O inicio

Mesmo que a vida te mostre vários caminhos, às vezes o mais obscuro será o mais atraente.

A vida e feita por escolhas, mas tente pensar como se fosse um jogo, como se Deus estivesse brincando conosco.

Isso pode ser verdade, os deuses podem estar brincando com nós, humanos.

Em um tempo nebuloso, em sua pequena casinha de madeira, encontravam-se mãe e filho despedindo-se em meio a escuridão do quarto. O garoto, extremamente religioso, colocava em pratica sua fé por ter sua mãe doente e sempre orava para o bem dela, desejava que sua mãe fosse curada de um derrame que a aprisionava e deixava sob seus cuidados. Castiel o filho mais velho com 15 anos tinha cabelo sempre espetado, um garoto um pouco magro, com aparência um nerd. Em um quarto ao lado se encontrava Dina e Dara, Dina era uma garota de 13 anos e Dara a pequenina de 10 anos que já estava dormindo junto com ela.

Mesmo com pouca força a mãe diz para o garoto em prantos que não ficasse triste, mas era um tanto difícil, já que passavam necessidades e seu pai morava longe com outra mulher, sua família materna o desprezava, jugavam-no dizendo que ele era o causador da doença de sua mãe, mesmo sabendo que não, era difícil ele não sentir peso em sua consciência.

— Não quero que chores, pois suas lagrimas farão minhas asas ficarem pesadas quando eu for subir ao céus – Diz a mãe do garoto quase sem forças deitada em sua cama, com um pouco de sangue saindo de sua boca, coberta por um pano velho, pois eram o que tinham de melhor, e mais quente para ela, naquele tempo, em março, a noite estava fria e chuvosa.

— Mãe, não quero que vá, não sou homem ainda, tenho muito que aprender com a senhora, quero que você ainda conheça minha futura namorada, meus filhos, lembre-se que prometi comprar uma casa para você — Diz o garoto desiludido ajoelhado aos pés da cama perto de sua mãe, sem nenhum par de sapatos para vestir, com uma blusa grande que tinha ganhado de um amigo, cabelos bagunçados, e olhos vermelhos de tanto chorar.

Após um trovão que tremeu a sua casa, com uma luz muito clara de um raio, Castiel sentiu o cheiro de uma flor, parecia ser cheiro de jasmim, onde fez seu corpo todo arrepiar. Lembrou se que sua avó sempre dizia que quando o ceifeiro chegava, por ele passava, sentia-se o perfume de jasmim.

— Não a leve, ela e tudo que tenho... Não a posso perder, eu rezei tanto, pedi a Deus para a curar, e ele manda o ceifador dele... – Diz Castiel em prantos.

— Filho... não grite... suas irmãs estão dormindo... – Diz a mãe derramando uma lagrima – não culpe Deus por isso... já está mais do que na hora de eu ir, vejo você no futuro... sei que você se tornara um grande homem... – dizendo isso de olhos fechados, pois a doença já tinha atingido a visão dela nesse momento, e ela já sentia que o ceifeiro á guardava, abrindo os olhos ela apenas o via em sua frente.

— Senhora, já está na hora de irmos – Diz ceifeiro apontando sua arma a ela.

— Filho... cuide de suas irmãs... diz a elas que eu as amo e sinto muito por não poder ficar mais tempo, diz a Dina para ela não ser mais teimosa e te obedecer e a Dara também... eu te amo Castiel, meu filho amado!

E aos poucos vem a fechar os olhos, deixando apenas um sorriso em seu rosto, como se tivesse cumprido sua missão na terra. Castiel se levanta, e sai em meio a tempestade, com extremo ódio, e rancor a quem ele tanto adorou.

— Deus – Diz Castiel gritando – eu sempre te adorei, sempre te segui, nunca te pedi nada, só queria minha mãe viva, e você a tirou de mim. – Castiel levanta o braço apontando para o céu como se tivesse desafiando a força divina – Nunca mais irei acreditar em você, nunca mais irei acreditar na bíblia, nunca mais... – Castiel se ajoelha em prantos com a cabeça baixa, dizendo baixo – Nunca mais acreditarei nessas baboseiras, de Deus, anjos... nunca mais...

