Notas iniciais
~Mil anos depois

Viu uma garota, ela tinha luzes loiras no cabelo e olhos azuis profundo. Ficou com uma cara de quem perguntava "Por que tú veio aqui?", a menina não falava nada.
— Olá, você morreu em pé?
— Eu não — a garota falou finalmente.
— Por que você veio aqui?
— Eu ouvi um barulho vindo daí, achei que você estava machucada, porque o som parecia de um vidro se quebrando e se por acaso te acertasse você iria se cortar — disse a garota tentando explicar.
— Nada quebrou e eu estou bem, pode ir — disse Penélope tentando se livrar dela.
— E eu também vim aqui saber se você tem açúcar
— AÇÚCAR? Eu tenho cara de vizinha que dá açúcar? Vou dar açúcar, chuva de açúcar para quem quiser açucarar a vida! — Penélope começou a rodar e quando parou fez uma dança meio louca.
— Mas você tem açúcar?
— Santa ignorância.

Penélope fechou a porta com tudo na cara da menina.
— Ei! — a menina abriu a porta com tudo novamente. — Você não deve fechar a porta na minha cara!
— É mesmo? — Penélope fechou de novo. — Até mais!

Após aquilo a garota foi embora para o quarto dela e Maky, Mella, Nicolline e Aiyra sairam do banheiro.
— Então, senhora chuva do açúcar, nós vamos indo — dizia Mella enquanto ria loucamente.
— Ha! Ha! Muito engraçado — disse Penélope.
— Até amanhã — disse Aiyra saindo com as outras.

Foram para os seus quartos, escovaram os dentes, deitaram na cama e dormiram o resto da noite. Depois de muito tempo o dia havia amanhecido, Mella ainda não tinha levantado e já eram seis em ponto, seis e quinze começavam as aulas e um segundo de atraso significava quarto da tortura, porém naquele momento ela não iria se importar muito com aquilo. Mais tarde Mella havia acordado, e com mais tarde quero dizer seis e cinco.

Ela bocejou e se espreguiçou. — Que sono bom

Virou-se para a pequena cômoda do quarto dela e viu o despertador.
— Seis e cinco — gritou pegando o despertador. — Vou me atrasar para aula de artes!

Foi correndo até o banheiro, arrumou-se rapidamente, saiu do quarto andando rápido e quando chegou nos corredores virou um jato, correu até chegar a ponta da escada e chegou a tempo de ver as meninas entrando na sala de aula, ficou desesperada, mas depois de se acalmar um pouco pensou um pouco e rapidamente se sentou de lado no corrimão que a escada tinha, desceu ela até chegar na enorme sala e alcançou a fila de entrada para sala.
— Ufa! — disse seguindo a fila.

Mella entrou no atelier, respirou fundo e foi até um cavalete no meio de Maky e Nicolline. Sim, elas tinham aula de artes em um ateliê, ele era grande e repleto de cavaletes.
— Mella! — disse Maky após ver a amiga do seu lado.
— Olá! — respondeu ela.
— O que aconteceu com você hoje? — perguntou Nicolline.
— Comigo? Nada
— Eu e a Nicolline fomos no seu quarto hoje de manhã — disse Maky. — Tentamos te acordar, mas você nem se mexeu!
— Mas o que vocês fizeram para tentar me acordar?
— Bem... — disseram as duas.

Alguns minutos antes

— Mella! — Maky estava batendo na porta do quarto da dita cuja.
— Acho que ela morreu enquanto dormia — dizia Nicolline, cuja estava do lado de Maky.
— Vamos tirar a provar — Maky entrou com tudo. — Acorda mariquinha!
Mella não moveu um músculo.
— Plano B! — disse Nicolline indo no banheiro do quarto.

Ela fuçou tudo até achar uma tesoura, era uma tesoura para emergências, e aquilo com certeza era uma emergência na cabeça dela.
— Se não acordar eu corto seu cabelo — ameaçou.

Ela mexeu-se por um tempo, mas depois parou.
— Como não deu certo, pode cortar — disse Maky sorrindo.

Nicolline pegou a tesoura e cortou um pedaço do cabelo dela.
— Divertido! — gritou.
— MUHAHAHA! Ela vai pirar — disse Maky rindo como uma bruxa de desenho animado. — Plano C! Chamar o guindaste — ela caiu na gargalhada.
— Vou ligar agora! — Nicolline começou a rir também.
— Bem, melhor irmos logo para formação antes que percamos a aula junto com a Mella — disse Maky parando de rir.
— Melhor mesmo.

Nicolline e Maky saíram do quarto e foram andando pelos corredores.

—

— Cortaram meu cabelo? — Mella gritou e apalpou-o; viu que faltava um pedaço.
— A professora chegou, melhor ficarmos quietas! — disse Maky se posicionando na frente do cavalete.
— Bom dia alunas — era a professora Carla chegando. — Hoje vamos aprender sobre arte abstrata.

