A vida de outra garota...

24 XXIV - I won't say I'm in love...


Notas iniciais
{Meu segundo capítulo favorito.}

~Mundo da Amy~

POV. Amy

— Pen...Pensei que você não iria vir nunca... – Ele falou.

Dou um leve sorriso, tentando me focar novamente. Ele era assim... Me deixava totalmente perdida...

— É claro que eu vim... — Eu ri, fraco. — Eu sempre vou vir...

Ele me fita, seus olhos cor de âmbar brilham mais que estrelas na noite, seu sorriso, para lá de maravilhoso, me enche de energia... Ian... Desvio os olhos, ao perceber meu tom de pele, totalmente e absolutamente corada. Ouço a leve e harmoniosa risada de Ian... Aquela risada que me deixa tão bem.

— Então... Não pretende entrar totalmente no quarto? Vai ficar ai parada na porta? — Ele pergunta, irônico, mas eu percebo o quando grosseira eu estava sendo por permanecer distante.

— Perdão... Às vezes eu esqueço do que estou fazendo... — Balanço a cabeça, rindo levemente.

Entro no quarto branco, muito parecido com... Com? Arregalá-lo os olhos, e fico tentando achar alguma mensagem que não esta ali! Sinto novamente o agito no meio interior, tão errado e estranho... Tudo aquilo deixava-a maluca, ela estava tentando... Acordar? Aquilo parecia tão... Ridículo para mim.

Tentei dar mais um passo, buscando chegar mais perto da maca de Ian, porém meus pés me traiam, fazendo-me fraquejar.

— Amy? — Ian perguntou, sua coluna veio para frente, e logo ele estava inclinado, tentando ver se havia algo no chão.

— Perdão... — Falei novamente. — Estou... Confusa...

Ian me fita e eu vejo algo profundo em seus lindos olhos âmbar. Ian parece lutar com alguma parte dele, como eu estava.

— Você fala muito “perdão”... — ele ponderou. — Talvez devesse parar de pedir perdão e tentar... Sorrir mais? — ele disse, sorrindo de lado.

— Talvez — digo, tentando sorrir também, Ian precisa de alguém... Que lhe ajude agora. Alguém divertida, alegre, radiante... Alguém que lhe faça rir. — Mas talvez você devesse notar quando bolas gigantes de ferro voam em sua direção. — Sorrriu levemente no final da frase.

— Estava distraído... — Ele diz, sorrindo, e faz um gesto para eu sentar-me na beirada da cama.

— Por Deus, o que foi que lhe distraiu tanto, Kabra? — Pergunto, fazendo cara de chocada enquanto sento-me na cama.

— A visão mais linda do mundo — Ele sorri, e eu fico vermelha novamente.

— Talvez a visão também estivesse se sentindo assim... — Murmuro, a baixo tom.

— Se estivesse, eu seria o cara mais sortudo do mundo! — Ele exclama, rindo, e reparo que estamos tão perto que podemos nos tocar.

— Talvez, você seja... Mas certamente não por isso... — Olho para baixo, corando com minha ousadia.

— Oh, sim, exatamente por isso! — Ele coloca a mão sobre o meu pescoço, sorrindo de leve ao ver o vermelho em minha face. — Você fica linda corada... — Ian diz e sua voz saí um tanto quanto sonhadora.

— E você fica lindo quando não está brigando comigo... — Eu engasgo ao ouvir minhas próprias palavras. Como assim? Pirei? Ian da uma gargalhada. — Quer dizer... eu não disse isso... Ahn... O que você disse? Quer dizer... Azul! — Digo totalmente tonta. Meu ataque de loucura faz Ian rir mais. — Pelo menos eu lhe divirto — Falo triste.

Ian para de rir, ele me encara.

— Como assim? — Ele inclina o corpo na minha direção. — Acha que você só me diverte? Por acaso acha que é só por isso que está aqui? — Embora corada, balanço a cabeça, fazendo que sim. Ian ri por um tempo, mas ao olhar meus olhos e perceber que falo sério, então ele fica sério. — Isso é a coisa mais absurda que já escutei saindo dessa linda boca. Amy, você esta aqui porque eu te... — Somos brutalmente interrompidos pela enfermeira, que entra trazendo os remédios de Ian.

— Oh, perdão... Não sabia que estava com visitas! — Diz a mulher, colocando uma mecha de seu cabelo cor de chocolate atrás da orelha. — Posso voltar outra hora...

— Não, não — Apresso-me a dizer. — Só estávamos conversando, pode, por favor, dar os remédios para ele? — Ian me lança um olhar raivoso, mas suspira por fim, cedendo.