Após esse dia, no enterro de sua mãe, ainda chovendo muito na pequena cidade de Porto dos Sonhos, Castiel pega seu violino e toca a música que sua mãe mais gostava, a única música que ele tocava para ela antes de dormir, em uma melodia tão linda que até os céus pararam para escutar o pequeno jovem colocando todos seus sentimentos em uma música onde mostrava sua dor.

Seu pai chega próximo a ele, Willian, um homem trabalhador que sempre tentava estar ao lado dos filhos, mas por conta da família materna de Castiel não gostar dele, ele evitava os ver para não ter nenhuma briga, estava lá para consolar o pobre garoto, que não estava mais chorando, mas seus olhos aparentavam que sua alma estava triste, não havia brilho neles, apenas uma escuridão repleta de dor, e sofrimento.

— Pai, o senhor lembra de antes de minha mãe morrer, o senhor sempre dizia para eu dar um abraço nela? – Diz Castiel sentado com seu pai em frente ao tumulo, olhando fixamente a frase escrita em russo descanse em paz.

— Lembro, mas porquê da pergunta Cass? – Diz Willian quase chorando para seu filho, encostado em uma arvore, com um sobre tudo preto, e um grande chapéu.

— Então... e a coisa que eu mais sinto falta agora.... – Dizendo isso Castiel olha para o chão, colocando seu velho violino de lado.

Willian cai em lagrimas, e abraça seu filho, como ato de carinho, de um pai que mesmo não estando ausente sempre, ainda o ama, mas não sabe o confortar com apenas palavras, pois nenhuma palavra de conforto iria o animar.

Aos poucos o tempo vem se abrindo, ao sair do pequeno cemitério, Castiel sente algo, parecia que alguém estava o observando, mas olha para os lados não vê ninguém, se sente um pouco incomodado pois e o último a sair do lugar, mas aquele sentimento não passava, parecia que alguém estava do lado dele. Ele vê uma pena caindo na frente dele, após a pegar percebe que não e uma pena comum, uma pena grande de mais para ser de um pássaro da pequena vila de Porto dos Sonhos, uma pena toda branca, tão macia e tão linda que parecia ser da ave mais bela e mais bem cuidada de seus arredores. Mas o que era mais estranho, como uma pena assim poderia parecer em um local daquele, sendo que após a grande chuva seria difícil ver algum pássaro no local.

Deixando um pouco isso de lado, ele acaba saindo, e vai para o carro de seu tio Antônio, onde também estava suas duas irmãs. Mesmo sabendo que iria ouvir muita coisa de seu tio que não gostava deles, teria que entrar no carro, pois era o único modo de voltar para casa.

Antônio que era o irmão mais velho da mãe de Castiel, era o dono da casa onde eles moravam, um tio rude, mal educado, que sempre os maltratavam, junto com eles tinham suas irmãs, tias de Castiel, Magnólia, que era uma mulher que vivia com muitos homens, e traia seu marido, e tratava de comprar os remédio de Julieta mãe de Castiel, junto dela havia a senhora que não tinha marido, não se metia nos assuntos da família, mas estava no meio do roubo que os outros dois irmão faziam de Julieta.

Ao chegar na casa, Castiel vai para sala, e não encontra seu violino, que era uma das suas lembranças que sua mãe tinha deixado para ele, um violino que não era caro, foi um dos mais baratos que ela poderia comprar na situação deles, sua mãe, Julieta, dizia que tinha juntado dinheiro para fazer a compra desse violino, mas na verdade ela deixou de comprar um dos remédios mais caros que ela usava para comprar o tão amado violino do garoto, que acabou sendo o maior presente que ele recebeu, e sempre tocava para ela dormir, ou nas horas que chegava da escola.

— Então pequeno Cass? Você acha que vai viver numa boa aqui na minha casa? – Diz Antônio pegando o violino de Castiel.

— Bom... eu pretendo arrumar algum trabalho, apenas para ajudar no que eu for comer... – Diz Castiel sentado no sofá olhando para o chão, cabisbaixo.

