Eu verifiquei Jonathan, ele tinha mamado há duas horas e ainda dormia tranquilamente. Sorri vendo ele vestido de pijama vermelho que Esme deu e o cobri verificando a temperatura do quarto mais uma vez, o aquecedor central fazia seu trabalho. Fui até cozinha e vi Edward arrumado parado olhando a mesa de café da manhã que tinha feito.

–Não precisava. – eu o encarei sem muito saber o que falar. – Podemos contratar alguém... não pensei nisso.

– Eu posso cuidar disso. Não foi trabalho nenhum.

– Duas vezes na semana, só para fazer as coisas mais pesadas... eu não sei..

– Chá ou café? – ele se sentou parecendo que agora que percebeu que estávamos em pé discutindo coisas rotineiras e demoradas.

– Café. Forte. Está forte?

– Forte, fiz outro bule com café fraco, não sabia direito...

– Forte. Principalmente de manhã, a noite eu bebo, isso me acalma um pouco. Um copo só antes do jantar e depois café forte.

Assenti servindo ele e depois sentando para tomar café. Ele me olhava tomando leite morno e comendo uma salada de frutas com cereais.

– Você tomava café. – ele observou passando uma pasta na torrada.

– Eu estou amamentando, sua mãe me levou em uma nutricionista para que eu pudesse comer coisas saudáveis e que me fizessem e a Jonathan bem, café é só uma vez ao dia então eu escolho a tarde quando preciso de algo que me desperte.

Ele continuou comendo me olhando e elogiando a mesa.

– Devo chegar tarde. Não se preocupe. Tem dinheiro no escritório, na primeira gaveta e vai chegar um carro essa tarde. Tenha um bom dia.

Ele levantou e eu senti falta do beijo que ele me dava quando tomávamos café, mas eu entendia que apesar da mágoa estar menor, Edward ainda estava ferido. O dia passou rápido, Jonathan e eu andamos um pouco buscando conhecer a cidade, encontramos um parquinho e ficamos olhando a agitação de crianças indo e vindo, ele ficou agitado e depois ficamos brincando.

Quando Edward chegou visivelmente cansado, ele se surpreendeu ao me ver sentada na sala trocando de canal.

– São onze horas. – ele disse .

– Quer que eu esquente alguma coisa para você?

Ele queria negar, eu sei que queria.

– Não precisava...

– Fiz costelas ao molho madeira e batatas.

– Eu realmente estou com fome...

Sorri levantando. Enquanto eu fazia o melhor para esquentar a comida rápido Edward sumiu pela casa e voltou de banho tomado quando eu coloquei o prato na mesa.

– Já comeu?

– Vou só tomar mais um pouco de leite.

– Jonathan?

– Lindo, aprendeu a sentar e está mais que animado com isso.

Edward sorriu tão satisfeito e comeu com vontade, ele me perguntou do dia, disse que trouxe algumas sementes típicas daquela região que um conhecido mandou quando soube que eu gostava de jardinagem e sorriu quando contei do parque. Foi um final de noite tranquilo, mesmo que não houvesse mais aquele amor intenso de antes, agora poderia ter essa calmaria. Uma rotina. Não poderia?