Carla era uma boa pessoa, gentil, generosa, amigável e ainda por cima muito bonita, tinha cabelos longos pretos, olhos azuis e aparentava ter 29 anos.
— Peguem os materiais — disse ela.

Todas pegaram a tela, as tintas e o pincel. Depois disto a professora explicou que aquele tipo de arte consistia em não fazer figuras que representam seres ou objetos da nossa realidade e logo após explicar pediu para que as meninas fizessem um desenho abstrato.
— Este tipo de arte é a minha cara — disse Maky pegando a tinta azul.
— Parece ser bem simples — Mella pegou a tinta amarela.
— É bem simples — afirmou Nicolline pegando a tinta rosa.
— Como sabe? — perguntou Mella.
— Não sei
— Só você mesmo
— Olá! — disse Aiyra colocando seu cavalete com materiais ao lado do de Nicolline.
— Por que você está aqui? — perguntou Mella quando viu ela.
— Vim perguntar se falaram alguma coisa sobre a janela — disse baixo.
— Não, não falamos — respondeu Maky.
— Ainda bem — disse Aiyra pegando a tinta preta. — Vocês notaram que Moni não apareceu hoje para dar os avisos cotidianos?
— Notei, e achei estranho — disse Maky. — Ela está muito estranha desde que a professora foi sequestrada, ontem não tocou a chave do toque de recolher e hoje falta nos avisos cotidianos.
— Aquela mulher tem sérios problemas — disse Mella.
— Mas ela está muito estranha! E eu não vou ficar parada vendo isto acontecer — disse Maky determinada. — Vamos investigar isto tudo!
— Você bateu a cabeça no penico Maky? Não podemos! Vamos ser castigadas se Moni nos vir — disse Mella.
— Se estivermos juntas, nada pode nos deter! Nem a sala da tortura — colocou a mão aberta para frente. — Quem está comigo?
— Ela tem razão, temos que por um fim neste mistério da Moni! — disse Nicolline colocando a mão sobre a de Maky.
— Eu também vou! — Aiyra disse pondo a mão sobre a de Nicolline.
— É quem disse que você pode? — perguntou Mella.
— Somos um grupo agora, que guarda um segredo e que investiga, mas mais que um grupo, amigas! — disse Aiyra contente.
— Tudo bem — Mella colocou a mão.
— Eu ouvi tudo e estou dentro — Penélope surgiu como um tiro e colocou a mão também.

Levantaram as mãos e gritaram "amigas!".
— Pintando — disse Carla brava para as cinco.
— Hehe — disseram em coro.

Voltaram a pintar e a conversar baixinho.
— Então, vamos começar investigando a sala de Moni — disse Maky.
— Mas quando nós vamos? Temos aulas o dia todo! — disse Mella.
— Bem, vamos matar aula — disse Maky.
— Quem é você e o que fez com a minha amiga — disse Mella espantada.
— Sou eu mesma e digo que esta causa merece nossa falta! — disse Maky. — Vamos ir depois desta aula.
— Combinado! — disse Penélope que agora estava perto delas.

Depois de um certo tempo a aula acabou, todas entregaram os desenhos para a professora Carla e saíram do ateliê, foram direto ara outra sala, exceto Mella e suas amigas que despistaram as outras e subiram as escadas até o segundo andar. Antes de continuar elas checaram o local para ver se não tinha ninguém, nenhuma alma viva se manifestou, então, continuaram a andar cautelosamente até o fim do corredor do segundo andar. Quando chegaram no fim viram a porta que dava para o escritório de Moni, estavam prontas para entrar, mas antes disto olharam o buraco da fechadura para ver se Moni não estava dentro, para a decepção delas ela estava.
— Vamos fazer o quê? — perguntou Aiyra.
— Dutos de ar! — disse Mella olhando um que estava no teto.
— Mas isto não resolve Moni estar lá dentro — disse Penélope.
— Não resolve, porém podemos ficar esperando no duto ela sair — disse orgulhosa. — Vai facilitar o trabalho e o risco dela sair e ver a gente aqui.
— Boa ideia Mella! — disse Maky.
— Mas como vamos subir lá em cima? — perguntou Nicolline.
— Subindo uma na outra! — disse Mella.
— Acho que isto não vai dar certo — disse Maky.
— Vamos logo! — Mella falou já tentando subir em Nicolline.

Logo depois de todas subiram uma na outra aquela grande "escada" começou a balançar.
— Meu deus! — disse Maky aflita temendo cair.
— Se cairmos Moni vai escutar! — disse Penélope.
— Mas espera, com nossa fala toda ela não já teria vindo? — perguntou Nicolline.
— Corre! — gritou Mella.

Nicolline, cuja era a base daquilo tudo começou a correr que nem uma louca.
— Por que mesmo estamos correndo? — perguntou Aiyra.
— Se Moni vir a gente estamos encrencadas! Que ouça nossa voz, mas que não reconheça e não nos pegue. — disse Mella.
— Eu vou cair! — disse Nicolline tropeçando no chão.