— Lembro que sua mãe, pagou caro nesse violino, acho que se eu vender ele, posso arrumar o dinheiro da sua estadia aqui em casa, até porque não sou obrigado a cuidar de filho que não e meu! – Diz Antônio saindo da sala

Castiel começa a chorar, pois não sabia o que fazer, seus dias naquela casa foram os piores de sua vida, pois não podia colocar um prato de comida, teria que comer os restos que sobrava, e quando sobravam ele comia, ia para escola com as mesmas roupas, era zombado pelos colegas de classe, ainda mais pelas meninas da sua sala. Quando sua mãe era viva, ela o animava, sempre dizia que ele estava lindo, que era o filho mais lindo do mundo, mesmo estando usando roupas velhas ele se animava para ir estudar, hoje não tem mais a pessoa que o animava.

Os alunos da sala, principalmente as garotas faziam brincadeiras com a roupa dele, chamavam ele de até de sujo, sua autoestima veio abaixando, até entrar em depressão. Onde o fez sai de casa, e foi morar na rua, sua cabeça estava confusa, a única pessoa que o amava e animava estava morta, para ele não havia motivos para viver.

Andando atrás de um supermercado, para ver se encontrava algo para comer, encontrou alguns venenos usados para matar plantas, um veneno extremamente forte, onde só se usa com todo preparo especifico para que o usuário anos seja contaminado. Quando ele o pegou na mão e abriu o frasco, o cheio era tão forte que o deixou tonto, quando foi levar o frasco na boca, sentiu um tapa na mão, que acabou jogando o frasco na parede e o quebrando.

Castiel olha para os lados e não de vê ninguém, e começa a ficar mais e mais com medo, achando que poderia ser alguém, de sua família querendo o deixar louco.

— Quem está aí? Você não vai me deixar louco... eu não acredito nessa bobagem de fantasmas – Diz Castiel com voz amedrontada, tremula e fraca por conta da fome.

— Meu deus, como você e paranoico, sempre me deu trabalho, ai ai ai – uma voz de alguém parecia ter vindo de cima, mas onde o Castiel olhava não via ninguém.

— Acho que já está mais que na hora de eu me mostrar a você, seu pirralho – Diz a voz com tom meio seria, mas parecia que estava zombando de Castiel.

— Quem é você Apareça logo! – Dizendo isso Castiel pega um pedaço de madeira no chão.

Quando começa a cair penas, as mesmas que ele tinha achado na saída do enterro de sua mãe, quando olhando para cima, ele vê em cima do muro alguém, parecia um jovem, mas o sol estava atrapalhando sua visão, ele não enxergava seu rosto, não via direito quem estava lá.

— Você! – Diz a pessoa apontando a Castiel – e um garoto problemático pra caralho – Dizendo isso ele solta um riso irônico.

Castiel lança o pedaço de madeira naquela pessoa, só que com um movimento, batendo a mão, ele o manda para outra direção como se fosse nada. Ele se levanta e pula de cima do muro, que tinha aproximadamente 5 metros e cai no chão como se tivesse pulado de uma altura comum, dessa vez no meio das sombras do muro, ele fica olhando para Castiel, sendo que só dava para ver o sorriso dele.

— Me diz Cass, você acredita em anjos da guarda? – Diz as pessoa indo em direção a Castiel.

— Que papo idiota e esse, nem te conheço, e claro que não acredito, você e algum maluco? – Diz Castiel irritado.

— Bom... alguns pode até me chamar de maluco por ainda estar ao seu lado, mas sou alguém que sempre esteve ao seu lado, pirralho. – Após dizer isso ele sai das sombras e mostra sua face.

Um jovem rapaz, com cabelos espetados brancos, olhos vermelhos como rubis, usando calças jeans pretas, tênis todo preto com uma listra branca perto da sola, uma camisa básica branca e uma e uma camiseta xadrez azul clara e branca, nele também tinha um grande fone em seu pescoço, tinha estilo de um garoto que gostava de música eletrônica, parecia um garoto comum de um bairro nobre da cidade, mas tinha algo peculiar nele, que era uma grande asa, o que estava mais estranho era ele apenas ter uma asa do lado direito.

— Quem é você??? – Castiel, após ver, cai assustado tropeçando em uma pedra no chão.

— Cara, já fui chamado de muita coisa, santo, pássaro, avião, super-man, até de mulher pássaro! Mas meu nome é Uriel, seu anjo da guarda, prazer! – Diz isso coçando a cabeça e se escorando na parede.

— Anjo da guarda???? Me poupe do seu papo furado! – Diz Castiel irritado e saindo do local.

