A viagem do tigre - Pov dos tigres

30 O tesouro do dragão dourado - Kishan


Kelsey entrou na sala, interrompendo minha discussão com Ren, e disse que tinha um encontro com o próximo dragão. Kadam saiu do banho e veio para a casa do leme, assim que ouviu a notícia.

—Peço desculpas por interromper o seu banho. Precisamos de três pedaços de ouro e de algo realmente valioso para negociar. Desconfio que precisa ser muito brilhante.

—É o dragão dourado?

—É, sim. Tivemos uma conversa bem interessante a menos de seis metros destes dois— apontou com o polegar para Ren e eu.— Grande audição de tigre...

Ren ficou irritado e iniciou uma discussão com Kelsey:

—E onde você estava? No convés inferior, onde deveria estar?

—Não. Eu estava no alto da casa do leme, se quer mesmo saber. E antes que me dê um sermão sobre segurança, saiba que eu sou capaz de me proteger.

Em seguida, Kelsey o ignorou e continuou falando com Kadam.

—Então, o senhor tem ouro?

—Tenho. Vou me vestir e nós iremos até o cofre.

Na hora marcada, Kelsey, Ren e eu estávamos na abertura da garagem molhada, cada um segurando um objeto de ouro. De acordo com Kelsey, o dragão disse que se segurássemos um pedaço de ouro, chegaríamos ao seu reino no fundo do mar. Nós também levávamos as armas, o fruto, o lenço e algumas jóias. Kelsey levava Fanindra. Por orientação de Kadam, todos os presentes de Durga estavam escondidos em uma bolsa, que Ren carregava.

Logo antes de saltarmos na água, Nilima veio correndo com o colar de flores de lótus de Durga. E o colocou no pescoço de Kelsey, dizendo que tinha sonhado que ela ia precisar dele. O cheiro das flores me trouxe lembranças da Deusa, e eu suspirei de leve ao pensar em sua boca vermelha e seus longos cabelos negros. Kelsey abraçou Nilima e Kadam.

—Se isso não der certo, nós voltamos em um segundo... encharcados, mas a salvo— falou.

Eu pulei primeiro. Em seguida Ren. Antes que ele pulasse, eu o ouvi dizendo a Kelsey:

—Estou mais do que pronto, hridaya patni. E tenho a intenção de voltar com o meu prêmio.

Ele pulou em seguida e Kelsey não o respondeu. Mas eu sabia que ela estava em dúvidas. Desde que Ren recuperou a memória, Kelsey esteve o tempo todo preocupada. Talvez Ren estivesse certo, e no fim, ela o escolhesse. Eu estaria pronto e aceitaria, caso esta fosse a escolha dela.

Assim que eu mergulhei, a minha mão, que segurava a caneta de ouro, projetou-se para a frente. Em seguida, meu corpo foi puxado para a mesma direção, em grande velocidade. Kelsey havia nos avisado para não largarmos o objeto, e eu assim o fiz.

Eu estava sendo levado até o fundo do oceano. Bolhas de ar iam se soltando acima de mim, até que uma delas tocou meu nariz e se expandiu, envolvendo a minha cabeça. Então eu conseguia respirar tranquilamente.

Eu olhei para trás e vi que Kelsey e Ren também estavam sendo puxados. Mais à frente, visualizei algo reluzindo. Quando me aproximei um pouco mais, identifiquei o castelo feito de ouro. A minha velocidade começou a diminuir enquanto eu me aproximava da porta, que se abriu para que eu entrasse. Eu estava magicamente seco.

Ren chegou antes de Kelsey e me disse que esperaria por ela. Eu entrei para me encontrar com o dragão. O palácio era impressionantemente luxuoso. Havia pinturas nas paredes e baús de tesouro abertos, repletos de jóias que caíam sobre os tapetes, além de estátuas, quadros e diversas obras de arte. Imaginei que Kelsey iria se encantar por aquele lugar.

Encontrei o dragão, já em sua forma humana e disse a ele que precisávamos de ajuda para encontrar o colar de Durga. O dragão me disse que a informação era preciosa demais e que eu teria que pagar para ele. Ao ser perguntado sobre o preço, ele me informou que queria um baú cheio de ouro.

