A werewolf boy
2 Capítulo 2
Notas iniciais
O que Scott mais gostava na casa nova? A janela enorme de vidro em seu quarto. O que Scott menos gostava na casa nova? A janela enorme de vidro em seu quarto.
Na noite anterior, ele pode observar o céu estrelado e lua cheia que brilhava no topo junto dos uivos assustadores dos lobos nas redondezas. Foi encantador dormir com aquela imagem, como se ele estivesse acampando ao ar livre, o que nunca tivera chance de fazer. Mas, ao mesmo tempo que era encantador e perfeito dormir de frente para aquela janela observando a lua, era irritante e incômodo ter o sol forte refletido bem em seu rosto e iluminando todo seu quarto às seis horas da manhã. Ele não estava acostumado à acordar tão cedo, nem mesmo quando ele era obrigado à ir para a escola.
Ele enlouquecia arrastando seu colchão para cada canto do quarto, tentando fugir da luz que o incomodava, mas nada adiantava. Desejou poder simplesmente desligar o sol como se desligava uma lâmpada.
Aquele quarto era o único que possuía uma janela de vidro, e Stiles pensou que seria bom para ele ficar ali.
Pensou com si próprio que talvez nunca se acostumaria com esse novo estilo de vida.
Ele por fim, levantou. O garoto foi ao banheiro, ligou a banheira e deixou que a água escorresse. Fez sua higiene matinal e se permitiu um banho longo. Ele tinha prometi à Stiles que iria na cidade com ele se seu novo vizinho, Derek, para comprar tintas para pintar as paredes da casa. Quase meia-hora depois, ele saiu da banheira, retirando o pino e deixando toda água descer. Então foi se vestir.
Estavam em uma cidade pequena, divida em aldeias. Colocou uma calça jeans escura, um suéter cinza que ganhara de sua mãe no último natal e seu coturno preto. E assim desceu apressadamente as escadas, encontrando Stiles já desperto e no fogão.
– Ei, bom dia.
– Bom dia. – Respondi.
Me sentei na pequena mesa espremida no canto da cozinha e Stiles sentou-se ao meu lado largando um prato de panquecas quentinhas e cheirosas na mesa. Ele sorriu como se quisesse dizer "poupe os elogios, sabemos que sou o melhor!".
Após tomar café, eles saíram ao encontro de Derek. Stiles não pode deixar de notar o quão bonito estava.
Derek era alto, com um corpo forte de quem pegava pesado na musculação diariamente, pele bronzeada e estava vestindo uma roupa que o deixava muito mais sexy. Calça jeans preta e blusa branca gola V com uma jaqueta de couro preta por cima.
Ele estava parado em frente à um conversível e seus braços estavam cruzados. Se não fosse o sorriso de orelha a orelha em seu rosto, ele poderia parecer um filho badboy de um pai com um cargo alto em uma empresa mundialmente conhecida.
***
Scott agradecia aos deuses por eles terem conseguido comprar as tintas e voltar para casa antes do meio-dia. Eles pintaram todas as paredes do primeiro andar e somente as por fora dos quartos do segundo.
– Acho que acabamos por hoje! – Exclamou Derek, ainda sorrindo – Amanhã iremos levantar o muro e desmanchar o celeiro, tudo bem? – Stiles assentiu, mas Scott parecia ter ido para outra dimensão assim que ouviu a palavra "celeiro". Ele tinha esquecido completamente daquele detalhe. Do sujeito que vira no celeiro. – O que acham de um churrasco?
– Podemos chamar Lydia e Parrish! – Stiles parecia bastante contente com a idéia.
E assim fizeram, no pátio em frente a casa, montaram uma churrasqueira improvisada e chamaram o casal, que os ajudaram com um pedaço de carne. Junto deles, estava outra garota.
Scott tinha de dizer, ela era muito bonita. Asiática, seus cabelos negros e lisos escorriam até sua cintura. Ela vestia uma blusa bege simples de manga comprida e uma saia preta que marcava sua cintura. O garoto olhava para suas pernas, que eram longas e finas, mas não com qualquer outra intenção, ele apenas se perguntava se a garota não sentia frio naquela região.
– Scott! Stiles! – Lydia correu para abraçá-los – Ah, como estão? Hã, quero apresentar a vocês uma amiga, Kira – ela puxou a garota, a fazendo quase cair sobre os meninos – ela é minha vizinho faz alguns anos. Kira, esses são os garotos que te falei que tinham se mudado ontem para cá.