— Então você não acredita, espere um pouco! – Uriel coloca a mão no bolso e tira um cartão e entrega para Castiel.

— “Anjo da guarda do Castiel, Uriel o anjo”, você deve estar de brincadeira comigo ne? – Diz Castiel indignado e irritado.

— Agora você acredita né? Hahahaha – Uriel com uma risada irônica.

— Vou embora, você sé deve ser mais um louco no meio dessa cidade falando bobagens – Diz Castiel saindo do local, mas quando se vira, Uriel está em sua frente.

— Para onde você vai? Você não tem casa, saiu hoje da casa de seu tio, onde pretende ir? – Diz Uriel colocando o dedo na testa de Castiel.

— Mas como você sabe disso? Bom não importa, não e da sua conta! Não devo satisfação a alguém que conheci a 10 minutos. – Diz Castiel com um tom bravo, saindo do local.

Logo em seguida aparece Emily, uma linda garota onde Castiel pela qual se apaixonou desde sua sexta série, uma garota de cabelos tão loiros quando fios de ouro, olhos castanhos claros, não era tão alta, mas seu corpo mesmo aos 17 anos, parecia de uma mulher adulta, com seios fartos, e uma cintura delicada, tão linda como um anjo.

Estava usando um pequeno vestido vermelho e mostrava seus ombros, e um pouco de seu decote, apenas uma roupa causal para apenas ir ao mercado e voltar para sua casa ajudar sua mãe com os preparativos.

— Olá Cass, quanto tempo não te vejo, por que você não vai na escola? Diz Emily carregando uma sacola de compras que tinha feito, já que era sábado e aniversario de seu pai, ela foi ao mercado comprar ingredientes para o bolo.

— Ele está querendo se matar! – Diz Uriel com tom irônico.

— Na.. Não e isso! – Castiel gaguejando, já que não consegue falar direi perto de sua amada.

— Não e isso o que? – Emily inclinando a cabeça olhando para Castiel, não entendendo o que ele estava dizendo

— Não acredite no que esse louco aqui está falando, e tudo baboseira! – Falando isso Castiel aponta para Uriel que de tanto rir, está sentado no chão.

— De quem você está falando Cass? Não vejo ninguém. – Diz Emily olhando para os lados, e Uriel ao lado dela acenado com um sorriso irônico.

Na mente de Castiel, ele fica pensando do porquê Emily não estaria vendo o suposto anjo que estava ao lado dela, ele começa a desconfiar de sua própria sanidade, mas prefere não tocar no assunto por enquanto, já que não queria passar por louco perto dela.

— Esquece... Você já está fazendo os preparativos da festa do seu pai? — Diz Castiel olhando para as sacolas pesadas que estava com a Emily.

— Sim, minha mãe e eu estamos fazendo um grande bolo de morangos, já que meu pai adora. – Diz Emily sorrindo – Cass mudando de assunto... Por acaso você vai morar com seu pai? Já que sua mãe morreu é meio comum as pessoas irem morar com...

— Não irei morar com pessoas que não me querem. – Diz Castiel pegando as sacolas pesas da mão de Emily. — Eu já tenho um local para morar, falei com o Diego, e o tio dele vai me alugar um quarto para eu morar, e trabalhar com ele. Bom vou te ajudar a levar essas coisas, parecem pesadas, minha casa ira ser a quatro quadras da sua, já tem uma cama lá, levarei o resto das minhas coisas outro dia, então irei te acompanhar.

Saindo da li, os dois vã em sentido a centro da cidade, já estava escurecendo, o local onde eles estavam era perigoso a noite, Uriel fica para traz, e coloca a mão no bolso e tira um celular, digitando alguns numero o coloca no ouvido.