—Eu não tenho tal valor. Tenho apenas isto — e mostrei a ele um brinco de ouro que retirei disfarçadamente da bolsa.

— Isto é muito pouco, não vale a informação. Mas é muito bonito e me interessa sim. Façamos o seguinte, apostamos no par ou ímpar. Se eu vencer, levo o brinco, se você vencer, deixa os brincos e leva a informação.

Naquele momento, percebi que Jīnsèlóng era astuto, mas também era muito ganancioso, e que eu poderia usar isto contra ele para obter a informação de que precisava. Fizemos a aposta e eu perdi no jogo. Ren e Kelsey entraram na sala quando Jīnsèlóng comemorava.

—Ganhei—disse o dragão. É muito difícil me vencer, sabe. Não leve para o lado pessoal.

—O que você perdeu?—perguntou Ren.

—Os brincos de Nilima.

—O que está acontecendo?—Perguntou Kelsey.

—Ah, você chegou—disse Jīnsèlóng. —Demorou bastante, minha cara. Agora, se não se importa de me entregar o Fruto...

—Não se mova—Ren se colocou à frente de Kelsey.—Ele é um demônio ardiloso e pretende ficar com tudo o que conseguir.

O dragão franziu a testa.

—Estraga-prazeres. Muito bem. Apenas me dê o broche e vamos ficar quites.

Ren ergueu a mão.

—Você não vai receber nada. Se gostou do broche, vamos negociá-lo —Ren prosseguiu, ponderando Talvez, se fornecer um lanche para a moça, eu permita que você dê uma olhada nele. É bastante valioso.

—Bah—respondeu Jīnsèlóng, olhando-me de canto de olho e soltando uma risada ruidosa.—Muito bem, vou providenciar um lanche. Tenho a sensação de que você vai ser muito bom nisso.

Ele agitou o dedo na direção de Ren enquanto sorria.

—E serei mesmo. Fui bem-treinado em negociações comerciais para o reino do meu pai.

Aquilo era verdade. Nós dois havíamos sido treinados para lutar, mas também para negociar. Eu sempre fui melhor na primeira e Ren na segunda.

—Ah, mas garanto que nunca lidou com alguém como eu — o dragão bateu palmas e uma bandeja apareceu à nossa frente.—Por favor, sentem-se e deleitem-se com as dádivas do mar. Estão vendo como sou generoso?

Nós comemos um pouco daquilo que o dragão havia nos oferecido, enquanto o observávamos. Depois de comermos, começamos com as negociações.

—Talvez o primeiro item a ser considerado seja o broche na mão de Kelsey — Ren estendeu a mão para ela.—Posso?

Fiquei olhando para o dragão e percebi seu olhos brilhando de cobiça ao ver o broche de ouro. Ele começou com uma oferta surpreendente: informação sobre o dragão branco em troca de tudo o que havia na nossa bolsa, sem nem olhar. Na bolsa estavam os presentes de Durga, além do fruto e do lenço. Ren fingiu considerar a oferta e então declinou com toda a educação, mas ofereceu o broche em troca da informação.

O dragão riu da oferta, mas fez uma contra oferta, que Ren considerou com seriedade. A partir dali, os dois começaram a negociar enquanto Kelsey e eu observávamos atentos e em silêncio. Jīnsèlóng estava resistente quanto a fornecer as informações sobre seu irmão, pedindo valores muito altos em troca delas. Percebendo a ganância do dragão, Ren começou a pedir peças do seu tesouro.

Em pouco tempo, o dragão ficou com o broche, um rubi grande da nossa bolsa, um bufê de Shangri-lá e um conjunto de roupas de fada. Nós recebemos a garantia de retorno seguro à superfície, um baú de moedas, uma estátua de jade da China de valor inestimável e um colar de diamantes.

Durante as negociações, percebi que Jīnsèlóng tinha muito orgulho das coisas que ele possuia em seu castelo, e concluí que sua ganância e seu orgulho eram os pontos fracos que Ren deveria explorar.