Sento-me e vejo a mulher trabalhar, ciente que ela também nota minha silenciosa presença, talvez pelo fato que eu respiro alto, talvez porque Ian não parava de olhar para mim, de uma maneira descarada, fazendo-me corar algumas vezes.

Ah por favor, quando eu não estou corada?

Assim que a enfermeira saiu, pedindo algumas desculpas, Ian me olhou, porém seus olhos começaram a ficar cansados, e eu decidi que era hora de deixá-lo dormir.

— Vamos, durma — digo, passando a mão pelos seus cabelos macios, enquanto ele me olha, lutando contra o sono. — Eu estarei aqui amanhã, e amanhã, e depois e depois... Sempre. — Declaro rindo, baixo.

— Promete?

Me abaixo para conseguir ficar de frente para ele, que já está deitado. Nossos lábios se encostam levemente.

— Sempre.

A vida de outra garota...

— Baile de primavera? — Natalie quase berrou. — Preciso de sapatos novos! Oh meu deus, e com que rouba irei? Lílias ou azul? Vermelho? — A morena parecia desesperada, com se o fato da escola estar fazendo um baile de primavera assustasse ela.

Revirei os olhos, seria apenas mais um baile idiota da escola... Eu já tinha muitos problemas para me preocupar com um mero baile.

Ian voltou para escola depois de duas semanas, embora eu tenha mantido minha promessa de vê-lo no hospital, desde que ele saiu as coisas mudaram.

Celeste anda agarrada nele para todo lado, o que está começando a me deixar muito irritada. Porém, todavia, entretanto, Ian sempre parece relutante ao estar com ela, mas mesmo assim... Ele não se afasta daquela... Daquela...

Respira Amy, cabeça no lugar!

— Isso é incrível! — Sinead cantarola. — Será que o Hammer topa ir comigo?

Enquanto Madison e Regan falavam que claro, e Natalie continuava com sua crise de roupa, eu estava apenas pensando em um certo moreno de olhos cor de âmbar.

Vosso desejo é uma ordem!

Assim que comecei a pensar nele, lá estava-o. Entrando no ginásio com a vadia a-tira-colo, também atende como pessoa-mais-odiada-do-mundo, ou simplesmente como capeta.

— Será que o Ian já sabe do baile? — Regan disse, ao recuperar minha atenção, sorrindo maliciosa.

— Certamente que não, e isso não me importa — Respondo, olhando para o lado, tentando conter minha raiva.

— Eu acho que ele sabe, Reg. — Natalie afirma, com o mesmo sorriso diabólico no rosto.

— Por que acha isso? — Questiono nervosa. Ah, merda... minha curiosidade sempre me ferrando! As meninas deram um sorriso vitorioso

— Talvez, somente talvez, que já que ele não consegue se desgrudar da Celesvadia ali, ele tenha me pedido para entregar um bilhete para uma certa dama de olhos verde jade... — Natalie brinca com o envelope diante dos meus olhos. Como um brinquedo para um gato.

— Para quem? — Pergunto, sem ser capaz de esconder a minha raiva. O ciúmes me dominando por inteira. Quem o Ian pensa que é para...

— Você, dorminhoca! — Sinead bate na minha testa, rindo.

— E-eu?

— Não, a minha vó! — diz Maddie.

— Que bom, tomara que ele goste de dançar com alguém da terceira idade! — Bufo, levantando-me irritada.

— Ah, por favor Amy! É pra você! — Natalie praticamente joga a carta em mim. — Nos conte depois como o meu irmãozinho conquistou seu coração. — Ela pisca ligeiramente e saí correndo, gargalhando. Eu ainda mato essa Barbie morena!

— Já nos vemos, Amy. — Sinead se despede.

— Temos que ver se achamos algum par... Já que só você tem um garantido. — Maddie brinca, embora eu nem estivesse prestando atenção nela.

— Oh... Claro, sim... — Falo, sem nem olhá-las direito. Meus olhos fixos no envelope de papel na minha frente.

O envelope era simples. Apenas um nome escrito ali.

Amy Cahill

Abri ele devagar, tentando não surtar. A carta era pequena, continha apenas algumas palavras:

“Já que não posso chegar perto de você, apenas por favor, me dê uma chance de lhe pedir um presente.

Você aceitaria ir comigo ao baile?

Não precisa me responder, apenas... No dia, me diga. Se não for com você, não quero is com mais ninguém.

Ian. “

Meu coração parou, e eu fiz o possível para não cair dura no chão.

Quem diria... Ian Kabra tão romantico.

A vida de outra garota...

— Não acredito que me fizeram vir aqui! — Digo irritada, ao jogar-me no grande salão da casa de Sinead.

— Qual o problema, Amy? — Sinead pergunta. — Hoje é o baile, e você vai!