— Olá chefia! Ok ok não é para eu te chamar assim. Do porque eu usar um celular para eu falar com o senhor? Bom todo mundo aqui da terra usa. Entendi, sei que não é para eu me apegar por coisas mundanas, eu sei. Mas enfim, achei o pirralho, bom não vai ser nada fácil. Sim sim eu sei, mas tenho os meus motivos por ter escolhido ele, mas é claro que sei o que estou fazendo. Não ainda não mostrei a ele, ele nem acredita que eu sou um anjo hahaha! É o senhor quer o que? Fiquei dez minutos falando com ele, nesse momento ele deve achar que está delirando. Bom, sei que ele vai ser de grande ajuda, até porque o senhor sabe bem o porquê escolhi ele. Ele e o único que pode libertar meu poder de novo sem destruir boa parte da cidade. Bom vou nessa, tenho que preparar muita coisa, até mais grande poderoso chefe. – Uriel dizendo isso se escuta um trovão muito forte e ele começa a rir – Hahahahaha tenha uma boa noite chefe! – Dizendo isso Uriel desliga o celular e o guarda no bolso e olha para o céu estrelado, e pensa o quanto ele e lindo visto da terra, a muito tempo que ele não contemplava tamanha beleza já que no paraíso não conseguia ver.

Mas essa não era a primeira vez que ele tinha visto o céu da terra, mas é a primeira vez que ele vê sem se preocupar, mas ele sabe que essa tranquilidade está para acabar, mas ele não prefere não pensar nisso por enquanto, ele quer admirar o esplendor do céu cheio de estrelas caminhando enquanto some na escuridão da noite.

Voltando para a casa de Emily, Castiel sente que algo estão os observando, e começa a andar mais rápido. Olhando para os lados, sente a presença de algo estranho aos redores, entre as pequenas ruas escuras de onde passavam.

— Cass, porque você está estranho? Aconteceu algo? – Diz Emily parando na frende de Castiel.

— Não e nada Emily, hahah essa sacola está um pouco pesada, não sei como você conseguiria trazer sozinha isso!

— Eu sou uma garota muito forte – Diz Emily mostrando os músculos sorrindo – Hihihi, você devia saber!

— Sim, você é destaque em nossa escola nos esportes, mas ainda me surpreende. – Diz Castiel indignado com a força de Emily.

Ao chegar no portão da casa de Emily, ele abre para ela passar, e entrega as sacolas de compras, ela olha para ele e sorri, ele ficando um pouco envergonhado olha para o céu.

— Hoje o céu está bem brilhante, não acha? – Diz Castiel olhando para o céu envergonhado.

— Sim está lindo. – Responde Emily – Cass, tenha juízo, já que irá morar sozinho hoje em diante. – Falando isso com um tom sério olhando para Castiel-.

— Você sabe que eu sou um cara que tem muito juízo. – Diz Castiel rindo e apontando para sua própria face-. Bom irei para casa, já está bem tarde.

— Tudo bem tenha uma boa noite Cass, cuidado e obrigado. – Diz Emily entrando em sua casa.

Castiel se vira e sai andando em direção em sua casa, até chegar em um beco escuro e parar, começa a olhar para os lados, e seu peito começa a coçar, ele começa a sentir um cheiro de enxofre, e olha para baixo e fica em silencio. Tudo ao seu redor estava quieto, muito estranho em um local na cidade onde e bem movimentado. Castiel começa a correr e sente que algo está atrás dele, ouve os passos de que havia algo correndo atrás dele, até que uma roda de carro passa voando perto de sua cabeça, alguém tinha lançado aquilo nele, começa a correr mais rápido e a coceira em seu peito começa a aumentar. Até que consegue ver sua casa, a sensação ruim que ele sentia passa repentinamente, onde ele ao lado da porta de sua casa olha para trás para ver se aquilo ainda estava o seguindo, vê que a rua estava tranquila, não havia nada lá.

Ele entra em sua casa e percebe que a luz de sua cozinha estava acesa, ele pega um bastão que ficava atrás de sua porta e vai até lá, quando chega em sua cozinha ele tem uma surpresa.

— ow ow ow, abaixa isso ai cara – Diz Uriel com um sorvete em sua boca espantado com a presença de Castiel.

— Mas por que caralhos você está em minha casa. – Diz Castiel irritado apontando o taco para Uriel.

— Sou teu anjo né, terei que ficar com você. – Diz Uriel colocando a mão no bastão de Castiel e abaixando ele- Abaixa esse taco pelo amor de Deus, você no fundo sabe que eu não vou fazer nada para você.

Uriel se levanta e vai para sala com o sorvete em sua boca, e senta no sofá pega seu celular e fica olhando para o Castiel com sua cara de cínico.

— Ei Cass, qual a senha do wifi? – Diz Uriel olhando para Castiel e apontando para seu próprio celular.

— Some de minha casa. – Diz Castiel gritando abrindo sua porta.