Durante um intervalo, Kelsey perguntou ao dragão de onde vinha seu tesouro. Ele sorriu e ofereceu-lhe o braço, convidando-a para ir conhecer seu castelo. Ren e eu acenamos para que ela não fosse, mas ela revirou os olhos.

—Sim, eu adoraria. Desde que você não tente me enganar para arrancar informações de mim.

Ele soltou fumaça cinzenta na mão e a estendeu para fechar o acordo.

—Palavra de dragão.

Ren levantou-se rapidamente e começou a negociar com o dragão sobre a segurança de Kelsey, garantindo que ele a traria de volta à salvo e que não a sondaria em busca de informações. Jīnsèlóng concordou e saiu levando Kelsey pelos corredores.

Enquanto o dragão estava fora, Ren e eu discutimos sobre os próximos passos das negociações e trocamos ideias sobre o que tínhamos observado até então. Apesar da ganância, o dragão parecia dar valor à palavra empenhada e, embora sempre tentando levar vantagem, ele cumpria aquilo o que foi negociado.

Jīnsèlóng e Kelsey estavam demorando a voltar. Ren e eu já estávamos preocupados. Quando eles passaram pelo corredor de volta, eu percebi que Kelsey tinha um sorriso de satisfação, mas o dragão parecia um pouco perturbado.

Assim, que as negociações se retomaram, percebi curioso, que o dragão parecia preocupado. Sempre que fazia uma proposta gananciosa, ele olhava para Kelsey e acabava aceitando uma contraproposta desvantajosa. Ren também se surpreendeu ao constatar este fato e aproveitou para alcançar nosso objetivo. Kelsey, que não parecia tão surpresa, passou a participar das negociações, incluindo temas como "não afundar mais navios no próximo século" ou "não ir mais às Bermudas". Estávamos tão bem nos negócios, que o dragão começou a chorar.

Kelsey se comoveu com as lágrimas de Jīnsèlóng, que lhe pediu um lenço. Estávamos tão distraídos que não nos importamos quando Kelsey mexeu na bolsa e tirou de lá um lenço. Mas quando ela ia entregá-lo ao dragão, Ren avançou para arrancá-lo da mão dela. Mas ele não conseguiu chegar à tempo, e o lenço foi parar na mão de Jīnsèlóng, que começou a rir, enquanto encostava o lenço em seu rosto. Kelsey cruzou os braços e acusou o dragão:

—Você me enganou.

Ele apontou com o dedo e o agitou todo feliz para Ren.

—E é por isso que nunca se permitem mulheres na câmara de negociações. O seu pano mágico é meu!—provocou ele.

Ren deu um sorriso maldoso.

—Você nem sabe o que tem nas mãos. O pano é amaldiçoado, sabia? Na verdade, estou feliz por ter ficado com ele. A maldição só pode ser transferida se outra pessoa o aceita de bom grado, e você fez exatamente o que queríamos.

—Você está blefando—disse o dragão com uma risada e olhou para mim.

Eu percebi que Ren tinha um plano, então comecei a interpretar, sacudindo a cabeça, como se estivesse com pena:

—Bem que eu gostaria, dragão. Além do mais, é uma maldição terrível. Enfraquece o homem a ponto de matá-lo, mas talvez não o afete da mesma maneira.

—O que... o que quer dizer?—perguntou o dragão.

—Faz você se apaixonar. Por ela.—disse Ren, apontando para Kelsey.

Kelsey parecia em choque, enquanto o dragão, desconfiado, a examinava. Ren recomeçou a falar, antes que ela ou o dragão tivessem outra reação:

—Ela já tentou exercer seu poder de sedução sobre você, não é mesmo?—sugeriu Ren.

O dragão gaguejou:

—Bom, não. Não...exatamente.

Eu resolvi entrar na conversa, para reforçar os argumentos de Ren:

—Ela o fez se sentir culpado? Fez você ter vontade de melhorar? É parte do poder dela. Antes que se dê conta, já se perdeu para ela. Já não é mais o mesmo dragão que costumava ser.