— Quem lhe disse isso? Pois lhe... — Antes que eu pudesse ter a chance de falar, Natalie se postou na nossa frente.

— Amy, esse dia é muito importante para mim, meu primeiro baile com o Dan, hoje é o dia para ver se ele serve para casa, se eu posso confiar nele, se ele sabe dançar... Então, por favor, não estrague tudo com um chilique, ok?

Bufo, irritada.

— Eu só não... Ah! — Exclamo, jogando meu rosto contra a almofada.

— Não sei qual o seu problema, Amy. Você gosta do Ian, o Ian gosta de você, para não dizer ama, então, por que não facilitar?

Dou uma risada nervosa.

Boa pergunta, não?

Penso bem na resposta e ligo o som da casa da Sinead. As meninas me olham confusas, embora eu pego uma escova de cabelo e começo a cantar junto com a música:

Se há um prêmio por jugar mal — começo e elas dão risadas. — Já sei que vou ser eleita. — Dou um rodopio triste no ar e paro em cima da pequena mesa de centro da sala de Sinead. — Amar não vale o sofrer, não... — dou um sorriso para elas, descendo da mesa e parando ao lado de Sinead. Batendo com a lateral da minha bunda na dela ao dizer as próximas palavras: — O verbo amar a razão rejeita!

Por que a mentira? — Elas cantam juntas, enquanto eu dou uma risada, e cada uma aos poucos levanta para cantar comigo, pegando escovas de cabelo, ou apenas controles de TV. — Ele é terra é o céu é o ar que você respira. — Cada uma segura uma ponta do pano do sofã, levantando como uma cabana. — Para nós está na cara. Isto não se esconde — elas me cercam para a última frase. — Nós sabemos onde sua cabeça está!

Não dá, não sei, não direi isso, não! — digo, enquanto ando até a sacada. Naquele jeito bem antigo, rebolando a cada frase.

Se suspirar vai negá-lo, ã ã — elas dão risadas ao me seguir.

Não ouvirei, não direi que é paixão! — digo, levantando minhas mãos no meu ouvido, como se os tapasse.

Thuru thuru uuuh — elas brincam, ao imitar o som das musas.

Meu coração não se emenda — digo, tocando as mãos de Sinead, enquanto esta dá um leve sorriso para mim. — Tudo é tão lindo no início — dou um leve suspiro ao lado de Natalie, que sorri animada. — Mas a razão diz: "Se contenha — digo encarando Reg. — Se não quiser ir pro sacrifício"

Vai ficar negando — cantam, enquanto Madison faz cara brava para mim, como se eu fosse uma criança que merecesse aprender uma lição. — Essa sensação etérea — reviro os olhos. — Já estou notando — elas cantam enquanto eu subo as escadas para o quarto da Sinead. — Que você está aérea (Não estou!) — elas pulam os degraus da escada, para tentar me alcançar. — Aja como adulta — eu dou uma risada ao andar pelo corredor. — E já não oculta que isso é — Elas dão sorrisos enquanto brincam com o verbo. — É... É amor — Natalie e Regan fingem se derreter na minha frente, enquanto Sinead e Madison seguram meus ombros, como se fossemos cair.

Não dá, não sei, não direi isso não! — Cantei, me livrando delas.

Não vai fugir, seu sorrir é paixão — Dediliaram elas.

Eu não topei, não direi que é paixão —Agito as mãos ao redor do corpo ao chegar na porta do quarto de Sinead, me virando para elas com olhar mortal.

Chegou enfim, isso sim é atração — Elas sorriram, entrando no quarto atrás de mim.

Já é demais, não direi não (ela não dirá) — elas brincam, enquanto eu tento de inúmeras maneiras me livrar das vozes doces das minhas musas. — Me deixem em paz — disse me sentando, frustrada, na cama. — Não direi, não! — dessa vez me deito.

Confie em nós, é a lei da paixão — elas falaram, ficando próximas de mim, duas em cima da cama, outras no chão, suas vozes agudas atingiram notas incríveis enquanto elas terminavam sua parte.

Oh, oh, oh! — digo enquanto Natalie coloca uma rosa na minha mão, sorrindo com a referencia ao filme. — Em alta voz, não direi que é paixão...

Terminamos, e por uns momentos ficamos em silêncio, ouvindo minha voz sumir no meio daquele lindo silêncio.

Por fim, Natalie fala:

— Sempre vi no meu irmão um projeto de Hércules, Meg! — ela diz, fazendo-nos rir.

É... Talvez algum dia eu direi.

Notas finais
{ Essa música foi minha inspiração e sempre será, para escrever para casais como amyan, poseitena, percabeth, dramione... Ela é tão eles *suspira sonhadora*} [corrigido e orgulhosamente revisado]