropan apertou a mão do homem.
– Também foi um prazer conhecer a senhorita Senju Meropan. – Shun
sorriu – Vamos Tairon.
O garoto se aproximou do pai, depois se virou pra encarar a sensei.
– A Ringo vai ficar bem?
– Não se preocupe com ela. – falou Meropan – Ela é tão forte quanto vocês.
Tairon sorriu. Então saiu da casa junto com seu pai.
– Caramba. O Tairon é a cara do pai. – Noi comentou — A única diferença é que
ele é ruivo e o pai loiro. Vai ficar bonitão quando crescer.
– Pois é. – Meropan concordou – Foi gentileza dele se oferecer pra carregar a Ringo.
– Isso é tudo estratégia dele pra conquistar ela que eu sei. – Noi falou cruzando os braços, o rosto de quem sabia de tudo.
A de cabelos roxo acabou rindo.
– Hai, hai.
No acesso que levava à casa dos Senju vinha um homem de cabelos negros rebeldes e olhos verdes. Era alto e aparentava estar na casa dos 40 anos. Um de seus olhos estava corberto por um tapa-olho. Usava uma camisa branca, calça comprida escura e sandálias negras.
Assim que chegou na frente da casa encarou Noi e Meropan. A loira encarou o recém chegado e entortou o nariz.
– Minha babá chegou. – Noi resmungou.
– Vim buscar minha sobrinha. – o recém chegado anunciou.
– O senhor deve ser o Kohaku Kazuo. – Meropan estendeu a mão pra cumprimentar o mais velho.
O homem afirmou com a cabeça e apertou a mão da Senju. Eles se encararam por um tempo, ambos sérios, como se tentassem descobrir algo que o outro escondia.
– Vamos, Natsumi. – o moreno pegou a loira pelo pulso e a carregou consigo pra longe da casa.
– Tchau, sensei! – Noi acenou pra mais velha, depois se voltou pro mais velho – Você podia ser mais discreto, não? – ela sussurrou.
– Estou sendo discreto. – Kazuo respondeu – Você é quem não está.
– M-mas... Eu não fiz nada, juro!
– E é exatamente isso que os outros estão questionando. – Kazuo encarou a loirinha, então sorriu – Você tem potencial, Natsumi. Vi isso quando resgatei você daquela pilha de escombros que chamava de lar.
– Não precisa me lembrar daquele lugar. – o rosto da garota se tornou sombrio.
– Por isso, prove para eles que não estou errado. – Kazuo bagunçou os cabelos da loira – Que você será um membro de suma importância para nossa causa.
– Eu... Eu vou provar. – Noi falou, séria – Mas... E a Ringo? E o Tairon?
O moreno riu.
– Nosso ramo não nos permite ter amigos, Natsumi. Você sabe disso.
A loira suspirou.
– É... Eu sei.
Então ambos sumiram na calada da noite, no meio da floresta.
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