— Acho que não devo sair daqui, e você sabe bem o porquê. – Diz Uriel olhando para Castiel e sorrindo.

— O que você quer dizer com isso? – Diz Castiel um pouco assustado.

— Você acha que aquilo que estava atrás de você, quando você estava voltando da casa da menina foi embora? – Diz Uriel se levantando e olhando pela janela.

— Como você sabe disso? Era você? – Diz Castiel assustado.

Quando se escuta um barulho fora da casa, onde Castiel chega perto de sua janela e sua porta quebra, todos vidros casa quebram e ele cai no chão e machuca sua testa, começa a ter raios e o tempo de céu todo limpo e brilhante para um tempo nublado em instantes. Castiel se levanta e olha para sua porta e tem um homem com manto preto e chapéu grande todo preto com uma faixa vermelha grande nele com grandes asas negras, e uma grande espada em sua mão direita.

— Um anjo caído, achei que vocês demorariam para vir até aqui. – Diz Uriel ajudando Castiel a se levantar.

O anjo caído levanta seu rosto que estava escondido pelo chapéu, onde mostra ser uma pessoa pálida com olhos vermelhos, cabelos longos e pretos. Ele em um movimento rápido aparece atrás de Castiel e Uriel, e com um golpe manda os dois para fora da casa.

Castiel abre os olhos e vê Uriel com uma feição seria, e com uma grande espada em sua mão direita e com sua única asa aparecendo. Sua espada era ridiculamente grande, um pouco transparente e um pouco azulada, ela não era uma espada comum, ela tinha relevos, parecia algum tipo de espada dos jogos rpg que Castiel jogava toda feita de cristal. Uriel olha para o anjo caído e aponta sua espada para ele.

— Castiel, se você ainda não acredita em anjos, anjos caídos e demônios, acho que agora e uma boa hora de você acreditar. – Diz Uriel com uma expressão séria, e indo para frente de Castiel para o defender – Está na hora da brincadeira – Uriel sorri e vai para cima do anjo caído.

Uriel indo enfrentar o anjo caído, no meio do caminho ele para e fica observando o anjo, parecia que ele tinha percebido algum tipo de armadilha, o anjo caído sorri e diz

— Então o anjo mais forte do reino está com medo de enfrentar um mero anjo classe D. – dizendo isso o anjo caído começa a rir. – Fiquei sabendo que você perdeu boa parte de seus poderes depois da luta contra um certo anjo.

Uriel sorri pegando seu celular e colocando os fones de ouvido e plugando-o, e colocando uma música de rock, olhando para o anjo caído Uriel sorri e começa a tremer.

— Sim perdi 90% da minha força derrotando o maldito do seu chefe, mas fazer o que?! Mas faz o seguinte.... Manda um recadinho para ele. – Dizendo isso Uriel coloca o fone de ouvidos e segura na espada.

Desaparecendo como um relâmpago, Uriel aparece atrás do anjo caído, e o golpeia com a espada em um ataque de baixo para cima em diagonal, fazendo o anjo subir a quase 10 metros de altura. O anjo tenta se defender, mas Uriel e extremamente rápido, Castiel fica espantado com a situação sobrenatural que ele se encontrava, e pensa com sigo mesmo de como aquilo estava acontecendo com ele e do porque isso acontecia com ele.

— Avisa seu chefinho de bosta, que eu estou de volta na terra, e ele não vai pisar aqui! – Falando isso ele dá outro golpe no anjo fazendo ele cair no chão e fazendo um estrago no quintal de Castiel, com a força do golpe no chão, ele tenta se manter em pé, mas quando percebe Uriel já está proximo a ele, segurando sua espada em uma posição como se fosse dar o ataque final.

— Maldito. Você sabe que não poderá nos deter sozinho sem a chave de seus poderes... – Falando isso o anjo caído olha para Castiel e sorri – Maldito.... Então e isso...

Uriel faz um corte em linha horizontal onde sai um feixe de luz e vai em direção ao anjo caído, a energia e tão grande que quando acerta o anjo caído o levantando e levando para longe no céu, o tempo volta a estar como era.

Uriel esticando seu braço faz a sua espada desaparecer assim como sua asa, olhando para cara de Castiel que, no entanto, estava assustado, ele vai andando até ele tirando os fones de ouvido e guardando em seu bolso.