—Ei, esperem um minutinho!—Kelsey protestou.

Ren a interrompeu rapidamente.

—Está vendo? Ela não quer ser desmascarada. Acredite em mim: se ficar com esse Lenço, logo estará caidinho por ela. A garota vai convencê-lo a abrir mão de tudo que lhe é mais precioso.

—Ela não faria isso.

—É o que ela faz—eu disse.—Ah, na hora você nem vai reparar, e até vai agradecê-la. Ela vai persuadi-lo a achar que a ideia foi sua e vai fazer com que você coma na mão dela bem rapidinho. Espere só para ver. Está sentindo agora? Já está corroendo você, não está? Alimentando-se das suas entranhas?

Ren me deu uma leve cotovelada, comentando:

—Ela já deve ter cravado as garras nele. Está vendo? Já está se contorcendo sob o olhar dela. Está fazendo maus negócios desde que voltou para cá. Não devia ter ficado sozinho com ela.

Eu respondi:

—É, você tem razão. Mas é um erro clássico. Qualquer um poderia cometê-lo, até mesmo um dragão— eu suspirei.—Bom, ela esgotou todos os nossos recursos, então acho que vai ficar bem feliz de passar para a próxima vítima.

O dragão engoliu em seco e disparou um olhar na direção de Kelsey, então deu uma risada trêmula.

—Vocês três me enganaram... me enganaram por um minuto, mas eu não acredito em vocês. Estão inventando essa coisa toda.

—Será que estamos?—Eu disse.—Posso dizer neste momento que nunca amei alguém com tanta força quanto a amo. Eu faria qualquer coisa para protegê-la e mantê-la ao meu lado. Teria vontade de matar qualquer um que a tirasse de mim.

Nesse momento olhei rapidamente para Kelsey, que parecia preocupada, mas desviei os olhos para continuar:

—Mas eu iria ficar na minha se tivesse certeza de que é você quem ela realmente quer.

Estas palavras eram verdadeiras e, apesar de estar falando com o dragão, elas eram dirigidas tanto para Kelsey quanto para Ren. O que me importava era que Kelsey estivesse feliz.

Olhei para Kelsey e lhe dei uma piscadela, para que ela soubesse que eu dizia a verdade. Ela estava séria, pensativa. Parecia confusa. Olhou nos meus olhos, e então parecia triste. Eu senti que em breve a perderia. Mas continuei firme e me virei para o dragão, que parecia estar acreditando em mim.

Ren, que estava sentado com o corpo inclinado para a frente, permaneceu calado enquanto eu falava. Quando eu terminei ele me olhou rapidamente e então olhou para Kelsey, sorriu, e falou em tom baixo:

—Acho que não consigo ser tão generoso assim. Sabe, eu a amo desde o momento em que coloquei os olhos nela. Fui torturado a ponto de morrer em nome dela. Eu viajaria o mundo todo para vê-la sorrir, para fazer com que fosse feliz. Quando ela se tornar sua, dragão, e tramar os fios do Lenço em volta do seu coração, provavelmente irei murchar e morrer, porque estou tão preso a ela quanto a trepadeira que se agarra a uma árvore em busca de sustento. Essa mulher me amarrou a ela por toda a eternidade. Ela é o meu lar. É a minha razão de ser. Vencer e ficar com o coração dela é minha única motivação.

Kelsey prendeu a respiração. Todos no salão ficamos em silêncio. Ren e Kelsey se olhavam. Ela estava emocionada. Ambos pareciam estar se comunicando em silêncio, apenas com o olhar..

Senti meu coração se partir. Eu queria ir embora e nunca mais voltar. Mas eu sabia que tinha trabalho a fazer e não podia deixar minhas emoções me dominarem, afinal, eu já esperava por aquilo.

Depois de um longo minuto de silêncio, Ren encheu o pulmão de ar e voltou a atenção a Jīnsèlóng.

—Duvida da verdade das nossas palavras agora, dragão?

O pescoço de Jīnsèlóng tinha ficado roxo, como se ele estivesse sufocando. Kelsey deu uma risada e o dragão estendeu-lhe o lenço.

