A Última Uchiha

14 A Ninja da Vila da Estrela


Notas iniciais
Capítulo editado o/

— Ah, mentiu sim. Você nem de longe é uma sacerdotisa. Aos meus alunos você engana, mas não a mim. Por que mentiu?

— Pra poder pedir sua ajuda. – a maior se sentou na cama, seu rosto cansado.

— Mentiu pro Hokage? – Meropan ficou um pouco surpresa.

— Não... Ele sabe. Apenas ele. – Magashi suspirou – Da nossa verdadeira missão. E agora... Você vai saber sobre ela.

— A Ninja da Vila da Estrela -

— Você sabe o motivo para os ninjas da vila da estrela estarem doentes, não sabe? – a morena encarou a de cabelos roxos, o rosto sério.

— O uso da radiação de um meteoro para treinamento. – A Senju se encostou numa das paredes e cruzou os braços – Você me contou isso uma vez quando você veio com seus irmãos para trazer o carregamento de armas.

— Bem... Você sabe que todos que treinaram com o meteoro, nós chamamos de estrela, ficaram doentes devido a radiação, e essas doenças se tornaram genéticas.

— Ou seja, os ninjas do país do Urso estão condenados. – Meropan falou, séria.

Magashi deu um sorriso triste.

— Era o que pensávamos.

A Senju encarou a morena.

— Como assim?

A “sacerdotisa” se acomodou melhor na cama, fazendo uma careta de dor logo em seguida.

— A Jenini é filha de ninjas da vila da estrela. Os pais dela tem a doença da estrela. Ela não.

O quarto ficou silencioso por alguns minutos.

— Então... A pirralha...

— Pode ser a única salvação dos ninjas da vila da estrela. – Magashi suspirou.

Meropan franziu a testa.

— Eu ainda não entendi. Se a garota é a salvação da força militar de vocês, por que então você está levando ela junto com você para o país do trovão pra levar sei lá o que pra lá?

A morena riu baixo.

— Porque essa é a minha missão: levar a Jenini para um lugar seguro.

— Como assim?

Magashi tirou de dentro do Kimono um protetor de testa ninja, onde havia, na parte metálica do mesmo, um desenho de uma estrela no centro.

— A extração dos genes da Jenini para estudo e produção de uma cura para a doença a levaria a morte. – a mulher encarava o protetor de testa – Querendo proteger a filha, os pais delas me contrataram pra levá-la a um lugar seguro.

— E o Kage da sua vila aceitou isso?

— Deve ter descoberto quando foi no dia seguinte na casa deles e visto que a garota não estava lá. – Magashi deu um sorriso seco – Não estranhe se um grupo de ninjas da vila da estrela aparecer e tentar matar vocês.

Meropan ficou um tempo em silêncio, digerindo a informação.

— Mas... Por que pediu minha ajuda? Afinal, você é uma ninja tão habilidosa quanto eu.

— Eu também sofro da doença da vila da estrela. – a morena deu um sorriso fraco – E ela só se agravou nesses últimos anos. Eu aceitei a missão porque os pais da Jenini só confiavam em mim para isso. E eu só confio em você para que possa me ajudar a terminar a missão.

~*~

Ringo estava apavorada. O vento gelado batia em suas bochechas com força. Havia sangue por toda a parte... E pessoas mortas espalhadas pelo chão. A morena tampou a boca com as duas mãos, sufocando um grito.

Onde ela estava? O que havia acontecido com aquele lugar?!

Ela correu para dentro de uma casa. Assim que entrou se deparou com um rapaz segurando uma katana ensangüentada, e dois corpos caídos no chão. Sujos de sangue.

Mortos.

Ela se sentia apavorada. Ela encarou o rapaz novamente. Seus cabelos eram negros e lisos, presos um rabo de cavalo frouxo. Usava roupas de ninja cinza com preto.

— ONII-CHAN?!! – Ringo gritou, surpresa. Mas... A voz que saiu de sua boca...

Não pertencia a ela.

Ele encarou Ringo. Sua pele era clara como a dela. Seus olhos, marejados por sinal, eram cor de sangue, com três vírgulas que pareciam se mover em círculos dentro de sua íris encarnada. O rapaz parecia um pouco surpreso ao ver a garota ali.

— Sasuke?

—--

Ringo acordou e se sentou logo em seguida, suando frio. Sua respiração estava acelerada, o coração batendo muito rápido. De todos os pesadelos que ela já teve, aquele tinha sido um dos piores.