Todas caíram com tudo e fizeram um enorme barulho, olharam umas as outras, se levantaram e começaram a correr, correram até chegar na escada, não tinham tempo para descer, porque provavelmente naquele momento Moni já estava abrindo a porta para ver de onde vinha o barulho. Mella sugeriu descerem pelo corrimão igual ela fez quando estava atrasada, todas sentaram na maior pressa e desceram juntas, porém no final Mella, que estava na frente, parou para descer e acabou parando o trajeto, Maky que estava a trás não conseguiu parar e acabou batendo com tudo nela e logo em seguida as outras bateram em Maky, conclusão? O impacto fez elas caírem no chão.
— Acho que me quebrei toda — disse Aiyra se levantando.
— Sem reclamação, vamos logo antes que Moni nos ache! — disse Mella já levantada.

Novamente as cinco começaram a correr, correram para fora da mansão e chegaram ao jardim. Respiraram fundo e decidiram se esconder atrás de um arbusto gigante que dava para a parede da mansão.
— Estamos a salvo — disse Penélope muito contente por não terem de ir para o quarto da tortura.
— Por que estão aqui? — Uma voz soou no jardim.
— Por favor, Moni, poupe-nos! — disse Maky apavorada.
— Moni? — a garota que estava no jardim riu, procurou as meninas, achou e abriu o arbusto onde estavam — Não sou a Moni, sou Danielle Bitencurt.
— Não te conheço — disse Nicolline em choque.
— Eu só conheço esta alta de olhos verdes — disse Danielle já sentada ao lado de Penélope.
— Espera aí! — Penélope olhou a menina melhor. — Você é a garota de ontem que foi no meu quarto pedir açúcar!
— Eu mesma — disse sorridente. — Enfim, por que estão aqui?
— A pergunta é, por que você está aqui aqui — disse Mella. — Devia estar na aula.
— Eu saí da sala com permissão da professora, estava um pouco enjoada, então vim tomar ar fresco e ouvi vozes do arbusto, eram vocês — falou docemente. — Enfim, o que fazem aqui?
— Estamos colhendo folhas de arbustos para uma pesquisa — mentiu Aiyra.
— Engana-me que eu gosto — disse Danielle. — Confiem em mim! Eu até posso ajudar vocês em algo.
— Okay! — disse Mella. — Queremos entrar na sala da Moni, mas antes precisamos ficar em algum lugar bem próximo da sala dela e esperar ela sair da sala, porque ela está lá, quando ela sair vamos entrar e ver algumas coisas no lugar.
— Por que querem ver "coisas" na sala dela?
— Ela está muita estranha e talvez no escritório dela tenha alguma pista — completou.
— Mella! — disseram Nicolline, Maky, Penélope e Aiyra. — Canto!

Ela foi até um cantinho do arbusto junto com as amigas.
— Por que contou nosso plano para ela? Nosso segredo de achar pistas sobre Moni? Nem sabemos direito quem é! Tudo que sabemos é que é uma aluna que mora aqui faz algum tempo, eu acho — disse Maky.
— Calma gente, depois dela ajudar no plano damos uma marretada na cabeça dela e rapidamente Danielle, se é que é o nome dela, esquece tudo.
— Ok! — disse Penélope saindo do canto junto com as outras.
— Bem Nicolline, sabe algum lugar onde podemos esperar Moni sair da sala? Detalhe, deve ser bem escondido para ela não nos ver — disse Maky.
— Já pensaram em colocar uma escada aqui? — disse olhando para a parede alta da mansão. — Uma escada média basta para chegarem ao segundo andar do escritório de Moni.
— Uau, você é esperta — disse Aiyra.
— Obrigada — agradeceu.
— Mas espera, onde vamos arranjar uma escada? — perguntou Maky.
— Talvez tenha alguma na área de serviço — disse Mella.
— Mas quem vai pegar? — perguntou Penélope.
— Hm... — Mella, Maky e Aiyra se entreolharam e concluiram que Danielle era a que estava em mais condições de fazer isto.
— Danielle! — disse Penélope entendendo a lógica das amigas.
— Eu? — disse assustada. — Não
— Quer ajudar a gente? Vá buscar a escada! — disse Mella.
— Tá bom, eu vou buscar, mas quero um plano para buscar ela!

Após Danielle falar aquilo Maky pensou um pouco e desenvolveu um plano, primeiro ela entraria pela porta da mansão cautelosamente, depois entraria na cozinha e em seguida na área restrita para cozinheiras, após entrar ela gritaria "A Moni está chamando vocês", elas, claro, iriam imediatamente ver o que Moni queria e Danielle entraria na área de serviço, cuja fica na área restrita. Confirmado o plano Danielle respirou fundo e começou a pôr em prática.