Kira sorriu erguendo a mão para Stiles, que a apertou, e depois ela ergueu para Scott, que repetiu o gesto do amigo.
Então ele percebeu uma outra garota desconhecida ao lado de Derek. Ela era loira e seus cabelos iam um pouco abaixo dos ombros. Ela era magra e não muito alta. Vestia um casaco simples e uma legging preta.
– Aquela é Malia. Prima de Derek. – Indagou Stiles como se tivesse lendo a mente do amigo.
Todos puderam se divertir, e se divertiram muito para variar.
Scott agora se encontrava sendo ao lado da asiática, conversando sobre os lugares para onde já tinham viajado. Kira parecia bastante esnobe falando sobre sua vida. Ela sorria e continuava comentando. Até que um de seus sorrisos ganho pela história engraçada de Scott em Londres se dissipou e se transformou em um grito agudo. Todos se assustaram, e pareceram entender o porquê dela ter gritado.
Derek empurrou Malia para trás de si e Lydia se agarrava ao marido. Todos olhavam em direção ao celeiro, e curioso, Scott olhou também. Ele não se assustou nem gritou. Ele se surpreendeu. Ali, parado poucos metros dele, o sujeito que tinha visto na noite anterior.
Agora podia ver o garoto mais claramente. Ele não era muito forte ou alto. Na verdade, era bastante miúdo. Sua pele clara estava completamente suja, cheia de ferimentos, marcas roxas e arranhões. Suas calças jeans estavam rasgadas, assim como a camiseta imunda que Scott acreditava ser branca que o garoto vestia. Seus cabelos eram compridos e loiros, porém pareciam mais um ninho de ratos do quê um cabelo. Não aparentava ter mais de quinze anos.
Primeiro, ele ficou sem reação, o garoto o encarava. Então penetrava sua atenção na churrasqueira, porém sempre voltava a encarar Scott. Então ele percebeu, o garoto queria carne.
Pensou que talvez, ele não comesse fazia dias ou quanto tempo fosse.
– Corte um pedaço de carne, Derek.
– O quê? – perguntou, surpreso.
– Carne. O garoto quer carne.
E assim Derek fez, cortou um pedaço, e mesmo não completamente assado, Scott colocou em um prato limpo e colocou no chão, então se afastou e observou o garoto correr até onde estava a carne.
Após comer todo o pedaço que lhe ofereceram, ele olhou de relance para Derek e depois voltou à encarar Scott, sorrindo, o que surpreendeu o mais velho.
Todos estavam incomodados com a presença do garoto, mas mesmo assim Scott permitiu que ele ficasse ali e que comesse com eles. Já se passavam das seis horas quando todos estavam indo embora e Parrish o puxou para conversar.
– O que vai fazer com a criança?
– Eu não sei – olhou por cima do ombro, para ver o menino.
– Talvez você deva levá-lo para a delegacia. – disse Lydia
– Ou então largá-lo na floresta, olha o estado dele! – argumentou Kira e Scott sentiu uma enorme vontade de mandá-la calar a boca que não tinha sentido em momento nenhum do dia.
– O problema é que a delegacia está fechada. Só vai abrir na sexta-feira da outra semana. Se vocês ficarem com ele até lá, poderemos achar um abrigo ou um orfanato para enviá-lo.
Parrish tentou chegar perto do menino, perguntando seu nome, mas ele somente recuava, o que resultou no policial bufando frustrado.
O garoto olhava para Scott como quem pedia ajuda. Lembrou-se do cachorro que tivera quando menor, Bigo – ganhou esse nome por causa de uma tentativa de Scott chamá-lo de amigo, ele era só uma criança –. Ele era um pastor alemão e ainda era um filhote, mas não deixava que ninguém chegasse perto, com exceção de Scott, que o alimentava e que brincava com ele todos os dias.
Scott repreendeu a si mesmo em pensamento por associar o menino com um cachorro. Mas tentou chegar perto dele, murmurando coisas que nem mesmo ele entendia, sua mão esquerda estava erguida. O menino recuou de primeira, mas deixou que ele chegasse perto. Ele cheirou a mão de Scott, o que foi extremamente confuso e depois passou sua cabeça nela, e Scott entendia o que ele queria. Afagou seus cabelos sujo, e sorriu.
– Cuidaremos dele até lá.
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