“Por que eu tenho a terrível sensação de que isso não foi apenas um pesadelo?” Ringo levou uma das mãos a boca, impedindo qualquer tipo de soluço acordasse seus colegas de equipe. Seus olhos ficaram mais úmidos que o de costume.

“Aquele rapaz... Ele não me viu como Ringo. E a voz dele...”

Foi então que ela se lembrou do estranho encapuzado dizendo que tinha ligado acesso que ela tinha às memórias do Sasuke. A voz do estranho era igual a do rapaz do sonho.

Ringo prendeu a respiração.

“Quem, diabos, é você?”

Noi, que estava deitada em um futon no canto do quarto, tinha se acordado e encarava a morena que parecia perturbada.

“Seu “querido tio” acha que você está se afeiçoando demais a seu time temporário.”

A loira bufou baixo e se virou pro lado da parede.

“Me afeiçoar a pirralhos como eles. Até parece” Noi ajeitou as cobertas “Eu sei separar muito bem sentimentos do meu trabalho”.

~*~

— Bem... Já que todo mundo está pronto vamos pegar a estrada. – falou Magashi animada, esticando os braços.

— Yoshi! – falou Jenini animada.

Meropan deu um pequeno sorriso. Em seguida se dirigiu aos seus alunos.

— Como foi a noite?

— Quase não dormia com os roncos do Tairon. – Noi resmungou enquanto terminava de arrumar sua mochila.

— Ei, eu não ronco!

A Senju rolou os olhos, com um sorriso nos lábios. Foi então que ela perceber que a morena estava muito silenciosa.

— Ringo?

A garota balançou a cabeça para os lados, afastando o sono. Ela fechou a mochila e encarou a mais velha.

— Sim, sensei?

Meropan encarou a mais nova, um pouco surpresa.

— Você está com olheiras.

Ringo bocejou.

— Eu não dormi muito bem, pra falar a verdade.

— Pesadelo? – Jenini perguntou.

A morena confirmou com a cabeça.

— Não é nada grave. – Ringo sorriu sem jeito – Não se preocupem comigo. Apenas... Vamos logo para o país do trovão.

Tairon e Meropan trocaram olhares. A garota parecia estar escondendo alguma coisa.

~*~

— Elas estão indo para o país do Trovão. – um homem calvo falou, usava um terno caro e mexia em um dos anéis dourados que tinha nas mãos – Já sabem o que fazer.

O homem falava com dois garotos e uma garota. Um dos garotos tinha o rosto pintado com desenhos em tinta vinho, usava roupas negras e carregava um embrulho do tamanho dele nas costas. A garota era loira e carregava um enorme leque consigo. E o outro garoto era ruivo, os olhos verdes e carregava um cabaço nas costas.

O homem encarou o ruivo com um sorriso nos lábios.

— Vá e traga meu prêmio... Gaara.

~*~

O time delta atravessava o país da geada. Era verão, mas ainda sim fazia frio no lugar.

Magashi ajeita o manto que Meropan havia lhe dado para se proteger do frio.

— Esse manto... É do Hitsuji, não é?!

A Senju confirma com a cabeça.

— Era o único grande o suficiente pra você. – Meropan deu de ombros – Tinha o do Mitsuo, mas ele é meio mesquinho pra emprestar suas coisas.

— Imagino. – Magashi riu – Queria poder ver o Hitsuji mais uma vez.

A de cabelos roxos encarou a mais alta, sua testa franzida.

— Você fala como se nunca mais fosse vê-lo.

Magashi fez uma careta de dor e se inclinou um pouco.

— Talvez esse seja o caso.

— Bem... De acordo com o mapa, daqui a alguns quilômetros vamos atravessar a divisa do país da geada com o do trovão. – Tairon sorriu enquanto encarava o mapa.

Foi então que um vento forte levou o papel das mãos do ruivo.

— Mas o quê...

Uma estranha ventania passou pelo lugar. Os ventos eram muito fortes, capaz de carregar uma criança para longe.

Magashi caiu de joelhos no chão e começou a tossir.

— Magashi! – Meropan foi ao socorro da mais velha.

Jenini e os outros se aproximaram das mais velhas.

— Eu sabia. Sabia que você não iria aguentar. – os olhos da menina estavam marejados – Mas é teimosa! Não me escuta!

Magashi sorriu.

— É a minha missão, Jenini. O importante é a sua segurança.

— Sempre é minha segurança. Ninguém nunca me perguntou se eu realmente queria vir pro país do trovão!

— Opa, opa, opa! Tempo! – a loira fez um T com as duas mãos – Que história é essa de segurança da Jenini? Pensei que estávamos levando uma carga preciosa pro país do trovão.