— Isso foi muito legal não foi? – Diz Uriel rindo para Castiel que, no entanto, ainda estava sem reação pelo que tinha visto. – Vai diz ai, eu estava do caralho não? Parecia até mesmo um protagonista de anime.

— O que foi tudo isso! – Castiel dizendo isso com a voz tremula para Uriel.

— Isso? Bom... Foi meu “superpoder dos anjos pica para caralho, comedor de cu de anjo caído”, mas eu nem falo esse nome porque demoraria de mais. – Dizendo isso Uriel olha para casa destruída e todo em volta destruído. – Bom isso aqui está uma zona...

— Olha tudo isso, como irei concertar tudo, não tenho dinheiro nem para me alimentar direito... -Castiel dizendo isso com os olhos cheios de lagrimas- Poderei até ser mandado embora daqui.

Ouvindo isso Uriel pega seu celular e faz uma ligação, se agacha e pega um galho e fica riscando o chão, até que escutam um barulho de trovão e aparece uma luz próxima a eles, e dessa luz sai uma garota extremamente linda de óculos, cabelos brancos e grandes asas lindas, ela tinha uma roupa de uma garota comum, parecia de uma garota saída de anime escolar, uniformizada, com alguns livros na mão.

— Uriel... O que você fez dessa vez? – Dizendo isso a garota vai próxima a ele com cara séria.

— hehe – Colocando a mão na cabeça dele Uriel sorri – Me desculpe Micaela, você poderia me ajudar mais uma vez?

Micaela é uma anja ajudante de Uriel, que ajudou a terra a voltar a forma que era, ela não era boa em lutas, mas era boa em arrumar a bagunça que os anjos faziam em suas lutas, e até mesmo curar eles.

— Meu deus Uriel, você sempre faz estragos, até mesmo sem 90% de sua energia. – Dizendo isso indignada e arrumando seu óculo em seus olhos, e caba olhando para o lado e ve Castiel, e puxa Uriel e cochicha com ele – Então é realmente ele?

Uriel acena com a cabeça afirmando, e Castiel apenas olhando tudo que eles falavam. Micaela se vira estende sua mão direita para o lado e aparece um cajado, todo branco e cheio de detalhem em dourado e caia alguns tipos de brilhos cintilantes dele.

— Ok irei resolver isso, mas Uriel tenha mais cuidado da próxima vez, nem sempre estarei disponível, você sabe que atualmente tenho muitos problemas para resolver – Dizendo isso ela bate o cajado no chão e tudo volta ao normal.

— Até porque aquele humano na Inglaterra e bem mais importante em me ajudar ne? – Uriel dizendo com cara sínica olhando para ela.

— Ma-ma-mas quem te disse isso? Na-na-não é nada disso que você está pensando Uriel! – Dizendo isso ela fica vermelha e Castiel olha com cara de indignação, pensando que as figuras de anjos que ele pensava como fossem foi totalmente destruída – Bo-bom, vou embora, até mais a vocês dois. — Se despedindo ela olha para Castiel e dá uma piscadinha a ele, Castiel se espanta e fica com vergonha, e em uma rajada de luz ela desaparece.

Castiel olha para sua casa está tudo normal, então eles entram na casa e Uriel senta no sofá da sala, tira o celular do bolso, e fica olhando para cara de Castiel indignado com algo, Castiel fica olhando para ele com um espanto e fica um pouco com medo por conta da expressão de Uriel

— Então??? – Diz Uriel olhando para Castiel de forma séria.

— Então o que? – Pergunta Castiel espantado e esperando alguma notícia ruim.

— Quando você irá me passar a senha do wifi? – Dizendo isso com uma cara de seriedade.

— Sai da minha casa. – Castiel dizendo isso abrindo sua porta com tambem com cara e tom de seriedade.

— Hahaha, você e muito engraçado Castiel! – Rindo muito, Uriel se levanta e vai proximo a Castiel.

— Eu não estou brincando, some de minha casa! — Aos gritos Castiel se enfurece.

— Ei garoto, vamos com calma estou aqui tambem para explicar o porquê de isso tudo estar acontecendo com você. – Colocando a mão no ombro de Castiel, Uriel fecha a porta e aponta para o sofá da sala. – Sente-se te explicarei tudo.