A world alone
2 Meet Tyler
Notas iniciais
Acordo um pouco perdido com o despertador tocando, são 7:00 e eu deveria me levantar pra me arrumar para a escola, porém está nevando muito para ir a escola, penso em voltar a dormir mas antes que eu pudesse fazer isso minha mãe aparece na porta do quarto.
– Bom dia filhinho dormiu bem?
– Oi mãe, dormi mas pretendia dormir mais, sabe como é né.
– Dormir mais? Não mesmo Tyler você vai me ajudar com a casa hoje lembra?
Realmente eu tinha prometido a ela no dia anterior que ajudaria a arrumar a casa hoje mas não pensei que ela me tiraria da cama antes das 10 pra fazer isso. Suspiro e me levanto para trocar de roupa.
– Obrigada filho você é o melhor — Minha mãe fala quando sai do quarto e abro um sorriso.
Não diria que sou o melhor filho do mundo, dou vários problemas, brigo as vezes com ela, mas sei que qualquer adolescente de 17 anos faz isso com a mãe. Mas sei que, provavelmente, sou bem melhor que muito dos adolescentes por aí, não bebo nem fumo e não fico até tarde nas festas. Bem, não sempre.
Coloco minha calça jeans preferida e uma camisa com os dizeres "too cool for you" e fico descalço mesmo. Não preciso de casaco ja que minha casa tem aquecimento.
– Mãe? — Pergunto quando saio do quarto.
– Aqui Tyler querido, na cozinha. Você podia arrumar seu quarto né?
– Já arrumei mãe — Era mentira mas tudo bem eu arrumaria mais tarde.
– Ok então, arrume a sala, tem uns brinquedos espalhados lá.
Os brinquedos são da minha irmã mais nova, que vem aqui em casa as vezes para visitar mamãe, ela mora com meu pai.
Começo a arrumar a sala e começo a pensar em como minha mãe deveria arrumar um namorado para ela. As vezes sinto falta de uma figura paterna, e mesmo que ela não admita em voz alta, eu sei que ela sente falta do meu pai. Ele era um cara muito excêntrico e acreditava em coisas que minha mãe não concorda, acho que foi por isso que eles se separaram, nunca perguntei para ela.
Termino de arrumar a sala e percebo que já são 8:00. Quando olho pro relógio tenho uma sensação estranha, sinto que alguma coisa errada vai acontecer. Ignoro essa sensação porque provavelmente não vai acontecer nada e vou para cozinha ajudar minha mãe com a louça.
– Mãe? Precisa de ajuda aí?
– Sim filho por favor.
Chego na cozinha e ela está arrumando o café da manhã e me dirijo à pia para lavar a louça.
– Hm... Mãe? Posso te perguntar uma coisa? — Pergunto meio relutante
– Claro filho você sabe que pode.
– Ok... É... Eu estava pensando... E queria saber se você já pensou em arrumar um namorado... Sei que você gostava muito do papai e que você não é uma mulher que depende de homem mas, sei lá, acho que seria legal até pra mim ter alguém pra chamar de pai... O que você acha mãe? Mãe?
Me viro para olhá-la e ela está parada olhando para mesa
– Olha mãe desculpa falar sobre isso esquece o que eu disse, vou voltar a lavar a louça e... Mãe?
Ela não se mexe, não responde, até parece que... Não está respirando! Pego o telefone e ligo pra emergência mas ninguém me atende. Depois de um tempo percebo que minha mãe não caiu, o que deveria acontecer se ela parasse de respirar.
Olho impulsivamente para o relógio e ele marca 8:03 e tenho certeza que o ponteiro dos segundos não se move.
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