—Pegue de volta! Não vou perder o meu tesouro para você, sua, sua... sereia!

Ren ergueu a mão.

—Alto lá, Jīnsèlóng. Acha que somos amadores? Nós não vamos aceitá-lo de volta. Você o conquistou de maneira justa e inequívoca.

—Aceitem! Por favor! Eu lhes dou mais joias, mais ouro.

Ren passou a mão pelo queixo e refletiu sobre a questão.

—Não. Isso não basta. É um fardo e tanto estar atrelado a ela. Você só está sentindo os sintomas iniciais. Acredite... para que nós aceitássemos o Lenço de volta, seria necessário uma boa soma.

—Qualquer coisa. Vocês podem pedir qualquer coisa— ele se inclinou para a frente e sussurrou bem alto:—Ela iria fazer com que eu entregasse todo o meu tesouro a... humanos. Iria me transformar em uma—ele bateu as mãos no ar—fadinha que deixa moedas embaixo de travesseiros. Isso não é vida para um dragão! Não! Não vou fazer isso! Vocês precisam aceitá-lo de volta. Eu imploro!—suplicou o dragão.

Kelsey começou a flertar com o dragão, deixando-o ainda mais perturbado. Ren conseguiu recuperar tudo o que tínhamos levado conosco e obteve também uma passagem segura para o castelo do dragão branco, algumas informações interessantes sobre o Sétimo Pagode e o guardião de seus portões, a promessa do dragão de cinco séculos de proteção a todo tipo de navio e avião, e terminou ganhando uma ampla variedade de tesouros, incluindo o tigre de jade em tamanho natural. O dragão até garantiu a entrega. Ele bateu palmas e nos disse que todos os nossos tesouros estariam no iate quando voltássemos.

No final, Jīnsèlóng se levantou de maneira abrupta e anunciou que estava na hora de partirmos. Ele de fato iria nos levar ao castelo do dragão branco, que também era submerso, faria uma apresentação calorosa e então iria embora.

Antes de sairmos do castelo, Ren afastou-se e nos pediu para seguirmos sem ele. Eu me aproximei de Kelsey e estendi a mão, que ela segurou, aproximando-se de mim.

Ren voltou acompanhado do dragão e parecia feliz e colocou algo no bolso, enquanto cochichava com Jīnsèlóng.

—Claro, claro— ele deu tapinhas nas costas de Ren, como se estivesse muito aliviado, e disse:—E desejo a você toda a felicidade também.

Então nos apressou até a porta.

Ren fechou a cara quando viu Kelsey e eu de mãos dadas, mas não falou nada. O dragão nos acompanhou, mantendo distância de Kelsey, que ficava acenando para ele.

—Agora, quando eu assumir minha verdadeira forma e sair do castelo, vocês só vão ter um instante até começarem a sentir os efeitos da pressão oceânica. Respirem fundo, nadem até mim e segurem em um dos meus espinhos. Assim poderão respirar com conforto e a pressão vai diminuir. E tentem não escorregar, isso seria... muita falta de sorte.

O dragão correu alguns passos e mergulhou através da barreira invisível da porta de entrada. Ele nadou um pouco como homem e então o castelo balançou um pouco quando sua forma de dragão explodiu da forma humana como uma onda gigantesca. Ele se virou e pareceu estar esperando impaciente por nós.

Apertei a mão de Kelsey e então nadei até o dragão. Olhei para trás e vi que Ren nadava de volta para Kelsey, que parecia preocupada. Preparei me para nadar até ela, mas Kelsey acenou para que eu ficasse onde estava. Fios do lenço começaram a se enrolar em um espinho do dragão, que se assustou. Eu dei tapinhas na lateral do seu corpo, para tranquiliza-lo.

Ren e Kelsey finalmente chegaram até o dragão e sentaram-se em seu lombo. O dragão dourado disparou pelo oceano escuro, movimentando-se como uma cobra do deserto. De vez em quando, Jīnsèlóng olhava para trás, para nós, e avançava com rapidez, como um verme lutando para escapar de um peixe faminto.