— E estão. – Magashi sorriu – Estão levando a Jenini para um local seguro.

— A Jenini?! – Tairon encarou a garota, esta ficou vermelha de vergonha – Eu não entendo... Por que você precisa ir para um local seguro?

— Porque seus pais são egoístas e se recusam a salvar a vila da estrela. – uma voz grave falou.

Todos se voltaram para a voz: um homem vestido todo de preto, tendo parte do seu rosto oculto por tecido, deixando os olhos cor de violeta aparentes. Ele estava acompanhado de três rapazes que usavam a mesma roupa que a sua. Os quatro usavam um protetor de testa ninja na cabeça, com uma estrela desenhada no metal.

— Tsh. – Magashi se levantou com dificuldade, seu rosto sério ao fitar o grupo recém-chegado – Demoraram pra aparecer.

— Você é uma das melhores ninjas da nossa vila, Magashi. É difícil acompanhar seu ritmo. – o homem que havia falado no início riu. Ele abaixou o tecido que cobria seu nariz, boca e cabelos, revelando um rapaz de cabelos negros arrepiados.

— Você é uma ninja?! – Ringo encarou a mais velha, surpresa.

Magashi deu uma risada baixa.

— Me elogiar não vai me fazer mudar de ideia, Syo. – a morena tira o manto e desfaz o laço que prendia seu kimono, deixando o tecido cair no chão. Por baixo do kimono ela usava uma típica roupa de ninja. Amarrado a sua cintura o protetor de testa da vila da estrela.

— Vamos lá, Magashi. Você só tem a ganhar se entregar a garota. – Syo falou, se aproximando aos poucos da morena, mas logo recuou ao ter a bochecha arranhada por um Fūma shuriken.

— Eu prometi para os pais dela que a deixaria em segurança. – o tom da morena era sério – Então... Se querem a garota, vão ter que me matar primeiro.

— Magashi, não! — Jenini falou, assustada.

Syo tocou no corte do rosto e encarou o sangue em seus dedos. Em seguida os lambeu.

— Eu até que achava você bonitinha. – o rapaz suspirou – Mas já que você quer assim...

Então dois dos homens que estavam atrás do rapaz avançam. Magashi bloqueia o golpe com uma katana que carregava em sua cintura. Em seguida volta a atacar os outros dois ninjas.

Syo tenta pegar Jenini, mas Meropan consegue afastar o rapaz com kunais explosivas. Ela então encara seus alunos.

— O que estão fazendo aí parados, idiotas?! Levem a Jenini para o país do trovão!

— Mas ainda faltam quilômetros... – Tairon falou – E você e...

— VÃO!!!! – a Senju amparou um golpe do Syo com a kunai.

Ringo pegou Jenini pelo pulso e arrastou a garota consigo.

— Espera! E a Magashi?! – Jenini perguntou, assustada.

— Meropan sensei cuida dela, agora vamos! – Ringo viu Tairon e Noi se juntarem a elas na corrida – Em que direção, Tairon?!

— E-Eu não sei! Perdi o mapa.

— Arg! Você é um inútil mesmo, heim macaco. – A loira bufou e saltou para uma das árvores. Ela pulava alto, para cima das copas, acompanhando o ritmo dos colegas. Depois de um tempo voltou ao solo – Viramos para esquerda, vi uma cidade naquela direção.

As crianças corriam muito rápido. Jenini mal conseguia acompanhar o ritmo do time delta, e acabou que ela tropeçou e levou uma queda.

Tairon parou de correr e se agachou de costas para a morena.

— Suba. – o ruivo falou – Você não está conseguindo acompanhar nosso ritmo.

Jenini hesitou por um momento, mas depois abraçou as costas do garoto. Este segurou as pernas da morena e se levantou, depois voltou a correr junto com as colegas de equipe.

Foi então que um enorme leque vindo do nada foi cravado no chão, na frente das crianças. Elas tiveram que parar abruptamente antes que esbarrassem no leque gigante.

— Pra onde pensam que vão? – falou uma voz feminina entre as árvores.

O time delta se colocou em posição de ataque. De uma das árvores desceu uma garota loira de cabelos espetados. Ela tirou o grande leque do solo e o fechou, guardando o mesmo atrás das costas.

— Prazer. Sou a Temari. – a loira sorriu – Agora entreguem a garota e talvez seremos piedosos com vocês.

Notas finais
Mais um capítulo editado galera /o/ Esse ficou maior que o antigo XD Faltam quantos agora? *perdeu a conta*